A Aposta - Lonely Girl
60 Epilogo
Notas iniciais
Um mês depois de todo o ocorrido, Pedro e eu nos casamos de novo, foi uma cerimônia simples para os mais íntimos.
Minha mãe agora simpatizava com Pedro, mas ainda tinha um pé atrás pelo o que ele tinha feito a mim na época do colégio. Mas eu pude ver que ela estava feliz por mim, ela viu como eu estava feliz com Pedro e que ele tinha mudado.
Bianca, Duca e Thiago – o filho deles – foram para o casamento. Bianca estava tão feliz por eu ter finalmente me acertado com Pedro, que ela quase me matou em um abraço. Thiago estava tão lindo, eu amava o filho da minha amiga, o jeitinho que ele sorria e tentava pegar os dedos das pessoas era encantador. Assim que Pedro o conheceu, eu vi algo no olhar dele que eu nunca tinha visto antes, era um olhar paterno. Eu não conhecia esse lado dele.
Delma tinha chegado na noite anterior ao casamento, ela, como sempre, estava animada e exibia um sorriso de orelha a orelha, quando foi fazer um brinde aos noivos. Quando a festa acabou, ela veio nos dizer que estava voltando para New York, ela parecia finalmente estar conformada com a morte do marido.
João, ao contrário do que eu pensei, superou Vicki muito rápido. Na noite do casamento, ele estava com uma Morena de parar o trânsito e parecia muito feliz com ela.
–– Ai, amiga, eu ‘tô tão feliz agora. – Bianca dizia animada. Eu havia sentado um pouco na mesa dela, enquanto Pedro conversava com a mãe.
–– Por quê? – eu quis saber.
–– Você e o Pedro finalmente se acertaram de verdade. – Bianca ainda tinha aquela animação da época do colegial.
–– Sim, eu também estou tão feliz. – o garçom colocou um prato de alguns salgados sobre a mesa, Bianca tratou de pegar um.
–– Hmmm, que delícia. – ela saboreou um dos salgados. – Quer? – ela praticamente enfiou o prato de salgados na minha cara.
–– Credo, que nojo! – afastei a mão dela com os salgados, eu senti um cheiro estranho, que embrulhou o meu estômago. – Isso está estragado?
–– Não... – ela cheirou. – Está muito bom.
–– Está horrível, isso me deu enjoo. – Bianca virou o rosto lentamente para mim, encarando-me com os olhos brilhando. – O que foi?
–– Karina– ela parecia que ia pular.
–– Que foi, sua louca? – eu comecei a sorrir, mas aquele cheiro de salgado estava embrulhando o meu estômago.
–– Você ‘tá grávida? – eu tive um ataque de risos. – ‘Tá sim, Ka, eu sei, foi assim que eu fiquei. Você ‘tá grávida.
–– Claro que não, eu só... – bem, isso não era uma loucura, Pedro e eu não nos prevenimos, e essa vontade de vomitar... Será que eu estava grávida? – Não pode ser... Não, deve ser engano. – eu senti o sangue fugir do meu rosto, levantei-me da cadeira rápido, senti uma tontura em seguida, depois tudo ficou escuro...
(...)
Abri meus olhos lentamente, eu estava na minha cama – a cerimônia tinha ocorrido no jardim da nossa mansão – e ainda sentia um pouco de enjoo.
–– Está tudo bem, meu amor? – Pedro veio até mim rapidamente. – Você desmaiou do nada.
–– Sim... – eu estava confusa. – Foi só um mal-estar.
–– Bom... Minha mãe e a sua acham melhor a gente não descer mais, além disso, a festa já esta quase acabando, é melhor você não se cansar mais. – ele disse de forma carinhosa.
Como será que ele reagiria se souber que ‘tô grávida? Bem, se é que eu estou grávida mesmo.
–– Pedro... – eu o chamei. – Pode pegar um copo de água para mim?
–– Claro. – ele se levantou. – Eu já volto.
Peguei meu celular e disquei o número de Bianca, torcendo para que ela ainda estivesse na minha casa.
–– Bianca! – eu disse rápido, assim que ela atendeu.
–– Está tudo bem?
–– Sim. Eu preciso de um favor urgente.
–– O que foi?
–– Tem uma farmácia no outro quarteirão, preciso que me compre um desses...
–– Teste de gravidez? – ela completou.
–– Sim. Mas tem que ser para agora.
–– Deixa comigo. – ela desligou o telefone.
Fui até o meu closet e peguei uma camisola leve e confortável, mas que não deixava de ser bonita. Fui até o banheiro e tirei o vestido que eu usava, tomei um banho quente, enquanto colocava a cabeça no lugar. Quando saí do chuveiro, me encarei no espelho, meu corpo estava diferente mesmo... Comecei a ter uma crise...
–– Ka! – Bianca bateu na porta do banheiro.
–– Entra. – eu abri a porta do banheiro enrolada em uma toalha. – Cadê o Pedro?
–– Ele está lá embaixo se despedindo dos convidados. – suspirei aliviada. – Toma logo isso, faz logo. – ela me entregou a caixa.
–– Eu queria ficar só. – ela revirou os olhos.
–– Certo, eu vou ficar ali fora.
Assim que ela saiu do banheiro, eu fiz o que estava indicado na embalagem. Esperei cinco minutos indicados, foram os cinco minutos mais longos da minha vida. Por fim, eu peguei o mostrador e encarei, haviam se formado duas linhas, o que era... Positivo.
–– É... – eu abri a porta encarando Bianca.
–– E aí? – ela estava nervosa. Eu apenas fiz que sim com a cabeça. – AHHH!
–– Sua louca, para de gritar! – ela parou me encarando.
–– Deixa eu ver isso aqui. – ela tomou o mostrador da minha mão. – AI MEU DEUS. É POSITIVO MESMO. EU QUERO SER A MADRINHA. AI, MEU DEUS!
–– Ser madrinha de quem? – Pedro entrou no quarto. Tomei o mostrador da mão da Bianca e me tranquei no banheiro. – O que foi, Selly? – eu ouvi a voz dele do lado de fora.
–– Nada. – eu menti. – Só um minuto. – joguei o teste no cesto de lixo e abri a porta. – Bianca querendo que eu seja madrinha do Thiago. – minhas mãos estavam suando frio.
–– Claro. – Bianca tratou de dizer. – Mês que vem é o batizado. – ela sorriu amarelo. – Aproveitando, quero que você seja o padrinho, Pedro, se não for problema para você.
–– Claro que não, eu vou adorar.
–– Bem, eu vou indo agora, Duca deve estar me procurando.
(...)
A casa estava silenciosa. Todos já haviam ido embora. Eu estava deitada na cama enquanto olhava para a TV, mas a verdade era que eu não prestava atenção em nada, tudo que eu tinha em mente era que uma vida estava crescendo dentro de mim.
–– Quer comer algo? – Pedro saiu do banheiro secado os cabelos.
–– Sorvete. – eu disse rápido, na verdade, eu estava com muita vontade de sorvete.
–– Sorte sua que tem sorvete aqui. – ele disse sorrindo, em seguida saiu do quarto. – Pronto. – ele disse me entregando o sorvete.
–– Hm, está uma delícia. – eu disse colocando uma enorme colher na boca. – Divino. – eu saboreei.
–– É o seu preferido. – ele disse deitando-se ao meu lado e beijando o meu ombro, depois foi subindo os beijos até começar a beijar o meu pescoço. – Você está tão linda. – ele disse acariciando as minhas pernas. – Sabe, você vai me achar bobo... – ele sorriu. – Mas parece que você colocou silicone. – quando ele disse isso uma vontade enorme de vomitar tomou conta de mim, coloquei o pote de sorvete em cima do criado-mudo e corri para o banheiro. Eu mal tive tempo de chegar até a pia e vomitei todo o sorvete que eu tinha comido.
Escovei os meus dentes e me olhei no espelho. Pedro estava batendo na porta do banheiro perguntando se eu estava bem.
–– O que aconteceu, Selly? – ele tinha uma cara preocupada.
–– Pedro, eu preciso te falar algo... – ele me encarou esperando que eu falasse. – Eu estou... – eu engoli a seco. – Grávida.
–– O-O quê? – ele gaguejou enquanto me encarava.
–– Eu fiz um tente... E deu positivo. – eu vi um sorriso surgir em seu rosto e, em seguida, ele me abraçou forte.
–– Desculpe, eu te machuquei? – ele estava todo preocupado.
–– Não. – eu disse rindo.
–– Eu sempre quis ter um filho. – eu estava tão feliz por ele estar agindo daquela forma. Ele me abraçou mais uma vez; não pude deixar de sorrir. Ele ficou de Ducalhos e colocou a cabeça na minha barriga, como se quisesse escutar algo.
–– Pedro, acho que ainda não dá para você sentir nada aí. – ele levantou a cabeça e me olhou, sorrindo.
–– Eu sei, mas é bom saber que meu filho está aqui. – escutar ele dizer aquilo me fez chorar, quando eu vi as lágrimas já rolavam por minha face, eu me sentia tão feliz, eu sentia que, a qualquer momento, eu morreria de felicidade.
–– Não chore. – ele ficou de pé.
–– Eu te amo tanto... – eu disse em meio às lágrimas. – E agora tem o nosso bebê, eu também já o amo tanto. (n/a: Ai que vontade de chorar também kkkkkkkkkk.).
–– Eu te amo, e você está me fazendo o homem mais feliz nesse momento.
Pedro me carregou em seus braços até a cama, me colocou delicadamente sobre a mesma e, em seguida, colocou o edredom sobre mim, depois deitou-se ao meu lado me abraçando.
–– Se for um menino, que nome vamos dar? – eu sorri da pergunta dele.
–– Que tal Marcelo Duarte Ramos Neto– eu o olhei e vi os olhos dele se encherem de lágrimas, que não chegaram a cair, então ele pousou os lábios sobre os meus lentamente.
–– Eu amei a sua ideia.
FIM
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