Notas iniciais
Oi pessoas... Aqui quem fala é a XxLininhaxX XD!! Sorry por demorar pra postar. Como vcs devem saber a Sarinha tava com alguns contratempos e non tivemos como nos comunicar XD!! Fora q vcs sabem como é fim de ano, né? Correria só XD!! Tbm non tive mto tempo ^^" Mas vamos dar nossos jeitos de postar com mais frequência XD Bom... Segue aí mais um cap XD!! Foi mto gostoso de escrever com a Sarinha... Ela é super fofa e excelente escritora, mto criativa *-* Espero q gostem de ler tanto quantos gostamos de ter escrito XD E non esqueçam os comentários q nos incentivam a continuar XD!! No mais, bjos pra vcs e boa leitura ^^/

Às seis da manhã, todos estavam na frente das escadarias das doze casas. Saori foi a última a chegar e estava completamente disfarçada. Ela usava uma capa marrom que ia dos pés à cabeça e óculos escuros.

– Se a sua intenção era não chamar atenção, saiba que o efeito está completamente o contrário. – disse Ikki olhando para Saori abismado com sua burrice. – Quem em sã consciência sai de casa vestido assim nesse calor dos infernos?

– Não seja imbecil! Não vou ficar aqui esperando alguém me encontrar! Eu vou me esconder enquanto vocês atravessam as doze casas. – disse Saori mostrando a língua para Ikki, que virou o rosto indiferente.

– Ok! A gente já sabe disso. Será que podemos nos concentrar no que realmente interessa? – disse Shiryu. – Como vamos passar pela primeira casa? O Mu não vai deixar a gente passar com facilidade.

– Ainda tem o problema de que parece que nossa rebelião vazou de alguma forma. Fiquei sabendo que todos os cavaleiros estão a postos. – disse Shun, preocupado.

– Quem foi o idiota que abriu o bico? – perguntou Isaac, nervoso que essa história acabasse em furada.

– Isso não importa agora. Se tiver vazado, a gente não pode fazer nada. Quer dizer, ainda dá tempo de desistir. – disse Hyoga.

– Tá brincando? E perder a chance de finalmente fazermos o que quisermos? Sem chance! Agora a gente vai até o fim! – disse Seiya.

– Concordo com o cavalo alado aí. Não cheguei até aqui para desistir agora. Vamos logo pra primeira casa e enfrentar aquele carneiro. Ele é manso demais pra sair chifrando a gente. – disse Ikki estralando os dedos, se preparando para batalha.

– Não seja burro! O Mu nunca vai deixar a gente passar assim, sem mais nem menos. Ainda mais todos juntos. Temos que pensar em alguma coisa. – disse Shiryu.

Todos ficaram em silêncio e pensativos. Como conseguiriam enganar um cavaleiro como Mu?

– Eu posso ajudar! – disse Kiki surgindo entre eles.

– AAAHH!! – Saori gritou assustada.

– Se me deixar surdo, não vou poder fazer nada. – disse Kiki coçando o ouvido.

– Então não me assuste assim, seu pivete!

– Espera Saori! Ele realmente pode ajudar! Todo mundo sabe que o Kiki é o ponto fraco do Mu. – disse Shiryu. – Kiki, você acha que consegue teleportar a armadura de Àries para outro lugar onde Mu não saiba?

– Claro que consigo! – disse Kiki de prontidão.

– Mas o Mu vai perceber. – disse Shun.

– Você o distrai. – respondeu Shiryu.

– E... eu? – Shun perguntou amedrontado.

– Claro Shun! Você que é pupilo dele! Quem mais poderia distraí-lo? – disse Seiya.

– Tá... tá bom. Mas eu não garanto nada.

– Então vamos logo. Assim que o Kiki der o sinal, a gente passa enquanto o Shun conversa com o Mu. – disse Shiryu.

– Beleza. – todos disseram.

Saori foi se esconder em algum lugar onde julgava que não a encontrariam. Os outros cavaleiros começaram a subir as escadarias até Áries. Antes de chegar à entrada, Shun achou melhor repassar o plano.

– Você entendeu o plano, Kiki? — pergunta Shun extremamente amedrontado com o fato de ser o primeiro a dar as caras no Santuário.

– Entendi. — disse Kiki sorrindo e pulando. — Eu entro escondido e sumo com a armadura enquanto você distrai o mestre Mu. Meu poder de telecinese é sensacional!

Shun adentrou a casa silenciosamente. Logo pôde avistar Mu, escorado em uma das colunas. Ele parecia pensativo, como se estivesse de guarda.

– Er... O-oi mestre Mu — diz um Shun bastante acanhado, olhando para o próprio pé.

– Olá Shun! Acordou cedo hoje. — disse Mu, tentando analisar as intenções do pupilo.

– Está um belo dia hoje! — disse Shun olhando para o céu nublado, percebendo que o dia não estava bonito e se perguntando se a informação que todos os cavaleiros de ouro haviam sido avisados da rebelião era verdadeira.

– Depende, Shun. Está um belo dia para que? Posso saber quais são seus planos para um dia nublado como hoje? — disse Mu, tentando arrancar mais alguma informação.

– Bom, eu... Eu estava pensando em estudar um pouco para a prova de física. — disse Shun, enquanto observava Kiki entrar por trás de Mu rumo ao centro da casa, onde ficava a armadura dourada de Áries. — Afinal, qual o melhor tempo para estudar do que esse tão fechado? — Disse Shun quase convencido que Mu não sabia de absolutamente nada do que eles tramavam.

– Sei. — Mu franziu o cenho. — E o motivo de você já estar de pé seria esse? Sua aula começa às 8:30, não é? — ainda estava desconfiado, apesar de seu pupilo estar agindo normalmente.

– É... — Shun sorriu amarelo, brincando com o pé no chão e pensando numa resposta.

Então percebeu Kiki fazendo um sinal de OK com um sorriso de orelha a orelha. Respirou, aliviado, e sorriu docemente.

– Eu acordei cedo, estava sem sono.

– Está tendo problemas para dormir? Algo lhe preocupa? Está tudo bem? — quando Mu viu o pupilo sorrir, deixou de desconfiar. Talvez a informação que recebera tenha sido apenas fofoca. Agora estava preocupado se algo estava errado para Shun perder o sono.

– Não, nada me preocupa, Mestre — Shun disse sorrindo, fazendo um sinal de positivo nas costas para que os outros cavaleiros pudessem passar para a próxima casa.

Mu não tentaria impedir ninguém quando percebesse que sua armadura havia sumido.

– Acho que a culpa foi dos pernilongos que ficavam zumbindo na minha orelha a noite toda. — Shun disse, observando Kiki chegar perto deles e os seus amigos, cavaleiros de bronze, passarem pela casa, despreocupados.

– Pernilongos? Vou verificar isso. Não quero correr o risco de que você durma em sala de aula por algo tão banal.

– Er... – Shun não conseguiu responder de imediato.

Shun olhou sem graça para o Mestre, tão preocupado com seu bem-estar, e por um segundo sentiu-se muito mal em fazer parte de toda aquela rebelião. Bem como se culpou por ajudar a deixá-lo sem a armadura, mas agora era tarde para voltar atrás.

– Acho que uma tela na minha janela ajudaria.

Mu afagou a cabeça de Shun e virou-se para seguir casa adentro. Quando ia dar o primeiro passo, deu de cara com Kiki e viu os outros cavaleiros de bronze passando sorrateiramente pela casa.

– Mas o que...? Quando foi que vocês...? Ah! Então o boato era verdade! — Mu começou a elevar o cosmos.

– Rápido! — Disse Kiki muito baixo, para que os cavaleiros corressem para a próxima casa sem serem vistos por Mu. Logo que todos sentiram a elevação do cosmos do cavaleiro de ouro, correram sem parar, deixando Shun e Kiki para trás.

– Vem Kiki. — Shun disse correndo, esticando a mão para o menino que tropeçava nas próprias pernas.

– Por que não se teleporta daqui?! — Shun perguntou vendo que o lemuriano mirim não poderia acompanhá-lo.

– Usei muita energia movendo a armadura para longe... — Disse um Kiki travesso e preocupado.

– Mas o que...? — Mu estava perdido.

O dourado não sabia o que estava realmente acontecendo. Olhou instintivamente para sua armadura e viu que ela tinha sumido. Shun estava ali o tempo todo. Então só poderia ter sido Kiki. Mas bem sabia que todos eles estavam envolvidos.

– SHUN!! KIKI!!! VOLTEM JÁ AQUI!!

Mu criou um muro de cristal, mas só conseguiu impedir Kiki, os outros já haviam passado.

– Shaka vai cuidar de Shun. Por enquanto me certificarei de dar um jeito em Kiki. — disse para si mesmo.

– Kiki! — Disse Shun batendo no muro de cristal criado por Mu. Ele não podia fazer nada, estava do outro lado e ouvia os outros cavaleiros chamando por ele. Virou as costas a contragosto, desgostoso por deixar o cúmplice para trás.

– Shun! — Disse Kiki batendo no muro.

Quando percebeu que não conseguiria passar, olhou para trás sorrindo de orelha a orelha, crente que iria acalmar o mestre.

– Olá mestre Mu, tudo bem com o Senhor? Porque você fez esse muro, vamos treinar, é? — Disse Kiki mantendo o sorriso, disposto a negar qualquer acusação. Afinal, não havia qualquer prova que o incriminasse.

– Treinar? Você acha mesmo que é disso que se trata? — disse Mu sorrindo ironicamente, sabendo que Kiki conhecia muito bem aquele sorriso.

– Er...

Kiki, encurralado pelo muro, deu um passo para o lado pensando numa rota de fuga. Normalmente quem o amedrontava era Shaka, mas era nítido que Mu estava absolutamente nervoso pela sua expressão tão irônica.

– O quê que foi Mestre Mu? — Disse Kiki dando mais um passo para o lado, observando a saída e calculando o tempo que levaria para chegar até lá.

– Não sei,Kiki. Por que você não me diz? Onde estava indo com tanta pressa? Por acaso fez algo para que corresse desesperadamente de mim? — Mu se aproximava a passos lentos, mas sabia que Kiki estava planejando fugir.

– Eu? Fugir do Senhor? — Kiki dizia encurralado.

– Não? Então onde estava indo com tanta pressa? — Mu agora estava bem próximo de Kiki, ainda sorrindo.

Kiki olha para Mu se aproximando cada vez mais, calculando que aquela era sua deixa para dar um passo em torno dele e correr para fora da casa de Áries.

– Não estou com pressa...

E então, tentando surpreender Mu, Kiki dá um passo correndo na diagonal, buscando chegar até a porta da casa e se esconder nos jardins.

– Onde pensa que vai? Ainda estou falando com você!– disse Mu fazendo outro muro de cristal na porta da casa de Áries.

– Ah, mas que diabos...?! — Kiki disse se chocando contra a parede.

Instintivamente ele fechou os olhos tentando se teleportar para fora, porém não conseguiu. Havia consumido todo seu cosmo movendo a armadura de lugar.

– Ou você acha que só pelo fato do Shaka não estar aqui, você tem o direito de me dar às costas dessa maneira? — Mu continuava se aproximando.

– Er... — Kiki grudou as costas no muro vendo Mu se aproximar perigosamente. — Não, não Mestre Mu, eu não estava te dando às costas, jamais! Eu? Nã-não... Nunca daria as costas para o meu mestrinho preferido! — disse ele, suando, pensando em como se salvar daquela situação.

– Bom Kiki, supondo que você não estava me dando às costas, poderia saber por que estava com tanta pressa e aonde pensou que iria? Afinal, não tinha motivos pra fugir de mim, como você mesmo disse. — agora Mu cruzou os braços e olhava firmemente para Kiki.

– Mas quem foi que disse que eu estava com pressa, mestrinho? — Disse Kiki tentando parecer surpreso e fingindo não estar com medo do olhar que Mu lhe lançava. — Eu estava era me aquecendo para o nosso treino! Não tenho motivo nenhum para fugir daqui, mestrinho... — Kiki forçou um sorriso, vendo que estava absolutamente preso na casa de Áries, sem ter o que fazer.- Er... Mas pensando melhor... — Kiki disse, disfarçando. — Mestre, eu preciso sair um minutinho. Esqueci minha mochila do lado de fora da casa. O Senhor poderia, por favor, abrir o muro e eu já volto... É um minutinho só, ó! — Disse um Kiki esperto, tentando escapar do matadouro.

– Não se preocupe com a sua mochila, você não vai precisar dela por enquanto! — Mu continuava sério.

– Mas claro que preciso da minha mochila, preciso fazer minha lição de casa.O Senhor mesmo disse o quanto era importante dar atenção aos deveres!

Mu se aproximou de Kiki e agachou-se, ficando do seu tamanho.

– Você só se lembra de fazer os deveres quando está encrencado, não é? — Mu falou sorrindo ironicamente de novo, agora mais nervoso. — Será que poderia dizer onde está minha armadura?

Kiki ficou um pequeno tempo em silêncio, e respondeu como quem não sabia do assunto.

– Sua armadura? Não sei... Não está no lugar de sempre? — Kiki deu de ombros. — O Senhor anda muito esquecido, mestre Mu, deve ser a idade ou algo do tipo... — disse Kiki indo para trás, tentando manter a maior distância possível de Mu.

– Eu estou ficando esquecido, Kiki? Tem certeza que é essa resposta que você quer me dar? Acha mesmo que eu colocaria algo tão importante num lugar onde eu pudesse esquecer?

Kiki ouviu nervoso Mu falar com ele. Sabia que estava encrencado pela forma como Mu o olhava, estava na cara que ele tinha entendido que Kiki tinha algo relacionado com o sumiço da armadura.

– Tem certeza que não deixou em outro lugar? E se as faxineiras mudaram para outro lugar para limpá-las?

Aquilo já estava tirando Mu do sério, o que já era muito difícil. Se ser sutil não estava resolvendo, então teria que ser um pouco mais dramático.

– VAI CONTINUAR SE FINGINDO DE BOBO? TEREI QUE SER MAIS CLARO? — Mu se exaltou, segurando na orelha do pupilo.

– Aiiiiiiiiiiiiiiiiiê — Disse Kiki pulando e segurando a mão de Mu que segurava sua orelha. — Solta mestre, por favor! Eu não sei de nada! Vai perguntar para o Shun, ele que fugiu! — Disse Kiki choroso.

– Com o Shun você não precisa se preocupar! Se ele acha que é esperto o suficiente para me enganar, pode ter certeza que do Shaka ele não vai passar impune! E dê graças aos deuses que você caiu em minhas mãos, porque se fosse com o Shaka você estaria muito mais que encrencado!! — Mu soltou a orelha de Kiki e ficou de pé novamente. — Agora quero uma resposta e espero que me diga a verdade. Onde — está — a minha — armadura?

Kiki cruzou seus braços com a boca cerrada e lágrimas nos olhos, pensando no que fazer. De um lado, se dedurasse os outros estragaria o plano de serem livres e donos do santuário. Do outro, se não falasse logo o paradeiro da armadura, tinha medo do que Mu poderia fazer com ele.

– Isso é injusto! Eu já disse que não sei! Por que o Sr. me culpa por tudo? Vai fazer o que comigo? — Kiki começou a falar alto, com lágrimas nos olhos, apelando para a chantagem emocional e adotando a postura de uma pobre criança indefesa e inocente.

Mu apertou os pontinhos em sua testa, buscando paciência. Aquele garoto realmente sabia como desmontá-lo. Era por isso que Shaka vivia dizendo que era muito mole.

Mu suspirou profundamente. Aquele garoto era muito teimoso. Se continuassem naquele ritmo, ele jamais assumiria nada. Não tinha jeito, teria que usar uma abordagem mais "Shaka".

– Kiki, eu estou realmente perdendo a minha paciência. Estou avisando! Responda minha pergunta sinceramente ou aguente as consequências.

Kiki percebeu que Mu já tinha percebido que ele tinha alguma relação com o sumiço da armadura e com a rebelião dos cavaleiros de bronze. Culpou-se mentalmente por ter participado de tudo isso e concluiu que não conseguiria enrolar seu mestre até os seus amigos mais velhos pegarem o cetro de Atena e dominarem o santuário.

Respirou fundo, cansado de proteger os próprios pensamentos do poder de telepatia de Mu e decidiu correr. Saiu como um foguete em direção à casa de Áries, deparando-se com o muro de cristal, ainda não desfeito para sua surpresa. Encurralado, escondeu-se na esperança de que Mu não o encontrasse.

Mu, por sua vez, pressionou seus pontinhos mais uma vez, buscando se acalmar. Kiki gostava de deixar as coisas piores. Pois bem, se era isso que ele queria, era isso que teria. Saiu andando lentamente pela casa. Fazia questão de que seus passos fizessem barulho. Como Kiki poderia pensar que poderia se esconder dele? Fazia tempos que era seu pupilo e até hoje não tinha aprendido.

Chegou ao quarto do pupilo e começou a rodear a cama. Queria fazer terror para ver se aquele moleque aprendia a respeitá-lo.

– Onde será que ele se escondeu? Quando colocar minhas mãos naquele moleque, farei com que ele não consiga se sentar por uma semana! — falou para si mesmo, mas alto para que Kiki ouvisse.

Enquanto isso, Kiki observava os passos do mestre. Engoliu seco e quase começou a chorar quando ouviu que seu mestre faria com que não pudesse sentar. Começou a rezar baixinho e pensar num jeito de se safar da surra, afinal, era mais fácil enrolar Mu do que Shaka.

Tentou mais uma vez se teleportar, mas sua energia estava muito fraca. Era impossível conseguir fugir, sua única esperança era Mu não olhar embaixo da cama, que era onde estava escondido.

– Onde será que está aquele moleque! Ele não perde por esperar! — disse Mu já esperando para a birra que o garoto iria dar. Agachou-se e num movimento rápido puxou Kiki de debaixo da cama.

Kiki ao ser descoberto começou a gritar e chorar na hora, tentando se soltar de seu mestre.

– Me larga mestre Mu, me larga! — Disse batendo os pés no chão enquanto gritava e chorava palavras que não eram passíveis de distinguir.

– CALADO! — Mu gritou extremamente sério. — EU VOU TE DAR UMA ÚLTIMA CHANCE! SE NÃO ME RESPONDER POR BEM, FAREI COM QUE RESPONDA À FORÇA! — Mu apertava forte o braço de Kiki.

Mu suspirou, tentando encontrar o equilíbrio novamente. Voltou-se para Kiki extremamente nervoso e falou de maneira autoritária.

– O que você fez com a minha armadura?

– EU NÃO FIZ NADA! — Kiki gritou enquanto continuava sua dança, tentando se livrar do mestre que o prendia.

Aquele era o limite.

– Se você quer assim...

Mu, rapidamente, arrastou Kiki até o canto da sala, onde havia uma cadeira. Sentou-se, jogando o pequeno pupilo por cima de suas pernas, com o traseiro bem empinado para cima, enquanto o segurava fortemente para que não pudesse fugir.

– Agora você vai aprender a me respeitar.

Dito isso, antes que Kiki pudesse pensar em reagir, Mu levantou a mão direita acertando uma palmada forte e certeira no traseiro de Kiki. Ele não gostava daquilo, e desejava mentalmente que Shaka estivesse lá.

PAFT — AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAI

– Onde está a minha amadura?

PAFT – AAAIIII EU NÃO SEI!

– Kiki, você quer tornar tudo mais difícil não é?

PAFT PAFTPAFTPAFT

Foi então que, na quinta palmada, Kiki começou a chorar e chutar o ar pedindo desculpas. Mu parou de bater, levantou ele do colo e o deixou de pé em sua frente, enquanto ainda permanecia sentado e olhando bem nos olhos do pupilo.

– É a última vez que eu pergunto: onde está minha armadura?!

Kiki fungou, esfregando o traseiro e com vontade de chorar. Percebeu que não poderia guardar o segredo por muito tempo, afinal, seu mestre, que quase nunca lhe batia, não estava para brincadeira.

Por um segundo se condenou por entrar na rebelião dos bronzeados, vez que sobrou para ele a pior parte.

– Eu a teleportei.

– Não diga! – Disse Mu em tom de deboche. – Para onde Kiki?

– Eu não sei direito...

– Você quer voltar para o meu colo é? Eu não vou ser tão bonzinho quanto da última vez!

– Eu juro, mestre! Eu estava tentando teleportar sua armadura para o meio do rio na área das amazonas. Sabe? Onde elas tomam banho? Mas aí o Hyoga estava aqui perto pensando no barco da mãe dele e...

– Não, não sei que rio é esse. O local das amazonas é proibido para homens, Kiki. Por que raios você sabe onde ele fica?! Eu sei muito bem que você só consegue teleportar algo para um lugar onde já esteve.

– Er... – Kiki não tinha resposta, ficava nervoso percebendo que se enrolava cada vez mais.

– Mas que droga, Kiki! Isso só prova que você está merecendo mais palmadas do que levou! Porque você apronta tanto, hein? Vou ter que pedir para alguma amazona trazer minha armadura!

– Mas mestre... Eu não sei se está lá...

– Como assim, não sabe?! – Disse Mu, já bastante irritado.

– Hyoga chegou pensando no barco da mãe bem na hora em que eu estava realizando o teletransporte. Eu não sei se, por algum motivo, a armadura foi para esse mar gelado da Sibéria.

Mu ficou calado, olhando um ponto fixo no fundo da sala. Não se mexia, parecia que sequer respirava. Estava pensando que o poder de Kiki era limitado por locais que ele já havia visualizado, mas que era provável que seu poder de telepatia tivesse interferido nisso e que, com o cruzamento, a armadura tivesse tomado outro destino.

– MAS QUE DROGA, KIKI! EU NÃO ACREDITO NISSO! AGORA VOU TER QUE FALAR COM AMAZONAS E COM CAMUS PARA VER SE RESGATO MINHA ARMADURA!

Mu se segurava para não trazer Kiki para o seu colo novamente. Não podia bater nele por não controlar seus poderes, ainda era pequeno. Kiki estava encolhido, com medo do mestre.

– E pode desembuchar AGORA que história é essa de rebelião e qual o seu envolvimento e do Shun nessa história. E se você demorar mais que cinco segundos para começar a falar eu juro que vou chamar o Shaka aqui e você vai apanhar de nós dois!

Kiki nem pensou em esconder nada depois de ouvir o nome de Shaka.

– Todos eles foram pegos cabulando aula, bebendo e fumando na escola e...

– Todos quem? O Shun também?

– Sim, ele até levou uma suspensão que escondeu como os outros.

Mu abriu os olhos surpreso. Não esperava aquilo de Shun.

– Prossiga.

– Então Shion mandou todos pra casa com a suspensão. Como sabiam que iam apanhar ou ficar de castigo, Saori deu a ideia de todos conseguirem chegar à torre para procurar seu cetro e com ele nós seríamos os novos líderes do santuário.

– Como?

– Com o cetro ela pode mudar as constelações, tornando os bronzeados em dourados e os dourados em servos do santuário.

Mu franziu o cenho e olhou incrédulo para Kiki.

– Esse foi o plano mais idiota que já ouvi em toda a minha vida. E não tem nenhuma chance de dar certo... Ouça bem, você está de castigo!

Mu falou enquanto arrastava Kiki até o seu quarto.

– Se você sair, eu juro que você se arrependerá! Eu nunca mais quero ver você envolvido nesse tipo de coisa! Você entendeu? E acredito que o Shaka ainda vai querer conversar com você. Se você se comportar, eu tento acalmá-lo, senão... Já sabe!

– Sim, mestre...

Mu bateu a porta o deixando lá. Sabia que Kiki merecia apanhar por toda a travessura, mas não queria bater mais no menino. Apenas correu até a sala tentar localizar a sua armadura e para ligar para Shaka contando o que aconteceu, que, obviamente, ficaria furioso com os dois discípulos.