A Aposta - Lonely Girl
35 Capitulo 36 - II temporada
Notas iniciais
Enquanto eu descia as escadas, senti que vários olhares me seguiam. Agradeci mentalmente por João e Vick se encontrassem ao pé da escada
–– Está tudo bem? – João parecia preocupado.
–– Está sim. Por quê?
–– Vimos Marcos subindo. – Vick respondeu pelo marido. – Ele e Pedro não se dão nada bem. Ele ama derrubar o sobrinho.
–– Percebi isso. – eu disse irônica.
–– Ele não a ofendeu, não é? – Vick parecia a ponto de ter um ataque histérico.
–– Não, na verdade, foi bem gentil.
–– Era de se esperar. – João tomou um gole de champanhe. – Aquele sujeito é capaz de tudo pelo o que quer. – ele colocou a taça na bandeja do garçom que passava. – Vou falar com Pedro.
–– Vick – chamei-a, assim que João sumiu de visão no alto da escada. – Marcos é tão ruim assim?
–– Tão quanto é extremamente sexy. – ela olhou para Marcos que estava no centro do salão. – Ele gosta de ter tudo que o Pedro tem. Há uma rixa entre os dois, principalmente depois que o testamento de Marcelo foi aberto. – ela pegou duas taças de champanhe e me entregou uma. – É bom você ficar esperta com ele.
–– Vou ficar. – olhei-o mais uma vez. Não se podia negar, ele era estonteantemente sensual, assim como Pedro. – Mas não se pode negar, é muito sexy.
–– Nem me diga, minha amiga. – ela tomou outro gole. – E como ele é bom de cama. – engasguei-me quando ela disse isso.
–– Vocês já...? – ela riu da minha cara chocada.
–– Foi há muito tempo, antes de João. – ela parecia se afundar nas lembranças. – Ele sabe envolver uma mulher quando quer. Por isso eu digo, tome cuidado com ele. – ela me olhou profundamente e me puxou para um canto. – Karina, não quero ser indiscreta, mas... Você é virgem?
–– E-Eu... – eu tive uma crise de risos. – Claro que...
–– Sim. – ela completou. – Que Deus te proteja nesse meio em que está entrando.
–– Você está me assustando. – ela parecia ficar cada vez mais bêbada.
–– Eu preciso de outra dessa. – ela me deixou só e saiu em busca de mais champanhe.
E eu pensando que seria fácil, que seria apenas aguentar Pedro por dois anos. Agora eu também teria que aguentar o tio dele fazendo de tudo para derrubar o nosso casamento.
–– Onde está meu amado sobrinho? – ouvi a voz de Marcos vindo de trás de mim, e bem próxima, por sinal.
–– Está lá em cima. – tentei aparentar que eu estava calma, mas eu estava em pânico.
–– Nervosa? – ele parecia me ler totalmente. Parecia que qualquer mentira, ele descobriria.
–– Claro que não. – eu sorri falsamente.
–– Que bobo o meu sobrinho, deixar a noiva linda sozinha assim. – ele me olhou nos olhos.
–– Tem razão, tio. – por incrível que pareça, me senti aliviada com a chegada de Pedro. – Mas eu já estou aqui.
–– Que pena... Digo, que bom. – Marcos era extremamente cínico. Estava me flertando descaradamente na frente de Pedro.
–– Eu não quero ver você perto da minha noiva. – Pedro estava perdendo a compostura.
–– Pedro! – João alertou.
–– Com licença. – Pedro me guiou para longe do tio. – O que ele queria?
–– Perguntou por você.
–– Só isso?
–– Sim. – ele pareceu mais aliviado. – Seu tio me assusta. – eu confessei.
–– Não confie nele. – ele olhou por cima do ombro para o tio.
Pedro apresentou-me a todos os convidados que estavam no coquetel e quando nós terminamos, eu estava exausta. Nós mal tínhamos parado e Pedro me puxou para a pista de dança, onde tocava uma música lenta. Tentei não ir, mas ele me arrastou assim mesmo.
–– Estão todos olhando. – com todos, ele queria dizer Marcos. – Não parecemos um casal, sabia?
–– É porque não somos. – eu disse olhando para Vick, que estava sendo praticamente carregada por João.
–– Então podemos, pelo menos, fingir melhor. – ele me puxou com força para perto dele, colando nossos corpos. – Marcos é um gênio em descobrir farsas. Se ele descobre que esse casamento é falso, eu perco tudo.
–– Não só Marcos nota o meu desprezo por você. – parecia que eu havia dado uma bofetada na cara do Pedro pela cara que ele fez.
–– Então finja. – ele disse entre dentes, pressionando-me mais forte contra ele. Ele afastou o meu cabelo e beijou o meu pescoço de leve, deixando-me arrepiada. – Isso te arrepia? – ele sorriu em meu ouvido. Eu não disse nada. Ele beijou mais uma vez de leve o meu pescoço e acariciou as minhas costas.
–– Já chega. – o empurrei de leve, e saí em direção ao jardim.
–– Parece que sua mulher não gosta que você toque nela. – escutei Marcos falar assim que Pedro passou por ele.
–– Não é da sua conta. – Pedro soltou-se do tio, que segurava em seu braço, e veio em minha direção.
(...)
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