A Aposta - Lonely Girl

42 Capitulo 43- II temporada


Notas iniciais
Oie Meninas, você querem me matar neh?? Deixei o ultimo capitulo confuso neh. Desculpe-me postei nas carreiras e não conferir... então coloquei na ordem agora com a lua de mel e o capitulo que vocês ja leram. Desculpe mais uma vez

Peguei um travesseiro e um lençol e coloquei no chão. Aposto que ele duvidava que eu preferisse dormir no chão a dormir com ele. Havia um tapete macio no chão, então não seria tão ruim assim.

–– Não vai mesmo dormir aí, não é? – Pedro disse entrando no quarto e se jogando na cama macia.

–– Vou sim. – eu disse convicta.

–– Que pena... A cama está tão macia e quente. – ele se levantou e apagou a luz do quarto, fechando a porta, em seguida. A única luz entrava pela janela de vidro, não nos deixando totalmente no escuro.

Ajeitei o travesseiro com força, eu imaginei que estava batendo no Pedro. Foi relaxante. Eu rolei durante a primeira meia hora sem sono e, me sentindo desconfortável ali, tive vontade de pegar o travesseiro e asfixiar Pedro.

Depois de uma hora e meia, meus olhos finalmente começaram a pesar e o chão já não parecia tão desconfortável assim. Escutei Pedro levantar-se da cama e caminhar pelo quarto, mas o sono estava chegando e eu não quis levantar para ver o que ele fazia. Senti o meu lençol ser puxado lentamente de cima do meu corpo, o que me fez contrair meu corpo devido ao frio. Eu achei que estivesse sonhando, até que senti Pedro me erguer do chão, eu teria me debatido se meu corpo não estivesse tão cansado. Logo após, senti meu corpo pousar sobre a cama macia e quente. Depois disso, eu não me lembro mais de nada, só lembro que dormi profundamente.

(...)

O sol batia contra o meu rosto, me fazendo entreabrir os olhos. Virei-me para o lado, na tentativa de esconder meu rosto do brilho do sol, mas acabei esbarrando com algo, ou melhor, alguém. Pedro estava deitado ao meu lado na cama. Tomei um susto, eu pensei que Pedro me colocando na cama havia sido um pré-sono ou algo do tipo. Antes que eu pudesse me afastar, ele passou a mão por minha cintura e me puxou para perto, como se eu fosse um travesseiro.

Fechei meus olhos por um momento, pensando em como eu sairia dos braços dele. Algo macio tocou os meus lábios. Era bom, úmido e quente. Não podia ser o que eu pensava que era. Eu abri um pouco os olhos e vi Pedro me beijando. Eu não consegui fazer nada, permaneci do mesmo jeito em que eu estava e deixei que ele me beijasse.

Meu corpo respondeu mais rápido que a minha mente, meus lábios se entreabriram dando passagem para a língua dele. Abri meus olhos e o encarei enquanto ele continuava a me beijar e ele também abriu os olhos. Ele fez algo que nunca tinha feito ao me beijar, sugou o meu lábio inferior como um doce e depois parou de me beijar.

–– O-O que você... – as palavras não saíram dos meus lábios.

–– Eu sei que você gostou. – ele me puxou para mais próximo dele, selando nossos lábios novamente. As mãos deles percorreram a seda da minha camisola, enquanto seus lábios dançavam sobre os meus. A culpa era minha, eu podia ter me afastado enquanto era tempo.

Os lábios de Pedro deixaram minha boca e passaram a beijar meu pescoço, me deixando totalmente sem ar. Ele segurou na alça da minha camisola e a desceu lentamente, beijando logo após o lugar onde a mesma estava.

Como por um milagre, escutei batidas na portas, em seguida, alguém chamava, ou melhor, gritava. Tentei levantar, mas Pedro me empurrou de volta, não desgrudando os lábios da minha pele.

–– Pedro... – ofeguei. – Alguém está batendo... Na porta.

–– Deixe... que... batam... – ele dizia.

–– Para! – empurrei-o finalmente recobrando a consciência. – Pode ser algo sério.

–– É melhor você abrir, eu não posso agora. – ele colocou um travesseiro sobre as pernas, não pude deixar de ficar constrangida.

Peguei o robe e vesti por cima da camisola rapidamente. Antes de abrir a porta, respirei fundo, me recompondo. Era o piloto da noite anterior, mas, ao fundo, o helicóptero estava pousado no heliponto, me pergunto como não escutamos o barulho do pouso.

–– Eu vim buscar vocês. – ele disse sem graça.

–– Ah, claro. – salva pelo gongo. – Nós já estamos indo. – eu disse para ele entrar e sentar-se, enquanto nós descíamos. – Pedro, já vieram nos buscar. – eu disse na porta do quarto.

–– Ótimo. – ele disse mal-humorado, entrando no banheiro e fechando a porta com força.

(...)

Pedro não veio para casa, teve que ir ao escritório resolver alguma coisa que não quis me dizer. Algumas das empregadas da casa me levaram até o quarto, minhas malas já estavam em cima da cama. Agradeci e, logo, elas me deixaram a sós.

O quarto era amplo, ao fundo, tinha uma varanda, que dava para o jardim da frente. Havia um closet enorme, que era como um segundo quarto, as roupas de Pedro estavam todas lá organizadas. Do lado oposto, havia um espaço para as minhas coisas. “Só dois anos”, pensei para mim mesma. A alguns passos do closet estava o banheiro, igualmente enorme, com uma banheira e uma pia enorme.

Enquanto eu desfazia as minhas malas, pensei em minha mãe só naquele apartamento, o que me aliviou foi pensar que o tratamento estava dando certo e que, pelo menos, por um motivo, tudo isso estava valendo a pena.

–– Senhora... – era estranho as pessoas me chamar assim, às vezes eu não olhava, só depois percebia que era eu. – O jantar está servido.

–– Eu já vou descer.

Pedro havia ficado o dia todo no escritório, pelo menos, era lá que eu achava que ele estava, mas não me importava onde ele estava. Eu estava fazendo a minha parte, a dele era problema dele.

A mesa estava arrumada com uma comida deliciosa. Da escada, podia-se sentir o delicioso cheiro. Agradeci mentalmente por Marcos ainda não ter se mudado para a casa, acho que esse foi um dos motivos por Pedro se sentir à vontade para passar o dia fora.

Quando terminei de jantar, fui para o quarto e tomei um banho, depois coloquei uma camisola, apaguei a luz e me deitei. Não demorei muito para dormir.

“–– Não tem ninguém, não tem ninguém. – minha voz saiu embargada pelo choro.

–– Mentira! – ele disse apertando meus pulsos. – Me diga a verdade agora.

–– SOCORRO! – ele tapou minha boca com velocidade, quase me sufocando.

–– Eu sei que tem, você é rápida mesmo. – eu queria gritar e correr dali, mas eu nada podia fazer. Estava totalmente à mercê dele, Pedro era muito mais forte do que eu e estava me segurando para que eu nada pudesse fazer. “O que viria a seguir?”, essas palavras ecoavam em minha mente. – Escuta bem, Karina, mesmo que eu não fale mais com você, eu sou seu único amigo e não quero ninguém no meu lugar, está entendendo?

Tentei falar, mas a mão dele sobre minha boca me impedia disso, lentamente, ele tirou a mão que tapava minha boca.

–– Pedro...

–– Diga! – ele apertou meus pulsos contra a cama, fazendo-me gemer de dor.

–– Você... É o único. – eu disse em meio às lágrimas.

–– Isso... – eu tentava respirar, minha respiração estava pesada, pela primeira vez eu sentia medo do Pedro e, mesmo assim, ainda o amava, eu me odiava por isso. – Boa menina. – ele curvou o corpo até perto do meu rosto e beijou o meu pescoço, um beijo molhado. Com uma mão, ele segurava minhas mãos, me deixando incapacitada de me defender e com a outra, ele acariciava a minha perna.

–– Pare... Por favor, Pedro, pare. – eu supliquei, não queria que fosse assim.

–– Seu cheiro é bom... – ele continuava a beijar o meu pescoço e a passar a mão por minha perna.”

– NÃO! – sentei-me na cama de uma só vez, meu coração estava disparado e minhas mãos, geladas.

–– O que aconteceu? – Pedro estava no quarto, o que só me deixou mais aterrorizada depois do sonho misturado com lembrança que tive. – Pesadelo?

–– S-sim... – minha cabeça dava voltas.

–– Ah... – ele entrou no banheiro e fechou a porta, ele pouco se importava comigo.

Deitei-me na cama novamente e apaguei a luz do abajur, que estava acesa. Isso havia acontecido há tanto tempo, que eu nem mais lembrava direito, mas esse sonho havia sido tão real, eu quase cheguei a pensar que era verdade.

Pedro saiu do banheiro usando uma calça de moletom e sem blusa, o que me fez virar de lado e fechar os olhos. Apesar da pouca claridade, ainda era possível diferenciar certas coisas na penumbra do quarto. Senti-o deitar-se ao meu lado e puxar o cobertor, agradeci por ele não falar sobre o que tinha acontecido essa manhã.

(...)

Notas finais
AnnaBeth e Danny