A Anbu

41 Aqueles que conhecem tudo


Notas iniciais
- Hey, minna! - Não me matem, eu sei que demorei muito, mas a fanfic esteve num pequeno Hiatus até que o mangá de Naruto acabasse, assim poderia já saber o que faria no final e digo que até agora não decidi exatamente como aplicarei a disputa Keiko e Obito. - Faz quase uma semana que Naruto teve fim e aqui estou eu. Eu teria demorado mais, todavia uma leitora nova esteve falando comigo por MP e acabou me insentivando. Foi absurdamente dificil escrever nessa fanfics depois de tantos meses. O que escreve em duas horas escrevi em dois dias. - De qualquer modo queria convida - los a entrar num grupo no facebook para quem lê minhas fanfics. - Link: https://www.facebook.com/groups/631287543613102/ - Agradeço pelos comentarios, os que ainda não respondi o farei agora, fiquei muito feliz com a quantidade do ultimo capitulo. - Enjoy

Keiko respirou fundo e tentou não se focar no que acontecia nos outros campos de batalha, mas era uma atividade árdua. Era violência demais, morte demais. Seu Kekkei Genkai e nem seu dom sensorial deixaria que ela passasse sem uma macula psicológica ou emocional daquilo. Estava abalada, mas jamais admitiria. Levar uma guerra e confrontar Itachi não eram duas coisas que combinavam a ela. O Uchiha lhe deixava total e completamente vulnerável, então antes de prosseguir com o que ele lhe pedira teve que se recompor.

No tempo que demorou a isso ela pode ficar para trás e Sasuke já deveria ter alcançado Itachi, então fez um simples conjunto de selos. O Jutso que usava era antigo, fora o primeiro jutso que ela criara um simples Genjutso que fazia com que sua presença fosse imperceptível até os pensamentos ou doujutsos. Seguiu pelas arvores seguindo os irmãos até o esconderijo de Kabuto.

Não se envolva, lembrou – se de Itachi lhe dizendo, então simplesmente se sentou num galho e aguardou com o Rinnegan ativado, para que pudesse ver com atenção tudo da luta que se passava. No momento Kabuto questionava Itachi sobre seu arrependimento a morte do clã Uchiha, dizendo que ele possuía coração mole ao declarar a infâmia do Jutso Edo tensei, que trazia de volta toda dor e tristeza a almas que já tinham recebido a paz. Ficou em silencio, meditando para si mesma.

Ela se arrependia de tudo que a levara ali? Fora um caminho de dor e sofrimento, mas fora o melhor para sua vila. E isso deixou que Naruto e Sasuke tivessem seus próprios futuros, fizessem suas próprias decisões, independentes dela e de Itachi. Ambos se tornando fortes a seu modo. Um pelas trevas, outro pela luz. Keiko sabia que não teria feito bem a Naruto crescer com ela e seus ideais tortos e cruéis, nem a Sasuke saber a verdade de seu clã. E acima de tudo, a vila permanecia incólume perante o poder dos Uchihas. Não se arrependia de nada, se é que ela tinha ainda aquele sentimento em si.

– Eles lutam bem juntos. – Keiko murmurou a si mesma enquanto Itachi e Sasuke enfrentavam Kabuto. Ela ficou particularmente irritada pelas técnicas de Kabuto terem sido criadas com experiências. Uma delas fora Karin, sua prima. A luta prosseguia num ritmo furioso ao mesmo tempo em que era bem cuidadoso. Itachi era assim, ele era como um vulcão. Por dentro ele era quente, fervente ao mesmo tempo em que lento e intenso. Não demonstrava quando iria explodir, mas quando o fazia não ficava pedra sob pedra.

Suspirou calmamente e passou os dedos pelo cabelo vermelho, tirando a presilha que segurava sua franja. A ultima coisa que viu antes de fechar os olhos e se recostar na arvore para esperar o final foi o vermelho intenso de seu cabelo.

[...]

– O que estão pretendendo? – Uma voz feminina soou na caverna se propagando pelas pedras. Sasuke olhou de canto a nova presença que entrara pela entrada principal, diferente de Juugo e Suigetsu, estes dois encaravam a sombria figura com confusão.

–Quem é você? – Suigetsu perguntou apontando pra ruiva, aparentemente indignado. E ela o ignorou totalmente, encarava Sasuke. – Hey! Não me ignore!

– Sasuke? – Ela ergueu as sobrancelhas ruivas e o Uchiha assentiu.

– Pretendo me encontrar com Orochimaru. – O rapaz disse calmamente, Suigetsu olhava de um pra outro.

– De onde vocês se conhecem? – Suigetsu parecia atordoado e Keiko continuou o ignorando. Já ouvira falar do rapaz, claro. Ela participava da organização de Danzo com Orochimaru, mas jamais o encontrara pessoalmente. E ele tinha uma fama semelhante a dela. A de assassino.

– Ela era discípula do Itachi. – Sasuke respondeu enquanto ia até onde Juugo estava. – Mas isso não é assunto para agora. O que quer aqui, Kumiko? Estou um pouco ocupado.

– Eu sei, estive observando. – Respondeu fazendo com que Sasuke lhe olhasse de solascio. Ela estivera ali o tempo todo e não fora notada? – Prossiga, não vim para atrapalhar. Será interessante rever a maldita cobra denominada Orochimaru.

Juugo estava em silencio, como sempre esperando ordens de Sasuke. Então Suigetsu, completamente apavorado com o rumo das coisas tentou novamente.

–Sasuke, deve estar querendo a ajuda do Orochimaru para desvendar este pergaminho, mas não precisa! Uma hora irá conseguir usar... – Suigetsu dizia quase histericamente tentando dissuadir o rapaz a sua empreitada de trazer Orochimaru novamente a sua forma antiga.

Keiko não duvidava que Orochimaru estivesse vivo. O homem era como uma praga que se proliferava onde quer que esteja e não parava nunca, ele sempre tinha um outro plano na manga. Ele sempre tentava. Era um símbolo da regeneração tanto quanto os Uzumaki eram da resistência.

– Isso é algo que só Orochimaru pode fazer. – Sasuke retrucou friamente e Suigetsu se desesperava mais a cada segundo, a ruiva apenas se aproximou mais para ver o que aconteceria a seguir.

– Mas você era o discípulo favorito dele não era? – Suigetsu tentou novamente. Keiko revirou os olhos, aquilo era tão caso perdido. Sasuke não mudaria de ideia, ainda mais com os argumentos falhos de Suigetsu. – Então por que você não...?

–Suigetsu! – Sasuke exclamou de onde estava, chamando a atenção do outro, que já tomava fôlego para outro argumento. –Não subestime o Orochimaru.

–Baka! Eu não o subestimo! É o contrario! Você só conseguiu vencer o Orochimaru por que os braços dele estavam inutilizados pelo selo da morte. – Suigetsu ainda estava histérico enquanto falava. – Você que o subestimou. Provavelmente se for revivido os braços dele ainda serão inúteis, mas ele ainda será perigoso. Irá atrás de seu corpo de novo. Se ele descobrir sobre essa guerra irá querer participar. Ele quer destruir a folha também... Isso significa que acabaríamos...

– Cale a boca, Hozuki. – Keiko foi quem o interrompeu daquela vez. O rapaz cerrou os olhos com raiva por isso. – Ele não irá parar. É mais fácil esperar quieto. E você fala demais.

– Quem você pensa que é para...? – Suigetsu dizia, mas um sorriso de canto dela para onde Sasuke estava o fez virar para onde o Uchiha estava com Juugo segurando o corpo inerte de Anko a sua frente e o selo tradicional feito com as mãos.

– Suigetsu. – Sasuke chamou o encarando. – Corte e traga uma parte da carne de Kabuto.

Keiko se aproximou de Sasuke enquanto Juugo explicava a composição da transformação de Kabuto a Suigetsu.

– Tem certeza? Orochimaru é imprevisível. – Ela disse calmamente, Sasuke a encarou por um momento. Itachi lhe mostrara um pouco de seu passado com a ruiva e isso lhe trazia certa inquietação dentro de si, não gostava da esquisita atração que sentia por ela.

–Tenho. – Isso tudo não o impedia de agir normalmente. Ele não era um idiota que não lidava bem com mulheres, estava acostumado a lidar com garotas apaixonadas, mas ignorar uma atração não era muito diferente. Ainda mais por saber que aquela tinha sido a mulher que seu irmão amara.

Juugo se aproximou deles e colocou a massa gosmenta branca que era a pele de Kabuto por cima do selo amaldiçoado de Anko, a pele escamosa rapidamente se fundiu a lisa de Anko e o selo amaldiçoado reluziu vermelho. Sasuke estreitou os olhos e fez uma quantidade de selos conhecidos.

– Quebra do selo da maldição. – Anunciou tocando o mesmo, imediatamente uma cobra branca maior que dois Pítons surgiram, do mesmo jeito asqueroso de sempre, Orochimaru saiu da boca da cobra, se arrastando para fora.

– Quem diria que seria você que facilitaria minha volta. – Orochimaru disse em sua voz sussurrada e rouca.

– Y – Yo! Quanto tempo... – Suigetsu gaguejou medrosamente se escondendo atrás do corpo de Kabuto, ainda sobre o efeito do Izanami.

– Orochimaru, tem algo que eu quero que faça para mim. – Sasuke dissera friamente enquanto se aproximava pelas costas do homem.

Arrogante. Keiko pensou observando silenciosamente.

– Não precisa explicar, eu estava observando de dentro da Anko o tempo todo. Eu coloquei meu chakra do jutso sennin nessas marcas. Elas são como parte da minha consciência. – Keiko suspirou cansada, aquilo era entediante.

Deixou que sua mente divagasse nos próximos minutos de dialogo, Orochimaru dissera que não tinha interesse na guerra, apenas no corpo do Sasuke. Keiko nesse momento teve dificuldades para manter a expressão contida, imaginou o que Akane diria daquele comentário. Aquilo fora tão gay que mesmo ela não pode deixar de pensar aquilo. Quando Sasuke fora entregar o pergaminho a Orochimaru ele o questionou sobre o que queria com “eles”, coisa que intrigou a ruiva.

– Tem muita coisa que não sei. Pretendo perguntar tudo a eles. – Fora a resposta do Uchiha.

– Não precisa saber de tudo, ainda é apenas uma criança. – Orochimaru retrucou.

– Está errado. Eu não sou mais uma criança. – Sasuke fechou os olhos preso em sua própria divagação – Não posso mais ser uma criança. Eu quero saber como tudo começou. O que eu tenho que fazer o que eu tenho que ser.

–Está questionando sua vingança? – Orochimaru perguntou e Sasuke abriu os olhos negros. Keiko estava atenta novamente agora, era interessante aquilo.

–Não. Não minha jornada pela vingança em si. Ver o Itachi novamente me fez odiar a folha ainda mais. É que quero entender como, mesmo na morte, Itachi ainda se considerava um Shinobi de Konoha. – Keiko desviou os olhos de Sasuke e andou até uma pedra, se apoiando e lembrando-se das dezenas de vezes que Itachi lhe dissera a resposta da pergunta de Sasuke. A primeira vez, no dia que se graduara na academia tinha sido a mais chocante, seu primeiro contato com o atual jeito ninja – Se importava e tentava proteger a vila que o desonrou. Quem era Itachi? O que era meu clã? O que é a Vila? Então quero saber de tudo para, finalmente, ter uma resposta. Preciso ver com meus próprios olhos e decidir por mim mesmo o que devo fazer.

– Tem todas as respostas aqui, Sasuke. – Orochimaru debochou e indicou Keiko, ainda de olhos fechados. – Esta mulher viu toda a jornada como ninja de Itachi de perto e tenho que certeza que sabe de tudo.

– O que sabe da minha história, Orochimaru? – Keiko perguntou de olhos fechados, mas com uma frieza impregnada em cada palavra que não necessitava que estivessem abertos.

– Danzo não foi tão fiel ao sigilo de sua identidade quanto pensa. – O Sennin retrucou então se virou ao Uchiha – Por que perguntar a eles? E não a ela?

– Pois sei o passado recente. Sasuke quer algo muito além, quer o principio, meio e fim. Eu posso de fato responder as suas perguntas, Itachi me deu a resposta delas dezenas de vezes e jamais esqueci uma palavra do que ele me disse em toda minha vida. Agora, quer saber de mim? Ou de pessoas que tiveram papéis mais centrais? Os criadores de tudo que conhecemos hoje? – Keiko abriu os olhos para encara –lo – Você sabe a resposta.

Ela já tinha deduzido tudo que ele faria. Pelo modo como ela falou Sasuke teve a certeza que adivinhara tudo com exatidão. Até onde ia o raciocínio lógico dela.

– Orochimaru. – Sasuke deu um comando simples e o Sennin assentiu. Não teria jeito.

[...]

–Poderia considerar isso uma basflêmia. – Keiko murmurou rispidamente a Orochimaru, que riu com ironia.

– Você só é sacerdotisa deste templo, pois não tem outras Uzumakis qualificadas. – O Sennin replicou e Keiko teve que admitir que era verdade. Ela não era uma sacerdotisa nata, não tinha religiosidade alguma. Entretanto ser um Uzumaki não tinha haver com religiosidade, era poder. Ir ao templo da família Uzumaki não era nenhuma blasfêmia, pois ela não acreditava em Deuses, mas acreditava em honra e Clã. E mesmo que quase extinto o dela mantinha sua honra.

– Não o considero digno de entrar lá e como o encargo é meu... – Ela deixou a frase no ar, estavam próximos, os três integrantes do time Taka estavam mais atrás. Orochimaru aguardou e como esperado ela deu um meio sorriso maldoso – Dane –se. Estou curiosa com o desenrolar disto.

– Eu também.

– Então é aqui. – Sasuke murmurou quando chegaram. Keiko assentiu.

– Este lugar parece meio abandonado não? – Sugetsu assinalou o obvio enquanto entravam. O Local estava mesmo abandonado, Keiko quase não ia até ali. A madeira era sombria e envelhecida, na frente o símbolo do clã Uzumaki ostentava um ar de trevas entalhado em uma placa de madeira, mesmo que outras em volta estivessem quebradiças – Você sendo a sacerdotisa não deveria cuidar disso aqui?

– Não. – Keiko respondeu rispidamente sem olha – lo – Eu não sou propriamente uma sacerdotisa, mas sou a ultima Uzumaki viva que conhece e segue todas as tradições. Meu dever é apenas guardar alguns segredos deste templo e manter curiosos longes. O Salão de mascaras Noh pertence ao Clã Uzumaki desde sua criação com a primeira sacerdotisa, Uzumaki Mito, esposa do Shodaime Hokage.

Suigetsu acabava com seu humor, ele quase conseguia tira – la do sério. Sinceramente sequer imaginava como Sasuke o aguentava o tempo inteiro, o Hozuki era intrometido, reclamão e medroso. Enquanto entravam no templo obscurecido pelas trevas noturnas ela se lembrou de quando entrou ali pela primeira vez, depois da morte de Karya. No fundo do cômodo se encontravam colunas e colunas de mascaras com expressões horrendas. Quando criança Keiko temia muito aquelas mascaras e demorara muito a começar a aprender sobre seus significados, mas um dia aprendeu, portanto quando Orochimaru tirou uma mascara com a língua ela já sabia que se tratava da mascara do Deus da Morte.

– Vamos. – Keiko murmurou depois de um tempo vendo Orochimaru encarar a mascara.

[...]

Sasuke usara um jutso próprio para abrir a próxima parada deles, num ponto ainda mais distante do anterior. O Antigo complexo Uchiha, já a muito destruído.

–Não há mais vestígios do que foi o templo Naka dos Uchiha.

– O que importa não é o exterior e sim o interior. – Sasuke retrucou após abrir a entrada. – Vamos.

Se possível o templo Naka era ainda mais sombrio do que o anterior, um templo de natureza negra conhecido como salão das mascaras Noh. Sua avó tinha sido a ultima sacerdotisa, nem ela e nem a mãe tinham a mínima vocação para aquilo. Uma vez no local Keiko obsevou Sasuke acendendo as tochas e se postou ao fundo do cômodo, olhando de longe a tabua dos Uchihas. Itachi já lhe falara dela, mas nunca revelou com exatidão sobre o que dizia. “É a história dos Uchihas” sempre dizia. Nada além. Shisui uma vez lhe dissera que ele tinha medo de revelar segredos demais a ela. “Itachi é ele mesmo quando está contigo, não filtra ações e muitas vezes nem o que fala. Então ele ao mesmo s os segredos do clã quer manter”. Ela respeitara como sempre.

Keiko precisou apenas concentrar seu chakra Namikaze para poder ver o que acontecia no mundo dos Shinigamis. O Rei deles estava logo atrás de Orochimaru, imponente e sombrio. Keiko se manteve impassível ao ver o ninjato do Shinigami cortar a própria barriga, de onde saíram cinco concentrações de chakra do shinigamis, representando energia vital obtida durante os jutsos, uma delas se infiltrando em um Orochimaru totalmente ensanguentado pela abertura no abdômen. As outras quatro almas pairaram enquanto Juugo passava chakra sennin a Sasuke e os zetsus brancos plantados por Obito saiam de dentro dele, exatamente como previsto pelo sennin.

– Como? – Um deles sussurrou a Orochimaru.

– Eu sei tudo sobre o chakra de Hashirama pelas minhas pesquisas. Inclusive como detecta – ló. – Orochimaru estava agachado e arfante – Seis hm? Tobi não estava brincando.

Seis cobras saíram da roupa de Orochimaru e atacaram os parasitas brancos. Enquanto preparava o chão Orochimaru os explicou que Kabuto tinha estudados os seis Zetsus brancos em Sasuke a fundo e ao absorver seu chakra nele todos os conhecimentos adquiridos foram também. E claro o DNA dos quatro que seriam revividos Orochimaru já possuía. Juugo e Suigetsu cuidaram com prazer dos outros dois que sobraram.

– Edo Tensei no Jutso! – Orochimaru exclamou enquanto os dois subordinados se livravam dos dois últimos Zetsus, um deles Suigetsu manteve com a boca aberta grandemente, assim quando o jutso começou o efeito e o corpo de Orochimaru pereceu ele trocou rapidamente ao do Zetsu sobressalente – Esses são os que conhecem tudo. Os antigos Hokages.

Senju Hashirama, Senju Tobirama, Sarutobi Hiruzen e Namikaze Minato. Os quatro estavam em pé em fileiras no meio do cômodo, calmamente aguardando e sem expressões ainda. Um por um eles piscaram e analisaram o local onde estavam, Keiko deu alguns passos a frente se postando ao lado de Sasuke. Sequer mais lembrava que tinha existido uma guerra.

– Não me diga que é aquele tal de Orochimaru de novo. – Tobirama disse com certa irritação, o homem era o Nidaime Hokage, cabelos brancos e expressão imponente marcavam o irmão mais novo de Senju Hashirama, assim como uma personalidade fria e calculista, Danzo fora do time dele quando o homem era Hokage e todos os objetivos e módulos da Ne começaram naquele homem.

–Suspeito que ele tenha desfeito o selo do ceifeiro, que nos mantinham presos e re fez o Edo Tensei. – Hiruzen deu sua opinião. Ainda velho e com as roupas com qual morrera, o Hokage da época de Gennin, chuunin e Jounin de Keiko e que designara Itachi para seu time quando era criança.

– Impossível. Você descobriu como desfazer o selo do ceifeiro? – Namikaze Minato quem falara daquela vez. Keiko manteve as emoções sem variação alguma, o pai a reconheceria? Não duvidava, ela era uma copia viva da mãe. Seus cabelos louros eram iguais aos de Naruto, só mais longos. Espetados e rebeldes. Os olhos azuis celestes como os de Naruto não tinham lhe registrado ainda – Como fez isso Orochimaru?

– Você me subestima, Minato. – Orochimaru retrucou. – Esse jutso era do clã Uzumaki, eu estive procurando sobre segredos do agora quase extinto clã, além de termos entrado no templo com a presença da única Uzumaki seguidora das tradições. Sua adorável filha.

Minato encarou Kumiko bestificado. Sua filha estava metida naquilo? Ele vira pouquíssimo dela de dentro de Naruto, então era uma surpresa a expressão fria a qual ela ostentava frente a ele, em contraste a emoção de Naruto quando lhe vira na cela da Kyuubi.

–Espera! Quem é você? – O Shodaime Hokage, Hashirama, conhecido como o deus dos ninjas apontou a Minato.

– Ele é o Yondaime Hokage. – Hiruzen explicou – Mas no momento está em alguns conflitos internos.

–Kumiko? – Minato questionou quase em choque. Ela era tão igual a Kushina, mas sua atitude impassível a ele era absurdamente atordoadora.

– É sua filha? – Hiruzen olhou para a menina, tinha todos os traços dos Uzumakis – Incrível. Ela me lembra Mito.

– Imagino que sim, Shodaime. – Keiko finalmente se pronunciou, Minato se sobressaltou a voz da filha, fria, sem emoções... – Sim, sou filha do Yondaime. É um prazer finalmente conhece – lo, Meu pai.

Kumiko tinha que se manter impassível. Era sim seu pai, mas também era um revivido naquele momento. E ela estava em guerra, não podia ter luxos de momentos de emoções. Ela já construira quem era, a fria Anbu Ne que não sentia nada. Ela era quem era.

E nem seu pai poderia mudar aquilo.