Notas iniciais
Enjoy


Quatro ninjas em frente ao portão de Konoha sendo informados pelo líder do time para que se aprontassem. Uma missão que era encarada com enfado por uns e animação por outros.

— Como assim vamos fazer uma missão com uma Anbu? – Perguntou Naruto confuso. Nunca saíra em missão com alguém daquele seleto esquadrão, além de Sai, obviamente.

Mas Sai não contava.

Yamato respirou fundo, pedindo paciência a Kami, pois ele quem lideraria aquela missão. Sakura e Sai apenas os observavam. Como sempre, assim que informado, Naruto começou a colocar questões.

— Vamos proteger o Senhor Feudal do País do Fogo por duas semanas, Naruto. Custa tanto entender isso? Essa garota vai ser um auxílio na nossa missão. E Sai estará como um Anbu Ne também. – Explicou Yamato entediado. – Em duas horas no portão principal de Konoha.

Duas horas depois, eles se encontravam no portão de entrada esperando a Anbu, que aparentemente estava atrasada, mas nenhum deles notara a figura de pé, em cima do pequeno telhado no portão, com cabelos balançando a leve brisa.

Observando e medindo. Calculando sem ser notada, da mesma forma que fazia a anos sem que tomassem ciência da presença dela.

— Ela sempre foi pontual. – Disse Sai procurando ao redor. Ele imaginava que a garota estivesse escondida em algum lugar observando. Era típico dela fazer aquilo, mas encontrá-la... Não, ele duvidava muito que conseguisse.

— E continuo sendo. Estou observando faz uns dez minutos. – Retrucou uma garota surgindo de repente. Ela trajava uma capa branca e a máscara de Anbu, um capuz, e sua voz era uma jovial, como se talvez tivesse a idade deles.

— Nos espionando, seus companheiros de missão? — Yamato questionou, mesmo sem estar surpreso com o fato.

— Me chamo Keiko. – Se apresentou, prontamente retirando a capa, a máscara e o capuz. O queixo de Naruto caiu ao ver a bela garota em frente deles que não parecia mais uma Anbu, usava uma roupa com muito laranja e tinha um grande pergaminho nas costas.

Sai observou aquilo com curiosidade. Keiko usando laranja? Ela definitivamente fizera o dever de casa.

Os cabelos eram ruivos e lisos, batiam na altura dos seios. Tinha belos olhos azuis perolados e uma pele clara e sedosa. A bandana de Konoha estava amarrada na área da coxa, por cima da calça laranja.

— É assim que são as mulheres da Anbu Ne? Se for, eu quero entrar também. – Murmurou Naruto o mais baixo que pôde, porém Sakura o ouviu e lhe deu um tapa na cabeça. Naruto tinha que desrespeitar a Anbu justo de cara?

A ruiva fingiu que não ouviu a fala do Uzumaki.

— Cortou o cabelo. Bastante, pelo visto. – Disse Sai para ela. Esta deu de ombros e fez vários selos rapidamente e, em seguida, o pergaminho diminuiu de tamanho suficiente para colocar na bolsa de ferramentas.

— Resolvi cortar, não faz muita diferença mesmo. Daqui a umas semanas estará do mesmo tamanho que antes. – Disse Keiko indiferentemente.

— Eu não imaginei que uma garota da Anbu fosse... – Naruto começou, porém parou, na dúvida da palavra certa que deveria falar. Keiko revirou os olhos ao ouvir.

— Normal? – Ela sugeriu. Talvez, se ela parecesse normal ao menos...

Naruto assentiu, pensara em vários adjetivos, contudo nenhum que ele pudesse dizer sem apanhar. A garota era absurdamente bonita, mais do que jamais pensara.

— Bem, Keiko, nós somos o time Kakashi. Esses são Naruto e Sakura, e o Sai que você conhece. Eu sou Yamato, o capitão interno. – Yamato fez questão de se apresentar, pois tinha a certeza que já saíra em missão com aquela garota, a reconhecia apenas pela voz.

Ela não demonstrou sinal algum de reconhecimento, porem, esperar isso de alguém como ela era tolice.

— Entendo. Muito bem, vamos? – Perguntou Keiko fazendo o mesmo jutso que fizera com o pergaminho, só que dessa vez na capa e na máscara de Anbu.

— Vamos. Devemos chegar ao centro do País do Fogo em três dias, mas sendo que estamos adiantados, iremos primeiro parar na Vila de Fontes Termais aqui perto. – Disse Yamato fazendo que Naruto já começasse a comemorar.

A Anbu ruiva não demonstrou aprovação e nem repreensão. Eles não ouviram o som da voz dela novamente durante todo o caminho.

Quando chegaram ao hotel onde passariam a noite, pediram três quartos. Keiko ficaria no mesmo quarto que Sakura e Naruto ficaria com Sai. Yamato ficaria sozinho.

— Ei, ei, Sai. – Naruto o chamou quando estavam na fonte com Yamato. Do outro lado estavam Keiko e Sakura, na fonte das mulheres.

— Sim? – Sai questionou.

— Aquela garota, a Keiko, ela parece meio distante. Qual é a dela? – Perguntou Naruto – Eu esperava uma garota estranha ou uma velhota da idade do Kakashi-sensei. Só que ela deve ter mais ou menos a nossa idade e ainda por cima é uma gata. – Terminou Naruto olhando Sai com expectativa, o mesmo o olhou como se ele fosse louco.

Naruto não estava particularmente interessado nela, o que nem fazia sentido, porém uma curiosidade absurda o dominara.

— Ela apenas teve o mesmo problema que os outros Anbus da Ne: teve que matar os seus sentimentos à força e alguns escolheram fazer isso... Muitos falam que ela não teve escolha. — Explicou Sai indiferente. — Ela é o tipo de garota que você não deve mexer com, é conhecida como a Ne mais impiedosa.

Naruto engoliu em seco e assentiu.

[...]

Enquanto isso, na fonte termal das mulheres... Ao contrario de Sai e Naruto, as duas estavam num silencio sepulcral, coisa que incomodava muito Sakura. A rosada esperava que a Anbu se soltasse mais quando estivessem sozinhas, mas Keiko seguia parecendo tão indiferente quanto antes. Tão silenciosa quanto antes.

— Keiko? – Chamou Sakura e a garota a olhou com uma sobrancelha levantada. — Quantos anos você tem?

Keiko a olhou, desviando em seguida os olhos para a água quente da fonte. Tinha feito aniversario alguns meses antes, mas isso não era algo que ela poderia mencionar.

— Tenho 15 anos. – Respondeu ela indiferente. Keiko era uma mulher bonita, com um corpo espetacular, que chegava a dar certa inveja em Sakura. Seios fartos e cintura fina, coxas bem delineadas e tudo perfeitamente empinado. Fora que, provavelmente, muitos garotos olhariam para bunda dela se a vissem ali.

O que a estragava era aquela presente frieza, que Sakura notou que era a rotina dela. Ela não tirara a expressão indiferente do rosto nem por um segundo.

As duas ficaram em silêncio por alguns momentos. Silêncio não incomodava Keiko, era até agradável ao extremo e estava acostumada a ele já que vivia pela Ne. Ela não costumava sair, não interagia com ninguém de fora, e os únicos que a viram sem a máscara da ANBU foram Sai e Danzou. Ela não se envolvia com seus companheiros de equipe, quando havia algum. Além de também procurar não interagir com suas vítimas.

Sakura já não estava tão confortável, algo naquela garota gritava familiaridade. Algo nela gritava à Sakura que prestasse atenção, como se estivesse na cara e ela não notasse. Foi então que ela resolveu perguntar da família de Keiko.

— Sabe, porquê é que você não me fala quem são os seus pais? Eu conheço todos da Vila. Talvez eu os conheça. Sinto algo muito familiar em você! — Sakura exclamou, se animando com a possibilidade. Ela sabia que a garota era uma ANBU Ne, porém ela com certeza já fora criança e portanto, Sakura devia tê-la conhecido.

— Eu sei o que está pensando, não deve me ter conhecido na infância, eu já era Jounnin e ANBU aos 10 anos. Além de que eu não tenho família. – Esclareceu Keiko com uma frieza impressionante, a cada palavra sua voz parecia mais com uma pedra de gelo, fria e dura. Não era mais apenas indiferente. Lembrou-a de Sasuke quando ela disse sobre Naruto ser um idiota por não ter pais.

Como alguém que fora pego em seu ponto fraco. Ela sabia que todos os ANBU tinham um, o de Sai era seu Irmão que morrera, e parecia que o dela era sua família.

Keiko se levantou e saiu da terma, se enrolando numa toalha branca.

— Vou sair, cuidado para não cozinhar ai, garota do cabelo rosa. – Disse Keiko ainda fria. Depois que ela saiu Sakura bufou.

— Como se ela pudesse falar algo da cor do meu cabelo, com aquele cabelo cor de fogo. — Sakura murmurou. Não existia nada mais incomum do que cabelos vermelhos no continente deles, era quase impossível de se achar.

E ela ousava falar da cor do seu cabelo!