A Aposta - Lonely Girl

47 Capitulo 48- II temporada


Notas iniciais
Oie meninas, desculpem a demora... to numa loucura grande. Comecei a Facul e a correria ta grande. Mas irei continuar postando, mas pode demorar ok? Espero que entendam.

Alcancei a base das ruínas logo depois de Pedro. Assim que nos abrigamos, um raio caiu a uns quinhentos metros me fazendo pular de susto. Parte das ruínas estava coberta com um telhado velho, que aparentava estar a ponto de cair, a outra parte estava exposta à chuva que caia e escorria por uma parte do chão velho.

Havia grandes buracos do que já havia sido janelas, o vento entrava pela ruína como se nem houvesse paredes e faziam barulhos altos como se um tornado estivesse chegando.

Todo o meu corpo tremia de frio, eu não conseguia fazer meu queixo parar de tremer. Minha blusa branca estava transparente e mostrava o meu sutiã preto, cruzei os braços me protegendo do frio e cobrindo a parte da frente de minha blusa.

Pedro estava quase no mesmo estado que eu, mas parecia não estar com muito frio. Ele sacudiu o cabelo respigando em mim. Sem nem mesmo me olhar, colocou a mala que pegara em cima de uma mesa velha que estava em um canto, abriu-a e pegou um cobertor e deixou em cima da mesma.

Eu me sentia totalmente invisível, ele devia ter ficado com raiva do que eu disse ou, talvez, o meu ódio fosse recíproco. Pedro tirou a camisa molhada e tirou o excesso de água. Confesso que, mais uma vez, fiquei fascinada de como ele era lindo, mas logo me virei de costas para ele.

–– Vai morrer de frio assim. – ele disse secamente.

–– Espero que eu morra mesmo. – Pedro veio até mim e me entregou o cobertor.

–– Não vai adiantar nada se ficar com a roupa molhada.

–– Como assim? – olhei-o confusa.

–– Se enrola com isso e tira essa roupa molhada. – eu fiz cara de “lógico que não vou fazer isso”. – Você é quem sabe. Se quiser morrer de hipotermia...

Pedro tinha razão, o meu corpo já começava doer de frio, e a tempestade parecia que não acabaria tão cedo.

–– Vira de costas. – ele revirou os olhos e se virou de costas para mim.

Cobri-me com o cobertor e comecei a tirar a roupa molhada, colocando em cima de uma pequena mureta. Tirei o meu sapato, que estava encharcado de lama, e fiquei descalça, no chão frio. Quando meus pés tocaram o chão frio, senti um frio incontrolável subir por meu corpo, não pude controlar o tremor.

–– Terminou? – ele parecia impaciente.

–– Sim. – eu estava enrolada com o cobertor, e, mesmo assim, eu sentia uma enorme vergonha por não usar nada por baixo.

Pedro pegou algumas roupas, jogou no chão e logo depois, tocou fogo nas mesmas com um isqueiro. As chamas esquentaram mais o ambiente. Agradeci mentalmente pelo calor.

(...)

Haviam se passado algumas horas e a tempestade não diminuía, pelo contrário, parecia se intensificar a cada hora que passava. Apesar do fogo, meu corpo parecia um bloco de gelo, meus dedos já não tremiam tanto, estavam duros de frio.

Aproximei-me do fogo em busca de mais calor. Consequentemente, eu acabei indo para perto de Pedro, que estava sentado perto do fogo, ele o encarava como se fosse uma TV. Ele parecia não sofrer tanto com o frio, estava enrolado em outro cobertor.

–– Karina senta aqui. – era mais uma ordem do que um pedido. Sentei-me ao lado dele, encarando a fogueira, assim como ele fazia. Pedro me puxou para perto dele e me abraçou, encarei-o. – Estou tentando te aquecer.

–– N-Não precisa. – eu gaguejei.

–– Você está com início de hipotermia. – ele olhou para os meus lábios. – Seus lábios estão roxos. – ele me abraçou mais forte.

Toquei meus lábios, como se eu quisesse comprovar se o que ele dizia era verdade. Estes estavam frios como uma pedra de gelo. Pedro segurou minha mão e a tirou de cima dos meus lábios, em seguida, ele aproximou o rosto e tocou os lábios nos meus. Aquilo me deu uma sensação de calor que amenizou o frio, permaneci quieta deixando que ele me beijasse.

Os lábios dele sugavam os meus como se fossem mel, o toque dele estava me aquecendo, mais até do que o fogo ao nosso lado. Ele separou nossos lábios e me encarou firmemente.

–– Melhorou? – ele pousou a mão no meu rosto.

–– S-Sim. – eu ainda tremia, mas agora nem tanto pelo frio.

Pedro me abraçou mais intensamente fazendo o frio desaparecer, era bom não sentir tanto frio. O tremor pelo meu corpo foi se acalmando e meus olhos começaram a pesar. Antes que eu percebesse, eu estava dormindo profundamente nos braços dele.

:Pedro narrando ON:.

–– Essa viagem não é idiota, eu vim ver a minha amiga. – ela parecia realmente irritada, enquanto falava. – Você não sabe o quanto eu te odeio! – quando ela disse isso, eu senti como se uma faca entrasse em meu peito, ela parecia dizer tão a sério.

Antes que eu pudesse me manifestar, grossas gotas de chuvas começaram a cair sobre nós. Eu não conseguia parar de encarar a Ka, nesse momento eu me lembrei da época da escola, e de como era diferente, de como ela me amava. Mas eu estraguei tudo, eu devia ter parado com aquela aposta idiota enquanto era tempo. Tudo o que ela sentia agora por mim era exclusivamente culpa minha e, mesmo assim, eu era covarde o suficiente para não admitir.

–– Vamos sair da chuva. – eu consegui dizer depois de um tempo, mas minha voz saiu fria.

Trovejava muito enquanto corríamos para uma ruína ali próxima. Assim que nós entramos, fiz o que eu sempre fazia, ignorei-a. Se eu fosse discutir algo naquele momento, com certeza eu diria besteira, achei melhor optar pelo silêncio.

Karina tremia de frio e tinha uma aparência assustada. Controlei minhas emoções e comecei a mexer na mala que eu conseguira trazer.

Olhei disfarçadamente mais uma vez para ela, a blusa branca dela estava transparente devido à chuva, mostrando o sutiã preto. Confesso que isso me excitou. Isso só me fez a tratar como se estivesse invisível, eu tentava ao máximo controlar os meus desejos.

Tirei minha camisa e a torci para tirar o excesso de água. Karina permaneceu lá parada, tremendo de frio.

–– Vai morrer de frio assim. – eu disse secamente.

–– Espero que eu morra mesmo. – eu fui até ela e entreguei o coberto que eu havia tirado da mala.

–– Não vai adiantar nada se ficar com a roupa molhada.

–– Como assim? – ela parecia confusa.

–– Se enrola com isso e tira essa roupa molhada. – ela fez cara de “lógico que não vou fazer isso”. – Você é quem sabe. Se quiser morrer de hipotermia... – eu completei.

–– Vira de costas. – eu revirei os olhos e me virei de costas.

Cada parte do meu corpo queria virar e olhar para ela. Aguentei firmemente... Até certo ponto. Virei-me disfarçadamente, ela abaixava a alça da blusa lentamente... Parei de olhar virando-me novamente. Se eu olhasse seria pior, eu tinha que me controlar.

–– Terminou? – eu perguntei como se estivesse alheio.

–– Sim.

.:Pedro narrando OFF:.

Abri os olhos lentamente e a primeira coisa que vi foi o fogo à minha frente. Ao fundo, eu vi as estrelas, já era noite e havia parado de chover, revelando um lindo céu. Eu estava deitada no chão em cima de alguns panos, o cobertor em cima de mim me protegia.

Pedro não estava em nenhum lugar no meu campo de visão. Levantei-me e peguei minhas roupas que já estavam mais secas e me vesti. Apesar de não estar mais chovendo, o vento da noite era gelado. Olhei pela velha janela e, ao longe, vi Pedro na estrada, ele devia estar trocando o pneu do carro.

Aos poucos, as lembranças de algumas horas atrás voltaram à minha mente, de certa forma, eu devia dizer obrigada a ele, mas eu não tinha a mínima vontade de fazer isso.

O caminho até a estrada estava escuro, mas, reunindo toda a minha coragem, caminhei até lá. Quando cheguei, Pedro havia terminado de trocar o pneu do carro, fiquei aliviada por poder sair dali.

–– Podemos ir embora agora? – eu perguntei como se nada houvesse acontecido.

–– Sim. – mais uma vez, ele me respondeu friamente.

(...)

Notas finais
AnnaBeth e Danny