A Aposta - Lonely Girl

31 Capitulo 32 - II temporada


Notas iniciais
Oi gattonas, olha eu aki denovo *-* Queria agradecer a gattona LollyBelieve pela recomendação, obrigada flor. E aii o que tão achando dessa segunda temporada...... vem muita coisa boa por aiiii ...... ;) OBS: A vick vai aparecer denovo, mas não e nada parecida como a primeira temporada... e como outra pessoa.... okok


–– Isso é uma piada, não é?

–– Não. – João respondeu.

–– Nem morta eu me caso com você. – eu olhei pela janela.

–– Não vai ser de graça, Karina. Se você e Pedro ficarem casados por dois anos, você recebe dez milhões de dólares. – eu o encarei. Eu realmente precisava muito do dinheiro, não por mim, claro, mas por minha mãe. Com esse dinheiro, eu poderia pagar o tratamento dela.

–– Você não vai mais precisar ser humilhada aqui. – Pedro inclinou-se para frente. – A menos que sinta falta do colégio. – ele referiu-se ao que eu sofria no colégio. – Eu sei que você está precisando muito. Pode cuidar da sua mãe...

–– Como sabe isso? – encarei-o.

–– Fizemos pesquisas. – eu suspirei.

–– Digamos que eu aceite... – um sorriso se formou no rosto de Pedro. Se eu não precisasse tanto, eu poderia mandá-lo para o inferno com o dinheiro dele. – E digamos que eu não aceite... O que acontece?

–– Se você aceitar, a gente se casa e finge ser um casal feliz. Você recebe o seu dinheiro e eu recebo minha herança. – ele pausou. – Se você não aceitar o meu “amado” tio Marcos vai ficar com tudo. – esse poderia ser o meu momento de vingança, mas eu não era tão má assim para fazê-lo perder tudo o que Marcelo construiu.

–– E esse casamento seria por quanto tempo?

–– Coisa pouca. – João respondeu. – Só dois anos.

–– DOIS ANOS? – dois anos com ele, no mesmo teto, convivendo o tempo todo, não sei se eu conseguiria.

–– Sei que é uma coisa difícil de pensar, mas eu não tenho muito tempo...

–– Karina! – John me gritou da cozinha. – ANTES DE IR, LAVE OS PRATOS. – tive vontade de matar aquele imundo.

–– Será que vocês podem esperar lá fora um instante? Eu vou pensar.

–– Claro. – João e Pedro foram para fora do Dinner’s.

Respirei fundo, empurrei a porta da cozinha com força, fazendo um barulho que assustou John. Ele me olhou de cima a baixo.

–– O QUE PENSA QUE ‘TÁ FAZENDO? VENHA FAZER ESSE SEU TRABALHO.

–– Por que não faz você, seu porco imundo? – eu disse tudo que estava entalado na minha garganta. – E aproveita e cuida dessa sua cara feia. – eu joguei o avental no chão e peguei o meu casaco. – E a propósito, eu me demito. – quando eu saí do Dinner’s parecia que o ar estava mais leve. – Eu aceito, Pedro. – foi difícil dizer isso, mas era preciso. Era a minha única saída.

–– Agora nós só precisamos organizar tudo. – João disse animado. – Vou ligar para a Victoria, tudo tem que ser rápido.

–– Vai ser discreto, não é?

–– Temos que chamar atenção para o “amor” de vocês.

–– Eu preciso de tempo para dar a notícia para a minha mãe. Claro que ela não vai acreditar que o casamento é por amor... – Pedro abaixou a cabeça. – Eu vou para casa.

–– Eu te levo. – Pedro pronunciou-se.

–– Eu vou só.

–– Karina, querida, você agora é noiva de um milionário. Não pode sair por aí assim, pode ser seqüestrada. – João disse como se fosse a coisa mais óbvia.

(...)

–– CASAR? – minha mãe deu praticamente um pulo do sofá. – E COM ELE?

–– É óbvio que a senhora sabe que não é por amor. – Pedro e João estavam na frente do prédio. Senti certa vergonha de ele me ver naquele lugar acabado. – É necessidade.

–– Não quero que se case por dinheiro.

–– Melhor do que casar por amor e morrer de fome. – eu disse irônica. – Mãe, eu não esqueci tudo o que ele me fez, mas acontece que estamos mesmo precisando. Tem o seu exame e o tratamento.

–– Você já é maior de idade e sabe o que faz. Eu só quero que não se arrependa.

–– Eu não vou. – eu disse convicta. – Vamos arrumar nossas coisas, vamos sair daqui agora.

–– Vamos para onde? – ela perguntou confusa.

–– João disse que é melhor irmos para um apartamento no centro. A imprensa pode descobrir que moro aqui. – eu fui até meu quarto e comecei a jogar minhas coisas dentro da mala. – Vai dar tudo certo, mãe. Dessa vez é minha vez de fazer algo por você.

–– Está bem. – ela saiu do meu quarto e foi até o dela arrumar as malas.

Sentei-me na cama e olhei para a parede. Depois que eu saísse por aquela porta não teria mais volta. Respirei fundo e fechei minha mala.

–– Eu não preciso falar com ele, não é? – sim, minha mãe agora odiava Pedro Ramos.

–– Só se estivermos em público. – minha voz não era diferente da dela. Eu também não gostava daquilo, mas era minha única saída. – Podemos ir?

–– Sim.

Peguei o dinheiro do aluguel que Pedro havia me dado – foi a condição para eu ir para o apartamento no centro –, e fui até o senhor Lujan. Entreguei o dinheiro a ele e fui em direção ao carro do outro lado da rua.

–– É só isso? – João perguntou assim que nos aproximamos. – Ah, prazer, senhora. Deve ser a mãe da Karina.

–– Sim, muito prazer. – minha mãe foi educada com João.

–– Quanto tempo. – Pedro foi cumprimentá-la.

–– Não o suficiente. – eu não pude deixar de sorrir. Foi ótima a cortada que minha mãe deu em Pedro. – Podemos ir, então.

–– Claro. – João a acompanhou até o carro.

–– Nunca imaginei sua mãe me tratando assim. – ele disse aproximando-se de mim.

–– Acostume-se. – eu fui até o carro, deixando-o sozinho.

(...)

Notas finais
Annabeh e Danny (Créditos)