Notas iniciais
Quem ai imaginou que Hipólita apareceria pra esquentar as coisas acertou em cheio kkk (Sob o ponto de vista de Diana)

Acordei no dia seguinte e levantei-me da cama, indo diretamente ao banheiro tomar um banho, Bruce ainda dormia sereno quando sai e depois, quando passei alguns minutos pensando naquela enorme biblioteca decidi que eu realmente deveria ir à Themycera contar a minha mãe sobre meu casamento. Estava com pressa então escrevi um pequeno bilhete para Bruce, explicando o porque havia ido sozinha, peguei uma fruta na cozinha enquanto Alfred lia um livro no jardim e fui para a caverna, decidi que não iria com nenhuma de minhas armaduras, vesti-me com um jeans preto, uma blusa azul e uma blusa jeans branca, sabia que todas me estranhariam, mas minha mãe precisava saber que eu havia mudado e que meu casamento mudaria tudo mais e mais. Meu jato estava em um hangar ao lado do Batjato, em pouco mais de meia-hora eu já avistava minha querida ilha, pousei na praia e fui subindo aquelas longas escadarias que davam para o templo onde ficava o trono de minha mãe, ao final das escadarias, o som de espadas se confrontando e flechas voando voltara a ser constante, pequenos momentos da minha infância retornaram a minha mente e quando comecei a passar por elas, pude perceber olhares que me estranharam, todas sabiam que eu havia sido expulsa, mas algumas eram minhas amigas de infância, outras simplesmente não podiam contra mim então me deixaram passar sem dizer nada. Quando entrei no templo, para minha surpresa, não haviam guardas, fui adentrando à aquela estrutura clássica, depois de passar pela enorme estátua de minha mãe na entrada, abri aquela enorme porta e me deparei com ela, sentada em seu trono.

- Diana?! O que faz aqui? – A surpresa foi iminente.

- Eu vim conversar com você mamãe – Falei com a cabeça baixa, o assunto era importante mas eu não deveria estar ali – Podemos conversar lá fora?

Minha mãe prontamente aceitou, apesar de seu dever como rainha dizer para me expulsar a pontapés a saudade de mãe a impediu de fazer isso, chegamos ao lago que havia atrás do templo dela, nos aproximamos da sacada que dava pra uma linda vista do mar, e quando apoiei meus cotovelos, senti a mão dela em meu ombro.

- O que é tão importante, que a fez vir aqui apesar de seu exílio Diana? – Ela estava séria, mas parecia que ela estava gostando de passar algum tempo comigo.

- Mamãe eu... Vou... Casar – As palavras saíram muito lentamente, meu medo da reação dela começava a crescer.

Minha mãe virou o rosto, parecia que o choque da noticia a havia paralisado, ela se sentou em uma cadeira que havia ali perto e acenou para que eu sentasse ao lado dela, prontamente atendi, logo que me sentei ela começou a falar.

- Diana, porque você vai fazer isso? – Ela estava séria, aquela feição eu jamais havia visto antes, nem mesmo a brisa do mar era capaz de tirar a tensão que minha mãe instaurou no ar – Eu sei que você mudou depois de ir pro mundo dos homens, mas isso já é demais, não vou permitir que um homem qualquer tome minha própria filha e faça dela o que quiser.

- Mamãe, isso não... Não julgue o Bruce sem conhecê-lo – Eu não podia deixar que ela continuasse a insulta-lo, mas ela ainda era minha mãe, não podia ser rude – Eu o amo e ele me ama, não o subestime porque você acha que ele é como todos os outros homens, ele é diferente, educado, sincero, forte, destemido.

- Diana –Fui prontamente interrompida – Vai ser impossível argumentar com você, você já esta perdidamente apaixonada por esse “Bruce”, ele é um dos que vieram aqui quando Fausto e Hades nos atacaram?

- Sim, ele era o vestido de morcego – Abaixei a cabeça, sabia que ela iria implicar com essa parte.

- O homem vestido de morcego, o que faz ele se vestir assim? – De alguma forma parecia que ela estava começando a se interessar por quem era meu noivo – Me conte sobre ele.

- Ele perdeu os pais quando tinha oito anos, foi criado pelo mordomo da família, viajou o mundo procurando aprender a lutar e a defender a si mesmo e aos outros, voltou para casa e decidiu limpar a sua cidade natal da corrupção usando o próprio medo de infância contra os outros.

- Ainda não posso acreditar que exista um homem assim – Fui prontamente interrompida pela desconfiança de minha mãe – Tal nobreza não pode existir naquele mundo podre.

- Deixe-me terminar mamãe... Diferentemente do que você pensa existem homens assim. Bruce continuou como o protetor de sua cidade até que houve a invasão que me fez sair de Themycera, ele estava lá, o vi pela primeira vez, tão sério, inteligente e belo, imponente com aquela roupa e também distante de todos – Eu sorri como quem revisa a própria vida – Ao longo da nossa vida na liga nós nos aproximávamos muito lentamente, até que pude perceber que ele também se interessava por mim e quando os Thanagarianos invadiram, o destino me deu a chance de beija-lo, foi mágico, lá percebi que ele também tinha fortes sentimentos por mim, mas a roupa de morcego nos afastava tanto. Mesmo assim nunca desisti, até que Circe apareceu e me transformou em uma porca.

- Aquela maldita fez isso a você minha filha?! – Ela me interrompeu furiosa, mas logo a parei para que eu pudesse continuar.

- Bruce, que sempre foi tão sério, recluso e sozinho, aceitou cantar, vestido de morcego, para um monte de estranhos, apenas para que Circe me trouxesse de volta ao normal, se não fosse por isso eu teria sido morta em um açougue como uma porca qualquer.

Ao ouvir isso, parecia que os sentimentos maternos de minha mãe a haviam tomado completamente, ela se ajoelhou perante a mim.

- Eu ainda não tenho forças pra acreditar que os homens sejam diferentes, mal talvez esse homem seja diferente, diferente pois quem sabe seja merecedor do seu amor – Ela pôs a mão em meu rosto e o acariciou levemente, era tão bom sentir o toque carinhoso de minha mãe novamente – Meu solzinho com estrelas. Mas, se ele era tão distante, como você conseguiu conquista-lo?

- Só precisei atacar quando o morcego não o estava protegendo –Ri – Fui até a casa dele numa manhã, pra ter certeza que não daria de cara com o morcego e o beijei, este havia sido melhor que o primeiro, já que não era pra nos esconder dos thanagarianos e sim por meus sentimentos e quando tentei sair, ele me pegou e me beijou novamente, então senti que ele também sentia o mesmo por mim.

- Se vocês se amam tão intensamente assim, tenho o dever de conhecer meu... Genro – A ultima palavra havia saído como garras que arranhavam a garganta dela – Pode me levar para conhecê-lo?

- Sim, quer ir agora? – Estava tão animada que me esqueci da possibilidade de minha mãe colocar uma espada na garganta de Bruce.

- Sim filha

Minha mãe se levantou e foi comigo até a praia onde decolamos e começamos a voar de volta a Gotham, pude perceber que minha mãe estava muito pensativa, olhava constantemente o mar e não proferia uma só palavra.

Notas finais
O proximo capitulo será... Vocês já sabem como será o sexto kkkk