Notas iniciais
Gente, dessa vez sou eu, a Sarinha :) Vocês não imaginam como está sendo legal escrever uma fanfic junto com a Lininha, sério! Estou me divertindo horrores com a criatividade dela. E, honestamente, e com toda a modéstia que tenho à parte, acho que está ficando bem legal :) Bom, vamos a mais um capítulo, que será na Casa de Touro XD. Nós esperamos que vocês estejam curtindo nossa versão spankfic da batalha das doze casas e aguardamos ANSIOSAMENTE os seus reviews aqui XD Eles nos impulsionam a continuar, ok?

Capítulo III – A Casa de Touro

– Alô, amor?

– Oi Mu, tudo bem? Sua voz está estranha...

– Não, não está tudo bem... – Disse Mu com um suspiro cansado.

– O que houve? – O tom alterado de Shaka apareceu.

– Bom, primeiro, o boato acerca da rebelião dos meninos é verdade. Eles estão tentando chegar até a torre para furtar o cetro de Atena e dar à Saori para que, assim, o utilize sem a supervisão de Shion.

– Mas se ela utilizá-lo, sem Shion a orientando, poderá ocorrer um verdadeiro caos!

– Sim. Pelo que eu consegui arrancar de Kiki é exatamente isso que eles querem. O objetivo é alterar o curso natural das coisas, as constelações planetárias e cada cavaleiro. Basicamente, a ideia de girino deles é alterar as funções de cada um, tornando-os cavaleiros de ouro e nós apenas servos do Santuário e...

– Mas isso sequer faz sentido! — Shaka interrompeu Mu. — Tudo que eles conseguiriam era mudar a ordem de constelações, causando verdadeiras tragédias. Ou será...

Mu respirou profundamente.

– Não parece que eles sabem isso.

– Mas o que desencadeou essa revolta geral e quem é o líder? – Shaka perguntou.

– Olha... – Mu parou por um momento – Você quer mesmo saber? Vai ficar bravo...

Shaka não respondeu, o que demonstrava que já estava nervoso por antecipação.

– As crianças foram pegas matando aula, fumando e bebendo no pátio de trás do colégio.

– O QUE? QUE CRIANÇAS?

– Não sei exatamente quem, me parece que toda a turminha. O importante é que Shun estava entre eles.

– E Kiki?

– Kiki aprontou de outra forma, acabei dando umas palmadas nele aqui e...

– Espere, estou indo para a casa de áries. — Shaka o interrompeu, com uma voz firme.

POV Shaka

Aquela história era o maior absurdo que eu já tinha ouvido! Usar o cetro de Atena, o instrumento de maior poder do Santuário, para fins tão escusos não deveria ser algo cogitado sequer por um faxineiro de latrinas do pior buraco da Grécia. Na época da minha infância isso com certeza seria punido com banimento, senão com a morte! Mas que absurdo!

Quando ouvi que Shun tinha a algo ver com isso, tive que fechar os olhos e procurar um dos meus jardins em minha mente para me controlar. Ao ouvir que ele estava não apenas matando aulas, mas fumando e bebendo, eu quase caí num dos sete infernos de tanta decepção. Obviamente eu estava controlado, afinal, sou o ser-humano mais perto de Buda, do nirvana, da Iluminação. Mas, ainda não sou um Buda, e aquilo, sim, me preocupava e muito.

Quando ouvi de Mu que ele próprio havia dado umas palmadas em Kiki, percebi que a coisa era séria e que eu precisava sair de lá naquele instante para entender exatamente o que estava acontecendo. Eu acho que nunca vi Mu dar uma palmada sequer em Kiki. Já o ouvi ameaçar, deixar Kiki de castigo, mas sempre que a coisa piorava, ele chama por mim para controlar a situação. Ouvir que ele não deu apenas uma palmada, mas UMAS palmadas no nosso lemuriano, me deixou extremamente preocupado.

Finalmente cheguei na casa de áries e logo que avistei Mu o cumprimentei com um breve e leve beijo em sua boca.

– Oi amor.

– Oi Shaky...

– Por que você bateu no Kiki? Eu preciso ir lá e conversar com ele? – Eu perguntei. Se Kiki havia apanhado de Mu era porque merecia, mas eu tinha certeza que merecia apanhar muito mais do que meu marido era capaz de fazer.

– Não... É que... Bem...

– Mu? – Eu perguntei, um pouco impaciente.

– Só conto se você prometer que não vai lá brigar mais com ele! – Disse Mu se virando para o lado, jogando sua cabeleira longa e lilás ao vento, daquela maneira que ele sempre fazia.

Eu fiquei em silêncio, cruzando os braços, contrariado.

– Vamos conversar primeiro. O que houve? Por favor, Mu...

– Tudo bem... Bom, primeiro Shun se aproximou e me distraiu enquanto Kiki desaparecia com minha armadura. – Ele parou por um momento quando viu minha face de surpreso e irritado. – Sim, Kiki usou seus poderes e teleportou minha armadura para longe.

– Para onde?

– Essa é uma boa pergunta. Seu objetivo inicial era mandá-la para um riacho na área de banho das amazonas. E sim, ele estava espionando o local há tempos, mais uma travessura. Porém, ele teve um problema de cruzamento de poderes, leu o pensamento de Hyoga sobre um mar gélido na Sibéria, e pode ter afundado minha armadura em algum lugar que somente Camus possa resgatá-la.

Eu sequer piscava ouvindo aquela história tão absurda. Os meninos não apenas se rebelaram, criaram um plano ardil e meticuloso para passar por todas as casas. Ouvir que Shun e Kiki estavam tão envolvidos fazia com que eu sentisse que havia, de certa forma, falhado na educação deles.

– Bom, enfim, com o sumiço da armadura eles me distraíram para que conseguissem passar para a próxima casa. E assim vão tentar continuar, uma por uma. Eu estou incrédulo, Shaky – Mu disse com um semblante muito triste. – Como nossos filhos puderam se envolver nisso?

– Onde está Kiki?

– No quarto dele, de castigo...

– Mu...

– O que?

– Onde está Kiki?

– No quarto dele, já disse, oras.

Era nítido que Mu estava abalado, porque para nós era muito fácil notar a presença de nossos filhos pela energia e cosmos. Por mais que o cosmos de Kiki ainda fosse baixo, era facilmente perceptível.

Então, Mu fechou os olhos, se concentrando e logo percebeu. Saiu correndo até o quarto de Kiki e abriu a porta, seguido por mim.

– Mas eu não acredito! – Ele disse.

A janela estava aberta e Kiki não estava lá.

POV Kiki

Mas que droga, que raiva! É sempre comigo que essas coisas acontecem. Eu tentei ao máximo esconder os planos, mas não podia segurar mais. Mestre Mu ia me bater até eu contar onde estava a armadura e por qual razão eu tinha feito aquilo. E eu sou esperto, melhor apanhar pouco do que muito!

O fato dos dourados saberem os planos poderia atrapalhar muito. Eu precisava contar para Seiya e os outros, senão tudo poderia dar errado e aí seriam eles que me matariam! Eu me concentrei, me teletransportar ainda não seria possível, mas eu conseguiria ao menos ler os pensamentos do mestre Mu. Vi que ele queria ligar para o mestre Shaka para contar tudo, o que me fez quase fazer xixi nas minhas calças. E vi também o quanto ele estava deprimido pelas cinco palmadas que me deu. Pois bem feito! Deveria era ficar mais deprimido! Como ele tinha coragem de bater em mim?

Percebi que ele estava focado demais nos sentimentos dele para perceber que eu sairia de casa. Era só eu ser rápido, que contaria aos bronzeados o que aconteceu e ainda conseguiria voltar sem ninguém notar. Abri a janela e sai sem fazer barulho, e então corri como um louco até a casa de touro e os encontrei.

– SHUN!

Ikki me deu um empurrão.

– Cala a boca pirralho.

– HEY! – Eu gritei o afrontando.

– Pára com isso, Ikki! – Shun me defendeu.

– Ele vai acordar o touro e aí sim será difícil passar por essa casa!

RRRROOOOOOOOOOOOOOOOOOONNNNNNNNNNNNNNC

Um barulho absurdo veio da cama de Aldebaran. Isso era ele dormindo? Isso era um ronco? Mas eu ouvia isso lá da casa de áries e sempre achei que era algum animal selvagem notívago. Bom, o mistério estava resolvido!

– Na boa, Ikki! Nem um trator acordaria aquele dali! – Disse Seiya torcendo um dos cantos da boca.

– O que você quer, Kiki? – Shun perguntou, preocupado.

– Bem, é que... O mestre Mu me bateu e eu contei sobre o plano.

– SEU PIRRALHO! – Ikki gritou e começou a correr em minha direção. Eu, obviamente, comecei a fugir. – Você estragou tudo!

– Pare, Ikkiiiii! – Disse Shun, acentuando a letra “i” como fazia de costume. – E eles já sabiam do plano, só não sabiam detalhes. E o nosso mestre bateu nele. Como ele ia aguentar?! — Shun me salvou.

– Está tudo bem, Kiki?

– Mais ou menos... – Eu fiz uma voz chorosa, com mais drama que o necessário. – Doeu muito...

– Coitadinho... – Disse Shun me abraçando.

– Fale para nós, Kiki, o que exatamente você contou e o que viu Mu fazer após isso?

– Bom, eu contei sobre o cetro, o que querem fazer com o cetro e sobre vocês terem cabulado aula, fumado e bebido. – Nessa hora percebi que Shun ficou pálido. – E só, pois é só isso que eu sei.

– E o que Mu falou?

– Ele ligou para Shaka e contou tudo. Eu saí enquanto eles conversavam e preciso voltar logo antes que notem que eu saí. Eu estou de castigo.

oOo

Quando Kiki disse que ligou para Shaka, instantaneamente Shun começou a chorar inconsolavelmente. Ikki tentou acudi-lo, mas não era um trabalho fácil acabar com a choradeira do irmão.

– Bom, Kiki, agora chispa daqui moleque, volta para a sua casa antes que quem te bata seja eu! – Decretou um Ikki nervoso.

– Estamos ferrados, o mestre Shaka vai me matar! Eu sei! Ele vai acabar comigo! Eu não deveria ter cabulado aula com vocês, eu não queria desde o início, nem experimentado essa porcaria de cigarro que tem um gosto horrível! Nem devia ter dado um gole de bebida! Agora só eu sei o que vai acontecer comigo! – Dizia Shun chorando. – Vou voltar agora e pedir desculpas e...

De repente, apareceu uma figura com um manto marrom pela lateral da casa. Todos pararam de falar por um momento, observando a figura misteriosa se aproximar.

– Eu sabia que você seria um frouxo, Shun!

– Mas-puta-que-o-pariu-Saori! Quer matar a gente do coração?! – Disse um Ikki nervoso.

– Shun, você não se atreva a abandonar o plano. Começamos juntos e vamos juntos até o fim, está entendido?!

– Mas Saori, o meu mestre...

– Ah! Não me venha com essa! Todos aqui estão encrencados com os mestres e você não é melhor que ninguém! Eu sou sua deusa! Eu sou Atena e você deve me obedecer! E o que eu mando fazer é passar por essas casas e me darem meu cetro custe o que custar!

Os cavaleiros se olharam com certa raiva, afinal, aquela ditadora não era fácil de engolir. Mas, tudo que queria, era tomar posse das armaduras douradas, assim nem ela poderia controlá-los mais. Shun chorava ainda mais, mas ouviu os amigos.

– Shun, vai ficar tudo bem. Vamos conseguir pegar esse cetro já, já. Eu prometo! E aí Shaka não terá mais poder nenhum sobre você! – Disse Ikki.

– Sim, Shun! Relaxa amigo! – Disse Seiya, apesar de sua própria preocupação.

Shun se conformou e abaixou a cabeça olhando para as próprias mãos, decidiu ficar lá, afinal, o mal já estava feito. O que podia piorar?

Os cavaleiros passaram pela casa, deixando um Aldebaran inconsciente para trás.

oOo

Mu e Shaka no meio do caminho, dão de cara com Kiki correndo para voltar à casa de áries. Kiki estava tão compenetrado no caminho, que não notou a presença de seus mestres nas escadarias.

– Mas que bonito, hein, Kiki!

Kiki foi despertado pela voz de Mu, que estava com o cenho franzido e os braços cruzados. Para o seu desespero, Shaka estava ao seu lado com os olhos fechados e demonstrando enorme serenidade. Mas Kiki sabia que aquilo era apenas uma fachada e que seu mestre Shaka estava fervendo de raiva por dentro.

Shaka começou a andar na direção de Kiki, estalando dedo por dedo e falando devagar e perigosamente.

– Mas o que eu vou fazer com você, hein, Kiki?

Kiki, por sua vez, engoliu seco, dando passos para trás.

...

Notas finais
Depois de deixar o seu review aqui, vá até a página da Lininha para conferir "Aprendendo a ser Pai", sua nova spankfic de CDZ. Depois, se ainda não conhecer, passe na minha spankfic "O Grande Dia" também de CDZ que está recentemente atualizada. Obriada pelo carinho de todas vocês XD