A Aposta - Lonely Girl

48 Capitulo 49- II temporada


Notas iniciais
Oi meninas, como vocês tão??? Próximos capítulos vão ser bombásticos.. continuem acompanhando. Lendo todos os comentarios, so não da tempo responder, sorry :( A fic, ta quase no final, mais no máximo 10 capítulos, e xauuuu. A próxima fic vai ser muito perfeita, pra bonitas que gostam de hot, e só o que vai ter *-*

Assim que cheguei em casa, tomei um banho demorado, me arrumei e fui visitar minha mãe, já fazia algum tempo que eu não a via. Nem me importei em falar com o Pedro, em relação a ele, rolava um misto de sentimentos dentro de mim, às vezes eu o amava, outras, o odiava. Isso estava virando uma bagunça para mim.

–– Onde esteve? – minha mãe me perguntou, assim que me joguei no sofá do apartamento.

–– Fui visitar a Bianca. – ela sentou-se no outro sofá. – Ela vai casar com o Duca e está grávida. É tão lindo.

–– Pelo menos uma casando por amor. – minha mãe me jogou uma indireta, que mais pareceu direta mesmo.

–– Fico feliz por ela. – liguei a TV. – Ela vai ser feliz.

–– Eu também queria que você fosse.

–– Mãe, eu vou ser feliz contando que você fique boa. – eu suspirei. – Está indo ao tratamento no Saint Margaret’s?

–– Sim. E está dando certo. Estou me sentindo bem melhor. – fiquei aliviada por isso, pelo menos, assim tudo o que eu havia feito não estava sendo em vão.

Senti meu celular vibrar, olhei no visor e era uma mensagem da Vicki.

“Amanhã é a semana de moda, vamos comprar umas coisas para amanhã?”

“Sem ânimo, mas te faço companhia.” Eu respondi a mensagem dela.

–– Eu tenho que ir agora, qualquer coisa, me liga.

–– Tudo bem, se cuida.

Depois de me despedir da minha mãe, fui encontrar Vicki. Eu não me sentia nem um pouco animada para qualquer tipo de festa e o pior é que talvez eu tenha que ir mesmo contra a vontade. Agora que eu era casada com o Pedro, eu tinha que aparecer nesses eventos.

Encontrei com Vicki em uma das lojas da 5ª Avenida e ela me obrigou a comprar um vestido para o evento de amanhã.

–– O que você tem? – ela finalmente perguntou.

–– Eu fui visitar a minha amiga. – suspirei. – Ela está muito feliz. Vai casar com o cara que ela ama e vai ter um filho.

–– Quer ter um filho? – Vicki riu.

–– Não é isso. – não pude deixar de sorrir. – É só que eu percebi que eu talvez não tenha essa felicidade, uma família de verdade, sabe? Ainda estou presa ao Pedro por mais um ano e dez meses. – sim, eu já estava nessa farsa por dois meses, que parecia uma eternidade.

–– Eu entendo, mas, quando isso acabar, você vai poder ter uma família de verdade... Pelo menos, eu acho. – ela pegou um vestido e colocou na frente de seu corpo, enquanto se encarava no espelho.

–– Pelo menos, Marcos ainda está fora da cidade.

–– Estava! – encarei-a. – Ele chegou ontem, é bom se preparar.

–– É... – a imagem de Marcos me veio à cabeça, era impossível esquecer como ele era extremamente lindo, isso devia ser de família.

(...)

Na noite seguinte, me arrumei com o vestido que eu havia comprado, ele era bem justo prata com alguns detalhes em dourado, Vicki sempre escolhia modelos que caiam perfeitamente em mim. Fiz uma maquiagem escura, arrumei o cabelo e passei um gloss.

Marquei de me encontrar com Vicki no lugar do evento. Durante todo o dia, eu não havia visto Pedro, então fui sozinha mesmo.

–– Que arraso! –Vicki gritou assim que me viu.

–– O seu também está um arraso. – ela usava um vestido curto vermelho.

–– Que mulheres lindas. – eu conhecia muito bem aquela voz aveludada. Marcos Ramos. – Os maridos de vocês são loucos de deixá-las só. – Vicki sorriu.

–– Concordo, Marcos. – às vezes, ela parecia odiá-lo e, em outras, simpatizava com ele. Eu conhecia algo semelhante. – Vamos entrar logo, os fotógrafos estão me cegando.

Havia um tapete vermelho onde os convidados entravam para a festa, ao lado, vários fotógrafos disputando pelo melhor flash. Marcos me abraçou de lado quando um fotógrafo se aproximou pedindo uma foto e saímos parecendo um casal.

Sentamos na segunda fileira para o desfile da Prada. Havia várias celebridades ali e pessoas importantes. Vicki estava tão empolgada, que estava visível na face dela e, também, pelo fato dela não ter percebido que Marcos estava sentado ao meu lado.

–– Vê aquela ruiva do outro lado da passarela? – ele sussurrou em meu ouvido.

–– Acho que ela pegou o buquê no casamento. – sim, era ela mesma.

–– Bonita, não é? – onde ele estava querendo chegar?

–– É sim. – eu disse desconfiada.

–– Pedro também acha. – olhei-o sem entender nada.

–– O que quer dizer?

–– Ela é a amante do Pedro. – ele me deu o golpe final. Eu nem acreditava que ele tinha convidado aquela mulher para o NOSSO casamento, certo que é de mentira, mas isso é demais. – Lógico que eu prefiro você. Meu sobrinho é muito idiota mesmo.

Permaneci calada, eu não tinha forças para dizer nada. Aquela ruiva era mil vezes melhor do que eu... Espera. O que ‘tô falando? Ele que fique com ela. A quem eu ‘tô enganando? Eu não quero isso, não quero ser uma mulher traída. Não posso ficar aqui sentada sem fazer nada.

–– Você pode pagar na mesma moeda. – ele sussurrou mais uma vez com aquela voz aveludada.

–– Quem é o cara ao lado dela? – referi-me ao senhor bem de idade que segurava a mão dela.

–– O noivo, alguém que ela, com certeza, vai dar o golpe. – ele sorriu. – Está na cara que o velho ‘tá com o pé na cova. – nunca me imaginei conversando amigavelmente com Marcos, e isso não era tão mal assim.

–– Que safada.

–– Você é bem controlada para uma mulher traída. – ele ironizou.

–– Eu não preciso de uma ceninha agora. – aconcheguei-me na cadeira. – As coisas acontecem nos bastidores.

–– Você me fascina. – eu fingi não escutar isso. Marcos era simplesmente sedutor, era difícil ficar perto dele.

(...)

O desfile tinha terminado há alguns minutos, nos dirigimos para o salão onde seria servido o coquetel. Dessa vez, eu não podia só ficar olhando, eu tinha que fazer algo para me vingar do Pedro. Claro que a primeira ideia foi agarrar Marcos no meio de todo mundo, mas essa não me pareceu cabível. Então, eu parti para o plano B.

–– Com licença. – eu abordei o senhor que estava com a ruiva, assim que ela foi ao banheiro. – Você é noivo daquela moça ruiva?

–– Sou sim, minha jovem. – o senhor parecia ser bem simpático, tive pena dele.

–– Prazer, eu sou a mulher do Pedro Jonas, o amante dela. – eu disse com um sorriso maldoso no rosto, nem me reconheci.

–– COMO? – coitado, parecia que ia enfartar. – AMANTE?

–– Isso mesmo, sua noiva é amante do meu marido. – eu tomei um gole da minha bebida. – Eu sei que ela não vai deixá-lo, porque está esperando você morrer para ficar com a sua fortuna. Então, você tem o poder de fazê-la deixar o meu marido. – quem era essa pessoa falando? Porque não parecia ser eu.

–– Maldita. – eu estava com medo dele morrer ali mesmo.

–– O que está acontecendo, amor? – a vadia, desculpe o palavreado, se aproximou.

–– Estou aqui falando para o seu “noivo” do seu amante. – ela ficou tão branca que parecia que ia ficar transparente.

–– M-Mas... – ela gaguejou.

–– Bem... Acho que vou me retirar agora.

Ao fazer aquilo, mesmo tendo sido uma maldade, eu me senti extremamente bem, me senti vingada. Pela primeira vez, eu havia conseguindo não deixar que só me pisassem, eu dei o troco. Mas ver o rosto daquele senhor havia me deixado de certa forma mal, mas eu nada podia fazer quanto aquela vagabunda.

–– Quem eram aqueles? – Vicki se aproximou de mim.

–– A amante do Pedro.

–– O que você fez? Ela parece mal. – olhamos na direção dos dois.

–– Eu não fiz nada, ela fez. – olhei para Marcos do outro lado do salão, ele me lançou um sorriso como se dissesse “de nada”, retribui do mesmo jeito.

–– Seja o que for, ela mereceu por querer destruir o casamento dos outros. – eu concordei. – Mas o Pedro vai querer te matar.

–– Eu sei. – tomei mais um gole de suco. – E não estou nem aí.

–– Quando ele voltar da viagem...

–– Ele está viajando? – nem eu sabia disso.

–– Sim. João foi com ele, foram resolver uns negócios em Tóquio. – eu sorri.

–– Ele só pode estar muito confiante para me deixar sozinha com Marcos. – Vicki sorriu largamente.

–– Tem razão. – ela sorveu um gole de champanhe. – Mas ele não sabia que Marcos chegaria de viagem. Mas você fez isso porque gosta dele.

–– Um pouco. – eu tive que admitir, mas admiti só metade, pois não era só um pouco, ainda era muito. – E também porque não quero ficar com cara de idiota. – completei.

Notas finais
Annabeth e Danny