A Assassina de Adarlan

4 A Assassina retorna


Notas iniciais
Olá pessoas o/ Tudo bem com vocês? Para alegrar a segunda-feira de vocês - e a minha - aqui está o 4° capítulo u.u Alguém aqui tem ódio do Arobynn? Se sim espero que gostem do que vai acontecer com ele u.u Tenham uma boa leitura ♥

Celaena havia saído para comprar sua tinta de cabelo, quando se deparou com Lysandra. Fazia um bom tempo que não a via, da última vez sentira raiva da menina, mas agora não sentia quase nada.

— Celaena — disse Lysandra com um olhar de reconhecimento, depois medo e então o que parecia ser alegria — então os boatos eram verdadeiros, você realmente fugiu.

— Sou Lilian Gordaina agora — resmungou a assassina com certo mau humor, não sentia mais ódio da cortesã, mas a mesma ainda a deixava mau humorada.

— Lilian, certo — falou a outra, enquanto a avaliava — preciso conversar com você, sobre S...sobre tudo.

— Meu tempo é precioso — respondeu a menina, com um olhar de desinteresse — no momento não estou disponível para conversas.

— Só peço que me ouça — pediu a outra, segurou nos braços de Celaena como se implorasse — agora temos mais em comum do que imagina.

De início Celaena não estava nem um pouco disposta a ouvi-la, mas quando viu o medo, o desespero e um fio de esperança nos olhos de Lysandra, pensou em Sam. No que sentira quando o perdera. O rapaz não iria deixar a cortesã sem antes ouvi-la. Lembou das promessas que fizera a Sam, então achou válido ouvi-lá, não por ela, ou por si mesma, mas por Sam. Somente por ele.

Já era quase 1h da manhã quando o rapaz chegou em casa, colocou seu casaco no cabide e foi para o banheiro, como todos os dias. Depois de tirar a roupa suja do trabalho, abriu o chuveiro e deixou a água escorrer sob seu meu corpo, a água não lavou apenas a sujeira, mas também os seus pensamentos e alma.

Fazia alguns meses que aceitara esse acordo, com a dificuldade de encontrar um emprego, o rapaz não pensou duas vezes antes de aceitar. Meses atrás quando achou que estava no fim do poço, Celaena apareceu e ofereceu uma parceria, salvando-o da ruína.

Com o banho terminado, o rapaz se dirigiu ao bar da estalagem, não se surpreendeu ao encontrar Celaena, sentada em uma das banquetas, esperando-o, ela parecia entediada lixando as unhas que já estavam perfeitamente afiadas.

— Olá Samael — saudou a assassina — espero que tenha boas notícias.

— Fiz o serviço assim como me orientou — respondeu o rapaz se sentindo satisfeito por ver o sorriso no rosto da garota — a essa hora Arobynn deve estar apreciando os pedaços do corpo do amigo.

— Você deixou o recado?

— Sim — com um amplo sorriso no rosto constatou, em seguida chamou o balconista — fiz questão de escrever letra por letra com o sangue de Farran.

— Muito bem Samael — diz ela com um olhar penetrante e um sorriso debochado — seus métodos me deixam satisfeita, além é claro, de sempre me surpreender.

— Teria orgulho de ver como drenei todo o sangue do corpo até ele morrer e depois o piquei em pedacinhos — diz ele com um ar de superioridade — e é claro, o fiz sofrer bastante antes de mata-lo.

— Será que Arobynn já o encontrou mesmo? — pergunta ela, usando o tom de dúvida para atingir o ego do rapaz.

— Seria impossível não encontrar — diz ele mostrando o copo de cerveja ao balconista, que estava na outra extremidade do balcão — deixei um caminho com pedaços do corpo e um pouco de sangue, que segue desde a porta de entrada até o pé da cama, onde se encontra a cabeça de Farran. Vamos beber para comemorar, ou está ocupada de mais?

— Muito bem Samael — diz ela aparentando estar orgulhosa e com um aceno de mão dispensa a oferta do rapaz — amanhã depois que Arobynn entrar em contato o procurarei para te entregar a recompensa.

Dando a conversa por encerrada, Celaena sai, o deixando sozinho no bar.

O balconista Will, logo trouxe a cerveja e um prato com as carnes que sobraram — Will estava acostumado a dar os restos de comida ao rapaz, já que o mesmo vivia ali na estalagem a um bom tempo e sempre ajudava nas reformar do local — Samael comeu o mais depressa possível, e foi para seu quarto descansar, o dia fora longo e ele precisava de uma boa noite de sono.

No outro dia, perto de 12h00, Arobynn estava a espreita perto da estalagem, esperando Celaena chegar. Estava curioso para saber o que a menina queria conversar. Ele era um dos responsáveis pela morte de Sam, mas por que o poupara? De todos, ele fora o único que permaneceu vivo. Será que ela ainda nutria sentimentos por ele?

Assim que deu por si, uma figura negra estava se acomodando ao seu lado, quando tirou o capuz, revelou seus cabelos pretos recém pintados. A menina sorriu para ele, como costumava fazer depois de concluir perfeitamente uma missão e aquilo quebrou seu coração.

— Olá Arobynn Hamel — cumprimentou a menina — está feliz de me encontrar?

— Celaena — começou ele, e foi imediatamente interrompido.

— Agora sou Lilian — falou e dessa vez usou um tom seco — Lilian Gordaina.

— Como queira — respondeu sucintamente — Lilian, na verdade estou curioso.

— Curioso?

— Por que não me matou? — perguntou ele, tentando esconder a dor que sentia — Não seria mais fácil?

— Na verdade não — respondeu ela, em tom de zombaria — você é o rei dos assassinos, que graça teria mata-lo tão facilmente? Sem contar o que deixou que fizessem com Sam.

— O que você planeja para mim?

— Vingança — respondeu ela alegremente — vingança fria e crua. Você não merece morrer facilmente, mas sim viver e sofrer lentamente.

— Você faria isso com seu mestre? — perguntou assustado.

— Você não é meu, e tão pouco, é meu mestre — respondeu sarcasticamente — além é claro, de não ser eu quem vai te punir.

— O que você quer dizer com isso?

Celaena já estava com os papéis todos preparados. Ontem mesmo depois de Samael ter assassinado Farran, a menina fora atrás do príncipe herdeiro, como uma filha de mercador leal ao seu reino, contou o que havia visto, Arobynn Hamel brigando com Rouker Farran, depois de o mesmo acusa-lo de ter matado Ioan Jaine, depois os dois entraram na Fortaleza dos Assassinos e a menina ouviu Farran implorar para que Arobynn não o matasse, mas ninguém viu Farran sair de lá.

— Você Arobynn Hamel, terá o que merece — anunciou a menina — agora assine aqui.

— O que é isso?

— Apenas assine! — falou ela, e pareceu mortalmente perigosa, até mesmo para o rei dos assassinos.

A menina sabia que aquela era a cartada final, depois que o documento estivesse assinado, ela seria a dona da Fortaleza dos Assassinos e tudo que um dia pertencera a Arobynn, agora iria pertencer legalmente a ela.

Ele exitou um pouco, mas acabou assinando. Lysandra tinha razão, aquela seria a ruína de Arobynn, ver tudo o que conquistou nas mãos das duas, e pior ainda ser mandado para as Minas de Sal de Endovier, o lugar para onde ele quisera enviá-la. Seria a vingança perfeita.

— Aqui está — falou ele após ter assinado todos os documentos — o que mais quer de mim?

— Logo logo você saberá!

Notas finais
Gostaram? Espero que sim u.u Não deixem de comentar, ficarei muito feliz em responde-los ♥ A vingança de Celaena os surpreendeu? Será que Arobynn vai mesmo para as Minas de Sal de Endovier? Já podem ir criando suas teorias u.u Dia 20/10 teremos o capítulo 5 ♥ Até o próximo capítulo o/