A Aposta - Lonely Girl
26 Capitulo 26
Notas iniciais
–– Parabéns aos formandos. – a Diretora terminou o seus discurso. Nem eu mesmo acreditava que eu havia conseguido agüentar tudo aquilo. – Por ordem de chamada venham receber os seus diplomas.
Depois de receber os diplomas fomos para uma pequena cerimônia entre os formandos. As garotas me olhavam com inveja pelo fato de eu estar com Pedro, enquanto dançávamos era como se nada estivesse a nossa volta, só ele e eu no meio do salão.
–– Quero falar com você Ramos. – Josh puxou Pedro pelo braço nos fazendo parar de dançar.
–– O que você quer? – os dois se mediram com o olhar.
–– Quer que eu fale aqui mesmo? – ele tinha um tom de ameaça. – Na frente dela? – tive a impressão de que eu não sabia de algo.
–– Tudo bem. – Josh saiu de perto de nós. – Eu já volto meu amor.
–– Pedro o que está acontecendo? – segurei em sua mão.
–– Não é nada, eu já volto. – ele me deu um beijo na testa e se afastou do salão.
Quando as pessoas dizem que não é nada, é porque sempre é algo. Por isso eu resolvi seguir Pedro e ver o que estava acontecendo. Enquanto ele ia passando pelas pessoas seguindo Josh eu o seguia. Os dois param no corredor próximo a diretoria, consegui ficar escondida sem que me vissem.
–– Você ganhou! – Josh disse para Pedro que sorriu sarcástico. – Mais não totalmente.
–– Eu consegui não foi? – eu não entendia sobre o que eles falavam. – Eu disse que conseguiria ficar com ela, eu consegui. – ele não podia estar falando do que eu pensava. – Fui mais esperto do que você, achou que assustando ela e querendo a força ia conseguir? Eu te falei.
Lágrimas desceram por minha face, eles estavam falando de mim. Então esse tempo todo Pedro havia feito uma aposta, e com o Josh. Senti como se meu coração fosse arrancado do meu peito lentamente, da forma mais dolorosa possível, e Pedro era quem o estava arrancado.
–– Você só não ganhou totalmente porque ainda não a levou para a cama.
–– Isso é questão de tempo. – quem era aquele monstro que estava no lugar do Pedro? Eu não posso ter me enganado tanto assim.
–– Realmente você foi melhor nessa. Nem acredito que você ganhou de novo cara. – os dois eram amigos, era obvio pelo jeito que conversavam. Tudo não passou de uma farsa para brincar comigo. Até ele me odeia nessa escola, eu só queria saber o que eu havia feito para todos ali. – Vai chutar ela quando?
–– Não sei se vou chutar ela.
–– Ta apaixonado pela Lonely Girl? – ele falou como se fosse uma piada.
–– Talvez...
Tapei minha própria boca, eu estava a ponto de soluçar por causa do choro que eu prendia. Eu só havia sentido dor semelhante no dia que meu pai morreu, mas essa dor era diferente, parecia que estavam me abrindo e tirando meu coração, era difícil respirar.
–– Da próxima eu vou usar essa tática... Quem sabe na universidade. – como eu sentia nojo dos dois.
Eu não queria ficar mais nenhum minuto ali escutando aquela historia nojenta de como eu havia sido a pessoa mais idiota do mundo. Sai correndo pelo corredor, eles provavelmente escutaram o barulho do meu salto, mas eu não me importava eu só queria sair dali, eu só queria fazer aquela dor passar.
Saí da escola correndo no meio da chuva, eu não me importava se me achasse uma louca. Enquanto eu corria sentindo a chuva bater com forçar sobre o meu corpo eu sentia que tudo havia sido um sonho, mas eu sabia que o que eu tinha escutado era verdade. Doía tanto acreditar que o Pedro, o Pedro que eu amo, havia feito isso comigo. Havia me enganado daquela forma, havia fingindo que me amava só para ganhar uma aposta.
Minhas pernas doíam, meu pulmão ardia, meus olhos doíam pelo choro, mas eu não conseguia parar de correr. Se eu pudesse correr para sempre eu faria. Meu vestido pesava e a dor que eu sentia não passava.
Quando eu lembrava do Pedro me beijando doía ainda mais, e eu me odiava ainda mais também por ter sido tão burra.
Eu não agüentava mais correr então parei apoiando-me nos meus joelhos enquanto eu buscava ar. Enquanto eu respirava olhando para o asfalto vi uma luz iluminar o mesmo. Uma luz forte veio em minha direção e escutei uma buzina e cheiro de pneu queimado, tentei me mover mais minhas pernas não obedeceram, talvez fosse isso que eu quisesse. Meu corpo foi arremessado com força, senti cada parte do meu corpo doer intensamente até que toquei o asfalto, meu corpo ficou mole e meus olhos pesaram, finalmente eu não sentia mais nada, só a dor física.
(...)
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