Notas iniciais
Gente essa é a minha primeira historia original, eu espero mesmo que voces gostem dela, que a comentem. Bjs

Era interessante de ver como Novembro atraia as pessoas umas as outras, como as famílias ficavam mais unidas com o inverno rigoroso e como as pessoas se tornavam mais apreensivas com as eleições. Sim, as eleições para presidente dos EUA estavam para acabar, os partidos eram conhecidos pelas cores, azul, verde e vermelho, as cidades americanas divididas por seus candidatos e as estatísticas começavam a ser feitas em cada cidade, mas não era só de cores que os partidos eram conhecidos.

Os eleitores do partido azul eram conhecidos como luminários, a principio de seu candidato, Michael Smith, usar muito dos ideais iluministas em sua campanha.

Os do partido verde eram conhecidos como preservados, pelo motivo de que sua candidata, Susan Lovine, ser uma mulher ecológica de mão cheia sempre defendendo a natureza e os animais em sua campanha.

E os do partido vermelho eram conhecidos como rebeldes, a maioria de seus eleitores são ateus e sua candidata, Agatha Lucius, não costuma chamar muita atenção em sua campanha, mas tem fieis seguidores por onde passa, sem sombra de duvidas, ela é a queridinha do povo.

Carros de som rondam as cidades dia e noite, cartazes são colocados em todos as paredes, parece que é o próprio povo que faz o trabalho todo.

–E então, em quem você vai votar Miguel? –sentados em um restaurante comum do centro de Rockville, o detetive Miguel e seu amigo Júlio esperavam o pedido que tinham acabado de fazer, o assunto em que Júlio tocou é o mais comentado no momento em todos os lugares.

Miguel o olhou rapidamente e depois voltou a olhar o cardápio.

–Ainda não sei. –o jovem de cabelos dourados e lisos, com seus olhos azuis da cor do profundo mar respondeu ao amigo. –E você? –sua curiosidade falou mais alto.

Júlio sorriu com seu sorriso doce, seu rosto era tão limpo de espinhas e de qualquer coisa que parecia rosto de criança, seus cabelos eram castanhos escuros e seus olhos de um cintilante verde.

–Eu? Claro que em Agatha! –ele se encostou na cadeira cruzando os braços. –Ela é linda, é charmosa e acima de tudo, é muito gostosa. Que pessoa não votaria nela? –ele indagou e Miguel colocou o cardápio na mesa.

–Então vai votar em uma mulher para ser sua presidente só porque ela é gostosa? –Miguel arqueou uma das sobrancelhas e sorriu torto.

–Isso mesmo. Eu não sou ecológico e muito menos sigo os ideais iluministas, também não sou ateu mas ela já é algo que o publico quer, algo bata de frente com as ideias da igreja. –Júlio comentou e Miguel sorriu, nunca ouviu tanta besteira de uma pessoa só, mas não falaria nada, afinal ele era seu melhor amigo e colega de trabalho.

A garçonete chegou com dois X-Burgers, duas latinhas de cerveja e uma porção de batata-frita. Colocou sobre a mesa dos rapazes e saiu.

–Que ótimo, estava morrendo de fome. –Júlio esfregou as mãos e pegou o X-Burger.

–É mesmo, desde ontem eu não como nada, ficamos o tempo todo correndo atrás dos traficantes da zona Norte. –o loiro comentou pegando o X-Burger e o enchendo de mostarda e pimenta, o moreno deu a primeira mordida e deu um gole na cerveja.

Miguel fez o mesmo, ficou com a consciência pesada um pouco por não ter agradecido formalmente pelo alimento, mas procurou não ligar pra isso. Os rapazes terminaram e se levantaram da mesa em direção ao balcão para poder pagar a conta, quando do nada o celular de Miguel começou a tocar a musica Smells Like Teen Spirit de Nirvana, a banda favorita do loiro.

Ele atendeu e se distanciou um pouco para falar mais calmo enquanto Júlio conversa com atendente loira com incríveis lábios carnudos e vermelhos.

–E ai linda, trabalha aqui a muito tempo? –por mais que a cantada fosse antiga, ele não perderia a chance de flertar com a moça.

Um pouco de tempo depois, Miguel volta e paga a conta rapidamente, Júlio estranha a rapidez do amigo e toca seu ombro.

–O que foi cara? O que aconteceu? –ele perguntou e o amigo o olhou.

–Outro assassinato, dessa vez em um hotel em Washington. –Miguel falou colocando o cinto que levava as armas e depois colocou o casaco preto.

–Mas outro? Esse cara deve esta matando por brincadeira, só pode, só semana passada tivemos mais de 12 mortes e suspeitamos que seja a mesma pessoa! –Júlio pagou a conta e saiu do restaurante indo em direção ao carro preto estilo anos 80.

–Pois é, mas dessa vez não foi um traficante, nem um padre e nem um bispo. –o loiro comentou abrindo a porta do carro entrando no banco do motorista e o moreno de olhos verdes no banco do passageiro da frente.

–E foi oque? –Júlio perguntou ligando o radio local para escutar as ultimas noticias.

–Um senador. –Miguel respondeu e Júlio o olhou, respirou fundo olhando para frente.

Em pouco tempo eles estavam em Washington, chegando na frente do hotel eles já podiam ver varias viaturas da policia no local, interditaram o hotel e tiraram as pessoas de dentro. Eles saíram do carro e andaram até a delegado que estava do lado da porta do hotel, o cumprimentaram.

–Olá delegado. –Júlio sorriu de lado colocando as mãos nos bolsos do casaco.

–Quem são vocês? –o delegado perguntou as fitando bem curioso, eles colocaram as mãos dentro do casaco e tiraram os distintivos dourados dele.

–Sou Miguel Holder e esse é meu parceiro Júlio Ronald, somos detetives de Rockville, e recebemos um chamado daqui de Washington sobre um homicídio hoje cedo. –Miguel explicou guardando o distintivo no casaco.

–Rockville é? –o delegado estendeu a mão para cumprimentar Miguel. –Sou James. –ele logo soltou a mão do loiro para cumprimentar Júlio.

–Será que poderia nos dizer o que aconteceu? –o jovem moreno perguntou ao delegado que colocou as mãos no bolso e olhou para o prédio.

O delegado James era um homem experiente na área de criminalística de Washington a mais de 20 anos e ficou um tanto impressionado por ver detetives tão novos em um caso como esse.

–Bem, isso é um simples caso de homicídio por desavença politica. –ele comentou colocando as mãos na porta. –Pelo que eu ouvi, ele foi asfixiado com a mão de alguém e depois sofreu varias lesões de faca na região do abdômen e do peito. –ele explicou.

–Então a pessoa queria ter certeza de que o senador estava morto e ainda o esfaqueou. –Júlio pensou alto.

–Isso, mas temos que saber da necropsia se ele morreu antes ou depois de ser esfaqueado. –James comentou olhando para os dois rapazes.

Alguma coisa não estava batendo, a uma semana exata havia ocorrido 12 assassinatos em Rockville entre eles tinham traficantes, padres, comerciantes e um bispo, e agora um senador em Washington. Eles pensavam a mesma coisa, podia ter algo ligado a essas mortes, poderia ser o mesmo assassino, mas a questão do quebra-cabeça era que ele era alguém muito esperto, nunca deixava pistas nem rastros, até suas digitais nas armas dos crimes sumiam sem logica alguma.

Nunca um assassino conseguiu enrolar a policia americana e é por isso que ele já estava virando uma obsessão dos militares.

–Desculpe a pergunta, mas que partido ele apoiava? –Miguel perguntou desconfiado.

–Os rebeldes. Ele apoiava Agatha e era algo ótimo para ela, pois possivelmente arranjava muitos votos para sua campanha. –o delegado de cabeços grisalhos falo para os dois jovens.

–Entendo. –Miguel comentou. Ele olhou para Júlio e o fez a mesma coisa.

–Pode ter sido um luminario. –Júlio falou olhando o amigo, Miguel então respirou fundo.

–Ou um preservado, temos que investigar. –ele falou andando até o carro enquanto Júlio se despediu do delegado.

–Investigar? Como faremos isso? Não podemos fazer isso um por um, sabe quantas pessoas apoiam os dois partidos? –Júlio argumentou, claro que achando a ideia um absurdo, Miguel abriu a porta do carro e entrou, Júlio fez o mesmo ainda esperando uma resposta.

–Não vamos investigar os eleitores, vamos investigar quem poderia provocar algo desse tipo como um homicídio. –Miguel ligou o carro e deu partida.

–Quem?

–Michael Smith e Susan Lovine. –Miguel então o respondeu.

Notas finais
O que vocês acharam? Esta bom? Precisa melhorar? Por favor me falem, comentem!