Notas iniciais
Oi minhas gattonas, passando aki pra desejar um Feliz Ano Novo adiantado, cheio de tudo que ar de melhor para todas vocês, que possamos realizar todos os nossos sonhos do ano de 2014 e de 2015 também, beijo nos corações de vocês. Capituloooooo.

– Você é a Karina? – o médico perguntou para mim.

–– Sim. – eu disse meio que sorrindo, Pedro revirou os olhos.

–– Então é a sua vez. – ele era mais lindo sorrindo. Dr. Gabriel, eu li o nome dele no crachá. – Quer ajuda? – ele olhou para a minha perna.

–– EU a levo. – Pedro me segurou pelo braço me ajudando a ir até o consultório dele. – Sua baba ta escorrendo Ka. – ele falou perto de mim.

–– Quem não baba. – eu disse de forma descontraída. Bem afinal a gente estava conversando agora.

–– Você pode sentar ali na maca Ka. – eu e Pedro nos olhamos, ele tinha me chamado pelo apelido.

–– Ta okay. – sentei-me na maca enquanto Pedro encostou-se à parede de braços cruzados.

–– Então Ka como isso aconteceu com você? – ele dizia enquanto tirava a bota ortopédica da minha perna. Os dedos dele eram macios... QUE EU TO DIZENDO?

–– Eu caí na escola. – menti pela milessima vez.

(...)

–– Já está curada. – o Dr. Gabriel disse com aquele sorriso lindo. – Já pode voltar a escola.

–– Que bom. – eu disse com ironia. – Bem então eu já posso ir né?

–– Pode... – ele parecia não querer dizer o pode.

–– Vamos meu amor?! – Pedro pegou na minha mão encarando o Dr. Gabriel que o encarou de volta.

–– Vamos. – eu disse arrastando Pedro para fora. – Tchau Dr. Gabriel, obrigada.

Do lado de fora Pedro pegava o celular para ligar para o motorista enquanto eu estava sentava no banco olhando os carros passarem. Depois do beijo eu ficava constrangida só de olhar para o Pedro, mas não podia negar que eu queira outro beijo.

–– Já liguei. – ele sentou-se ao meu lado. – O médico estava te comendo com os olhos.

–– Era? – eu disse rindo. – Será se vou lá pegar o telefone? – como se eu tivesse coragem, falei mesmo só pra... Fazer ciúmes?

–– Você que sabe. – ele rolou os olhos. – O motorista chegou, que pena. – tive a impressão que Pedro estava com ciúmes, mas afastei essa ideia de minha cabeça.

(...)

Depois de ir ao hospital Pedro veio me deixar em casa, não conversamos muito no caminho ainda estava aquele clima tenso entre nós.

Era bom estar curada, a única coisa que me deixou chateada era que eu teria que voltar para aquela escola. Eu já estava quase me esquecendo do que havia me feito me machucar. De repente aquela cena veio em minha mente, me contraí.

(...)

–– Olha quem está de volta. – uma loira aguada falou assim que eu estava entrando na escola. – Coisa boa não dura muito.

–– Fiquei sabendo que ela estava doente. – a outra sussurrou para a amiga.

Fui para a minha sala, assim que entrei algumas das pessoas que já estavam lá me olharam com aquele mesmo olhar. Queria continuar com o tornozelo torcido, ai eu não teria que vir pra essas escola nunca mais.

Não vi Pedro até o intervalo, enquanto eu estava na fila pegando um lanche, ele se encaminhava até mim metade das meninas o seguiram com aquele olhar de cobiça e em seguida me fuzilaram com o olhar.

–– Hoje vamos sentar aqui mesmo. – ele informou-me. Peguei o meu lanche e o segui até a mesa que ele sempre sentava.

–– Você deve ser a coisa mais interessante dessa escola. – eu disse olhando em volta. As meninas não tiravam os olhos de nós, cochichavam algo enquanto nos olhavam.

–– Parece que sim. – ele disse de forma entediada. – Vicki quer que você saia com a gente hoje. – nesse momento eu me engasguei com o suco.

–– Q-Que? Vicki sua namorada? – eu tinha cara chocada.

–– Só se você conhece outra. – ele fez cara de obvio.

–– Bem... Talvez não seja uma boa ideia. – abaixei a cabeça.

–– Por quê? – ele parecia ter feito o que eu não consegui, fingir que NADA havia acontecido. Resolvi entrar no jogo também.

–– Nada. Sabe, pode ser uma boa ideia.

Passei o meu olhar pelo refeitório e me deparei com uma visão no mínimo estranha para mim. Josh vinha entrando no refeitório, senti um frio percorrer minha espinha, tive vontade de correr. Mas não foi isso que eu estranhei, foi o fato dele ter as duas pernas quebradas e estar em uma cadeira de rodas.

–– O que aconteceu? – eu perguntei para Pedro.

–– Justiça? – ele me olhou de maneira debochada e depois riu.

–– Olha quem voltou. – Josh disse assim que passou por nós. – Obrigada vadia.

–– Do que você está falando?

–– Quer quebrar o braço também? – Pedro disse de forma ameaçadora. – É melhor você não dirigir a palavra a ela. – nunca vi Josh com medo do Pedro. Ele apenas saio de perto de nós.

–– Pedro você fez isso? – eu disse me levantando.

–– Aqui não Selena. – ele agia de uma forma fria. As vezes eu tinha certeza que Pedro tinha uma dupla personalidade.

Apenas me virei e saí do refeitório, fui para o nosso lugar. Pedro me seguiu, eu queria falar com ele a sós.

Parei atrás da escola, alguns flash vieram a minha mente, sacudi a cabeça para apagar aquelas imagens.

–– Se você quer saber... Não fui eu. – ele se apoiou na parede. – Não com as minhas mãos...

–– Você mandou quebrarem as pernas dele?

–– Ele vai ficar bom de novo, infelizmente
.
–– Quem é você? – passei meus braços em volta de mim mesma na tentativa de afastar aquela sensação de mim.

–– Só queria que ele pagasse pelo o que fez com você. – ele veio em minha direção. – Ele não vai se meter com você Ka. – ele me abraçou, mas eu fiquei estática, não consegui retribuir nem nada. – está com medo de mim? – ele sussurrou em meu ouvido. Não respondi, só deixei que ele me abraçasse.

Notas finais
Beijim