A Aposta - Lonely Girl

30 Capitulo 2 - II temporada


Notas iniciais
Oi amores, vamos a mais um capitulo..... . . . . . . . . . . . . . . . . . .

–– Karina! – John me gritou quando eu estava lavando os pratos para ir embora. – Vai atender os clientes que chegaram!

–– Pensei que estivéssemos fechando. – eu coloquei os pratos na pia e fechei a torneira.

–– Você não é paga pra pensar. – com certeza até o outro lado da avenida ouviu. – Agora vai. E coloca um sorriso nessa cara.

Arrumei o meu cabelo, que estava um pouco desarrumado, coloquei o melhor sorriso no rosto e fui até a mesa. Só havia um homem sentado lá e ele olhava uma revista. Sem querer, acabei olhando a capa, Forbes, revista de milionários. Perguntei-me o que ele fazia ali.

–– O que deseja? – ele me olhou de cima a baixo e sorriu.

–– Muito bom mesmo. – ele sorriu pervertido.

–– Como? – fingi-me de desentendida.

–– Por que não se senta, Karina? – ele apontou para a cadeira à sua frente.

–– Obrigada, mas estou no meu horário de trabalho. E, além do mais, meu chefe me mata. – eu fiz uma pausa. – Como sabe meu nome? – eu não usava crachá.

–– Você já vai descobrir. E eu me entendo com o seu chefe. – ele abaixou a revista e a colocou em cima da mesa, deixando-a aberta, de forma que eu pude ler o título da matéria. “Morre o dono de um dos maiores impérios, Marcelo Ramos!” Eu quase caí para trás quando li. Marcelo havia falecido e eu nem sequer sabia. Eu poderia ter ligado para Delma. – Algum problema? – ele olhou para a revista.

–– Não. – eu me sentei; quis ver o que aconteceria quando John viesse me gritar. – Vai querer o que mesmo?

–– Eu tenho uma proposta para você.

–– Seja o que for, eu acho que não vou gostar. – eu imaginei certas coisas, como programa, e quis me levantar da mesa.

–– Com certeza não é o que você pensa. – ele sorriu.

–– Não mesmo. – olhei para onde a voz vinha. – Bom... Talvez. – ele sorriu.

Levantei-me da mesa tão rápido que fiz a cadeira cair. Meu coração disparou e minhas mãos suaram frias; pensei que eu desmaiaria ali mesmo. Lá estava ele, Pedro Ramos, parado na entrada da porta do Dinner’s. Ele usava uma roupa social e, por cima, um casaco pesado devido ao frio. Pedro veio em nossa direção, tirou o casaco e sentou-se ao lado do homem.

–– Você, apressado como sempre. – o sujeito com quem eu falava revirou os olhos. – Não podia esperar?

–– Não. – Pedro disse simplesmente. – Não vai se sentar? – ele disse me olhando.

–– Não! Eu não tenho nada para falar com você. – eu controlei as minhas emoções o máximo que pude.

–– Karina, eu sei que provavelmente você me odeia... – mesmo depois de tudo, eu ainda sentia algo por ele. Não posso me enganar, eu ainda o amo. Mas ele me machucou tanto que eu ainda sinto raiva em mim. – Mas eu preciso da sua ajuda.

–– Claro que não vai sair de graça... – o outro sujeito se pronunciou.

–– Eu não vou me vender. – mesmo que eu precisasse. – Muito menos para você. – eu o olhei friamente.

–– MAS O QUE DIABOS É ISSO? – John veio até nós gritando. – Karina, isso não é lugar de conversinha! Eu te pago para trabalhar, não para ficar batendo papo!

–– Que inconveniente. – Pedro revirou os olhos, enquanto pegava a carteira tirando umas notas de cem dólares. – Isso paga o tempo de conversa dela. –John pegou o dinheiro e foi caladinho para a cozinha. – Esse é o meu advogado, João.

–– Prazer. – meio que contra minha vontade, eu sentei de novo na cadeira. – O que vocês querem? Café? – eu fingia que anotava.

–– Que tal se fôssemos ao Central Park? – Pedro sugeriu.

–– Eu tenho mais o que fazer ou o meu amado chefe me demite.

–– Se você aceitar a nossa proposta, pode se demitir agora. – isso me deixou intrigada. O que faria Pedro vir até mim depois de tanto tempo?

–– Foi muito bom te ver, Pedro... Não, eu ‘tô mentindo, não foi bom te ver. – eu sorri. – Mas acho melhor vocês irem.

–– Escuta, mocinha... – eu me virei para aquele advogadozinho. – Isso é um assunto sério. Por que você, pelo menos, não escuta?

–– Tudo bem. – sentei-me de novo. – Pode falar.

–– O meu pai morreu. – Pedro tinha um ar triste na voz; me doeu saber que isso aconteceria. Eu soube desde o dia na casa do Pedro, mas eu nunca pude contar. – E eu vou herdar tudo.

–– Hm, que bom. – meu tom era de “não tenho nada haver com isso”.

–– O senhor Ramos deixou no testamento dele , para que o Pedro receba a herança, teria que se casar. – João disse folheando a revista.

–– Só você se casar com a sua namorada. – eu disse olhando para a porta da cozinha como se, a qualquer momento, John fosse sair dali com uma faca na mão.

–– Acontece que o meu pai gostava muito de você. – Marcelo era uma pessoa e tanto. – E colocou uma cláusula no testamento que a minha esposa tem que ser... Você. – eu senti meu rosto ficar branco.

Notas finais
Annabeh & Danny (Créditos)