A Anbu
22 A aparição do Yondaime
Notas iniciais
Keiko estava sentada em uma poltrona em uma das grandes tendas erguidas após a destruição da cidade para servirem como postos de alta patente enquanto a cidade era reconstruída. Possuía uma tenda pessoal, mesmo que não fosse necessário. O complexo Uzumaki saíra incólume. Ainda assim, era bom ter uma base próxima... A sua era particularmente próxima da de Danzou, por via das dúvidas. Naquele instante, três membros da NE vestidos de branco estavam logo a sua frente.
— Anko está sendo seguida pelo Dajim e Tera, dois homens habilidosos. Talvez seja a hora de se livrar dela. — Um deles relatou em voz baixa e Keiko refletiu por um momento.
— O momento é importante. Como já disse, não admitirei qualquer erro. Isso pioraria nossa situação. Reforce nossas tropas. Pegue Kabuto antes que Anko o faça. — Ordenou Keiko. Ela sabia que Kabuto tinha informações sobre a ligação de Danzou e Orochimaru. Tinha que ser eliminado — Kabuto tem as informações sobre os experimentos humanos do Orochimaru. Precisamos dessas informações sem erro algum. Elas serão muito uteis a Danzou Sama.
— Hai! — Disseram eles.
— Foo e Torune: vocês ficam. Acompanharão Danzou Sama para a reunião dos Cinco Kages. — Disse Keiko a dois deles — Terai, estarei depositando minha confiança em você para lidar com Kabuto. Foo, Torune vão para a tenda de Danzou Sama e Terai cuide de Kabuto. Liberados!
Três pequenos conjuntos de fumaça foram vistos antes dos homens desaparecerem. Depois disso a mulher loira que entregara a correspondência para Danzou apareceu em sua tenda. Um guarda de máscara estava ao lado dela, mas antes de qualquer coisa Keiko fez um gesto para que ele as deixasse sozinhas.
— O que quer, Samui? — Perguntou Keiko. A mulher era a representante do Raikage, então não podia desconsidera-la. Ainda assim, queria. Estava sendo mesquinha, mas realmente detestava Kumogakure.
— Soube que sente chakra. O sensor mais poderoso de Konoha. Gostaria de ajuda para encontrar meus subordinados. Eles saíram para uma coleta de informações dobre Sasuke. — Ela admitiu e houve certo constrangimento em suas palavras. Keiko não seria redundante como Naruto em acusar a mulher de tentativa de espionagem, pois sabia que aqueles dois estupidos deveriam ter feito aquilo por si só.
Kumo era naturalmente imprudente, mas, mesmo eles, tinham oficiais de alta patente que conheciam as leis. Senão, não seriam mandados.
—Então, veio a mim, pois se informasse ao Hokage poderia criar um novo conflito entre vilas. É sempre interessante o quanto as pessoas se enganam achando que sou confiável ou que terei empatia por elas. — Keiko deu um pequeno sorriso frio com a tensão da mulher, mas então se ergueu — Contudo, seus subordinados estão sendo um incomodo para mim também. Irei ajuda-la. Estão com meu irmão e um de meus ninjas.
— Seu irmão? — Samui perguntou intrigada.
— Sim, Uzumaki Naruto. — Disse Keiko andando com ela para fora da tenda.
— Todos na vila estão falando deste nome, seu irmão é aquele que salvou a vila? — Questionou e Keiko acenou.
— Sim. Não nos parecemos muito, mas somos gêmeos. Puxei mais a nossa mãe e Naruto a nosso pai. Ambos eram ninjas excepcionais. Não tive parte da batalha, pois estava reunida a Anbu, mas li relatórios o suficiente para afirmar da participação decisiva de Naruto para a batalha. — Contou, pois sabia que tudo dito seria repassado e estava cansada do irmão se esgueirando entre as brechas de sua posição. Era um genin, para todos os efeitos, mas também o jinchuuriki de Konoha e um herói de guerra.
Estava na hora de começar a agir de acordo.
— Espero que Karui e Omoi não estejam arrumando confusões. — Ela disse em tom de voz baixo, parcialmente para si mesma, mas Keiko desdenhou. Samui tinha a pele clara, cabelos loiros cortados num Chanel reto abaixo de seu queixo e olhos azuis céu. Era particularmente bonita com sua postura composta. Naquele momento, estava encarando Keiko com apreensão.
— Eu me encontrei com eles, mas não tive tempo de reportar a vocês. Assim que retornei à tenda tive que lidar com o relato de uma missão, mas eles estavam em combate com o time de meu irmão e tive que para-los. Deixei que meu subordinado de confiança continuasse mediando, pois Naruto quis prosseguir com a conversa. — Disse Keiko — Eu diria que falta muito respeito por autoridades neles.
— Sinto muito se eles lhe ofenderam, Kumiko-san. — Disse Samui. Elas assentiram e começaram a saltar por algumas arvores próximas.
Nem cinco minutos e chegaram ao lugar. Os dois ninjas de antes estavam diante de Naruto e ele estava extremamente ferido. Claramente aqueles dois o tinham feito de saco de pancada sem que ele tentasse se defender. Seu sangue ferveu nas veias enquanto estreitava os olhos para os dois malditos de Kumo.
— Samui Taichou. — Omoi a cumprimentou.
— Omoi, Karui. Como está indo a coleta de informações? — Perguntou Samui. Eles franziram a testa ao ver Keiko com elas. — Espero que não tenham se metido em problemas.
— Droga, Naruto! Só se mete em confusão. — Resmungou Keiko fria e ríspida se aproximando dele. Suas mãos começaram a brilhar em tom esverdeado do jutsu yriou tocando o rosto dele. Naruto resmungou enquanto seu rosto começou a desinchar e cortes a cicatrizarem rapidamente. Keiko não estava tentando ser delicada. Ela havia se abaixado para cuidar dele, mas ela olhou por cima do ombro para lançar um olhar gélido para Omoi e Karui. Eles se retraíram, mas então voltaram a sua capitã.
— Isso não importa! Soubemos que Killer Bee-Sama pode estar vivo! — Disse Omoi —Vamos Salva-lo.
Keiko deixou de prestar atenção depois disso, pois estava mais preocupada com Naruto. Ele estava muito machucado. Ela queria gritar com ele e usar sua patente para intimidar os ninjas de Kumogakure, mas sabia que seria apenas vendeta pessoal. Por Naruto e por si mesma. Memórias inquietantes se voltaram atrás de seus olhos, de uma infância longínqua, mas se conteve. Naruto a irritou quando requisitou aos ninjas de Kumo para ir com eles até o Raikage. Pedido negado rapidamente, então eles partiram.
Ela sabia melhor do que achar que Samui não iria puni-los. Quanto a Keiko, ela teria uma conversa com Sai...
— Kumiko... — Naruto a chamou. Ainda estava concentrada em seu ninjutsu no rosto dele, mas conseguia conversar bem. Não era muito complexo curar o Naruto, já que ele tinha um sistema imunológico perfeito. Parcialmente pela Kyuubi, parcialmente por ser um Uzumaki.
— Que foi? — Perguntou Keiko sem deixar de se concentrar.
Sai estava, agora, as costas dela em silencio. Ela conseguia sentir a autocomiseração dele consigo mesmo, mas iria piorar. Agora, ele respondia a ela. E, sob as ordens dela, ele tinha que manter Naruto longe de problemas!
— Porque não me contou nada? Porque não me disse que quando Danzou fosse Hokage ele faria isso? — Perguntou Naruto baixinho. Ela se lembrou de ter comentado a pouco tempo a ele, Akane e Masaaki que Danzou seria indicado pelo Senhor feudal a Hokage. Lembrou-se de contar a eles que ela iria assumir a Ne.
Keiko sabia melhor do que explicar a Naruto que não tinha como adivinhar. Ninguém sabia que Sasuke iria simplesmente atacar Kumogakure no Sato e capturar o Jinchuuriki deles. Mesmo Tsunade teria se visto com poucas opções. Por todos os deuses, Keiko teria feito o mesmo se ela fosse Hokage.
— Porque não mudaria nada, Danzou-Sama não vai mudar de ideia. Sasuke é um Nukenin e acabou, Naruto. O Raikage também não vai mudar de ideia. — Disse terminando e passando os dedos pelo cabelo do irmão. Seu rosto já normal e sem cortes. O gesto fora feito por carinho.
— Vou fazê-lo mudar de ideia. — Disse Naruto com aquela determinação férrea que as vezes fazia com que Keiko quisesse voltar a época que ela apenas observava as tolices dele de longe. Negou com a cabeça.
— O Raikage é uma pessoa de temperamento curto, Naruto. Vai acabar morto se irrita-lo demais. — Ela disse seriamente. — De qualquer forma, não conseguirá se aproximar dele. O Raikage tem uma segurança rígida, como todos os Kages, e nós estamos sob liderança de Danzou-sama agora. Ele jamais permitirá que o Jinchuuriki, a maior arma da vila, saia para arriscar a vida contra o Raikage.
Por um momento, Keiko hesitou. Quis contar quem era Kumogakure para pessoas como eles. Quis contar de sua infância. Do que tentaram fazer com ela e sua mãe. Naruto não se parecia com um Uzumaki, mas ele era aquele carregando o sobrenome. O que poderia ser mais arriscado? O temperamento do Raikage ou sua ambição? Mesmo assim, sua garganta fechou. Fazia muitos anos. Ela mal passava de um bebê quando tudo ocorreu e haviam buracos em sua memória.
Preferia não lembrar daqueles momentos.
— Não me importo, quero falar com Kakashi-sensei e Yamato-taichoou. — Naruto declarou.
Keiko puxou Sai para uma parte onde Naruto não a ouvisse. Estava cansada e queria dar um sermão em Sai, mas não tinha tempo para aquilo.
— Não posso ir com vocês. Tome conta dele e não o deixe fazer besteiras. O rosto não está mais machucado, só que ele ainda está fraco. E não foi só o rosto danificado, eu somente prestei os primeiros socorros para ele não ficar todo roxo e inchado. — Disse Keiko, vendo ele tentar se levantar.
Não fazia ideia da extensão dos movimentos, mas apenas torcia para que ele tivesse o bom senso de buscar Sakura. Keiko não era uma ninja médica. Ela conhecia apenas o suficiente.
— Hai, Kumiko-sama. — Disse ele. Keiko bufou.
— Não estou mais do lado de Danzou, Sai. Minha lealdade acabou quando Itachi morreu. Sei muito bem que você também não é mais leal a ele, portanto... — Ela deixou a frase no ar.
— Creio que eu seja seu aliado. — Disse Sai, sem demonstrar reação. Ela assentiu e se virou.
— Está sob minhas ordens? — Keiko questionou de forma incisiva.
— Sim. Minha lealdade é tua, pois confio em ti e foi conquistada.
— Espero poder contar com você, Sai. Mantenha Naruto seguro. Mesmo que seja dele mesmo. — Disse ela. Sai assentiu, e ela saiu.
Keiko saltou pelas árvores em direção à sua tenda. Ela respirou fundo quando chegou lá. Bebeu um copo de agua, espalmando as mãos e quis gritar. Suas emoções estavam fora de controle. Uma parte de si ainda estava em luto e essa parte queria gritar com Itachi por deixa-la com um plano tão longo e complexo de ser executado. Claro, agora isso permitia que ela protegesse Naruto, mas ela o queria ao seu lado. Desesperadamente. Suspirou, pois estava retornando demais ao passado naquele dia e seu foco devia ser como manejar Naruto sem que Danzou percebesse que ela não era mais sua Anbu perfeita.
Naruto só arrumava encrenca.
Não muito depois, ela viu Sai passando com Kakashi e revirou os olhos. Ele deveria ter buscado Yamato e Kakashi para que Naruto os convencesse. Keiko o fazia prometer proteger Naruto de si mesmo, então Sai ia lá e entregava para Naruto tudo que ele pedia. Genial.
"Eu realmente não consigo me manter longe." Ela pensou, irritada, indo em direção a onde eles iam. Queria um dia para focar em seus planos, relatórios e na maldita vila deles que estava em caos.
— Yo, Kumiko! — Disse Kakashi. Keiko o cumprimentou. Eles foram para o local onde Naruto estava, e Keiko enfaixou o tórax dele e usou mais um pouco de seus ninjutsu médicos para diminuir a dor. Já que sua teoria dele ter o mínimo de bom senso para buscar Sakura claramente foi ingenuidade.
O seu irritante irmão sequer lhe avisara que a extensão dos ferimentos era tamanha. Ela deveria ir atrás da dupla de Kumogakure.
— Creio que Sakura gostaria de olhar nisso. Ela conhece seu sistema melhor do que eu. — Disse Keiko. Naruto negou.
— Não, está tudo bem. — Disse ele com um sorriso. — Se ela me ver assim, só vai causar mais problemas.
— Nisso eu concordo. — Disse Sai, enfaixando o pulso dele. Keiko sentou ao lado dele e passou os dedos pelo cabelo dele. Era uma mania que ela desenvolvera com a proximidade dele. Naruto tinha um cabelo muito macio para quem não ligava para aquilo.
— Fora que eu me recupero rápido. — Disse ele e depois agradeceu Sai por algo que ele fizera. Keiko continuava mexendo no cabelo dele. Eles só não notaram que tinha alguém observando.
Por baixo da máscara, Kakashi sorria. Por ver os dois filhos de seu mestre juntos, por ver Keiko uma vez parecendo normal. Ele sabia que uma coisa que o Yondaime não gostaria era saber que sua filha se tornara uma pessoa cruel e sem sentimentos.
Apesar de tudo, Keiko era muito diferente. Não dava para saber que tipo de pessoa ela era. A melhor palavra que a descrevia era inconstante. Ela parecia tranquila ali, mexendo no cabelo de Naruto, só que Kakashi sabia muito bem que ela tinha um milhão de coisas na cabeça.
— Cara, eles realmente acabaram com você. — Disse Kakashi. — Melhor você tirar um tempo para se recuperar.
— Eu vou atrás do Raikage! — Disse ele erguendo a voz. Yamato e Sai se surpreenderam. Keiko e Kakashi foram os únicos que não demonstraram reação.
— O que está dizendo?! — Perguntou Yamato. — A reunião dos Cinco Kages está para começar! Todas as vilas estão de acordo em não deixar suas áreas e conduzir missões radicais!
Keiko assentiu, ficando séria. Aquilo seria loucura.
— O que quer com ele? — Perguntou Kakashi, perspicaz.
— Vou convencê-lo a perdoar o Sasuke! — Disse Naruto. Ele suspirou quando Keiko tirou os dedos de seu cabelo, parecendo irritada. Naruto sabia que a última coisa que Keiko faria era ajudar ele com Sasuke.
— No momento, você não tem nem o colar que sela o Bijuu! — Exclamou Yamato, em tom de repreensão. — Um jinchuuriki como você não pode deixar a vila! Já foi ruim o suficiente as oito caudas terem aparecido durante a última batalha! Tivemos sorte do selo ter se ativado a tempo de suprimir a Kyuubi, mas quem sabe o que vai acontecer da próxima vez? Além do mais, estou no comando da reconstrução da vila. Não posso ficar com você o tempo todo!
— Pare! — Keiko exclamou, interrompendo-o. Ele a encarou. — Como assim o selo se ativou a tempo de suprimir a Kyuubi? Conheço todas as ramificações do selo de oito trigramas, e ele não se ativa sozinho.
Yamato a olhou, e foi quando Naruto sorriu e explicou o que houve.
— Eu encontrei o Yondaime. — Disse ele. Todos arregalaram os olhos, só que Keiko arfou e encarou Naruto incrédula. — Dessa última vez, foi o Yondaime que parou minha transformação em Kyuubi.
Keiko estava meio chocada. Aquele era seu ponto fraco, e ela sabia. Seu passado não deveria ser lembrado, só que Naruto mencionando aquilo... Aquele dia então. Seu passado estava voltando para assombra-la de todos os lados. Seu pai. O pai deles.
— O que isso significa? — Perguntou Yamato a Kakashi. Keiko suspirou, pois não queria realmente explicar. Era como cutucar uma fratura que não cicatrizara corretamente. — O Yondaime morreu há muito tempo.
— Ele deve ter selado parte de seu chakra no corpo de Naruto, mantendo assim sua consciência dentro dele. — Keiko deu a resposta, mas queria poder ser quem era antes. Queria poder chorar, queria gritar com a necessidade de sua família, mas seus olhos permaneceram secos e sua voz contida.
— Foi quando o Yondaime me contou que um cara usando a máscara da Akatsuki... instigou o incidente da Kyuubi há 16 anos. E ele era forte, mesmo o Yondaime não era páreo para ele! Além disso, ele disse que esse cara era quem... estava usando o Pain. — Naruto viu Keiko cerrando os punhos. Viu a pura fúria cintilando nos olhos dela e temeu aquilo. — Se o Sasuke entrou para a Akatsuki, então ele também está sendo usado.
— Eu avisei que era ele. — Disse Keiko de forma fria e ríspida a Kakashi, que suspirou.
— Isso é exatamente o que Jiraiya-sama temia... Aquele incidente há dezesseis anos... Pensar que ele estava por trás disso. Ele tem o Sharingan. Ele pertencia ao clã Uchiha e deixou a vila inteira com um enorme ódio. E somente ele, Madara, era capaz de invocar a Kyuubi. — Disse Kakashi. — Gomen, Kumiko. Creio que foi uma falha negligenciar seu dom sensorial.
Keiko suspirou. Estava fazendo aquilo com frequência. Já tinha se saturado dos amigos de Naruto. Danzou poderia ser um maldito, mas ele jamais teria ignorado um alerta dela. Keiko fora testada a exaustão e a Anbu conhecia sua capacidade de reconhecimento. Aquelas pessoas sabiam que ela era absurdamente habilidosas, mas ainda duvidavam de sua capacidade simplesmente por que não parecia razoável. Ninjas que chegaram no nível de Uchiha Madara não eram regidos pelo razoável.
— Isso não é problema. Madara é capaz de tudo. Eu já o vi em ação, e é algo que nunca esquecerei. — Disse Keiko, lembrando-se novamente daquela noite maldita. Aquela que selou seu destino, que destruiu sua vida, a de Itachi...
— Tudo é possível, se envolver o Madara. — Disse Yamato, solene. — Então, ele ainda está vivo.
— Quem é Madara? — Perguntou Naruto. Keiko balançou a cabeça.
— É alguém que você nunca vai querer enfrentar. Ele foi derrotado pelo Shodaime Hokage. — Disse Keiko. — Foi um antigo líder do clã Uchiha.
— O alto escalão deve ser informado disso. — Disse Kakashi, olhando para Keiko.
— Sai, informe Danzou-sama. — Disse Keiko, com um tom de comando evidente em sua voz.
— Hai. — Disse ele, assentindo, mas permaneceu. A conversa toda não terminara.
— Naruto, o que o Yondaime disse a você? — Perguntou Kakashi. Keiko desviou os olhos. Parecia pensativa e até meio triste. — Pais gostam de dizer muitas coisas aos filhos, não é?
Naruto deu um enorme sorriso. Sai parecia surpreso. Keiko deu um sorriso mínimo, quase imperceptível, e havia uma sombra de tristeza em seus olhos.
— Ele disse... que acreditava em mim! — Disse ele, rindo.
— Que bom! Naruto, você vai encontrar o Raikage, com Yamato e eu como seus guarda-costas. — Disse Kakashi.
Keiko queria matar Kakashi tamanha era sua frustração. Contudo, ele era um jounin de elite. Tenzou era um Anbu de nível alto. Se eles queriam infringir as leis marciais do conselho dos cinco Kages, então eles o fariam sozinhos.
— O quê?! — Yamato gritou, de olhos arregalados e incrédulos. — Isso é uma má ideia.
— O quê? Não quer ouvir o que eu tenho a dizer, Tenzo? — Perguntou Kakashi, parecendo calmo.
— Ei! Você não deveria me chamar por esse nome, se lembra?! — Perguntou Yamato, ainda de olhos arregalados e agora indignado. Keiko bufou.
— Ninguém deveria me chamar de Kumiko também, mas agora parece que todo mundo me conhece assim por aqui. — Disse Keiko, se levantando. — Culpa desse idiota.
Ela deu um tapa na nuca de Naruto, que reclamou.
— Tenho mais o que fazer. Sai, venha comigo. Para todos os efeitos, não participei dessa conversa. Irei encobrir, mas não me envolvam. Não quebrarei a lei marcial. — Disse Keiko, se erguendo e saindo da barraca com Sai ao seu lado. — Mande o relatório a Danzou. Ele não pode desconfiar de nada. Irei convocar alguns ANBUs de volta. Não devemos fazer nenhuma missão grande por um tempo.
— Hai, Kumiko-sama. — Disse ele. Keiko revirou os olhos. Ela foi em direção à sua tenda. Irritada com a pessoa que a estava seguindo desde cedo, ela se virou.
— Akane, eu sei que está aí. Apareça. — Disse ela. A menina de olhos amarelos desceu de uma árvore próxima.
— Pensei que ia continuar fingindo que não tinha me notado. — Akane respondeu com humor risonho. Keiko não demonstrou reação alguma, apenas a encarou e se virou, voltando a andar para a tenda.
— Venha, tenho uns assuntos para tratar com você. — Disse Keiko a Akane, que assentiu e a seguiu. Keiko nunca tratava as coisas delas assim, como "assuntos". Deveria ser algo sério, Akane pensou.
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