A Aposta - Lonely Girl
7 Capitulo 7
Notas iniciais
Meu coração disparou me vi em uma situação de pânico, ele havia ficado louco? Pedro foi se aproximando lentamente, a respiração dele batia contra minha face. Eu estava espantada com o que ele viria a fazer, os lábios dele se aproximaram dos meus, eu não conseguia respirar. Foi ai que ele desviou e me deu um beijo no rosto, o que me aliviou e me deixou frustrada ao mesmo tempo. Ele começou a rir. Aquilo havia sido
importante só para mim?
–– Eu sabia? – ele disse. Tive vontade de correr, será que ele havia descoberto os meus sentimentos?
–– Sabia de que? – controlei o pânico em minhas palavras.
–– Que você ia morrer de vergonha. – ele começou a rir descontroladamente. O som da risada dele era tão harmônico, o jeito que seus dentes perfeitos ficavam a mostra. Sinto-me tão boba. – Mais não tem nojo de mim!
–– Quase vomitei. – brinquei com ele.
(...)
–– Alô? – atendi ao telefone enquanto minha mãe terminava o jantar.
–– Amiga! – Bianca praticamente gritou no meu ouvido. – Vai fazer o que?
–– estava indo jantar.
–– A não cancela, vamos sair.
–– Tenho que falar com a minha mãe não sei se ela vai me deixar sair agora. Vou falar com ela, espera. – deixei o telefone em cima da mesa e fui falar com minha mãe que estava na cozinha. – Mãe!
–– Eu ouvi, a casa é pequena.
–– Posso ir?
–– Não sei, e depois como você volta pra casa?
–– Eu peço pra Bianca me deixar aqui, o namorado vai ta com ela. – ela fez uma cara de pensativa e depois suspirou. – Posso?
–– Tudo bem pode ir, mas volta 12h00min, sabe que eu não durmo até você chegar. – dei um abraço nela.
–– Valeu. – corri até o telefone. – Ela me deixou eu ir, mas você vai ter que me trazer em casa.
–– Fechado, se arruma que eu e o Duca vamos passar ai.
Tomei um banho e fui escolher uma roupa, queria ficar bem bonita, há tempos que eu não me arrumava para sair com os amigos. Peguei uma calça jeans skiny preta, uma sandália de salto, uma blusa básica com uma jaquetinha. Fiz uma maquiagem reta e soltei o cabelo, havia ficado bom eu não tinha perdido o meu talento pra me arrumar.
–– E ai Ka – Duca me cumprimentou assim que entrei no carro.
–– Oi Duca – Bianca usava um vestido preto e sandálias de salto, e Duca usava um jeans e uma blusa social. – Vamos aonde?
–– Nós vamos a um restaurante e depois em uma boate. – ela disse arrumando o cabelo no retrovisor.
–– Não posso passar da meia noite, condições da minha mãe.
–– Ainda é cedo, vai dar tempo.
Duca, o namorado de Bianca, tinha uma boa condição não era super rico, mas tinha um bom dinheiro. Nós iríamos a um restaurante chique da cidade, eu não queria ir, mas Duca disse que a conta era por conta dele, então por fim aceitei.
Quando chegamos ao restaurante havia vários carros estacionados na porta um mais chique que o outro, todos os carros de luxo, isso me deixou constrangida. De uma hora pra outra me senti mal vestida, mesmo estando ótima. Esse ambiente refinado me deixava muito mais tímida.
Um dos garçons nos levou até a nossa mesa. O restaurante era muito bonito, tinha uma decoração oriental, as paredes eram pintadas de preto e vermelho, o que dava um ar luxuoso ao ambiente. As pessoas que ali estavam sentadas eram todas de aparência elegantes, as mulheres usavam roupas finas e os homens não ficavam atrás, senti-me totalmente deslocada.
–– Acho que eu devia ter me arrumado mais. – Ka disse em tom cômico.
–– Idem. – Bianca riu.
–– Relaxem meninas, nós vamos comer e vamos dançar em uma boate.
–– Só me falta dizer que vamos ao Lotus. – Lotus era uma das melhores boates da cidade.
–– Vamos sim. – Duca disse de forma engraçada.
–– Bianca sua... Como você me deixa vir assim?
–– Assim como? Você está ótima. – de fato eu estava, mas para esses lugares eu precisava estar melhor. – Deixa de besteira, vamos pedir logo isso e pronto.
Pedimos um combinado de lagostas que estava uma delicia e com um preço bem salgado também, mas Duca quis pagar tudo. Bianca é bem sortuda, namorado bonito, cavalheiro e rico até parece mentira. Depois de comermos Duca pagou a conta e fomos para o Lotus. Já erram 09h30min teria algum tempo para me divertir ainda.
–– A caramba! – eu praguejei.
–– O que foi? – Bianca perguntou virando-se para mim no banco de trás do carro.
–– Amanhã tenho que acordar cedo pra ir pra aula.
–– Mata aula.
–– Não, né!
–– Ainda vai ter um bom tempo para dormir quando chegar em casa, além disso é só hoje mesmo, você precisa se divertir.
–– É! Acho que tem razão. – olhei pela janela os carros que passavam, não pude deixar de pensar em Pedro.
Queria que ele estivesse comigo, mas provavelmente devia estar com a namorada, fazendo sabe-se lá o que.
(...)
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