Notas iniciais
Oiee, como vocês tão, o que acharam da estreia da Vaca da vicki? Capitulo...

Assim que cheguei em casa entrei no Facebook e ele estava online, resolvi perguntar o que havia acontecido.

Karina D:
Pedro por que não foi para a escola hoje?

Pedro Ramos:
Não tava afim.

Karina D:
Aconteceu algo?

Pedro Ramos:
Não! Eu tenho que sair agora, tchau!

Karina D:
Okay, Byes.

Algo estáva errado, como ele me tratou de forma tão fria como se eu fosse nada. Não duvido nada que tenha me bloqueado ao invés de sair do Facebook. Deitei-me na cama olhando para o teto, o que aconteceu com ele? Ontem tudo parecia bem e hoje já é isso?

(...)

Durante toda a semana Pedro me evitou isso nos dias que ele ia para a escola. Quando ele estava na escola sempre que eu ia falar com ele, ele passava direto como se eu fosse invisível. Isso me machucava tanto, ele olhava para mim como seu eu fosse transparente, se eu falasse com ele era como falar com uma parede.

Meu coração dói, eu não entendo o que está acontecendo com o Pedro. Não me lembro de ter feito nada que mereça esse tratamento da parte dele, ele ficou assim depois daquele dia na boate.

–– Olha pra onde anda. – caí no chão depois de topar com uma garota. – Além de idiota é cega também?

–– Desculpe. – eu disse pegando os meus livros do chão. – Mas você que esbarrou em mim.

–– Ta dizendo que eu esbarrei em você? – ela tinha uma cara nada amigável. – Olha aqui sua retardada não tem mais ninguém por você aqui nessa escola, porque pelo o que eu vi o Ramos se tocou de que andar com você é uma droga. Acho que ele abusou de te comer.

Essa foi à gota d’água, meu sangue ferveu e quando eu vi havia dado um tapa na cara dela. A essa altura o corredor estava cheio de gente olhando.

–– Desculpa. Eu... – tentei concertar, mas era tarde de mais.

–– Sua vagabunda, você vai se arrepender disso.

Senti meu rosto arder quando a mão dela posou sobre minha face. Eu não podia ficar parada, precisava tentar me defender. A garota tentou me acertar um tapa novamente, mas desviei. Tentei correr, mas ela me puxou pelo cabelo e me jogou no chão.

–– O QUE está ACONTECENDO AQUI? – a diretora chegou na hora certa. – As duas pra diretoria agora.

Pela primeira vez na minha vida eu estava indo pra diretoria, tudo que eu fiz foi me defender. Já era de mais apanhar sem fazer nada.

–– A culpa é dela diretora, ela me agrediu.

–– Silêncio Melisa. – a diretora bateu na mesa. – Você não é nenhuma santa e eu sei muito bem que quem começou foi você.

–– Mais diretora...

–– Nada de mais. está suspensa pelo resto da semana. – Melisa, esse era o nome dela, levantou-se e saiu da sala me fuzilando com o olhar.

–– E quanto a mim? – perguntei tímida.

–– Vá para a enfermaria, não vou suspender você.

–– Obrigada.

(...)

Eu só havia ficado com um corte na boca, devido ao anel que Melisa usava. No caminho para minha sala eu pensava no que eu ia dizer pra minha mãe, ela não poderia saber que eu havia brigado por sorte o colégio não ligava pra casa de ninguém.

–– está ficando louca? – parei no meio do corredor. Era a voz dele, a voz que eu não ouvia há dias.

–– Não te interessa. – quem o entende. – Agora você fala comigo?

–– Não!

–– O que deu em você? Será que pode dar uma explicação lógica? Acho que pelo menos isso eu mereço. – o encarei séria, mas na verdade eu queria desabar ali na frente dele.

–– Simples. Eu não quero ser amigo de uma pessoa como você, todos dessa escola estão certos. Perdi meu tempo com você.

Não pude me controlar, as lágrimas que teimavam em cair finalmente caíram por minha face. Aquelas palavras eram afiadas assim como uma faca que atravessava meu peito e perfurava meu coração, nunca pensei que algo poderia doer tanto assim.

–– Que bom para você Ramos. – senti os olhos dele vacilar por um instante, mas depois aquela mascara fria voltou. – Acho melhor então a gente não se falar mais.

–– O que você acha que eu estou fazendo?

Não me dei ao trabalho de responder, nem que eu pudesse conseguiria responder. Fui para a minha sala assistir o ultimo horário, assim que entrei todos me encararam como sempre, mas dessa vez eu não tinha a mínima paciência. Sentei-me no meu lugar e prestei atenção na aula.

(...)

Já havia duas semanas que Pedro nem si quer olhava para mim, na hora do Intervalo eu ia para o mesmo lugar de sempre, mas ele nunca estava lá. Quando ele passava por mim no corredor ou em qualquer outro lugar era como se ele passa-se por ninguém.

–– O seu amiguinho não fala mais com você? – Josh me abordou na hora do lanche.

–– Eu nunca tive amigo nenhum. – eu disse de forma sombria.

–– Quem sabe eu posso ser seu ‘amiguinho’, vou fazer melhor que ele. – ele disse zombando. Eu havia entendido muito bem o sentido de suas palavras, mas preferi apenas ignorar e sair da cantina. Quando eu ia saindo meus olhos se cruzaram com os de Pedro, de repente eram os olhos do meu Pedro.

(...)

–– Mãe, eu cheguei. – eu disse acendendo as luzes de casa. – Mãe? – encontrei um bilhete dela preso a geladeira.

“Vou ter que fazer hora extra hoje, o almoço está no fogão é só esquentar. Amo-te!”

Peguei a comida e deixei esquentando enquanto eu tomava um banho. Depois que comi assisti um pouco e fui dormir, estava muito cansada daquela escola.

Acordei com alguém batendo forte no portão, levantei-me e olhei no relógio, já era 18h05min. Fui até o portão mesmo ainda estando sonolenta e o abri, era Pedro.

–– O que está fazendo aqui? – mal terminei de falar ele entrou e fechou o portão atrás de si. – Pedro!

–– E o seu amiguinho, cadê? – ele cheirava álcool, quando percebi isso me assustei, mas tentei manter a calma. – CADÊ?

–– Vai embora da minha casa. – tentei empurrá-lo para fora, mas foi inútil era como empurrar uma parede.

–– Então ele está ai, não é? – ele me puxou pelo pulso com força e me arrastou pra dentro de casa. – Vamos procurar!

–– Pedro me solta, você está louco, não tem ninguém aqui. E se tivesse não é da sua conta. ME SOLTA. – eu tentava me soltar inutilmente. – está me machucando.

Ele continuava a me arrastar pela casa como se procurasse alguém, apertava o meu pulso com força eu chegava a querer gritar de dor. Ele não era o Pedro que eu conhecia, eu odiava bebida. Ele empurrou a porta do meu quarto com força, à luz estáva apagada e a cama desarrumada pelo fato de eu ter acabado de acordar.

–– O que você fez Karina? – a voz dele era de um tom possessivo. Senti-me um animal encurralado.

–– Pedro pare com isso, me solta ou eu vou gritar.

–– Então grita que eu quero escutar. – foi nesse momento que toda a calma que eu tentava aparentar morreu, comecei a tentar me soltar desesperadamente empurrei-o com força mais de nada adiantava. Ele me arremessou com força em minha cama e abriu meu guarda-roupa.

–– Para com isso Pedro, por favor. – as lágrimas desciam por minha face.

–– Por que você está fazendo isso Karina? – ele bateu a porta do guarda-roupa com força.

–– Eu não te fiz nada.

–– Fez sim. – ele aproximou-se de mim deitando-se por cima de mim na cama, virei o rosto para o lado para não sentir o cheiro de bebida que vinha dele. – Quem é seu novo ‘amiguinho’? – ele usou o mesmo tom de Josh.

–– Não tem ninguém, não tem ninguém. – minha voz saiu embargada pelo choro.

–– Mentira! – ele disse apertando meus pulsos. – Me diga a verdade agora.

–– SOCORRO! – ele tapou minha boca com velocidade quase me sufocando.

–– Eu sei que tem, você é rápida mesmo. – eu queria gritar e correr dali, mas eu nada podia fazer. estava totalmente a mercê dele, Pedro era muito mais forte do que eu e estava me segurando para que eu nada pudesse fazer. ‘O que viria a seguir? Essas palavras ecoavam em minha mente. – Escuta bem Karina, mesmo que eu não fale mais com você eu sou seu único amigo, e não quero ninguém no meu lugar, está entendendo?

Tentei falar mais a mão dele sobre minha boca me impedia disso, lentamente ele tirou a mão que tapava minha boca.

Notas finais
Beijinhos.