Notas iniciais
Sarinha falando: Pessoinhas XD! Apresentamos com muito carinho nossa mais nova fanfic. Para mim (*tirando o piggarro da garganta*) é um prazer imenso poder escrever com essa magnifica escritora de spankfics! Quem já conhece o trabalho dela sabe que ela é simplesmente demais!Acho que nossas cabecinhas farão algo bem bacana, assim, torço muito para que vocês leiam e acompanhem nossa paródia da batalha das doze casas na versão spankfic!!! xD Ah, e não deixem de comentar e nos motivar a continuar!!! ♥ Lininha falando: Olá pessoinhas ^^/!! Tenho prazer em dizer q estou de volta às spankfics, graças a essa fofa da Sarinha XD!! Estamos escrevendo um clássico pra vcs e espero q gostem XD!! Estou mto feliz por voltar e ainda em grande estilo XD!! Como a Sarinha já disse, non esqueçam de deixar os comentários XD!! Bjos

O relógio se movia muito lentamente sob os olhos preocupados dos adolescentes na sala de detenção, aguardando Shion chegar. Mais uma vez eles foram pegos e se lembravam bem das ameaças feitas pelo diretor da escola caso viessem a ser colocados na detenção novamente.

Saori estava vermelha de raiva, era difícil saber se ela estava ou não segurando o choro. Afinal, Shion era seu tutor direto e estava indo para a escola e com certeza não aliviaria nem na bronca dela nem na dos demais.

Shun chorava inconsolavelmente, ninguém o mandava parar com medo de Ikki que era o único que mantinha a postura de bonachão não arrependido. Na verdade ele se controlava para não levantar e ir embora daquele lugar e cena que lhe pareciam patéticos. Mas não, nem mesmo ele era tão maluco a esse ponto.

Seiya tentava animar Saori, apesar de que ele próprio estava preocupado com as consequências de terem cabulado aula e terem sido pegos fumando cigarros e bebendo escondidos, atrás do pátio do colégio. Hyoga e Isaak, com os olhos mareados com medo de Shion e de Camus, tentavam não falar muito.

Shiryu também não estava nada satisfeito em estarem todos esperando por Shion e, dada a proximidade dele e Dohko, sabia que o resultado não seria dos melhores.

Cada adolescente tinha sua própria preocupação, seu próprio tormento para lidar de diferentes formas, porém todos, sem exceção, estavam extremamente revoltados com o andamento da coisa. Afinal, eram todos exímios lutadores e tinham que aguentar as regras dos cavaleiros de ouro só porque eram mais velhos.

Saori, então, a mais revoltada, estava com os cotovelos apoiados na carteira e as mãos na cabeça, pensando que ela era a deusa Atena, aquela a quem todos protegiam e guardavam. Ela era o motivo do Santuário existir, na cabeça dela, e era um absurdo ser subjugada daquele jeito.

Foi então que um barulho alto da porta se abrindo e sendo quase arremessada na parede tirou todos do devaneio. Era Shion entrando com o cenho franzido e cara de raiva e decepção. Por alguns segundos ele parou encarando cada um dos adolescentes na sala.

– EU NÃO ACREDITO NO QUE EU OUVI!

Todos o encaravam, em silêncio.

– ONDE RAIOS VOCÊS ESTÃO COM A CABEÇA? É VERDADE?

Todos continuavam calados. Ele respirou fundo com os olhos fechados e com a mão direita apertando a ponta do nariz. Então, num repente, ele abriu os olhos e bateu com força na carteira.

– EU FIZ UMA PERGUNTA! É VERDADE?!

Quando ele percebeu que ninguém se manifestaria, passou a fazer as perguntas diretamente. Shion começou a dar passos pela sala de aula, com um olhar perigoso, encarando um por um.

– SEIYA, VOCÊS ESTAVAM CABULANDO AULA?

Shion parou ao lado de Seiya e perguntou numa voz grave e firme. Seiya tentou controlar o medo que sentiu de Shion tão perto.

– Sim, mestre.

Shion estalou os dedos, um por um, olhando para o cavaleiro da constelação de pégasus. Seiya prendeu a respiração esperando um safanão que não veio. Shion, então, virou-se e agarrou a orelha de Hyoga a torcendo.

– Essa foi a educação que Camus te deu, Hyoga?!

Hyoga, humilhado, tentou segurar o choro e aguentar calado aquilo. Sabia que não podia responder a Shion, sabia que tinha que se controlar. Shion, então, aumentou a força e perguntou, apesar de já saber a resposta:

– E o que vocês faziam lá, Hyoga?

Hyoga fechou os olhos, enquanto Shion soltava sua orelha. Aquilo tinha sido um aviso, ele precisava responder a pergunta, mas parecia que as palavras simplesmente não saíam de sua boca.

– Eu vou precisar chamar Camus para fazer você falar?

Pronto, aquilo tinha retirado todas as travas dele.

– Estávamos cabulando aula, mestre.

Shion franziu o cenho.

– Isso eu já sei! Não me façam de idiota!

Então ele se virou para Isaak.

– O QUE VOCÊS ESTAVAM FAZENDO, CABULANDO AULA?

Isaak olhou para Ikki, que tomou a frente.

– Fumando, bebendo... E eu podia até estar fazendo algo mais se essa daí não fosse tão difícil.

Ikki disse fazendo piada e olhando para Saori que lhe retribuiu um olhar bravo, enquanto os outros colegas riram baixinho, se segurando. Ikki era um completo “bad boy”, não tinha medo de ninguém. Claro que Shion lhe amedrontava um pouco... Mas ele não abaixaria a cabeça para ele, não na frente dos outros.

Shion se voltou para Ikki sorrindo perigosamente, cruzou os braços.

– Pelo menos alguém aqui tem língua.

Ikki sorriu provocador para Shion, que ignorou a afronta. Todos sabiam que ele pagaria por isso, mais cedo ou mais tarde. Shion, então, caminhou até Saori, que estava na carteira de canto da sala, encolhida.

– Mas que vergonha... Que vergonha!

Saori apenas se afundou mais na carteira, olhando para as próprias mãos.

– Vocês todos tem sorte, sabem porque?

Todos então encararam Shion. Como ele poderia dizer que tinham sorte de terem sido pegos? Qual era a sorte naquilo? Todos sabiam que apanhariam de Shion lá mesmo e depois com certeza apanhariam em casa ou ficariam o resto do ano de castigo.

Shion então olhou para o relógio e o mostrou para os adolescentes que não entenderam nada até ele começar a falar.

– Tenho uma reunião muito importante na Suíça e meu avião sai em menos de uma hora, ou seja, não poderei ficar aqui e conversar com vocês.

Ele disse se sentando e escrevendo em alguns papeis.

– Volto apenas amanhã às seis da tarde. Assim, não tenho tempo PARA ESSA PATAQUADA QUE VOCÊS APRONTARAM AGORA!

Shion levantou, distribuindo os bilhetes em que estava escrito “SUSPENSÃO”. Ele escrevera o que aconteceu em cada papel e direcionou-os aos dourados responsáveis pelos meninos. Quando cada um pegou o bilhete quase tremeu ou chorou, pois sabiam que, quando seus tutores lessem o que estava escrito, o tempo fecharia.

Não entregou nenhum para Saori, apenas disse.

– Quando eu chegar você vai se arrepender. Até lá você está proibida de sair da torre.

Então, Shion, da porta, olhou para Ikki.

– E depois que eu terminar com ela, você terá uma longa e deliciosa conversa comigo também.

Ele respirou fundo da porta, decepcionado.

– DISPENSADOS.

Shion saiu, deixando a sala, em silêncio absoluto. Então, num rompante, Shun desabou a chorar, seguido por Hyoga e Saori.

Todos se levantaram e andavam juntos pela estrada verde e florida que ligava a escola ao Santuário. Até que, espantando a todos, Saori quebra o silêncio e para de andar.

– ISSO NÃO ESTÁ CERTO.

Os meninos param e olham para ela.

– Eu sou a deusa desse Santuário, o motivo pelo qual todos lutam! Sem mim ninguém seria nada!

Ikki cruza os braços e responde zombeteiro.

– Menos aí, ô Merlyn Monroe.

Ele não podia deixar de zombar do vestido branco rodado dela e da fala narcisista que acabara de ouvir. Isaak aproveitou o embalo e disse.

– O que adianta ser deusa, se Shion manda em você?

– E se eu parasse de obedece-lo? – Saori questionou.

– Boa sorte com isso. – Disse Hyoga com olhos arregalados.

– Prestem atenção! Como vocês são burros! Eu sou a deusa do santuário! Vocês devem me proteger, lutar por mim e defender a justiça. Eu sou a reencarnação da justiça na terra! Se eu não estiver mais com os dourados, se nos rebelarmos, podemos conquistar tudo isso aqui e aí começaremos a ditar as regras.

Seiya inclinou a cabeça para o lado com um olhar de interrogação, tentando absorver o que Saori falava. Então coçou a cabeça.

– Você está propondo uma rebelião? Como podemos enfrentá-los?

– Não é bem uma rebelião, Seiya. Basta que dominemos a torre, com meu cetro darei as ordens de...

– AH, MAS QUEM FICA COM SEU CETRO É O CHIFRUDO!

– Por isso precisamos chegar na torre, Ikki. Lá eu pego meu cetro e vou reorganizar as coisas aqui. Com ele consigo até mudar as constelações de vocês, transformando vocês em cavaleiros de ouro e eles em reles servos do Santuário.

Saori disse, com brilho nos olhos.

– Mas como encarar todos? Como encarar Shion?!

Shun perguntou, gaguejando e preocupado. Foi a vez de Ikki assumir o comando.

– Só precisamos passar pelas casas e chegar à torre. Lá, a Saori pegará o cetro e nos dará nossa recompensa.

Então foi a vez de Shiryu perguntar.

– Mas como pegar o cetro trancado, se a chave fica com Shion?

Saori logo se adiantou.

– Ele viaja até amanhã às seis da tarde, a chave deve estar na torre. Ele não viajaria e deixaria que o cetro ficasse inacessível.

Todos se olharam, o plano parecia suicida. Mas se funcionasse seria a libertação eterna. Por alguns momentos todos ponderaram em suas mentes ávidas por serem donos dos próprios atos e pelo poder que dominar o Santuário lhes traria.

– Como faríamos isso?

Shiryu disse, deixando claro que concordava com a situação. Então, Saori perguntou.

– Todos dentro?

Shun então começou a chorar e disse.

– E-eu tenho medo de Sha...

Logo Ikki revirou os olhos e Hyoga ficou ao lado dele, dando apoio.

– Todos temos medo, Shun. – Hyoga disse – Mas se isso der certo, nunca mais precisaremos nos preocupar e faremos o que quisermos.

Shun então acenou com a cabeça concordando, seguido por todos que diziam “sim”. Saori então se adiantou e disse.

– Pois bem, de noite a segurança é triplicada. Só teremos chance se fizermos isso amanhã durante o dia. Ninguém deve entregar a suspensão ou contar o que aconteceu ao seu mestre, apenas acordar normalmente e nos encontras às seis da manhã, quando a guarda diminui e temos apenas os dourados defendendo as casa.

Ela fez uma pausa.

– Teremos que passar pelos dourados apenas.

– APENAS? – Seiya riu.

– É nossa única chance! Nos dividimos, ou melhor, vocês se dividem, eu vou esperar no início das escadas escondida, porque se alguém me pegar é o fim do plano! Eu preciso estar bem para manejar o cetro.

Ikki então riu.

– Me parece um plano suicida para nós e maravilhoso para você!

– Alguma ideia melhor, Ikki?

Ikki fez uma careta, de fato, Saori estava certa. Se ela fosse pega e não pudesse manejar o cetro mudando a ordem das constelações, aquele plano não valeria de nada.

– E como vamos passar pelos nossos mestres? Lutar com eles é impossível!

Saori falou bem séria olhando para eles.

– A maioria dos cavaleiros de ouro são casados com outros, então não podemos considerar menos casas, eu acho... De qualquer maneira, somos espertos... Precisamos apenas conseguir passar pelas casas, ora, não é impossível! O risco não vale a pena? Pensem... seremos os donos do Santuário? Todos se curvarão a nós!

– Ela está certa! – Disse Ikki.

– Vai dar certo! – Disse Hyoga e Isaak juntos.

– Tudo bem... – Disse Shun.

– Vamos lá! – Disse Seiya.

– Não custa tentar. – Disse Shiryu. – O máximo que pode acontecer é morrermos. – Completou com ironia.

Notas finais
Gostaram e nos amam? Não gostaram e nos odeiam? Hahaha... Deixe aqui seu comentário, pois, lembre-se: cada vez que você deixa de mandar um review, uma fada morre.Nesse caso, como são duas escritoras, duas fadas morrem :P