A Aposta - Lonely Girl
33 Capitulo 34 - II temporada
Notas iniciais
–– Ficou lindo em você. – ela disse abrindo a cortina, me dando um susto. – Combina perfeitamente com essa bolsa aqui; Prada vai bem com tudo.
–– Olha, Victoria, eu acho que você deve saber de tudo, não é? – ela fez que sim com a cabeça. – Acho que nunca vou ser como você, elegante e bonita.
– Ka, posso chamar assim, não é? – eu acenei. – Você é linda e pode ser até melhor do que eu. Eu vou te ajudar em tudo hoje e quando Pedro Ramos te ver, vai cair ao seus pés.
–– Não que eu queira que ele caia aos meus pés...
–– Quem não quer, Ka? – ela riu. – Pedro é um dos solteiros mais cobiçados, Se eu não fosse casada , eu com certeza tentaria. – nós rimos.
–– Não depois do que ele me fez. – eu disse triste me olhando no espelho.
–– Você quer contar?
–– Ele era o meu melhor amigo e eu não vivia sem ele. Ele era o único que falava comigo na escola, já que lá todos me odiavam. – ela parecia que ia chorar. – Até que um dia começamos a namorar e no baile de formatura, eu descobri do pior jeito que tudo não passou de uma aposta idiota, e que ele nunca foi meu amigo e muito menos, me amou.
–– Ka, que triste... – ela me abraçou. – Eu sinto muito.
–– Está tudo bem, eu acho que meio que superei isso. – eu suspirei. – Mas ainda dói.
–– Que tal se fôssemos para outra loja? – ela tentou me animar.
–– Parece bom. – eu sorri.
–– Você precisa de um celular. – ela fez uma cara de quem teve uma idéia brilhante. – E mais roupas e sapatos.
–– Mais? Essa já é a sexta loja.
–– Quanto mais, melhor. – nós saímos da loja carregadas de roupas. – Depois vamos ao cabeleireiro, João me ligou enquanto você se vestia e disse que temos um coquetel hoje. – ela pausou. – E você vai. Pedro vai apresentar a noiva dele.
–– O QUÊ? – de repente, eu entrei em pânico. – Eu não estou pronta para uma sala cheia de milionários.
–– Eu vou te ajudar, então fique calma.
(...)
Passamos o resto da tarde fazendo compras. Victoria me obrigou a comprar dois iPhone caríssimos, um para mim e outro para minha mãe. Tentei convencê-la que minha mãe nem saberia mexer daquilo, mas ela não é fácil de persuadir.
Logo depois fomos ao cabeleireiro; eu nunca tinha entrado em um salão tão grande como aquele. Fiz um corte de cabelo mais leve, permanecendo com a franja; meu cabelo estava enorme. Eu não tinha tempo para cuidar de mim, já que tudo era sobre o trabalho e minha mãe. Foi bom esse tempo para me cuidar.
Aquele salão disponibilizava tudo para os seus clientes. Vick e eu tomamos um banho de banheira e depois, nos trocamos para festa lá mesmo. Logo depois, maquiadores fizeram maquiagens para a festa em nós. Eu usava um vestido e salto alto. Vick usava um vestido também.
–– Por que não liga para a sua mãe e avisa que vai chegar tarde? – ela me sugeriu no carro.
–– É verdade. – peguei o iPhone e liguei para a minha mãe. Ela reclamou um pouco, mas logo entendeu. – Pronto. – eu pausei. – Acho que não vou conseguir.
–– É simples. – ela retocou o batom. – Não terá jantar, é só um coquetel. Coloca um sorriso no rosto, fique do lado do Pedro. Simples.
–– Menos a parte do Pedro. – nós rimos.
(...)
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