A Aposta - Lonely Girl
59 Capitulo 60 - II temporada
Notas iniciais
Coloquei a chave na fechadura e a girei, era mesmo a chave da porta. Passei a chave na porta e a tranquei de novo.
–– O que está fazendo? – Pedro perguntou incrédulo.
–– Eu não quero ir. – eu voltei e sentei-me na cama. – Você sabe que eu não sou boa nisso. – eu sorri. – Mas eu te amo, eu não posso te deixar. – ele parecia não acreditar no que eu dizia.
–– Mas... Eu te fiz tanto mal, você devia me odiar, isso não é certo. – coloquei minhas mãos no rosto de Pedro.
–– Eu não quero mais fugir, eu quero você. – uma lágrima solitária desceu por meu rosto.
–– Viu? Eu sempre te faço chorar, sempre te faço sofrer.
–– Eu não ‘tô sofrendo, eu estou feliz, porque o antigo Pedro voltou. O Pedro que eu sempre amei e eu sabia que ele estava aí dentro em algum lugar. – ele sorriu.
–– Eu te quero muito... – ele inclinou o corpo na minha direção e nossos lábios se tocaram suavemente, as mãos dele escorregaram por minhas costas. – Mas só se você quiser.
–– Sim, eu te quero. – senti-o sorrir.
Pedro deitou-me lentamente na cama sem partir o nosso beijo, eu sentia uma sensação diferente, era desejo e amor, nada de medo, nada de hesitação.
As mãos dele deslizaram por baixo da minha blusa, o contato das mãos quentes dele me deixaram arrepiada, fazendo-me suspirar. Em um movimento rápido, minha blusa foi parar no chão, fiz o mesmo com a blusa dele, beijando-o em seguida. Ele se afastou por um segundo encarando-me.
–– Desculpe-me por sua primeira vez ter sido daquele jeito. – senti dor nos olhos dele. – Eu ainda me odeio por ter te feito aquilo.
–– Eu te desculpo... – eu disse sincera, beijando-o novamente.
Continuamos nos acariciando e nos amando da maneira mais intensa. Eu não queria que fosse com mais ninguém, só com ele, porque era a ele que eu amava. Era o meu amor por ele que me consumia, que deixava cada parte de mim em chamas.
–– Tem certeza? – ele perguntou-me antes de chegarmos finalmente lá.
–– Sim. – eu não fechei meus olhos dessa vez, eu queria ver o rosto dele, eu queria ver como ele se sentia. Era assim que eu esperava que fosse fazer amor com o Pedro, com carinho, sem pressa, só o nosso amor.
–– Karina, eu... – ele disse com a fala entrecortada sussurrando no meu ouvido. – Te amo.
–– Eu também... Te amo. – chegamos ao clímax juntos, ele saiu de cima de mim e deitou ao meu lado, puxando-me para um abraço, em seguida, puxou o lençol sobre nós (n/a: Sou horrível para escrever cena 'hot', aushuas não me matem.).
(...)
O sol batia no meu rosto, abri meus olhos lentamente, eu estava só na cama. Será que tudo não passara de um sonho bonito? Mas tinha sido tão real...
–– Que cara é essa, bela adormecida? – Pedro vinha saindo do meu banheiro, os cabelos molhados.
–– Nada. – eu sorri para ele.
–– Que bom. – ele se jogou na cama ao meu lado. – Hoje vão abrir o testamento do meu pai. – ele disse pensativo. Virei para o lado e o abracei, ele retribuiu.
–– Posso ir com você? – eu o encarei. – Se eu não puder tudo...
–– Claro que pode. – ele sorriu me beijando em seguida. – Enquanto você se arruma, eu vou ao meu quarto me trocar.
–– Acho que devemos mudar isso, não é?
–– O quê?
–– Você quer ficar em um quarto separado de mim? – eu fiz uma falsa cara de choro.
–– Ah, é isso. – ele sorriu, beijando meu pescoço em seguida. – Por mim, eu mudava para cá agora mesmo, mas podemos cuidar de tudo amanhã.
–– Certo. – levantei-me da cama e fui em direção ao banheiro.
Enquanto eu tomava um banho, Pedro se trocava. Fui até o meu guarda-roupa e coloquei um vestido azul e sapatos de salto, fui até a penteadeira e fiz uma maquiagem leve, penteei os cabelos e coloquei algumas jóias. Peguei minha bolsa e desci para tomar café.
–– Bom dia, Martha. – eu disse sentando-me para tomar café. Martha logo serviu meu café.
–– A senhora está com uma cara ótima. – sim, eu estava muito feliz, isso estava estampado no meu rosto. – O senhor Pedro também, escutei-o cantando. Faz tempo que não o vejo cantando.
–– Que ótimo. – eu sorri. Assim que Martha saiu, Pedro chegou e sentou-se ao meu lado.
–– Nem me dá bom dia. – ele falou. – Até parece que dormiu comigo.
–– Deve ser porque eu dormi. – desde que casamos, aquele estava sendo o melhor dia, nada de brigas, nada de ódio. – Eu estava com saudades de você. – eu disse sem pensar, fazendo-o me encarar.
–– Como assim?
–– Sabe... – eu pausei. – Assim, alegre, o Pedro que eu me lembrava.
–– Você me deixa assim. – ele segurou minha mão. – Eu quero que fique com isso. – ele colocou uma caixinha de veludo em cima da mesa. – Era da minha mãe.
Peguei a caixa de cima da mesa, tive uma surpresa quando abri, era uma aliança muito bonita, encarei-o sem entender.
–– Eu já tenho uma aliança.
–– Eu quero me casar com você de novo, dessa vez direito. – não pude esconder o sorriso enorme que surgiu nos meus lábios. – Você quer se casar comigo de novo?
–– Sim, sim. – eu o beijei ainda emocionada.
(...)
–– Bem... Estamos aqui hoje para a abertura do testamento de Marcelo Ramos. – o advogado ia dizendo, enquanto lia um dos papéis à sua frente.
Karina On
Pedro e eu estávamos em um lado da mesa, do outro lado estava Marcos, Delma não pode vir, então pediu para que o filho a representasse. João também estava presente, já que era o advogado de Pedro. Senti um aperto no coração ao me lembrar que ele estava sendo enganado pela Vicki.
Eu podia ver a fúria nos olhos de Marcos , o plano dele havia ido por água abaixo. Pedro e eu estávamos sentados felizes e era óbvio em nossos rostos que estávamos muito bem e mais felizes do que nunca.
–– Para a minha amada esposa, Delma Ramos, eu deixo 20% das ações da empresa. – A família Ramos era detentora de 70% das ações da empresa e os outros 30% eram divididos entre acionistas minoritários. – Outros 50%, eu deixo para o meu amado filho Pedro Ramos. – o advogado continuava lendo o testamento. – Creio que, a esta altura, ele tenha cumprido o meu pedido, e se casado com Karina . – olhei para Pedro, que me deu um sorriso. – Para o meu irmão Msrcos, eu deixo minha casa nos Alpes suíços e a cobertura em Londres.
–– O QUÊ? – Marcos se levantou da mesa rapidamente. – Esse velho me deixou só isso?
–– Olha como você fala do meu pai. – Pedro se levantou também, pronto para voar no tio e o fazer calar a boca.
–– Acalmem-se. – o advogado alertou.
–– Aquele decrépito. – Marcos praguejou. – Para mim, chega disso tudo e de você, seu mimado. – ele apontou para Pedro. – E da sua mulher vagabunda.
–– Lava a sua boca para falar da minha mulher. – levantei-me segurando Pedro pelo braço para que ele não fizesse nenhuma besteira, mas bem que eu queria que ele quebrasse a cara de Marcos. – Você acha que eu caí naquele seu plano idiota para nos separar? Não seja idiota.
–– Que plano? Está louco agora?
–– Senhor, a polícia está aqui. – um dos seguranças da empresa disse, abrindo a porta acompanhado pela polícia.
–– Eu entreguei tudo para a polícia, Marcos. As câmeras de segurança da minha casa, o exame da minha esposa e as provas da sua pequena lavagem de dinheiro e sonegação de imposto. – Marcos parecia não acreditar no que estava acontecendo, ele tentou vir na direção de Pedro e de mim, mas os policiais o seguraram e colocaram uma algema em seus pulsos.
Pedro me abraçou de lado, como se quisesse dizer que estava tudo bem e que eu não precisava me preocupar.
(...)
Pedro e eu havíamos contado tudo sobre Vicki e Marcos para João, ele ficou chocado, eu até o vi chorar. Ele a amava de verdade e não conseguia entender por que ele havia feito isso com ele. Acompanhamo-nos até a casa deles para não deixar que ele acabasse fazendo qualquer besteira, mas, quando chegamos lá, encontramos o guarda-roupa vazio. Vicki havia fugido e levado tudo o que era dela.
–– Ela foi embora. – João desceu as escadas, dando-nos a notícia. – Ela só deixou isso. – ele balançou o envelope.
–– O que é? – Pedro perguntou.
–– Deixa eu ver. – ele abriu o envelope e começou a ler. – “João, eu não queria que fosse assim, mas eu tenho que te dizer que não te amei como você merecia. Tudo que você sabe sobre mim é mentira, a única coisa que é verdade é que me chamo Vicki. À essa altura, você já deve saber que eu estava com Marcos, que eu tinha um caso com ele, mas não porque eu gostasse, mas sim, porque ele podia me proporcionar a minha vingança.” – entreolhamo-nos, então João prosseguiu – “Quando eu era nova eu tive... Como se pode dizer... Vamos apenas dizer que eu era “namorada” do seu amigo. Sim, ele mesmo, Pedro. Nós fugimos, mas ele me abandonou no hotel e voltou para o mundinho de conforto dele. Por isso eu queria me vingar, porque eu nunca o perdoei por fazer isso comigo. Mas tudo deu errado, e a culpa é dessa mosca morta da Karina . Como já deve estar óbvio, eu não gosto de você Karina , eu fingi o tempo todo. Não tentem me procurar, porque vocês não vão me encontrar. Ass.: Vicki.”
–– Como você explica isso, Pedro? – eu questionei ainda confusa com toda aquela revelação.
–– Eu nunca imaginei que essa Vicki era a Vicki do colégio. – ele se sentou no sofá, atônito. – Ela mudou muito, não se parece em nada com aquela garota.
–– Como você pode ter feito isso com ela? – ele me olhou culpado.
–– Eu era jovem, foi antes de te conhecer. – eu tinha que admitir que, antes de mim, ele tinha um passado, com coisas que ele não gostava de lembrar.
–– O que vamos fazer? – João perguntou, eu podia ver a dor nos olhos dele. – Vamos atrás dela?
–– Não. – Pedro disse rápido. – Acho que isso é o mínimo que eu posso fazer por ela, depois de tudo. – mesmo Vicki tendo ajudado Marcos, eu fiquei feliz por Pedro ter dito aquilo, era uma prova que ele tinha mesmo mudado. – Tudo bem por você, João?
–– Sim, eu não quero mais lembrar dela. Quero que ela desapareça do meu mundo. – ele se sentou no sofá e abaixou a cabeça. – Eu gostaria de ficar só.
–– Tudo bem. – eu disse indo até a saída acompanhada por Pedro. – Qualquer coisa, nos ligue.
(...)
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