Notas iniciais
Venha descobrir o que acontece com Gunter, Snow, Caliel e seus amigos nesta jornada.

Irmãos

Os anjos voltaram aos seus postos enquanto Miguel partiu para Arkar, reino dos homens. Foi verificar a suspeita de que havia antigos anjos vigilantes da humanidade em Arkar. Miguel sentiu a energia de Azazel, aquele que ensinou os homens a fabricar espadas, adagas, elmos, armaduras e escudos. Ele revelou os segredos dos céus contaminando os homens, transgredindo e corrompendo todos os planos do Criador.

― Olá, Azazel!

― Miguel! Ainda cumpre as ordens do chefe?

― Azazel, vocês ultrapassaram todos os limites.

― Que é isso, irmãozinho, só não aguentávamos cumprir ordens, não pode isso, não pode aquilo!

― Eu não sou seu irmão.

― Então, príncipe dos arcanjos, o que veio fazer aqui?

― Vocês não podiam se envolver com os humanos!

― Já vem você querendo ser igual ao seu pai.

― Quando vocês possuíram as filhas dos homens, destruíram os planos do criador com a humanidade.

― Não era você que ficava vigiando essas criaturas inferiores povoando a Terra.

― Mesmo assim vocês não tinham permissão para abandonar os seus postos.

― Você, o poderoso arcanjo Miguel, não tem que servir a essas criaturas feitas de barro, mortais insignificantes.

― Esta é a vontade do Criador.

― Miguel, você não sabe o que está perdendo, as belas filhas dos homens são...

― Seu imbecil, essa união gerou uma raça que pode até nos destruir, esses gigantes nefilins gerados despertaram a ira e o arrependimento do Criador, ele vai destruir a Terra.

― Você sempre cumprindo ordens, Miguel. Tente relaxar, fique um pouco conosco nesta terra maravilhosa.

― Este é o meu último aviso, assim que começar a batalha esquecerei que um dia lutamos do mesmo lado. Azazel, nós não teremos piedade, vamos destruir todos os traidores.

― Miguel, meu caro Miguel, desta vez você não vencerá a guerra. Não estamos no céu, os anjos que estão ao seu lado não são páreos para nós. Você já viu quantos de nós estamos na Terra?

― O meu aviso está dado.

― Miguel!

― Não temos mais nada a falar.

― Mande lembranças minhas ao Criador.

Miguel saiu dali com toda certeza que os dias da Terra estavam contados. Os anjos vigilantes da humanidade foram tomados pelo orgulho e arrogância, seriam incapazes de pedir perdão evitando uma nova guerra.

Era quase noite em Aurok, o jovem Gunter não sabia o que falar para os seus amigos, que desculpa daria quando fosse sair para se encontrar com Caliel. Não poderia falar que estava indo se encontrar com uma elfa ou até mesmo dizer que estava apaixonado pela jovem. Assim como os elfos os humanos também tinham suas superstições e crenças. A desconfiança e algumas lendas causaram uma lacuna enorme entre as duas raças.

Caliel também estava com o mesmo problema, a única diferença eram os quartos separados que lhe davam uma chance de despistar os elfos. Bellon e Rauthar estavam desconfiados de Caliel, pelo modo que ela se empenhou nas perguntas sobre os humanos. Eles a vigiavam discretamente, Bellon conhecia a jovem há muito tempo. Ele tinha certeza de que ela sabia onde os jovens humanos se escondiam. Os guardas seguiram os elfos por toda Aurok, uns com facilidade, outros nem tanto. O estômago de Rauthar fez um estranho barulho quando o cheiro delicioso de carne assada invadiu as suas narinas. Não demorou muito para o estalajadeiro passar nos quartos avisando que o jantar seria servido. A maioria dos hóspedes não esperava o bom homem avisar, seguia o cheiro até o balcão de madeira que separava a cozinha das mesas. Era como se fosse um

ritual sagrado, a tardezinha beirando o cair da noite o cheiro tomava a vizinhança, todos sabiam que o jantar na estalagem estava pronto. Dona Isolda, esposa do estalajadeiro, trabalhou muitos invernos em Arkar preparando as refeições do velho rei; após a sua morte, ela, o marido e o pequeno filho saíram de Arkar fugindo do tirano príncipe Urok.

O cheiro agradável de sua comida atraía muitos moradores de Aurok para almoçar ou até mesmo jantar. Com a hospedagem dos elfos o número de pessoas fazendo suas refeições na estalagem aumentou. Ao fundo, em uma mesa farta, os guardas se deliciavam comendo. Da forma que rasgavam o pedaço de javali eles passaram de observadores a observados. Os elfos não acreditavam na forma voraz que os guardas comiam.

Caliel tocou o braço de Bellon.

― Vocês encontraram alguma coisa suspeita no portão?

― Não, nada justifica o fogo parar.

― Talvez seja alguma magia – disse Rauthar com a mão no queixo.

― Pode ser! Mas algo me intriga.

― Pode falar aqui? – perguntou Caliel.

― Os anciões, eles escondem alguma coisa.

― Caliel, está linda com esse vestido – elogiou Bellon, que não tirava os olhos da moça desde que a viu no quarto.

― Ah! Pela manhã saí pensando que iria encontrar alguma pista dos humanos, mas os guardas estavam me seguindo entre as tendas e barracas. Um casal de mercadores, vendo a perseguição, me escondeu na tenda, eles pediram que eu vestisse está roupa, a mulher insistiu dizendo que era de sua querida irmã.

― Realmente, as roupas humanas lhe caíram bem, Caliel – disse Rauthar, concordando com palavras e olhares admirando a silhueta da elfa.

― Não sei vocês, mas eu vou subir preciso descansar, este vestido me atrapalha a andar.

― Logo vamos dormir, o dia foi muito puxado.

― Boa noite!

― Boa noite, Caliel.

― Rauthar ela vai sair, tenho certeza – Alertou Bellon.

― O que pensa em fazer?

― Vamos segui-la.

― E os seus amigos guardas ali atrás?

― Não se preocupe, depois de comerem tanto não conseguirão dar um passo.

Os jovens escondidos em uma casa abandonada estavam todos nervosos, não era da natureza dos artiquianos se acomodarem diante das dificuldades. Gunter viu na inquietude dos amigos a oportunidade de todos saírem sem causar desconfianças de mais uma ausência sem explicações.

― Não aguento mais ficar aqui sem fazer nada, sem ver as pessoas – disse Gunter aos amigos que esperavam uma oportunidade para saírem por Aurok.

O consenso foi instantâneo, mas um problema deixava Ramifel preocupado. As bolsas não poderiam acompanhá-los. Téo teve a ideia de deixá-las dentro do poço desativado atrás da casa.

Alguns não concordaram com a ideia, mas a vontade de sair era mais forte.

― Vamos embora, Ramifel – apressava Snow.

― Esperem, temos que deixar as espadas aqui, levaremos só armas pequenas.

― Por que isso agora? – todos questionaram em uma só voz.

― Os populares de Aurok não utilizam espadas, se levarmos os guardas nos acharão – disse Ramifel ao ansioso Snow.

A noite já se fazia presente, o movimento nas ruelas estava aumentando. Mesmo sem a ordem dos anciões liberando a retomada da festa, as pessoas sentiam- se à vontade na linda noite enluarada de Aurok. Os jovens se infiltraram passando por moradores. Tendas e barracas iluminadas davam àquele vale ares de alegria, os moradores mal sabiam que o perigo rondava suas famílias. Os trovadores distraíam os cansados trabalhadores com suas histórias. Gunter olhava para o alto da torre a todo instante, onde o sino principal ecoava suas badaladas. Connor, Axel e Hans admiravam os habilidosos engolidores de fogo, eles riam como crianças.

― Se nós aprendermos esses truques conseguiremos incendiar os demônios – comentou Connor.

Aos poucos o grupo de jovens foi se dividindo, cada um olhava o que lhe interessava.

Bellon e Rauthar vigiavam a elfa na esperança de que ela os levasse até o esconderijo dos jovens. Caliel tirou o vestido da humana, que lhe deixara muito mais evidente aos olhos dos homens, pela beleza de sua silhueta. Colocou suas roupas de guerreira que lhe deixava rápida e não definia o seu lindo corpo.

Bellon ficou na entrada da estalagem, Rauthar do outro lado vigiando a janela. Rauthar viu quando o quarto de Caliel escureceu. Avisou Bellon, mas o elfo esperto com os truques de Caliel não acreditou. Eles foram até a porta do quarto, tentaram ouvir movimentos ou até mesmo o respirar da elfa, nada, o silêncio predominava. Bellon, nervoso por ter sido enganado mais uma vez, estourou a porta do quarto. Rauthar com uma tocha clareava os cantos do aposento. Em um pequeno tronco no canto utilizado como mobília, estava a elfa sentada de olhos fechados como se estivesse conectada com os seus ancestrais. Os dois sem saber como se explicar olharam para a elfa. Em pouco tempo o estalajadeiro e os hóspedes estavam no quarto sem porta. Enquanto Bellon e Rauthar desciam ouvindo o estalajadeiro exigir uma porta nova, Caliel saiu pela janela.

Sem parar para ver absolutamente nada a jovem seguiu para o local do encontro. De volta ao quarto escuro Bellon e Rauthar, sem olhar para o canto, pediam desculpas à jovem. Sem respostas Bellon se aproximou e viu que não havia ninguém, gritou furioso. – Ela fugiu para encontrar os humanos!

Os dois enganados pela jovem saíram à procura de pistas. Com os moradores de volta as ruelas ficou difícil sentir o cheiro ou encontrar pegadas que lhes interessavam.

O sino tocou, as badaladas soaram aos ouvidos de Gunter como se Caliel o chamasse. O jovem não conseguiu esconder que estava tomado de amores, sentindo um desejo incontrolável. Assim que os amigos se distraíram em uma tenda de espadas, elmos e escudos, ele saiu para encontrá-la.

A vista do alto da torre era linda, Caliel se encantou ao ver o quanto Aurok crescera nos últimos tempos desde a visita em que seus pais e ela acompanharam a realeza. O vento fresco da noite, umedecido pelo sereno, esvoaçava os cabelos da elfa, que esperava tranquilamente contemplando a Lua.

Gunter parou diante da torre e girou em torno de seu próprio eixo verificando se não havia sido seguido. Caliel arremessou uma pequena pedra que estava no canto da parede, anunciando que estava a sua espera. A escada até o topo parecia aumentar a cada pulsar de seu coração. Nada o impediria de tê-la novamente em seus braços ávidos de desejos mais perversos. A Lua, como se estivesse

envergonhada pôs-se atrás das nuvens que atravessavam o vale. Os seus lábios se encontraram fervorosamente e entre beijos e abraços ele murmurou: – Está linda!

Segura dos sentimentos que antes estavam confusos em sua mente, ela disse:

― Eu te amo.

As duas almas se tornaram uma. Os movimentos selvagem, febris, insaciáveis de dois corpos feitos um para o outro se entrelaçavam. A Lua e o sino testemunharam o grande ato. Nus como os primeiros amantes da Terra eles adormeceram.

Aurok e Stoe eram vales diferentes, existia neles uma energia que muitos pensavam ser o próprio Deus protegendo-os. Por vários anos reis ambiciosos enviaram seus feiticeiros para tentarem descobrir o segredo dos vales. Mas todos foram mortos por seus reis devido à falha na busca desenfreada pelo poder. Tal energia atraiu a atenção dos demônios após os anjos caírem na Terra. Os caídos sabiam que o Livro Sagrado estava em algum lugar onde precisaria de proteção. Os demônios, unindo forças aos caídos, libertaram Súcubus, aprisionada nas entranhas da Terra pelo arcanjo Gabriel.

Súcubus concordou em ajudá-los, se pudesse sugar a energia de todos os humanos que conseguisse sem a interferência dos arcanjos. Lúcifer e o demônio olharam-se e concordaram.

Súcubus foi enviado para seduzir e causar tormenta aos homens do Vale Aurok. Um perigoso demônio que têm a forma de

uma linda e sedutora mulher, com trajes íntimos e asas de morcego. O demônio esconde sua verdadeira face para invadir a mente dos homens quando estão no mais profundo sono. Os poderes de Súcubus aumentam com os prazeres que os homens sentem ao sonhar com ela.

A vítima mesma acordada sente o poder do demônio seduzindo suas mentes, sugando a energia vital. Apaixonados, tomados pelos desejos incontroláveis de tê-la novamente, eles acabam morrendo.

O demônio passou a rondar a muralha de Aurok à espera do momento exato para entrar nos desejos mais profundos dos auroquianos. Não foi difícil, os moradores de Aurok não paravam de desejar os elfos, a beleza élfica despertava nos humanos imaginações sem limites.

Três guardas dormiam em seus postos, tranquilos. Eles sabiam que era difícil alguém procurá-los naquela altura. Um deles, caindo em sono profundo, expôs o seus desejos íntimos, abrindo a porta de sua mente. Ele, em seus delírios de amor, entre um gemido e outro, acordou os guardas, que vendo o amigo molhado de suor, não imaginavam que a vulnerável mente humana os levariam a morte. Tentaram acordá-lo, mas Súcubus o seduziu de tal maneira que ele mesmo não se permitia sair dos braços da linda mulher de pele dourada, cabelos negros longos, olhos verdes, lábios grossos, doces como o puro néctar, que convidam suas vítimas a entrarem no suave

perfume da morte. Depois de muitas tentativas os guardas conseguiram acordá-lo. Fraco e debilitado ele não conseguia se equilibrar em suas pernas. Os guardas o levaram para a grande sala do conselho, na esperança de que os anciões tivessem uma explicação.

O guarda não parava de falar na mulher que o encantou. Houve uma agitação na porta da sala do conselho, quando os guardas que a vigiavam avistaram os seus iguais amparando o outro. Eles imaginaram que o vale estava sob ataque. Os anciões foram chamados, mas nada poderiam fazer, apenas um mago muito poderoso poderia salvar a vida do pobre guarda moribundo.

Em Stoe, raios e trovões chamaram a atenção do velho Gabriel, levando-o até a porta. Olhando para o céu ele percebeu que não havia vestígios de tempestade se formando.

Gabriel achou estranha a mudança no tempo, mas não deu importância. Fechou a porta e ao virar-se foi surpreendido por Miguel. O arcanjo desenvolveu uma maneira de seus irmãos não sentirem sua energia divina, mesmo de tão perto.

― Eu deveria saber que era você.

― Olá, Gabriel.

― O que quer, Miguel?

― Você não respondeu aos meus chamados.

― Não sabe como é estar encarnado, Miguel, você sente frio, fome, medo, tristeza. Você chega perto do que é ser um humano.

― Vim lhe avisar que uma batalha está preste a acontecer. Assim que tivermos a permissão vamos lutar a favor dos humanos.

― Essas criaturas gostam de viver assim, Miguel.

― Eles não conhecem a verdade, meu irmão. Estão sendo corrompidos, levados a se afastarem da luz.

― O que o nosso pai acha disso? – perguntou Gabriel.

― Ele não deu a ordem para interferimos, mas sabe que os vigilantes tomaram as filhas dos homens como esposas.

― Você já viu os gigantes nefilins gerados dessa união, Miguel?

― Não, mas logo verei.

― Eles têm os poderes dos anjos, a alma e o livre-arbítrio dos humanos, podem nos destruir com facilidade.

― Os vigilantes condenaram os homens a sumirem da face da Terra. O Criador irá destruir este mundo se não houver uma solução.

― Ele devia ter acabado com os causadores disso tudo na primeira batalha em nossa casa.

― Não vamos discutir sobre isso novamente, Gabriel, o problema está aqui agora.

― Há alguns dias um grupo de jovens passou por aqui, eles estavam com umas bolsas de couro. Os jovens disseram que não sabiam o que estava dentro, mas creio que era o Livro Sagrado.

― Não pode ser o livro, ele está no santuário com o nosso pai.

― Não sei, mas a energia que senti era muito forte. Eles atraíram até os cavaleiros negros.

― Não pode ser!

― O quê?

― Há mil e trezentos anos recebi uma missão para proteger um jovem que tinha uma imensa fé no Criador mesmo sem vê-lo. A ligação do jovem era tão forte com o Criador que ele tinha o dom de saber o presente e futuro. Ele recebeu a missão de escrever o livro de tudo que existira. Caminhou ao lado do Criador por três séculos e meio. Depois de servi-lo bem, ele foi transformado em um anjo; quando houve a batalha no céu ele sumiu.

― Então isso significa que se ele não morreu pode esta em qualquer lugar, e não sabemos onde! – murmurou Gabriel dando soco na parede.

― Sim meu irmão. Pensando no passado, respondeu Miguel.

― Se ele for encontrado, Miguel, aí sim estaremos com problemas.

― Até mais, Gabriel, preciso buscar resposta sobre o paradeiro desse anjo.

― E, Gabriel, foi bom saber que depois de tantos anos não se entregou aos desejos da carne.

A paz no Vale Aurok estava ameaçada pelas imaginações libidinosas de seus moradores. Gritos por ajuda vindos dos casebres afastados do centro do vale levaram os elfos a esquecerem de

encontrar Caliel. Mais um homem em seus sonhos de luxúria atacado pelo demônio Súcubus. Os elfos correram para ajudar o pobre homem, que se debatia sendo atacado pelo demônio. Eles seguraram a cabeça, abriram-lhe os olhos que estavam brancos como as nuvens. Os elfos não sabiam o que dizer para a mulher que gritava desesperada por ajuda. Ajoelhada ao lado do homem a mulher enxugava as lágrimas acompanhadas de soluços.

― Ela disse que o homem chamava por um nome estranho de mulher. Eles olharam entre si constatando que Súcubus estava sugando a força vital dos homens do vale.

Bellon e Rauthar deixaram o local antes que mais moradores chegassem. Os elfos a cada acontecimento ficavam intrigados com os mistérios que rondavam Aurok. Sem pistas de Caliel eles resolveram vagar nas ruelas tomadas pelas carroças e barracas dos mercadores. Os jovens que estavam à procura de Gunter avistaram os elfos passando em frente às barracas de especiarias.

Snow puxou Téo pelo braço:

― Não podemos deixá-los nos ver, eles podem levar os guardas até nós.

Ouvindo o amigo os jovens entraram na taberna para ouvir os trovadores. História após história a noite virou madrugada; cansados de esperar por Gunter eles voltaram para a casa abandonada.

Com os elfos não foi diferente, eles não sabiam por onde procurar Caliel. Retornaram à estalagem, entraram no quarto sem

porta e nada da elfa. A suspeita de Bellon de que Caliel sabia do esconderijo dos jovens se tornou mais forte.

Aurok caiu no profundo silêncio, todos foram descansar, pois no dia seguinte os festejos reiniciavam-se. Súcubus fazia vítimas e mais vítimas silenciosamente. O sono se tornava um pesadelo para os homens sem ao menos fecharem os olhos.

Notas finais
Venho agradecer todos que estão lendo “A Batalha dos Nefilins”. Sei que é difícil corresponder às expectativas logo na primeira fanfic, mas estou aprendendo com vocês, através de comentários, criticas e elogios. A próxima fanfic será melhor graças a vocês que acolheram esta história. Deixo aqui meu sincero obrigado. Que sejamos sempre iluminados por Deus, para criar história que cative os leitores. Boa sorte para todos. P.C. Ventura