A Aposta - Lonely Girl

49 Capitulo 50 - II temporada


Notas iniciais
oiiiii.............. capitulo *-*

Depois do dia do desfile, já havia se passado três dias e Pedro ainda não havia chegado, o que até me fez esquecer o que poderia acontecer quando ele soubesse o que aconteceu.

Depois, me veio à cabeça que aquele homem poderia ter mandando matar o Pedro e tudo seria minha culpa porque eu contei tudo e ainda falei o nome do tal amante. Claro que isso poderia acabar com metade dos meus problemas, mas eu não queria que ele morresse, já era demais desejar isso de verdade.

“Falei com João, está tudo bem com eles. Pelo o que ele falou, Pedro ainda não sabe de nada.” –Vicki me mandou uma mensagem.

“É provável, mas ele pode estar fingindo.”

“Vamos esquecer isso, provável que ele nem ligue.”

–– Ocupada? – Marcos sentou-se na espreguiçadeira ao meu lado, eu tomava sol na piscina.

–– Não. – saí da minha caixa de mensagens.

–– Quer sair para jantar hoje?

–– Acho que não é uma boa ideia.

–– Por que não? – ele deu um daqueles sorrisos. – Eu sou só o tio do seu marido. – ele sabia muito bem que não era só isso, eu achei que o melhor a fazer seria recusar a proposta.

–– Realmente não dá, Marcos.

–– Certo. – ele se levantou. – Mas, quando ele te magoar, sabe a quem recorrer. – ele foi andando até entrar em casa.

Eu estava alerta com Marcos, eu sabia que ele se fingiria de bonzinho para ganhar a minha confiança. Se eu fizesse algo de errado, Pedro não conseguiria a sua herança e, consequentemente, eu também sairia perdendo.

Resolvi sair da piscina, tomar um banho e procurar algo que matasse o meu tédio. Quando entrei no quarto, me deparei com uma caixa enorme na cor branca sobre a minha cama, me aproximei e a abri, dentro tinha um vestido preto de gala, ao lado havia um cartão.

“Esteja pronta, hoje à noite iremos à abertura da Ópera de New York. Ass.: Pedro.”

Ele havia chegado e eu nem tinha visto. Talvez ele tivesse mandando algum dos empregados deixarem o vestido em casa.

Coloquei uma roupa básica e fui até o cabeleireiro arrumar o cabelo, fiz apenas um corte e arrumei as unhas. No caminho de volta para casa, liguei para Vicki e perguntei se ela iria, ela disse que estaria no camarote ao nosso lado, fiquei mais aliviada por ela estar lá.

(...)

Coloquei o vestido depois de ter tomado um banho demorado. Era um vestido lindo, era na cor preta e ajustado ao corpo, amei o desenho do mesmo. Prendi o meu cabelo em um penteado, deixando alguns fios de cabelo soltos.

–– Senhora. – uma das empregadas bateu na porta do meu quarto, entrando em seguida. – A limusine já veio lhe buscar.

–– Obrigada. – passei um perfume e desci.

Assim que entrei na limusine, sentei-me sem querer em cima de uma revista. Tomei um susto quando vi a capa, lá estava eu e, ao meu lado, Marcos; foi na noite do evento de moda.

–– O Pedro usou essa limusine? – perguntei ao motorista.

–– Sim, ele veio do aeroporto nela. – ótimo, com certeza ele viu isso e deixou aqui de propósito para eu saber que ele tinha visto. – Algum problema?

–– Não. – eu sorri falsamente.

–– Os convites estão aí atrás. – peguei um envelope preto que estava no outro banco.

Pedro devia estar me preparando algo muito bom, esse tempo todo ele não falou comigo. Ele, com certeza, já devia saber da amante e agora essa revista. Preparei-me mentalmente pelo o que estava por vir.

A entrada do teatro estava lotada de fotógrafos, toda a fachada do teatro estava iluminada e as escadas cobertas por tapetes enormes e vermelhos.

Entreguei meu convite na entrada e me dirigi para o interior do local. As mulheres usavam vestidos de gala luxuosos, agradeci mentalmente por Pedro ter me mandado esse vestido. Os homens usavam smokings, era um ambiente muito luxuoso.

–– Finalmente chegou. – Pedro veio em minha direção, ele estava estonteantemente lindo, eu amava quando ele usava esses trajes sociais. – Pelo visto, o vestido ficou ótimo.

–– Obrigada. – eu estava confusa, ele estava agindo estranhamente.

–– Vamos para o nosso camarote, a ópera já vai começar.

Pedro segurou em minha mão e me guiou até o nosso camarote. Havia cadeiras confortáveis e, ao longe, se podia ver o palco, onde seria a ópera. Logo embaixo do camarote, estendiam-se enormes filas que já eram preenchidas pelos convidados.

Pedro sentou-se na primeira fileira do camarote, sentei-me ao seu lado em seguida. O meu sexto sentido me alertava que algo estava errado, mas eu não conseguia identificar o que era, parecia que uma venda nublava os meus sentidos.

Talvez aquela vagabunda tenha escolhido o Pedro ao invés do noivo, esse seria um motivo plausível para o Pedro aparentemente não saber do que eu fiz. Mas, se essa possibilidade fosse verdade, seria mais difícil do que eu pensei a fazer sair “do meu caminho”.

–– Aposto que ainda não tinha vindo na ópera. – o tom de voz de Pedro era calmo.

–– Ainda não. – eu sorri, mas eu tinha um olhar desconfiado.

–– O que foi? – ele sorriu.

–– Nada.

–– Espero que Marcos tenha te feito uma boa companhia. – há! Eu sabia.

–– Você viu aquela revista? – ele tinha ciúmes na voz.

–– Vi! – ele me encarou.

–– Ele apareceu no evento de moda.

–– E você achou muito ruim, não é? – ele usou sarcasmo.

–– Não. – eu sorri. – Pensei que ele fosse mais chato. – por algum motivo, eu queria irritá-lo. – Não se preocupe, Pedro, eu não sou como você, seu tio não é meu amante.

Pedro ficou calado depois do que eu disse, mas eu podia sentir uma aura estranha emanar do corpo dele. Era algo diferente, algo que fazia meus sentidos dizer para correr, ficar longe dele, mas eu não fiz, eu fiquei ali esperando pelo o que estava por vir.

A ópera tinha começado e se chamava “O Barbeiro de Sevilha”. No palco, o Conde Almaviva fazia uma serenata diante da janela da jovem Rosina. Ao contrário do que pensei, ópera não era tão chato assim e até era possível que fosse divertido.

(...)

Notas finais
AnnaBeth e Danny.