A Besta (em hiato)

1 Capítulo 1 - A viagem de Inochin


Notas iniciais
Talvez eu demore um pouco (muito) para postar o proximo capitulo devido ao final de trimestre na minha escola, então estou em semana de provas. Peço sua paciencia.

Era uma lagoa, um rio, um oceano de sangue, sangue dos companheiros que ele tinha sacrificado para estar onde está, sangue de inimigos, de amigos, de suas amadas. Pelo visto para ele não foi tão difícil tal ato de covardia, todos mortos, por sua causa, por sua ambição, tolo foi ele de acreditar que aquele homem era seu amigo...

Ele acordou, mais sonhos da mesma lagoa de sangue, aqueles sonhos lhe atormentavam a quase trinta anos, desde que o grupo que ele participava foi desfeito, melhor, massacrado por um único homem. Hannes havia se envolvido com muitas coisas ruins, mas de longe, esta foi a pior, matou todos seus companheiros a sangue frio, e deixou um único vivo, como seu testemunho, além de enfiar uma fera dentro de seu corpo e deixa-la lhe atormentar, Hannes já foi amigo de Inochin a muito tempo.

Ele se levantou e olhou para o lado e viu sua espada, gigante, enorme, a temida Espada Matadora de Deuses, feita com um rara pedra que caiu dos céus a muito tempo, dizem as lendas que quem forjou a espada foi o próprio diabo, mal sabem que é o diabo, Inochin esboçou um sorriso de deboche.

Levantou-se e foi preparar o desjejum, não lhe restava muito na sua mochila e ele estava em um lugar totalmente deserto, nenhuma cidade a quilômetros de distancia, aquele era um estado devastado pela sétima grande guerra, foi uma das guerras mais brutais que aconteceu, é, foi naquela época, o grupo de Inochin e Hannes, eles eram temidos nos campos de batalha, certa vez derrotou um exercito inteiro em uma noite, e não é exagero vinte mil homens contra um. Ele ficou conhecido como Inochin, o Ceifador, apesar de não usar uma foice, mas sim uma espada de um metro e meio feita de pedra, ainda era chamado de ceifador.

A manhã estava calma, mas a mente de Inochin não, ele sempre era atormentado por demônios, sim, começou naquela época, Hannes, o segundo rei, diziam. Maldito Hannes, pisou nos cadáveres de seus amigos para chegar onde está, mas em compensação ele foi para longe da vista de Inochin, a sua espada era capaz de matar deuses, mas demônios, não eram nem sequer arranhados por essa arma, por isso que ele está nessa jornada, uma espada capaz de matar um demônio, era oque Hannes havia se tornado.

—Maldito Hannes.-disse Inochin pensando alto.

Inochin não tinha companheiros, somente sua espada e seu sonho..., poderia chamar isto de sonho?, diria-se uma ambição, matar um homem, não, um demônio, Hannes Matalomeu, o segundo rei.

Inochin comeu rápido, tinha que continuar a viagem e encontra o ferreiro que precisava, um ferreiro habilidoso o suficiente para tal tarefa, uma arma capaz de matar um demônio, não importa o peso, Inochin tinha a força de um demônio, afinal, ele tinha uma besta indomável dentro dele, quando ele fica com raiva ela domina seu ser consciente e está muito perto de toma-lo totalmente e faze-lo acabar se transformando no lobo, ele não quer isso. Ninguém quer, seria a ruina para a humanidade, seria a ruina para Inochin.

A morte não assustava mais Inochin, oque lhe assustava era morrer sem cumprir oque ele deve cumprir, ele não queria morrer só por estar vivo, ele queria vingança, ele queria a cabeça de Hannes e cortaria suas asas feitas de esperança que o ajudaram a voar até seu objetivo, tiraria cada pena e o torturaria até que ele morresse, digno de oque ele é, um corvo, se alimentando de cadáveres, os frutos que os cadáveres produziram, a conquista de seu objetivo maligno e egoísta.

Ele mal percebeu e já havia caminhado quilômetros, já era noite quando parou, mas ele não estava cansado, longe disso, então não parou para dormir. Não gostaria de ser atormentado por demônios durante seu sono. Havia trinta anos que ele não dormia bem, além de saber que se ele morrer iria ser atormentado por esses malditos de qualquer jeito. Continuou andando até o amanhecer e então comeu novamente um pedaço de carne seca. Seus mantimentos estavam acabando, a Wallachia havia virado um deserto depois da guerra, o solo ficou infértil e a vacas secavam de sede, mesmo tomando água. Era uma terra amaldiçoada, mas nem chegava perto da maldição de Yarnaf, a aquela cidade era esquecida por Deus, se é que havia um, bestas andavam pelas ruas todas as noites e alguns tipos de especialistas as caçam na calada da noite, nunca ninguém percebeu nada, era como um segredo de estado, mas certo dia uma horda inteira atacou os subúrbios, após isso não havia mais como esconder, os subúrbios foram queimados e só sobram feras e cinzas lá, era para lá que Inochin iria, onde havia o lendário ferreiro Andre de Arstor.

A jornada seria muito longa, estava andando havia alguns meses, no mínimo levaria mais ou menos um mês ainda até Yarnaf, isso se a cidade ainda está de pé, se já não queimaram a cidade alta e o Bairro de Ferro, precisava estar lá, Arstor, dizem que ele é um homem muito velho e só sai de sua cadeira quando a espada é de suma importância para ser forjada.

O sono então começou a dominar Inochin, ele não resistiu, parou em uma casa antiga e deitou em uma das camas. O lago lhe assombrava novamente, um lago de sangue, mas agora havia um gavião indo até ele, não, não era um gavião, mas sim um corvo. O corvo pousou na frente de Inochin e então tudo escureceu. Acordou de manhã suado e com os lençóis velhos estavam molhados.

—Droga, malditos...-pigarreou Inochin se secando com uma velha camiseta que tinha em sua mochila.

A viagem seguiu tranquila até meio dia quando começou a escurecer, parecia que viria chuva, muito estranho, chuva na Wallachia, aquela terra era seca, não havia como ter chuva, mas a chuva veio e Inochin continuou. Ele deixou sua garrafa estendida para coletar água e continuou andando até a noite, sem sono continuou seu caminho e assim sucessivamente.

Notas finais
Espero que goste... ;)