A Aposta - Lonely Girl
6 Capitulo 6
Notas iniciais
(...)
Passei o final de semana inteiro dentro de casa sem ter nada para fazer, fiquei mexendo no computador. Na tarde de domingo estava no Facebook quando Pedro ficou online, quando ele atualizo o Status “Te Amo Vicki, 6 meses de namoro.” Ler isso me deixou muito mal, nem falei com ele, mas ele veio falar comigo.
Pedro Ramos:
Ka saiu muito?
Karina Duarte:
Não!
Pedro Ramos:
Tudo bem?
Karina Duarte:
Tudo ótimo.
Pedro Ramos:
Hmmm... Não parece. Que aconteceu?
Karina Duarte:
Nada.
Pedro Ramos:
Amanhã conversamos melhor, eu vou jantar com a Vicki, 6 meses de namoro :)
Karina Duarte:
Parabéns. Divirta-se.
Pedro Ramos:
Pode deixar ;))
Vicki era a namorada do Pedro. Eu nunca a tinha conhecido pessoalmente, mas ele sempre falava dela. Era obvio que ele a amava, sempre rindo quando pronunciava o nome dela e eu via uma coisa diferente nos olhos dele.
Desliguei o computador e me deitei na cama olhando para o teto. Sentia o meu coração apertado e um nó na garganta, queria chorar e foi o que eu fiz, chorei, parecia até a única coisa que eu sabia fazer.
Fiquei assim depois que vi a frase Status do Facebook, a quem eu estava tentando enganar? Eu estava apaixonada pelo Pedro. Esse último mês eu tentando negar para mim mesma, mas não posso mais me enganar, estou apaixonada por ele.
O que vou fazer agora? Pedro tem namorada e nunca vai olhar para mim, pra ele eu sou só uma distração, algo pra fazer no tempo livre quando ele não tem nada pra fazer.
Isso é tão verdade que ele não me conta quase nada da vida dele, ele sabe muito mais de mim do que eu sei dele. O que eu tenho que fazer é me conformar apenas com a amizade dele e tentar não estragar tudo, no momento ele é uma das poucas coisas que tenho. Vou me conformar apenas em estar perto dele.
Na manhã de segunda acordei um lixo, tomei um banho coloquei a roupa do uniforme e me despedi da minha mãe que estáva indo para o trabalho. Cheguei à escola e fui para a minha sala como de costume tentando não incomodar ninguém e nem me meter em problemas.
Sentei-me na minha carteira e fiquei olhando par ao quadro rabiscado, na minha mente só se passava uma coisa, como agir quando eu visse o Pedro agora que eu sabia que estava apaixonada por ele? Aquilo me deu um nó no estomago, e de súbito me veio uma ansiedade imensa. Aquela sensação era horrível, parecia que meu estomago estava dando mil voltas e sairia pela boca a qualquer momento.
Saí da sala e fui para os fundos da escola. Conhecia muito bem aquela sensação, era uma simples palavra, PAIXÃO. Só o que me faltava agora pra completar minha vida, amor não correspondido.
–– Ka? – era a voz dele, agora ferrou. – Tudo bem com você?
–– Tudo ótimo. – me virei lentamente para ele, minhas mãos suaram frio quando eu vi o rosto dele, dessa vez eu o olhava com outros olhos, tive medo que ele percebesse.
–– Vai matar o primeiro horário? – ele se sentou perto de onde eu estava.
–– Não. O professor faltou. – sentei-me também.
–– Você está com cara de doente. – ele me analisou o que me fez corar. – Mais, mudando de assunto. Ontem foi muito bom.
–– Sério? Como foi? – eu fingi empolgação, eu tinha que ser realista, mesmo que ouvir aquela historia fosse me machucar muito.
–– Eu levei a Vicki para jantar no restaurante preferido dela, depois nos demos uma volta na orla e... – ele não quis terminar, mas eu sabia o que ele ia disser.
–– Ah...! Que legal, não é? – vai Karina você consegue ser melhor do que isso. – Então, como ela é? Você nunca me fala muito de você.
–– Ah ela é muito bonita. Não tem muito que dizer, só amo ela. – amo, esse palavra me cortou por dentro.
–– Eu pensei que quando se ama você não consegue parar de descrever o ser amado... – eu meio que disse isso pra mim, mas ele escutou.
–– Cada um com sua opinião. – bem feito pra eu aprender a falar besteira.
–– Sei lá Pedro, não tenho muita experiência nisso. Você deve estar certo mesmo. – ele me olhou de modo estranho. – O que foi?
–– Você nunca beijou?
–– Isso já, né Pedro! Mas eu nunca namorei sério ninguém, só fiquei com alguns meninos mesmo, mas já faz um tempo.
–– Mesmo assim... – ele passou o olhar por mim. O que me deixou constrangida, mas ao mesmo tempo me deixou arrepiada.
–– Não desvia do assunto, o foco aqui é você.
–– O que você quer saber dona Karina?
–– Eu quero saber por que você entrou naquele carro depois que me deixou em casa na sexta? – vi a face de Pedro ficar pálida.
–– Carro? É...
–– Pedro o que você quer me esconder?
–– Nada Ka, eu só acho que é melhor eu te contar isso mais tarde.
–– Se você está dizendo, vou confiar em você. – eu disse um pouco contra a minha vontade.
–– Obrigado. – ele me abraçou de lado, queria ficar assim com ele pra sempre. – Prometo que nesse fim de semana eu te conto tudo.
–– Se você não quiser não precisa. – claro que precisa, ele pode ser um traficante, bandido ou um assassino.
– Na verdade precisa sim. Que eu saiba você pode ser um psicopata e querer me matar.
–– Esse é meu plano, eu vou entrar no seu quarto a noite quando você inocentemente abrir a porta pra mim. Ai eu vou te estuprar e te matar.
–– Não podia só me matar? – eu disse brincando.
–– Ai fica sem a melhor parte. – eu corei intensamente na hora, ele percebeu o que disse e também ficou meio sem graça, mas depois começou a sorrir. – Sua cara ficou hilária Karina.
–– Engraçadinho, além de querer me matar quer me fazer ficar com você, nojo! – nojo? Uhum, eu mesma me enganando. Mas ele não precisa saber, não é?
–– Nojo é? – Pedro segurou nos meus pulsos me fazendo virar para ele. – Se eu te beijar agora você não vai sentir nojo
Fale com o autor