A Aposta - Lonely Girl

29 Capitulo 1 - II temporada


Notas iniciais
Ola gatonas.. volteiiii. Capitulo pra vocês *-*

–– O que você deseja?

Sextas sempre era um dia lotado no Dinner’s. Era o dia em que eu mais trabalhava.

–– Eu vou querer um suco de laranja e uma torta de maçã. – a loira à minha frente disse, enquanto se olhava no espelho, sem sequer se dar ao trabalho de me olhar. Era como se eu fosse um nada.

–– Eu já trago. – sorri forçado. – Suco de laranja e torta de maçã pra mesa oito, John.

–– Saindo em um minuto!

Olhei ao redor e me perguntei como eu havia parado ali. Na verdade, eu sabia muito bem...

Depois de deixar New Jersey com minha mãe, viemos para New York. Tudo estava combinado, mas tudo deu errado e não tínhamos mais como voltar. Havíamos nos desfeito de tudo em NJ.

Assim que minha mãe começou no novo emprego, ela começou a sentir-se mal. Foi aí que descobrimos que ela estava doente e não poderia mais trabalhar.

(...)

–– O tratamento é muito caro? – eu conversava com o médico, enquanto minha mãe terminava de se vestir.

–– Não vou te enganar, é um tratamento caro.

–– Ela não pode mais trabalhar?

–– Eu aconselho que não. Pode agravar ainda mais o estado de saúde dela.

Saí do hospital totalmente sem chão. O tratamento que minha mãe precisava nem sequer era disponível em um hospital público. Eu me sentia culpada; nós não devíamos ter saído de NJ. As coisas pioraram depois que saímos de lá. Só podia ser uma praga bem jogada em mim.

–– Eu posso trabalhar mais leve. – minha disse no ônibus no caminho para casa.

–– Não, mãe. Você não pode mais trabalhar. – eu prendi o choro. – Eu já estou bem grandinha, já faz quatro anos que saímos de New Jersey. Eu já tenho 21 anos, não sou mais aquela garota. Eu posso cuidar disso.

–– Não quero que você saia da faculdade.

–– É uma faculdade horrível. – e era mesmo. – Eu tranco por uns tempos, e depois eu volto.

–– Não.

–– Já chega, mãe. Eu decidi. – eu disse decidida.

–– Não era para ser assim... – lágrimas desceram pelo rosto dela.

–– Mas é, mãe... Não podemos fazer nada.

(...)

–– O que aconteceu, filha? – minha mãe correu até mim vendo o estado que eu me encontrava; meu corpo tremia.

–– Eu fui assaltada. – sentei no sofá, abaixei a cabeça e comecei a chorar descontroladamente.

–– O importante é que você está bem, não te fizeram nada. – ela acariciou os meus cabelos.

–– Eu tinha acabado de receber, o que vamos fazer?

–– A gente dá um jeito. Eu posso falar o Senhor Lujan para nos dar um prazo maior.

–– Já está atrasado, ele não vai aceitar. – eu enxuguei as lágrimas. – Eu vou pensar em algo.

(...)

Acordei com o corpo todo doído e o meu psicológico estava um caos. Pensei em não ir trabalhar, mas do jeito que John é mesquinho, me demitiria na hora.

Tomei um banho e coloquei o uniforme de garçonete, por cima, um casaco e saí sem falar com minha mãe. Ela não precisava ver minha cara desesperada.

–– Karina. – era o senhor Lujan. – O aluguel!

–– Claro, na volta eu pago. – eu disse sem nem mesmo me virar e saí correndo para pegar o metrô a tempo.

Quando cheguei na lanchonete, John começou a dizer que eu estava atrasada e que da próxima vez ia me demitir. Tive vontade de gritar na cara dele e mandá-lo ir para um lugar nada agradável.

Peguei o bloco de anotações e fui atender os clientes que começavam a chegar. Novamente, eu coloquei o meu sorriso falso como se nada nunca estivesse errado.

(...)

Notas finais
Annabeh e Danny (Créditos)