A Aposta - Lonely Girl
12 Capitulo 12
Notas iniciais
Senti Josh me puxar pelo braço me erguendo do chão e me jogando contra a parede, meu corpo teria deslizado de volta para o chão se ele não tivesse me prendido a parede com o seu corpo. Senti uma ânsia de vomito por ele está perto de mim.
–– Aposto que não fez jogo duro pro Ramos. – ele segurou forte em meu cabelo. – Não adianta tentar fugir. Depois de mim é a vez deles Karina. – Jake e Cody riram.
–– Por favor, me mata. – eu já não tinha forçar, eu estava preste a desfalecer.
–– Quem sabe depois que a gente terminar com você.
–– Vê se não maltrata muito ela Josh. – Jake disse batendo no ombro do amigo. – Eu ainda quero provar também. – aquilo me deu nojo, eles falavam como se eu fosse um pedaço de carne.
Eu senti as mãos de Josh tentar invadir a minha blusa, tentei lutar. Ele mandou que Jake e Cody me segurassem para ficar mais fácil. Eu queria morrer, morrer era tudo o que eu queria no momento. Eu pedi, implorei a Deus para que eu morresse antes que eles me tocassem, eu preferia a morte me entregar a qualquer um deles.
–– SOLTEM ELA! – eu agradeci com todas as minhas forças por Pedro ter aparecido, mas era três contra um. Talvez as coisas só ficassem piores.
–– Olha quem veio salvar a donzela. – Cody zombou. – Fala sério Pedro, deixa de ser egoísta cara. Agora é nossa vez também.
–– Se você abrir a boca pra falar besteira... – Pedro cerrou os punhos. – Soltem ela.
–– Cai fora Ramos, a gente esta se divertindo. – Jake e Cody me soltaram, meu corpo deslizou para o chão de imediato, eu não tinha forças e todo meu corpo tremia.
–– Como você ousa tocar nela? – a voz do Pedro emanava raiva. – Eu vou te matar seu desgraçado.
–– Vamos acabar com ele e depois nos continuamos pessoal.
Josh tentou socar Pedro, mas levou um soco do mesmo. Eu nunca tinha visto Pedro brigar, ele não era ruim, na verdade era muito bom. Cody empurrou Pedro que bateu contra a parede e deslizou até o chão, em seguida Jake o segurou em um braço acompanhado de Cody. Os dois imobilizaram Pedro, segurando-o para que Josh
o socasse. Ele deu um soco no estomago de Pedro o que o fez tossir.
–– Parem, o deixe ele em paz. – eu tentei ajudar, mas Josh apenas me empurrou pra trás.
–– Fica fora disso Karina. – Pedro disse tossindo.
–– É Karina fica fora disso. – Josh repetiu com voz zombeteira. – Depois dele a gente vai ser só seu. Nesse momento Pedro pisou no pé de Jake o que o fez solta-lo, em seguida ele lhe deu um soco com a mão livre. Jake caiu no chão com a boca cheia de sangue. Josh foi para cima de Pedro, mas levou um chute que o fez cair no chão. Cody com medo soltou o braço de Pedro.
–– Seu merda. – Josh praguejou. – Quem vai te matar sou eu. – nesse momento eu o vi puxar um canivete do bolso, aquilo me apavorou. Pedro recuou para trás enquanto Josh apontava o canivete pra ele.
–– Pensa que vai me matar com isso? – Pedro provocou.
–– Pedro... – eu nunca pensei que viveria algo assim, meu coração devia estar a mais de mil por hora.
–– Você já era Ramos.
Josh correu na direção de Pedro com o canivete, pronto para furá-lo. Eu nunca me perdoaria se algo acontecesse ao Pedro por minha culpa, eu não poderia mais viver. Pedro segurou na mão de Josh tentando desviar, os dois travaram uma luta. Eu não podia simplesmente olhar, eu tinha que fazer algo. Sem pensar direito eu pulei nas costa de Josh tentando fazê-lo perder o equilíbrio, ele virou com força o que
me fez perder as forças, fui arremessada no chão. Com o baque eu senti meu tornozelo doer fortemente, gritei de dor. Provavelmente eu havia quebrado algo.
Aproveitando a distração de Josh, Pedro o deu um soco com todas as forças o derrubando no chão. Pedro pegou o canivete e apontou para Josh.
–– Isso Pedro, me mata. – ele provocou. – Derrama sangue na frente da sua namoradinha.
–– Eu não sou como você. – Pedro abaixou o objeto pontiagudo. – Sai daqui. – ele disse cerrando os dentes com raiva. – Essa é a ultima vez que você toca nela, da próxima eu não vou ter pena de você.
–– Isso não vai ficar assim. – os três se levantaram mancando e sacudindo as roupas e saíram.
(...)
Meu tornozelo doía muito, era uma dor cortante eu tinha vontade de gritar. Sentei-me arrumando a minha blusa e limpando as lágrimas em meu rosto. Pedro estava de pé, o rosto dele não estava muito machucado, só tinha um pequeno inchado logo abaixo do olho direito.
–– Ka me desculpa. – ele veio em minha direção e se abaixou ao meu lado me apoiando nele.
–– Não tenho do que te desculpar. Tenho que agradecer. – o abracei com força, foi mais um impulso. – Se você não tivesse chegado... – eu não consegui continuar a frase.
–– Se eu não tivesse te deixado eu estaria aqui desde o começo. – ele enxugou minhas lágrimas. – Você está bem?
–– Meu tornozelo está doendo. – ele pegou no meu tornozelo o que me fez gemer de dor.
–– Acho que não está quebrado. – ele foi até onde minha blusa de frio estava jogada e a pegou. – Eu vou te levar para o hospital.
Eu não tive tempo nem de pensar quando o senti me levantar do chão me pegando no colo, senti meu rosto arder, ele me apertou contra o seu peito, senti-me tão segura nos braços dele.
Saímos pelos fundos da escola para não chamar a atenção de ninguém, ele caminhou comigo em seus braços até um carro preto, o tal carro que as garotas falavam só podia ser esse, um porsche. A pintura preta reluzia com a luz fraca do sol que entrava pelas nuvens carregadas. Eu nunca pensei que andaria em um carro como esse.
Ele me colocou no chão para abrir a porta do carro. Sentei-me no banco do passageiro com a ajuda dele, meu tornozelo doía muito. Não demorou muito ele abriu a porta do lado do motorista e entrou.
–– O meu material. – lembrei-me de minhas coisas que ainda estavam na sala.
–– Fica ai dentro do carro, eu vou pegar. – ele fechou a porta e depois a abriu novamente. – Trava a porta.
–– Okay.
Não demorou muito ele voltou e colocou os meus matérias e os dele no banco de trás do carro, entrando no mesmo em seguida.
–– Eles não ti fizeram nada, não é? – ele disse apertando o volante com força.
–– Não. Você chegou a tempo. – eu agradeci mentalmente.
Pedro não respondeu nada, apenas pisou fundo no acelerador. Aquele carro não andava, praticamente voava sobre o asfalto.
–– Pedro você precisa me prometer que não vai contar isso para ninguém. – eu disse o olhando.
–– Como não? Olha o seu estado, eles precisam pagar.
–– Pedro eu não quero fazer a minha mãe passar por isso, ela não pode saber. Prometa-me que não vai contar.
–– Eu não sei...
–– Por favor.
–– Tudo bem, eu não vou contar. – ele suspirou. – Mais como vai explicar a sua perna?
–– Eu vou dizer que caí. – ele freou o carro no semáforo.
–– E enquanto a isso? – ele apontou para as marcas roxas em meu braço. – Vai dizer o que?
–– Que foi por causa da queda. – olhei para os meus braços, tinha alguns pontos roxos ali.
–– Aquele filho da mãe. – ele praguejou enquanto acelerou o carro.
Fale com o autor