A Aposta - Lonely Girl
10 Capitulo 10
Notas iniciais
–– Pedro...
–– Diga! – ele apertou meus pulsos contra a cama me fazendo gemer de dor.
–– Você... É o único. – eu disse em meio às lágrimas.
–– Isso... – eu tentava respirar, minha respiração estava pesada, pela primeira vez eu sentia medo do Pedro e mesmo assim ainda o amava, eu me odiava por isso. – Boa menina. – ele curvou o corpo até perto do meu rosto e beijou o meu pescoço, um beijo molhado como se estivesse tentando me beber. Com uma mão ele segurava minhas mãos me deixando incapacitada de me defender com a outra ele acariciava a minha perna.
–– Pare... Por favor, Pedro, pare. – eu supliquei, não queria que fosse assim.
–– Seu cheiro é bom... – ele continuava a beijar o meu pescoço e a passar a mão por minha perna.
“–– Na verdade precisa sim. Que eu saiba você pode ser um psicopata e querer me matar.
–– Esse é meu plano, eu vou entrar no seu quarto a noite quando você inocentemente abrir a porta pra mim. Ai eu vou te estuprar e te matar.
–– Não podia só me matar? – eu disse brincando.
–– Ai fica sem a melhor parte.”
Será que ele ia me matar, assim como na nossa conversa? Debati-me em baixo dele, eu não queria que minha primeira vez fosse assim, tomada a força por alguém, mesmo que esse alguém fosse o Pedro. Tentei me soltar com todas as minhas forças e mesmo assim foi inútil.
–– Pedro por tudo que é mais sagrado... Não. – chorei por clemência da parte dele.
–– Eu sei que você também quer. – ele tentou me beijar, mas eu virei o rosto. Ele segurou meu rosto para que eu não desviasse.
–– Você está bêbado Pedro, me solta. Eu vou fingir que isso nunca aconteceu.
–– Por que está fazendo isso comigo? – ele parou de tentar me beijar e apenas ficou me encarando. – Para de chorar! Assim eu não consigo.
–– FILHA! CHEGUEI! – minha mãe gritou da entrada da casa.
–– Me solta Pedro. – ele me soltou e ficou de pé em um pulo. – Rápido se esconde em baixo da cama. – o empurrei pra de baixo da cama no mesmo tempo que minha mãe abriu a porta do quarto. – Oi mãe. – tentei parar de tremer.
–– O que aconteceu com você? – droga eu estava chorando.
–– Eu estava chorando com saudade do pai. – menti.
–– Eu sei que é difícil filha, mais tudo vai dar certo. – ela me abraçou. – Vou tomar um banho e ir dormir, minhas costas estão doendo.
–– Tudo bem, eu vou dormir também.
–– Boa noite. – ela saiu do quarto.
Sei que devem está se perguntando por que eu ajudei o Pedro, mas eu não podia deixar que minha mãe nos visse naquela situação. O que ela pensaria do Pedro? Ele não era má pessoa, algo devia ter acontecido a ele pra ele ter feito tudo aquilo, além disso, ele não estava sóbrio.
–– Ela já foi? – Pedro saiu de baixo da cama, com uma cara mais normal.
–– Está no banho, agora vai embora. – eu disse me segurando.
–– Ka... Eu... Me desculpa, não sei o que aconteceu comigo.
–– A gente conversa depois, agora vai embora daqui. – ele se virou e foi em direção a porta. – Pedro você esqueceu isso. – e quando ele se virou eu dei uma tapa com todas as minhas forças no rosto dele.
–– Eu mereço isso. – ele passou a mão no rosto.
(...)
Durante a noite toda vez que eu fechava os olhos a imagem daquele Pedro transtornado de raiva me vinha à mente, eu tremia só de imaginar o que poderia ter acontecido se minha mãe não tivesse chegado. Será que ele seria capaz de me forçar daquela maneira? Esse pensamento me fez tremer. Mesmo depois do que aconteceu eu não o odiava, que maldito amar é esse em meu coração que mesmo depois de tudo não me
deixa odiá-lo? Só posso ser masoquista mesmo.
No dia seguinte eu evitei Pedro o dia inteiro, eu não queria nem mesmo olhar para ele. Isolei-me o máximo possível, na hora do lanche fui para a diretoria e fingi que precisava falar com a diretoria. Se eu fosse para os fundos da escola ele com certeza saberia que eu estava lá, afinal aquele era o nosso lugar.
–– Selena... – Pedro finalmente me encontrou na hora da saída. – Precisamos conversar.
–– Pode falar. – tentei parecer fria.
–– Aqui não, vamos pra outro lugar.
–– Eu não vou para lugar nenhum com você.
–– A escola toda está olhando para nós. – ele estava certo, cada um ali nos olhava com intensa curiosidade.
–– Vamos para um lugar publico então.
–– está com tanto medo de mim assim? – senti a dor nos olhos dele.
–– Não era pra ficar depois do que você tentou me fazer?
–– Eu de fato me odeio por isso. – ele abaixou a cabeça.
Comecei a andar para uma praça que tinha perto da escola, era mais calmo e mesmo assim ainda tinha gente por lá. Sentei-me na grama mantendo certa distancia dele.
–– Pode falar. – eu olhava para as crianças que brincavam no parquinho.
–– Eu sei que desculpas não vão apagar o que eu te fiz, mas eu gostaria de pedir desculpas mesmo assim. Ontem uns amigos me chamaram pra sair e eu acabei fazendo o que eu quase nunca faço que é beber bebida alcoólica. E enquanto eu bebia fiquei pensando besteira e isso me fez pensar coisas erradas, por isso eu fui parar na sua casa daquele jeito. – ele tomou ar. – Por favor, Ka, você sabe que eu não sou assim, eu não sei o que me aconteceu... Me perdoa.
–– Você não sabe como eu me senti quando você entrou na minha casa daquele jeito e me tratou daquela maneira. – segurei para não chorar, eu não ia chorar.
–– Eu sei. Toda vez que eu fecho os olhos eu vejo o seu rosto, me sinto um imundo. – os olhos dele estavam marejados de lágrimas. – Vou entender se nunca mais quiser olha na minha cara.
–– Eu sei que você estava fora de si, porque em sã consciência nunca olharia pra mim. – olha eu falando besteira. – Digo... – eu tinha que falar isso. – Pedro, eu te perdoo, mas talvez você tenha razão, perdeu seu tempo comigo. – me levantei do chão, meu coração doía. – Acho que esse é o fim. Adeus.
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