A Aposta - Lonely Girl

58 Capitulo 59 - II temporada


Notas iniciais
Oie meninas, estou dando uma olhada nos comentários dos últimos capítulos, vi que muitas de vocês não estão satisfeita om o enredo da fic, bom ai vai ficar a critério de cada um, pois o enredo e esse, e não posso mudar. A fic ta chegando ao fim, acho que segunda já começo a fic nova, promete muito essa nova fic, espero ter vocês comigo para que possam continuara companhado nosso casal ternurinha, PERINA. Beijim gostosos na bunda, e vamos a mais um dos últimos capitulo.


–– Você já vai saber. – ele sorriu olhando pela janela. O assassino profissional com certeza havia chegado.

Ouvi alguém bater de leve na porta, Pedro caminhou até lá e a abriu. Um senhor entrou no quarto, ele segurava uma maleta de couro e usava um terno. Parecia ser um simpático velhinho, devia ser algo para disfarçar o seu verdadeiro trabalho.

–– É ela. – Pedro apontou para mim. – Eu vou sair. – Pedro saiu do quarto e me deixou sozinha com o velhinho.

–– Tudo bem, querida, não vai doer nada. – ele disse vindo em minha direção, enquanto abria a maleta. Fechei meus olhos, só sentir a dor já seria o suficiente, eu não precisava vê-lo empunhando a arma e depois, ver o sangue se espalhar por minha roupa. Era melhor morrer sem detalhes.

Abri os olhos quando senti uma liga sendo amarrado no meu braço. Encarei o senhor que tirava uma agulha da maleta, em seguida, ele segurou meu braço e procurou por uma veia. Vi a agulha entrar lentamente no meu braço e, em seguida, começar a encher com o meu sangue. Quando o senhor terminou, ele guardou a amostra em sua maleta e jogou a agulha no lixo do meu quarto mesmo.

–– Prontinho. – ele disse sorridente, não consegui retribuir o sorriso, mesmo estando aliviada por não ter tomado um tiro. Nesse momento, me senti uma idiota ao pensar que aquele senhor era um assassino profissional.

O senhor saiu deixando-me sozinha no quarto, joguei o meu corpo para o lado deitando parcialmente na cama. Fiquei por minutos encarando a porta, eu podia ver as sombras se movimentando em frente ao meu quarto, escutava a voz do Pedro bem longe e também escutava a voz do senhor que acabara de sair do meu quarto. Fechei meus olhos para pensar melhor, não percebi que acabei dormindo, mesmo naquela posição incômoda.

(...)

Perdi totalmente a noção do tempo. Quando abri meus olhos novamente, o quarto estava escuro. A única luz que iluminava o ambiente era a luz da lua que entrava pela varanda. Olhei para o relógio no criado-mudo, que marcava 21h30min.

Levantei-me da cama com um pouco de dificuldade, fiquei aliviada por já poder andar sozinha, embora ainda sentisse o corpo doído e a cabeça, latejando. Tirei o casaco e o joguei no chão do quarto, enquanto eu caminhava para o banheiro do meu quarto e despia todas as peças de roupas que eu usava.

Meu corpo relaxou quando a água quente do chuveiro caiu sobre minha pele, era como se toda aquela confusão estivesse sendo lavada e corresse em direção ao ralo. Tomei um susto quando me olhei no espelho, meus olhos estavam vermelhos e meu rosto, um pouco inchado devido ao choro.

Coloquei a calça do meu moletom e uma regata leve, me joguei na cama e percebi que eu estava com fome. Resolvi descer para comer algo, mas não consegui sair do quarto, a porta estava trancada, tentei abrir, mas nada adiantou. Bati na porta com força e gritei para que alguém abrisse, mas minha única resposta foi o silêncio.

Sentei-me na cama abraçando minhas pernas. Pedro havia me trancado no quarto para que eu não saísse. Ele tinha sido muito brando comigo, era óbvio que ele faria algo mais tarde. Mas eu ainda não entendia o porquê daquele senhor ter vindo coletar o meu sangue.

Depois de meia hora sentada na mesma posição e estar quase desmaiando de fome, deitei-me virada para a porta, encarando a mesma como se fosse a coisa mais interessante do mundo. Meus cabelos molhados estavam espalhados na cama, quase secando. Isso era uma prova de que eu já estava ali há muito tempo. Olhei o relógio, 23h 48min.

Eu já estava pegando no sono mais uma vez quando escutei passos, abri os olhos a tempo de ver a porta ser aberta. A luz do corredor refletiu em meu rosto fazendo-me cerrar os olhos.

–– Trouxe algo para você comer. – Pedro disse entrando no meu quarto. Ele colocou a bandeja em cima de um móvel e fechou a porta novamente. – Deve estar com fome. – eu permaneci deitada, encarando-o.

–– Por que você me trancou? – eu disse simplesmente. – Sabia que eu estou quase morrendo? – eu aumentei um pouco só pra ver se ele sofria um pouco.

–– Desculpe-me por isso. – eu não sentia mais aquela raiva na voz dele, era quase como se nada tivesse acontecido. – Acho melhor você sentar para comer. – sentei-me na cama com certa dificuldade, enquanto ele trouxe a bandeja para mim.

Pedro colocou a bandeja de comida na minha frente e, mesmo estando morrendo de fome, eu não ataquei a comida. Comi devagar e delicadamente, seja o que for que ele estivesse fazendo, eu não queria dar nenhum gostinho para ele. Tomei um copo de suco de morango e então, eu estava satisfeita.

Sem falar uma palavra, Pedro tirou a bandeja da minha frente e saiu do quarto. Corri até a porta, mas ele já havia a fechado. Bati na porta desesperadamente.

–– Pedro! – eu gritava. – Me tira daqui, caramba! Isso não tem graça.

(......)

“–– Tem para você também, Ka. – Vicki se levantou de cima do homem e foi até a garrafa, tomando mais um gole, fazendo a garrafa secar. – Não é, Marcos?

–– Sim. – ele olhou para Karina no outro sofá e lançou lhe aquele olhar sedutor combinado com o sorriso. – Vem cá. – ele bateu no sofá.

–– Vocês estão loucos. – Karina estava começando a achar Vicki uma tremenda louca.

–– Deixa de ser boba, Ka. – Vicki segurou no braço da amiga e a levou até o sofá onde Marcos estava deitado. – Até parece que o Pedro não ‘tá fazendo coisa pior.

–– Se o conheço, está fazendo a coisa pior. – ele sorriu segurando no pulso de Ka.

–– Eu vou pegar mais uma garrafa. – Vicki saiu cambaleando mais uma vez em direção ao escritório de Pedro.



(...)

–– Voltei, queridos. – ela sacudia outra garrafa no ar. – Marcos, faça as honras. – jogou a garrafa para Marcos que a parou no ar, em seguida, a abriu e tomou um gole.

–– Sua vez. – ele praticamente fez com que Karina tomasse a bebida forçada. – Isso, toma tudo. – ele olhou para Vicki e sorriu. – Parabéns.

–– Pelo quê? – Ka quis saber tentando parar de beber o que Marcos a forçava tomar.

–– Por nada. – ele sorriu. – Agora toma tudo.

–– Não... Eu não quero. – empurrou a garrafa da sua mão. Tentou ficar de pé, mas cambaleou e caiu, estava extremamente tonta, sentia-se extremamente mal. – Me solta, Marcos.

–– Vamos, vou te levar para o seu quarto. – ele a segurou firme e, praticamente, arrastou-a escada acima.

––VICTORIA! – ela gritou. – Não deixa ele me levar. – o teto começou a rodar. – Vicki... – e tudo ficou escuro.”

(...)

Acordei espantada, a luz do sol entrava pela minha janela. Eu tinha certeza que aquilo não era um simples sonho, era uma lembrança daquela noite.

Nesse momento, eu sentia como se alguém tivesse me jogado um balde de água fria, Vicki estava junto com ele em tudo aquilo, ela trouxe aquela bebida, ela me arrastou até ele. Como eu podia ser tão idiota? Eu sentia dificuldade de respirar, era difícil imaginar que uma das pessoas que eu gostava naquela cidade havia feito isso comigo.

Deitei-me novamente encarando a porta, na mesma posição da noite anterior. Isso era horrível, ficar presa ali naquele quarto sem nada melhor para fazer. Eu não entendia por que ele estava fazendo isso, seria uma espécie de castigo? Era difícil para eu entender a mente de Pedro Ramos. Mais o que era mais difícil era entender a minha mente masoquista. Eu, definitivamente, estava tentando esquecer tudo que ele já havia me feito, e, nesse momento, eu só queria saber o motivo de eu estar ali trancada no meu quarto.

Vi uma sombra pela fresta da porta, virei-me de costas para a mesma rapidamente. Não sei o porquê, mas fiquei nervosa em ver o Pedro.

–– Trouxe o seu café. – a voz melodiosa dele falou. Eu podia sentir o perfume dele encher as minhas narinas, assim que a porta foi fechada. Pouco a pouco, os passos dele foram se aproximando da minha cama, escutei-o colocar a bandeja em cima do criado-mudo, em seguida, senti-o se sentar na cama. – Você está se sentindo bem?

–– O que você acha? – eu disse com a voz fraca. Tinha um dia que eu estava ali e aquilo estava me deixando louca.

–– Isso é para o seu bem. – virei-me para ele, o rosto dele estava calmo, e o jeito que ele me olhava eu já não via desde o colegial.

–– Me prender aqui é para o meu bem...? – eu perguntei confusa. Ele não respondeu, ele inclinou o corpo sobre o meu, os lábios dele tocaram o meu suavemente. Às vezes, nós dávamos selinhos na frente da mídia, mas nada demais. Mas a forma que ele me beijava agora era uma mistura de carinho e amor, parecia o nosso primeiro beijo. Entreabri meus lábios permitindo que ele aprofundasse o nosso beijo. Os lábios dele abandonaram a minha boca e foram em direção o meu pescoço, dessa vez, eu não fugiria, cada parte de mim o queria. Mas, então, ele parou e sentou-se na posição anterior.

–– Pedro, eu... Juro, eu não dormi com o Marcos.

–– Eu sei. – ele disse simplesmente. Então, ele pegou um envelope em cima do criado-mudo e me entregou. Sentei-me, ficando próxima dele, peguei o envelope e o abri. Eu só entendi uma linha, e era a que mais importava.

“Positivo para dope.” Agora eu entendia o porquê da coleta de sangue.

–– Então, por que me deixou aqui trancada? – ele sorriu.

–– Porque fiquei com medo que você fugisse antes que o resultado chegasse. – ele acariciou os meus cabelos.

–– E se desse negativo? – perguntei receosa.

–– Eu teria que te matar. – ele disse sério, mas depois começou a sorrir. – Acho que eu não ia fazer nada com você, mas com ele... – vi um lampejo de raiva nos olhos dele. – Eu sabia que tinha algo errado, o jeito que você estava. É óbvio que não estava bêbada. E bem... Eu acho que, mesmo depois de tudo que eu já te fiz, você não faria isso comigo.

–– Eu não faria mesmo. – eu admiti. – Mas eu me lembrei de algo.

–– O quê?

–– Vicki, ela ajudou o Marcos, eu tenho certeza. – vi-o ficar rígido. – Ela veio aqui naquele dia, disse que era o aniversário dela e me fez beber. Depois o Marcos apareceu e os dois começaram a se beijar. Eu disse para pararem com aquilo, então ela me puxou... – essa parte era um branco para mim. – E depois trouxe uma bebida, o Marcos me forçou a tomar, e depois disso, eu só lembro-me dele me arrastar para cima e eu gritar para ela me ajudar, mas ela não fez nada.

–– Mas por que ela faria isso? – ele parecia pensativo.

–– Eu também não sei. – eu suspirei. – Talvez ela seja secretamente apaixonada por você. – ele quase teve um ataque de risos. – É possível.

–– Eu nunca ficaria com ela. – Pedro se deitou na cama se encostando nos travesseiros. – Ela não faz o meu tipo.

–– E quem faz?

–– Você. – encarei-o por alguns segundos, sem acreditar no que ele havia dito. – Quero aproveitar esse momento de paz para te pedir desculpas por tudo de ruim que eu já te fiz. Eu sei que não foram poucas coisas, mas eu me arrependo mesmo de todas. Eu vou entender, de verdade, se você não quiser mais olhar na minha cara, e vou até entender se você me achar o pior homem do mundo. – ele voltou a se sentar, dessa vez, me olhando profundamente. – Mas eu também quero que você saiba que daquela vez, depois do seu acidente, quando eu disse que te amava, eu não estava mentindo. E, mesmo depois de todo esse tempo, eu tentei te esquecer, mas eu não consegui, por isso eu havia virado aquela pessoa desprezível.

–– Pedro, eu...

–– Espere, eu ainda não terminei. – ele segurou na minha mão. – Mas eu mudei a tempo, e eu quero te dizer pela última vez que eu te amo. – ele colocou a mão no bolso e puxou uma chave e a depositou na minha mão. – Eu não quero que você fique comigo por causa do trato que a gente fez e nem quero que fique por medo. – eu encarava a chave na minha mão enquanto ele falava. – Você pode ir... Se você quiser.

–– Obrigada. – eu apertei a chave em minha mão e fui em direção à porta, eu podia sentir os olhos dele seguirem meus movimentos.

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Ate Amanha u.u

Notas finais
AnnaBeth e DAnny