Notas iniciais
Oiee Gattonas, Que capitulo de malhação foi aquele ontem ein.... BAFÃO, coitado do pedro e do Denis kkkkkkk. Hoje tem maiss, acho que o Pedro num vai conseguir virar homem nunquinha, com o chute nos filhos dele. kkkkkkk Capitulo pra vocês...


–– Karina nós vamos dançar, quer ir? – Bianca disse praticamente arrastando o namorado para a pista de dança.–– Agora não, podem ir.

Segui os dois com o olhar até que eles se perderam no meio da multidão que dançava. Aquela boate era muito badalada na cidade, as pessoas se matavam para entrar lá nem sei como Duca conseguiu.

Peguei o meu copo de refrigerante e tomei um gole enquanto olhava o ambiente, quem não estava na pista de dança ou estava no bar ou sentado em uma mesa, como eu, com exceção de que os outros que estava nas mesas estavam se agarrando com alguém.

–– Oi! – um cara da minha idade sentou-se à mesa comigo, ele era bonito, loiro dos olhos azuis. – está sozinha?

–– Não, com uns amigos que foram dançar. – eu disse tentando fazê-lo sair dali, não estava a fim de ficar com ninguém.

–– Sabe, eu estive te observando e te achei muito bonita.

–– Obrigada. – eu dei um sorriso sem graça.

–– Que tal se nos conhecermos melhor?

–– Já estamos nos conhecendo. – eu o tirei, escutei alguns amigos dele rirem.

–– Eu to falando de... – o olhei com cara de ‘ta doido?’.

–– Não, obrigada.

Essa foi o suficiente para ele entender que eu não estava afim e sair da mesa. Odiava ter que dar fora em alguém, não gostava de machucar as pessoas, por isso tentava ser o mais delicada possível, mas dessa vez eu estava meio que estressada.

Peguei meu celular e olhei à hora, 22h48min. Só precisaria aguentar mais um pouco até que eu pudesse ir para a minha casa. Estava de cabeça baixa quando senti a presença de alguém que se sentava na cadeira ao lado e passava a mão por trás do meu ombro, fiquei com raiva e apavorada ao mesmo tempo.

–– Oi Gatinha. – escutei uma voz falar no meu ouvido.

–– Escuta... Pedro?! – dei de cara com Pedro me encarando de perto. Meu coração disparou. Ele tinha uma cara tão espantada como a minha.

–– Karina? – se ele estivesse tomando algo teria se engasgando. – O qu-e que está fazendo aqui? – ele gaguejou.

–– Eu que te pergunto, e ainda mais me chamando de gatinha! – as palavras saíram atropeladas por meus lábios.

–– Caramba! Não acredito nisso. Como não te reconheci, que idiota eu sou.

–– O que está acontecendo Pedro?

–– Sabe o cara que estava aqui agora pouco? Ele é um dos meus amigos, eles me fizeram participar de uma brincadeira pra ver quem conseguia ficar com uma garota, mas eu NÃO sabia que era você.

–– Que brincadeira idiota Pedro. – eu cruzei os braços. Por sorte eu não tinha ficado com o loiro. Senti uma raiva do Pedro. – Seu idiota.

–– Calma Karina. Eu não queria, eles me obrigaram.

–– E a sua namorada?

–– Eu não ia ficar com a menina, que no caso era você. – devo ser a ultima pessoa no mundo pra Pedro Ramos.

– Só ia conseguir o telefone, essa foi a minha condição.

–– Ótimo! Em todo lugar eu sou alvo de algo.

–– Desculpa Karina, eu não te reconheci mesmo, você está diferente. Mais... Bonita. – ele olhou nos meus olhos, desviei meu olhar na hora.

–– Então geralmente eu sou feia? – eu disse brincando.

–– Não é isso que eu disse.

–– Eu sei Pedro, só tava te zuando. – eu sorri. – Então acho que você vai perder Pedro. – ele olhou para os amigos que nos observavam.

–– Ah não! Anota seu número no papel ai, me faz esse favor. O Erick vai morrer de raiva.–– Erick é o nome do seu amigo? – fingi interesse. – Podia me apresentar direito, né?

–– Não! – ele revirou os olhos. – Vai Karina, por favor.

–– Não tenho papel muito menos caneta.

–– Já sei então. – ele foi se aproximando de mim e puxou minha cadeira pra perto da dele.

–– O que ta fazendo? – minha voz era de pânico.

–– É só fingir. – ele puxou meu rosto pra perto do dele, mas não me beijou apenas ficou com o rosto na minha frente de forma que os amigos dele pensassem que estávamos nos beijando. Eu sentia a respiração dele bater em meu pescoço, fechei os olhos e fiquei tentando pensar em outra coisa. – Karina... – ele falou no meu ouvido. Aquilo me deixou arrepiada, espero que ele não tenha notado. – Da pra fingir que ta gostando? – ele sorriu baixo.

– Certo... – coloquei a mão na nuca dele e passei a mão no seu cabelo, aposto que ele podia sentir meu rosto queimando de vergonha. – Chega! – eu disse me afastando dele e me sentando na posição normal. –Acho que eles já acreditaram.

–– Ka? – Bianca disse com cara de chocada, algo me diz que ela viu tudo. – Você ta legal? – a cara dela de abismada.

–– Acho que sim. – eu disse rindo da cara dela. – Bianca esse é o Pedro, aquele amigo que te falei.

–– Oi! – Bianca disse sem graça.

–– Oi Pedro! – ela respondeu.

–– E esse é o namorado da Bianca, o Duca

–– E ai cara! – os dois se cumprimentaram.

–– Ka vem aqui comigo. – eu saí da mesa e fui com a Bianca até um canto. – Esse é o seu ‘amigo’?

–– É. Por quê?

–– Menina, que gato! – ela babou, tive que rir. – Mais vocês são só amigos mesmo? Porque não foi o que pareceu.

–– Não é isso que você está pensando. – eu expliquei tudo pra ela de forma resumida e rápida. – Só isso.

–– Mais ta na cara que você gosta dele Ka.

–– Não da pra mentir pra você. Eu gosto, mas ele nunca vai olhar pra mim e ele tem namorada e ama ela, então eu vou esquecer esse amor. – suspirei. – Vamos voltar.

–– Karina. – Pedro me chamou assim que eu voltei. – Eu preciso voltar pra onde os meus amigos.

–– Tudo bem, até amanhã.

–– Até...

Quando Pedro se afastou eu pude sentir que ele estava estranho, algo na voz dele ou no olhar. Senti medo do que poderia vir...

(...)

Acordei na manhã seguinte com uma sensação ruim dentro de mim. Fiz o mesmo de todas as manhãs e fui em direção a escola, morrendo de sono devido à noite passada.

Não vi Pedro o dia inteiro, meu coração estava apertado, eu precisava vê-lo. Como sempre fui torturada naquela escola, tudo que me ajudava a ter mais forças era a presença dele e hoje ele nem estava lá. Devia saber que ele não viria, estava tão animado com os amigos dele que deve ter ficado até o dia amanhecer lá.

Os amigos de Pedro refletiam o que ele com certeza devia ser, um garoto rico. Eu ainda estou esperando que ele me conte, mas é obvio que é isso que ele me esconde. Isso me deixa furiosa, o que ele pensa que sou? Uma aproveitadora que vou querer o seu dinheiro? Preciso falar com ele.

–– Procurando o seu ‘amiguinho’? – uma garota me parou no corredor.

–– Não. – eu menti.

–– Finge que me engana mosca morta. – ela me olhou de cima a baixo. – Sinceramente não sei como Pedro Ramos anda com uma sem sal como você, é obvio que qualquer uma aqui pode o ‘acompanhar’ melhor do que você.

–– Então por que não são vocês que andam com ele? – quando vi isso já tinha saído de minha boca.

–– Cala a boca sua cretina. – ela levantou a mão para me dar um tapa, mas o inspetor passou no exato momento o que a fez parar. – Como eu sou boazinha, eu vou te contar que o Pedro não veio pra escola hoje, talvez ele mude de escola ai eu quero ver como você vai ficar.

Senti um imenso aperto no coração. Como eu ficaria sem ele? Eu não suportaria aqueles dias sem ele, sem a sua presença pra me dar forças e me ajudar. Essa possibilidade me deixou tão mal que eu esqueci a minha possível raiva por Pedro.

(...)

Notas finais
Beijinhos :P