Notas iniciais
- Então, galera .... sinto muito. Eu to uma hora e meia atrazada. Ainda era aniversario da fanfic a uma hora e meia, mas eu estava trabalhando até meia noite e meia. Sinto muito. - Mas eu preparei uma surpresa de aniversario. Banner de capitulo, capa nova, sinopse nova, capitulo novo e o tão esperado bonus da fanfic, pelo menos o primeiro capitulo. Lembram? Aquele que prometi a séculos sobre a infanfic a da Kumiko? Eu nao esqueci, sabem. - E Sim, eu trabalho aos quinze anos KKKKKK' Não resisti a este comentario. Então, galera. Espero que gostem. - Pra aumentar os comentarios é o seguinte - to fazendo isso pq é niver da fanfic e quero um up. Não é do meu feitio pedir esse tipo de coisa. - Quem comentar recebe um Spoiler do proximo capitulo. Por MP! E quem recomendar lê o capitulo antes. Pronto. - Link do bonus: http://fanfiction.com.br/historia/451555/Beleza_Perpetua/ - Enjoy

Keiko observou o irmão trocar palavras com algumas pessoas, mas evitou falar com ele; ela conhecia a si mesma e sabia muito bem quais eram suas fraquezas. Naruto lhe deixava vulnerável demais, ele lhe trazia uma parte boa de si mesma que não tinha lugar na guerra. Ela não queria contato com ele ali. Naruto explicou que Tsunade convencera o Raikage a deixá-lo ir para o campo de batalha.

Keiko moveu os olhos para Dan quando ele perguntara quem era Naruto e porque Tsunade o mandara.

– Ele é o hospedeiro da Kyuubi – explicou Shikamaru, a alguns passos dela com um meio sorriso. – Ou como chamam um Junchuuriki.

– Ele?! – Dan questionou surpreso.

– Ele é um idiota que desde criança diz que vai se tornar um hokage – disse cruzando os braços. – É irmão dessa ruiva homicida também.

– Idiota? – Naruto questionou. – Pegou pesado, Shikamaru, mas agora que cheguei vou pegar todos eles.

– Mas agora ele nos faz acreditarmos que pode mesmo acabar se tornando um – disse Shikamaru sorrindo. – Tsunade-Sama está apostando tudo nele.

Dan divagou um pouco sobre as semelhanças de Naruto com ele e com o falecido irmão mais novo de Tsunade, que compartilhava o sonho de Naruto de se tornar um Hokage. Então lhe ocorreu: irmão da ruiva. Keiko. Ele observou a mulher a qual ele comparara a avó de Tsunade, que olhava com indiferença para o garoto.

Naruto deu o aval para atacar um dos Zetsus brancos enquanto Dan observava que somente Keiko permaneceu guardando a cela dele, junto da menina que ele não sabia, mas era Akane.

– Se você é a líder, os deveria ajudar – disse Dan tentando entender melhor a garota. Ela lhe despertava curiosidade; parecia ser muito importante na guerra.

Akane o olhou brevemente e, ao ver que Keiko não iria responder, ela tomou a palavra.

– Ela acha que participar de uma guerra é ser insensível e cruel o tempo todo, sem se importar sequer que a pessoa que ela mais ama está a alguns quilômetros e pode precisar dela – Akane disse impulsivamente, fazendo Keiko a olhar furiosa.

A menina se encolheu sobre o olhar da ruiva, mas não se arrependeu do que disse.

– Fique quieta, Akane, não se ganha uma guerra sendo fraco e se deixando levar pelas emoções. E ele não precisa de mim, Itachi está morto! – ela disse em um tom que amedrontaria até o Raikage. Era o tom de voz de alguém que apostaria tudo sem se importar com nada, alguém que não ligava para nada além de seu objetivo.

Akane tremeu ao se lembrar do pergaminho que marcava o verdadeiro objetivo de Keiko naquela guerra.

Dan não demorou a assimilar o que significava a pequena discursão entre as duas. Alguém muito importante para Keiko fora revivido e ela provavelmente estava lutando para não deixar isso a atrapalhar na guerra, além de tentar não se preocupar com o irmão, Jinchuuriki.

– Ser forte em uma guerra significa muito, mas isto não quer dizer que deve matar a si mesmo, pois mesmo que ganhe a guerra, terá uma vida após ela... E o que será da sua vida se tiver matado a si mesmo durante a guerra? O que irá restar? – Dan questionou em voz alta para Keiko, que lhe lançou um olhar frio. Ele sabia que aquela mulher o poderia selar e acabar com sua curiosidade, mas ele também queria ser de ajuda em algo na guerra.

Keiko parou de prestar atenção neles, tentando não refletir sobre o que Dan dissera. Ela sabia que era verdade, ela passara por aquilo. Há muito ela participou de uma luta contra Satsuki, onde ela lhe tirou a vida. Ela matou a si mesma para fazer aquilo e nada restou após, apenas mais guerra. A vila não ficou em paz, Itachi estava longe, e ela estava se afundando cada vez mais no que nunca quis ser. Naquele ponto ela já julgava não haver volta.

O Bunshin de Naruto ainda estava lá cerca de vinte minutos depois, mas algo além chamou a atenção dela em seu radar. Era o verdadeiro Naruto e ele estava em confronto. E era com ninguém menos que Uzumaki Nagato e Uchiha Itachi.

Keiko fechou os olhos e se concentrou em cada momento da luta que ocorria a tantos quilômetros. Seu desejo era usar seu jutso e ir para lá. Seu corpo estava se consumindo de vontade de usar o Hiraishin, de abrir um espelho no ar e assistir a luta como fizera com Danzo, mas sabia que não podia revelar aquela habilidade e sabia que não aguentaria apenas assistir.

– Keiko-sensei? – a voz de Akane a despertou e ela abriu os olhos.

Akane pôde ver que algo mudara. Os olhos dela pareciam angustiados e ansiosos, apesar de sua expressão não demonstrar absolutamente nada. O único que veria aquilo além dela seria Naruto, mas este estava muito distraído, brincando de procurar Zetsus brancos.

– O que houve?

– O verdadeiro Naruto entrou em combate com Itachi e Nagato, junto a ele está o Jinchuuriki do Hachibi, Killer Bee – disse ela com a voz o mais fria possível.

Akane quase sorriu. Keiko poderia ter Naruto como um pequeno fraco, mas ela deixava claro que ela o poderia superar facilmente. Agora, Itachi era um verdadeiro ponto de preção na muralha de frieza que a protegia. Ela guiara toda sua vida se baseando em Uchiha Itachi. Ela destruiu tudo o que possuía, até a si mesma pelo seu amor por ele. Por tudo que ele lhe ensinara. Ela se deixou ser manipulada por ele, seguiu todos suas ordens com perfeição.

Ele era tudo para ela. O amor dela pelo homem, mesmo ele estando morto, era doentio de tão intenso. Era assim que Akane via o amor de Keiko: uma doença da qual Keiko não poderia se livrar.

Uma das coisas que mais irritavam Akane era algo que Dan falara. Keiko teria uma vida após tudo aquilo. Ela era jovem, tinha apenas 16 anos, apesar de Akane não saber o quão próximo a ruiva estava de seu décimo sétimo aniversário. Ela era muito jovem e não podia aproveitar nada de sua vida por causa do fantasma de Itachi na vida dela.

Akane o odiava, porque amava Keiko e odiava ver aquilo tudo. Ela não sabia quase nada da história dos dois, mas sabia que era tudo por ele.

– O que fará? – Akane questionou após um momento. Keiko lhe encarou como se ela fosse insana.

– O que eu poderia fazer? Não há nada. Ficarei no meu posto e esperarei – ela disse suspirando.

Naruto bunshin não pareceu notar nada de errado. Depois de alguns momentos, foi até ela.

– Porque não está participando? – perguntou confuso.

O chakra laranja cobria todo seu corpo e lhe dava um aspecto flamejante; era a marca de que ele dominara a Kyuubi. Ele não via Keiko desde que ela o fora visitar em seu treinamento.

– Estou monitorando os outros campos de guerra, Naruto, suponho que não saiba o que está acontecendo com seu original – ela disse erguendo a sobrancelha.

– Não sei, mas claro que você sabe, tebbayo – ele resmungou incomodado e deu um pulo ao ser espetado com uma Sebon. – AQUI TAMBÉM? Tenho que ser espetado até em guerra?

– Pare de falar assim, então – ela retrucou friamente.

Dan estava quase rindo da discursão fútil dos dois, entendendo porque ela se mantivera longe do rapaz loiro. Ele distraía qualquer um.

Naruto observou a irmã por uns momentos. Ele notou o mesmo que Akane, os olhos azuis violetas de Keiko estavam perturbados.

– O que houve? – ele perguntou um pouco mais sério.

– Itachi. Campo de batalha. Com você. – Disse Akane, resumindo tudo.

Akane sabia pouco, Naruto sabia apenas um pouco mais que ela. Ele vira a reação de Keiko à morte de Itachi, ela lhe contara sobre como ele se tornara tudo para ela.

Era engraçado como ninguém sabia muito sobre Keiko. Tudo que eles podiam saber era o que juntavam com a convivência com ela e nem Naruto e Akane, que moravam juntos dela, sabiam muito. Quem sabia mais era Masaaki.

– Ah... Kumiko-chan... – Naruto murmurou sem saber o que dizer.

– Querem parar, vocês dois? – ela sibilou quebrando a máscara de calma e serenidade, demonstrando irritação. – Estamos numa guerra, pode ter gente ouvindo. Minha identidade deve ser o mais secreta possível.

– Isso é impossível. Todos estão comentando sobre sua luta com Satsuki. – Disse Akane indicando o óbvio.

– Mesmo assim, não devemos espalhar mais do que o necessário. Não sou o tipo de pessoa que quer um destaque na guerra, muito pelo contrário – ela disse irritada.

Por um momento, Keiko pareceu confusa, então entendeu. A luta havia acabado. Itachi havia recuperado controle do próprio corpo, o que lhe enviou uma onda de antecipação pelo corpo. Nagato fora selado, Naruto e Bee retornaram. Ela estivera tão distraída que quase não ouviu nada do que Naruto lhe retrucara.

Ele era lerdo, mas Akane notou algo.

– É relacionado a ele, não é? – ela perguntou. – Keiko, temos Naruto aqui, o esquadrão de selamento tem suas ordens. Se perguntarem, você foi fazer uma missão específica sua. Encontre com ele.

Keiko encarou a garota. Podia não parecer, mas Akane envelhecera alguns anos naquela guerra. Ela se amargurara um pouco também, de tanto ver como Keiko era. Ela assumira que queria algo diferente, entendera porque a mãe não a queria naquele mundo. Ela não era mais a menina perdida que Keiko pegara para treinar. Ela tinha um entendimento com Keiko, mesmo sem saber quase nada da vida da outra. Era culpa do sentimento que desenvolvera pela ruiva, era como se aquela pessoa amarga tivesse substituído o vazio que sua mãe deixara. Algo maior talvez.

– Não posso, Akane, não posso – ela sussurrou.

Mas ela queria. Até mesmo Dan podia ver que ela queria ir. Keiko nunca superara a morte de Itachi, nunca superaria. Ela o queria ver. Diferente do inicio da guerra, ela não tinha mais uma desculpa, apesar de ninguém saber. Itachi era controlado, um Edo Tensei. Ainda era, mas agora dominara o jutso.

– Pode e deve. Se vai realizar aquele jutso, o melhor é perguntar a ele se ele concorda – Akane usou a desculpa. Aquilo era algo que ela entendia de Keiko, uma das poucas.

O Jutso de ressureição da mais velha era algo que somente Akane sabia. Akane esperava que Itachi pudesse dissuadir Keiko daquilo. Ela não podia a perder também.

– Muito bem – ela suspirou, e olhou brevemente para Dan – Se algo sair da sua boca, revivido, tenha certeza que tua alma não terá paz.

Por um momento Dan teve a certeza que ela poderia mesmo, então ela desapareceu. Keiko não tinha ninguém marcado por seu hiraishin para chegar a Itachi, então apenas desapareceu da vista deles e abriu o espelho. Itachi ainda não se afastara muito da cena de sua luta com Naruto, ela o observou se afastando da cena.

Seu cabelo negro como as penas de um corvo balançando suavemente a brisa. Ele parecia o mesmo, exceto pelos olhos. Os olhos dele revelavam o que ele era.

Ela atravessou o espelho antes que seu compromisso com a guerra sufocasse seu desejo de vê-lo. Na ultima vez que o vira, Itachi que fora procurá-la; agora a situação se invertera de um modo cruel. Antes ele planejava algo que tinha chances enormes de resultarem em sua morte, por isto fora procurá-la; novamente a situação ocorria, contudo desta vez Keiko quem o procurava.

Ele estancou em um dos galhos, no exato momento em que ela alcançou o outro lado. Itachi ainda estava de costas no alto da arvore, enquanto a ruiva estava de pé no chão. Ainda usava a roupa de guerra.

Diferente da maioria, Keiko usava uma calça leve preta e sua usual blusa de tela que possuía um top nos seios com uma gola. Sua bandana da aliança estava amarrada logo no inicio de seu quadril, quase como um cinto preto com a marca da nova realidade das vilas. Sua espada embainhada no quadril, junto com estojos de armas e pergaminhos diminuídos.

Itachi se virou lentamente e olhou a jovem de cabelos cor de sangue que batiam abaixo do quadril, na metade das cochas. Ele não fazia ideia de quanto tempo havia se passado, mas pôde ver pelos olhos dela que fora o suficiente para ela. Ela não era mais a mesma. No dia em que ele a havia beijado, pouco antes de morrer, Keiko não era mais criança, mas fora pega de surpresa. Não era a mesma coisa. Ali ele pôde ver, ela não estava escondendo nada dele em seus olhos.

– Olá, Itachi — ela sussurrou sabendo que apesar da distância ele iria ouvir.

Ele saltou do galho para ela em um momento. Ele estava muito próximo dela, passou seus dedos pelo cabelo dela, pelo rosto muito lentamente.

– Kumiko... Minha Kimi — ele sussurrou. — Faz quanto tempo que morri?

– Vários meses. Quase um ano — ela respondeu. — Tempo demais. Me deixou despreparada naquele dia.

– Eu não poderia lhe dizer que iria confrontar Sasuke naquele dia. Não teria sido mais fácil, ainda mais depois que a beijei — ele deu um sorriso mínimo.

Itachi quase nunca sorria, pelo menos não desde o massacre do Clã Uchiha, porém aquele era um momento dos dois.

– Teria deixado a decisão contigo como sempre fiz, lhe ajudaria como sempre. Seguiria suas ordens como sempre. Nunca contestei suas decisões. Não começaria naquele dia — ela retrucou. — Quanto ao beijo... Não teria sido a primeira vez.

– Não mesmo. Contudo, nenhum de nós é uma criança agora — ele apontou o óbvio.

Keiko assentiu. E não ficou surpresa quando os lábios dos dois se encontraram. Eles não tinham mais tempo do que tiveram em seu ultimo encontro, mas, como na última vez, nenhum deles se importava. Não havia mais guerra.

Ela sentiu a árvore contra suas costas; as mãos de Itachi a segurando firmemente contra ele; seus lábios aprofundando o beijo que ela esperava há muito. Ele a segurava pela raiz dos cabelos, pela cintura, pelos braços e pelo quadril, enquanto a ruiva passava as unhas com força por cada centímetro de pele coberto ou não. Ele a ergueu na árvore, pressionando seu corpo contra o dela com força.

Perdera totalmente o controle de si novamente; agora quem o controlava era Keiko. Era sua Kimi. Suas mãos subiram lentamente pela cintura dela e desceram novamente, acariciando as pernas que estavam enroscadas em sua cintura. Tentava se controlar, mas era impossível; era Keiko ali. Mas o modo como ela o tocava indicava que ela queria muito mais que aqueles beijos.

Ela não teria parado se Itachi não tivesse rompido o beijo e a lembrado da guerra.

– E Sasuke? — perguntou depois.

Ela suspirou.

– Tenho uma aliança com ele. Desde que eu não interfira em sua luta com Naruto, ele será meu aliado contra Madara — ela viu o olhar confuso dele e explicou: — Ele me deu um sinal de que queria falar comigo, me perguntou minha relação contigo, lembrei-o de quem era. Então fizemos um acordo.

– Espero que Naruto o consiga levar de volta a vila. E espero que ele cuide de você. Imagino que já tenha adivinhado o quanto você significa para mim — ele passou os dedos pelo cabelo dela.

– Eu disse a ele que o amo — Keiko revelou com tudo que podia. Ela era péssima naquilo – revelar qualquer sentimento real sendo que passara tempo demais os suprimindo –, mas aquela foi uma exceção. — Eu falhei, sabe? Me disse para matar todo meu sentimento, mas não pude me impedir de lhe amar.

–Eu também te amo, Kimi, mas isso não importa agora e deve acabar. Eu morri. O que eu sinto por você e o que sente por mim deve ficar comigo. Mortos — disse ele em um tom frio se afastando um pouco dela.

– Não se eu puder impedir – ela retrucou. Os olhos de Itachi pareciam confusos, não havia precedentes para o que Keiko faria, ele sequer imaginaria. A menos que ela dissesse. – Eu desenvolvi um jutso de ressureição.

Ele a olhou por um momento. Itachi nunca a subestimou, não seria agora que iria começar.

– Espero que não tenha nada haver com o Rinne Tensei – quando ela negou, ele franziu a testa – Kumiko... Quem morreu deve permanecer morto, e tenho certeza que um jutso desse exige algo em troca.

– Não exatamente – ela murmurou com toque de frieza. – Lembra-se de incidentes estranhos que ocorriam quando você, Shisui e eu saíamos em missão pela NE? – quando ele assentiu, ela prosseguiu. – Não há tempo agora para detalhes, é muito complexo. Contudo, aquilo eram vestígios de um Kekkei Genkai oculto pela parte de meu pai.

– Tem que aceitar minha decisão e seguir em frente – foi a resposta dele. – Eu escolhi dar minha vida pela de Sasuke. Você não deve fazer nada para me trazer de volta a vida. Nem a mim e nem ninguém.

Itachi adivinhara o custo do Jutso. Ela tinha certeza. Nem mesmo o Kekkei Genkai proporcionaria aquilo sem um preço. Entretanto ela pretendia estar viva depois da guerra e já tinha algo que a manteria viva durante aquele jutso.

Mas aquilo era uma carta na manga; nem ele poderia saber.

– Não pode me impedir, Itachi – ela replicou calmamente. – Eu aderi tudo que me falou, segui com perfeição todas suas ordens para a proteção da vila, tornei disto meu objetivo de vida. Mas uma coisa que não irei ouvir de ti é um pedido de seguir em frente. Não irei viver sem você.

Ele não sabia o que fazer. Ele criara aquilo nela. Ele a mandou para NE e tirou toda a estrutura que ela tinha. Aquilo criou a pessoa que estava na frente dele. Keiko. Não era sua Kimi mais. Contudo ainda era a mulher que ele sempre amou, desde a mais terna infância dela.

Não. Ela ainda era sua Kimi. Sua Kumiko. Aquele apelido mostrava a sua discípula, a garota dedicada que sempre o seguia cegamente e confiava em tudo que ele dizia; que tinha seu carinho, que o cativava; que no final foi quem lhe ajudou, quem lhe apoiou; quem ele amou. Ela não era mais uma criança; ela tinha opinião própria, ela sabia o que queria ouvir ou não. Ainda confiava cegamente nele, mas agora ela tinha outro objetivo. Ela não o ajudou a se sacrificar, mas no final o estava tirando de seu sacrifício também.

– Eu te amo, Kimi, e admiro muito o que está fazendo, mas se for de fato me trazer de volta a vida, quero que esteja comigo – ele olhou dentro dos olhos dela, acariciando sua face com carinho. – Não importa o que faça. Fique viva.

– Ficarei – ela sussurrou. Seus lábios se uniram novamente.

A sensação era quase indescritível. Era como se tivessem sido mergulhados em lava, fervente, lenta e que esquentava a cada segundo. Tudo para ela era Itachi e tudo para ele era Kumiko. Para ele não existia Keiko; aquela era uma mascara que ela criara por sua ordem. Para ele, ela seria sempre aquela garota que lhe pediu para que ele fosse seu mestre.

Novamente era como se a guerra não existisse mais. Eles queriam apenas um ao outro. Não havia juubi, não havia Obito, não havia Madara...

Madara?! Keiko sentiu muito sutilmente. O Chakra poderoso e com muito mais sombras que vira em Sasuke em toda sua fúria. Por um breve momento ela havia voltado a guerra, entretanto os dedos de Itachi se embrenhando em seus cabelos vermelhos lhe tirou o foco.

Ele aprofundava o beijo, fazendo-a querer muito mais do que poderia. Então, um outro chakra entrou em seu campo de alcance. Provavelmente nenhum chakra a poderia fazer afastar Itachi.

– Sasuke está perto – ela sussurrou sabendo o que aquilo significava.

Era um adeus. Se ela morresse antes de fazer o jutso, nunca mais veria Itachi. Contudo estaria com ele. Keiko não se importava com nada, apenas queria estar com ele.

– Quero lhe fazer um ultimo pedido acerca de Sasuke – Itachi suspirou, chegando à mesma conclusão que ela.

– Qual? – ela perguntou. – Eu farei.

– Sei que está na guerra, mas Sasuke sabe da minha história. Não sei o quanto sabe sobre você, provavelmente bastante, mas quero pedir... Tente convencê-lo ao lado correto. Ele me seguirá decerto. Peço que nos siga, é bem provável que nos envolvamos numa luta com Kabuto. Não se envolva. No final, quero que o ajude se ele tiver sua mente novamente no lugar. Tenho impressão que algo mudará... – ele disse rapidamente, os dois já podiam sentir o chakra dele próximo.

– Sei o que fazer – ela assentiu.

Itachi se afastou e lhe lançou um ultimo olhar antes de se virar e se lançar em uma arvore.

Era a última despedida.