A Aposta - Lonely Girl
41 Capitulo 42- II temporada
Notas iniciais
Cortamos o bolo e depois, eu tive que jogar o buquê para a multidão de mulher que se aglomerou no salão. Essa parte até que foi engraçada; algumas caíram no chão, mas, no final, uma ruiva ficou com o buquê.
No final, Pedro e eu fomos para o heliponto, onde um helicóptero nos esperava. Vicki, João, Delma e minha mãe nos acompanharam.
–– Mas eu nem fiz minhas malas! – eu protestei, enquanto Vicki me empurrava para dentro do helicóptero.
–– Eu arrumei tudo para você. – eu tive medo quando ela disse isso, sabe-se lá que tipo de roupa ela colocou dentro da minha mala.
Só tive tempo de me despedir de minha mãe e o helicóptero decolou. Eu não tinha a mínima ideia de onde estávamos indo e, aparentemente, Pedro também não. Fiquei inquieta no assento, Pedro e eu não trocávamos nem sequer uma palavra, entre nós pairava aquele silêncio constrangedor. E aquele vestido enorme, que nem me deixaram tirar, estava me incomodando.
–– Acho que chegamos. – ele finalmente falou, enquanto o helicóptero pousava.
–– Que lugar é esse? – eu disse chocada, enquanto descia do helicóptero. Era uma espécie de casa flutuante no meio do oceano. O chão da frente era de vidro e era possível ver o fundo do mar. Era simplesmente belíssimo e exótico.
–– Nem me pergunte.
O piloto nos ajudou a levar as malas para dentro da casa e depois foi embora. Nesse momento, eu senti pânico, eu estava lá praticamente presa com Pedro. Eu não poderia fugir, pois estávamos cercados pelo mar de todos os lados. Eu também não teria um espaço muito longo para me afastar dele, já que era uma casa.
Pedro subiu com as malas para o andar de cima da casa, enquanto eu fiquei em transe no meio da sala. A sala era bonita, tinha sofás macios e uma decoração bem clássica.
Mesmo sem saber o que me esperava no andar de cima, eu resolvi subir. Logo que a escada terminou, me deparei com uma parede de vidro ao fundo do corredor, tinha uma vista linda da lua e das estrelas. Não foi difícil achar o quarto, já que só havia uma porta. Segurei na maçaneta como se esta estivesse em chamas, abrindo a porta lentamente. Pedro estava colocando as malas em um canto do quarto.
–– Só um quarto? – eu disse transtornada. – Não vou dormir nessa cama com você.
–– Se quiser, você pode dormir no chão. – ele disse como se fosse óbvio.
–– Acho que prefiro isso. – eu disse indignada pegando minha mala e entrando no banheiro. – Idiota!
–– Eu ouvi. – ele gritou do outro lado.
–– Que bom!
Eu tinha vontade de gritar de raiva, mas me controlei a tempo.
Abri a minha mala e eis que tive uma surpresa, Vicki havia colocado camisolas super sexy na minha mala; praguejei mentalmente. Quando eu me encontrasse com ela, eu ia matá-la. Como ela pôde colocar essa camisola transparente dentro da minha mala?
Fiquei de costas para o espelho, na tentativa de achar o maldito zíper desse vestido. Encontrei, porém eu não conseguia alcançá-lo, muito menos abri-lo. Respirei fundo e abri a porta do banheiro.
–– Pedro... – ele usava só a blusa branca do smoking desabotoada e sem a gravata. Engoli a seco, me odiei por pensar isso, mas ele estava tão lindo e sexy que as palavras se perderam em meus lábios.
– O que foi? – ele virou-se para mim, desviando sua atenção da enorme janela de vidro que mostrava uma vista do mar.
–– É-é... – meio que de forma involuntária, eu cruzei os braços retraindo meu corpo, como se meu espaço fosse tomado por ele. – Eu...
–– Mudou de ideia? – ele sorriu de forma sedutora vindo em minha direção, fazendo-me recuar, o que me fez esbarrar na parede atrás de mim.
–– Não é isso... É que não consigo abrir o vestido. – ele sorriu ainda mais, deixando-me totalmente vermelha.
Pedro ficou à minha frente, me deixando sem espaço. Ele segurou em minha cintura e me puxou em sua direção colando nossos corpos, com a outra mão ele segurou no zíper do meu vestido e puxou para baixo, abrindo-o. Então, ele fez o inesperado, ele afastou-se de mim e voltou para perto da janela.
–– O-Obrigada. – minha voz falhou.
–– De nada.
(...)
Assim que saí do banho, encarei a mala, o que eu vestiria? Tudo ali era tão... Sensual. Maldita Vicki. Resolvi vestir a camisola que Delma havia me presenteado, em vista das outras, era a mais discreta. Depois de vestir a camisola, olhei-me no espelho, eu sentia algo estranho, uma mistura de ansiedade, medo e excitação. Soltei o cabelo do penteado e o penteei lentamente. Eu não queria sair daquele banheiro e encarar Pedro lá fora.
Respirei fundo e saí do banheiro, senti um enorme alívio quando vi que Pedro não estava no quarto. Coloquei minha mala em um canto e fui até a janela. O mar, à noite, era tão lindo. Parecia que havia duas luas; uma no céu e outra no mar.
Escutei passos no quarto, mas não me virei, permaneci a encarar o mar. Logo após, só escutei a porta do banheiro bater. Tenho que admitir que isso me deixou frustrada, Pedro não fez nenhum comentário, só me ignorou.
Desci para a cozinha; eu precisava comer algo. No centro da cozinha, havia um balcão com algumas frutas, mas ignorei estas e fui direto para a geladeira. Peguei um bolo e coloquei em cima do balcão, em seguida, procurei por algo para tomar, peguei um suco que estava na porta da geladeira.
Sentei-me e comecei a comer, enquanto me perdi em pensamentos. Seria assim todos os meus dias? Talvez fossem piores, pois Marcos estaria sobre o mesmo teto que eu. A presença dele me deixava tensa, como se, a qualquer momento, algo ruim fosse acontecer.
–– O que está comendo? – Pedro estava parado na porta da cozinha. Logo, ele veio até mim, dando a volta no balcão e ficando ao meu lado. – Nem comi direito. – ele pegou um garfo e começou a comer do meu prato.
–– Hey! – puxei o prato para o lado. – Mal educado.
–– Minha mãe me educou muito bem. – ele sorriu.
–– É, ‘tô vendo. – ele usava uma calça de moletom preta e uma blusa branca básica. Acho que até como mendigo ele ficaria sexy. – Pode ficar. – levantei-me do banco e fui em direção a saída. – Eu vou dormir.
–– Bela camisola. – ele gritou da cozinha, me deixando rubra.
Onde eu dormiria? Eu não queria ter que dividir a mesma cama que ele. Estávamos casados, mas tudo era marketing, não havia nada entre nós de verdade. No passado, havia, mas agora tudo o que havia sobrado era a dor e o ressentimento.
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