A última poesia
2 E essa índia?
CAPÍTULO II
Região nordeste da América do Sul, Um de Janeiro de 1500 anos D.C.
A
Mata Atlântica, berço de extraordinários animais e peculiares plantas, abrigava os circunspectos e corajosos índios Potiguaras, uma das tribos indígenas mais antigas de uma terra que futuramente seria acunhada de Brasil. Nesta época, apenas os aborígines habitavam essas terras, cuidando da mesma com toda a sabedoria que lhes fora herdada de seus antepassados. Outras tribos viviam nesta região, e tentavam manter um clima de serenidade entre si evitando invasões e combates supérfluos. Tudo era muito sereno, trivial, nada de estranho acontecia naquela região; como de caráter, os índios iam pescar no rio e caçar na floresta para alimentar seus parentes na aldeia, e os jovens indígenas os acompanhavam para aprender sobre aquele importante oficio. O clima naquele dia era perfeito, com raios fúlgidos alcançando o solo através das frestas que se formavam entre as folhas e um vento soprando de lá e de cá, sacudindo as árvores que formavam uma dança com toda aquela brisa. Alguns animais de pequeno porte transitavam por ali sem receio algum dos índios Potiguaras, enquanto outros se alimentavam de pequenas frutas que eram fornecidas pelas crianças da aldeia local. Anahi, uma jovem índia de dezoito anos, pescava no rio serenamente enquanto admirava a natureza à sua volta. Seus cabelos negros realçavam seus olhos castanhos, que completavam a imagem de um rosto perfeito pelo qual era tão famosa na aldeia. Como de costume, transportava consigo um típico arco de madeira na mão direita, e uma aljava de flechas feita com palha seca retirada da floresta, local que mais gostava de ficar.
Anahi observava o esplêndido e grandioso céu azul que se convertera em palco para os belos pássaros da Mata Atlântica. À sua direita, o rio fluía calmamente na direção de sua aldeia, onde os índios Potiguaras se agrupavam com a atenção direcionada ao sol. Usando sua jangada de madeira, a jovem navegou pelo rio com muitos peixes a bordo até finalmente chegar a sua residência. Todos os habitantes da aldeia indígena Akajutibiró saíram de suas ocas para tentar compreender aquele estranho fato que os intrigava á alguns minutos, e que continuava sem explicação alguma. Anahi atracou sua pequena embarcação no leito do rio e correu para sua mãe, esperando alguma resposta da mesma.
—Mãe, o que está acontecendo aqui? -Apoena não respondeu absolutamente nada, apenas ergueu o braço, apontando-o para o céu. Inicialmente, a jovem índia não a compreendeu; discorreu a possibilidade de sua mãe não ter entendido a pergunta ou coisa assim. No entanto, ao olhar para cima, seus olhos não acreditaram no que viram: Um espaço retangular de cor negra perdurava suspenso em pleno ar, como se algo escasseasse no céu.
Aquele estranho buraco negro gerava controvérsias entre os índios quanto sua origem, pois nenhum deles havia visto algo tão perturbador quanto aquilo. O cacique da aldeia Akajutibiró, o grande líder de todos, se sentia ineficaz em presença daquele fato, pois não sabia se aquilo poderia ser prejudicial aos moradores da floresta ou mesmo à diversificada fauna que ali existia. Portanto, ordenou aos arqueiros que atirassem flechas no retângulo vazio, com o desígnio de dispersá-lo para longe. Porém, o ataque não obteve êxito, apenas desperdício de flechas e mais desespero. As setas penetraram no espaço negro e desapareceram logo em seguida, como se estivessem sido tele transportadas para outro local remoto. Aquilo confundiu mais ainda os aborígenes da Mata Atlântica, que ficaram copiosamente assustados à medida que a dimensão do retângulo negro aumentava gradativamente. Uma arara de belas plumas avermelhadas que voavam por ali acidentalmente entrou no que os índios passaram a chamar de Ando Háh, logo em seguida desaparecendo por completo em pleno ar.
Agora, se estais pensando, caro leitor, que aqueles valorosos desistiram, fique sabendo que está deveras enganado. Anahi, a mais destra caçadora da tribo, pôs-se a armar seu arco com uma de suas flechas para atirar naquela cavidade peculiar, logo em seguida inflamando a extremidade posterior do projétil. Contudo, no momento em que Anahi atirou a seta, uma silueta oriunda do Ando Háh desviou da flecha ligeiramente, permitindo-a seguir seu caminho até o outro lado daquele portal. Embora a linda aurora que se fazia naquele dia clarificasse toda a floresta, o cenário ao redor dos indígenas tornara-se obscura em presença daquele adventício ser que assustava a todos os guerreiros Potiguaras. Não possuía asas ou qualquer tipo de montaria; trajava apenas uma simples túnica de algodão e ostentava um velho cajado cuja cor se assimilava ao seu cabelo preto e alisado. Seu semblante, porém, era bastante jovial e vivo a comparar com suas roupas e gestos, alguns dos quais Anahi pudera perceber no primeiro instante em que o viu: Ora franzia o cenho, ora adulava a barbicha, e às vezes trocava seu valioso cajado da mão esquerda para a direita. O forasteiro declinou vagarosamente até alcançar a terra firme, depositando seu olhar diretamente naquela índia que o atacara á poucos segundos com seus projéteis céleres e letais.
A jovem estacou por um baque ante a presença intrigante daquele indivíduo que aterrissara a pouco, e, tendo o olhar adsorvo na mesma, o estrangeiro disse em voz alta:
—Que bela aurora se faz hoje, não? –O astuto falava no idioma comum, fazendo com que os índios o compreendessem naturalmente.
—Quem é você? E como chegou aqui, bruxo? –Anahi estivera nervosa há pouco, mas agora sua fisionomia demonstrava uma bravura insigne que impressionou todos os seus compartes indígenas.
—Olá senhorita! Sou apenas um viajante que vim lhe trazer um recado importante. Permita-me dizer-lhe que...
—Diga logo, ou será morto por uma de minhas flechas.
—Eu tenho umas amigas, sabe? Elas se chamam Nornas e, como de caráter, me contam “certos episódios” do meu interesse que podem ajudar-me em eras futuras. Enfim, algo está para advir com vosso povo, algo que não estais preparados para enfrentar. –O misterioso homem sentou-se em um tronco caído, e dirigindo-se a todos, pôs-se a falar: — Talvez entendam a mensagem de forma mais clara do que eu, por isso, vou recitá-la do mesmo modo que ouvi: “Em navios eles virão, com audácia e ardor a conquistar este lugar, resistir será em vão; o verde e o ouro esvaecerão com o tempo, mas o pior será o sangue permutado ao grande veneno: mortalmente eficaz, e célere como o vento”.
O sujeito que ainda não se identificara fez uma breve pausa esperando qualquer resposta dos indígenas que ali estavam. Todos, porém, permaneceram retraídos, com exceção de Sepé Tiaraju, o pescador, — que acreditava ser a própria encarnação de Tupã – que se manifestou agitando sua lança e gritando aos quatro ventos:
—Não entendi o que você disse, mas vá embora daqui, e leve sua bruxaria junto! Você não me parece gente boa, só veio para nos atormentar!
—Acalme-se! Eu vim ajudá-los, para que não sofram o horrível destino que vos espera. Tudo que aprecias irá desaparecer, e com o tempo, tua cultura igualmente se perderá. Foi o meu entendimento do prognóstico, e temo que seja o último aviso a vocês. –seu cajado jazia ao seu lado enquanto um belo joão-de-barro descansava na extremidade superior do mesmo. Apesar da severidade com que articulava este ser intrigante não aparentava qualquer inquietação para com os índios Potiguaras, que o observavam com certa curiosidade e cautela.
—Você poderia nos ajudar? Sei que se fizer isso, Tupã irá fortalecer você com seu poder e coragem! –a ingenuidade e singeleza de uma criança podem enternecer qualquer um, não? Pois bem, foi o que incidira aos índios naquele momento: aquele curumim motivou seus parentes e semelhantes a rogarem ao sujeito por ajuda e assistência, impedindo-o de retroceder um só passo e escapar dos apelos exasperados.
Mas, como ele chegou à floresta? Bem, tudo indica que por um portal. Ah, e se você ainda não descobriu, eu lhe profiro que esse é Loki. Sim, o deus estrategista, que por determinado pretexto ajuda Victória Reginleif e presentemente preza por índios sul-americanos. Por quê? Nem eu sei. O que importa é que, independente dos apelos dos aborígenes, Loki os ajudaria de qualquer modo.
—Oh, fico lisonjeado com tais palavras! Mas como poderei ajudá-los? Se algo me calhasse neste exato momento... –o cinismo de Loki era algo perturbador; fingia-se de bom samaritano para todos aqueles que lhe exigiam auxílio para com a suposta predição proferida pelo próprio, mas seus reais intuitos eram ocultos para todos.
—Eis aqui a sentinela que vaga por essas florestas e bosques, conhece todos os rios e lagos, e que tem o conhecimento acerca de todos os animais: Anahi, a caçadora. –o imponente cacique apontava para uma jovem e suntuosa índia que se pôs ao seu lado no momento em que Loki declinava nessas terras; uma jovem que transparecia uma bravura e vigor inigualáveis ante os outros guerreiros da tribo Potiguara que tinham bastante admiração por ela.
—Moça bem feita, majestosa, belíssima e... Espere; o que é isso? Em sua perna esquerda? Parece-me uma cicatriz...
—Uma caça inquieta me atacou. Não é nada, só essa dor que... Esqueça. Continue o que estava dizendo, homem!–Aquela bela índia não era de rezingar, mas não suportava mais aquela dor; dor que estranhamente acrescia a cada segundo passado. O poderoso Loki adiantou-se a examiná-la com atenção, e do mesmo jeito com que fez com Victória Reginleif, curou-a rapidamente. O semblante de assombro estampado na face dos locais fez com que Loki motejasse de todos até faltar-lhe o ar, causando ainda mais espanto em todos.
—Obrigada senhor...
—Me chame de Loki, por gentileza. Veja, não quero lhes causar problemas, apenas quero conservar tua cultura tão rica e enraizada, que futuramente será ameaçada por algo que nem eu sei! – O astuto cacique da aldeia Bêni Anauá desconfiava do bom samaritano, todavia, deu-lhe permissão para unir-se com seu povo para protegê-los do grande mal proferido por Loki.
—Está bem. Mas como pretende nos proteger desse possível perigo? –O cacique perguntou.
—Eu possuo métodos que estão além de tua compreensão, meu caro. Agora, tenha em mente que não poderei fazê-lo sozinho; se Anahi pudesse acompanhar-me nesta empreitada... Eu ficaria grato!
—Pelo meu povo eu faço qualquer coisa, sujeito. Farei o que for preciso para te ajudar nesta missão de abatimento. –Loki tarou. Por que ela falara em...
—Abatimento? – a mãe de Anahi interrompeu – Por que faria isso?
—Bem, pelo o que Loki disse, seremos atacados por conquistadores gananciosos. Isso significa que nos atacarão em breve, mas sem nenhum tipo de informação, pois são estrangeiros e nenhum forasteiro vem nos visitar. Pensando bem, poderia ser uma tribo inimiga vinda de longe e... São muitas possibilidades! O fato de conhecermos esse território nos dá a chance de capturá-los, mas precisaremos de bastante sorte e benção de Tupã! –Loki ficara admirado com tamanha esperteza daquela índia, tanto que por um momento discorreu a possibilidade dela descobrir seu plano e... Não... Ela não conseguiria tal feito...
—Está certíssima! –Loki forjou um entusiasmo considerável para com Anahi, com um sorriso de canto de boca e uma leve piscadela para completar a imagem de bom moço. —Venha comigo, e lhe apresentarei meus estratagemas que serão benéficos para ambos os lados!
Despedindo-se de todos, a índia e o deus ingressaram no portal pelo qual Loki achegou e, instantes depois, desapareceram por completo em meio a Mata Atlântica, transportando-se para a terra dos guerreiros e aguerridos, mais conhecida como Ásgarðr.
***
Dois dias depois, no Jardim das Hespérides
Em um quase éden, um casal apaixonado jazia sobre a relva úmida e a grama verde que faziam jus ao seu notório nome: O Jardim das Hespérides. Nenhuma das Ninfas ali presente os incomodava; apenas aspiravam e suspiravam para com o amor tão vívido e terno que os dois tinham um pelo outro. Álvaro Ericsson — Epíteto Álvaro, o Protetor – contemplava a beleza incomparável de sua companheira que refletia não só sua sublimidade, mas também sua coragem e virtudes. A bela Valquíria de madeixas douradas que jurara fidelidade à Odin não se conteve em encontrar seu guerreiro predileto, o qual sofrera uma morte honrosa enquanto mortal, e que teve sua recompensa nos gloriosos salões de Valhala. Tu, leitor, jamais vira um par tão afetuoso quanto esse, um bárbaro e uma Valquíria, dois corpos eternos e imunes à ação do tempo, exceto por...
—Então, não podemos fazer nada a respeito do “grande fim”? –O Viking perguntou.
—Temo que não. Bem sabes que minha vontade era de passar toda a eternidade contigo... Mas ao andar da carruagem, o destino se mostra inevitável. Tu és o único que pode, quiçá, mudar o curso da história e salvar a todos nós, algo — difícil, mas — não impraticável. –A oratória de Victória impressionava Álvaro todas as vezes que dialogavam, mesmo estando há quase meio século juntos.
—Sabe o quanto a admiro por sua sabedoria e inteligência? Você deveria ser promovida a deusa, eu penso.
—Não pense longe, meu amado. Veja: cada povo ou etnia têm suas próprias crenças, essas que fortalecem os espíritos nobres que vagam pelo universo e que os convertem em divindades poderosas e bondosas. Não há limites para a mente humana, que deposita sua crença e confiança em seu deus ou deusa o qual é devoto; divindades como Odin, Shiva ou Cernnunos se tornaram tão concretos e intensos como são hoje devido à fé que mantém o mundo acalorado... Fé oriunda de religiões pagãs, monoteístas e politeístas. Como deuses, eles resguardam seu povo e os mantêm crentes de que dias melhores estão por vir, mesmo que seja bastante difícil acreditar nisto. Agora veja: se eu fosse uma deusa, teria de proteger todo um povo, uma cultura, e ainda manter boas relações com outros panteões que nos auxiliam a proteger o mundo dos homens.
—Entendo... E por que os deuses o fazem?
—Por que é uma permuta: eles protegem esse mundo enquanto os mortais os fortalecem com sua fé. Agora, que tal apanhar para mim uma daquelas maçãs que estão...
Antes que Victória pudesse concluir seu pedido, algo a interrompeu: Um vozerio incomum, similar a uma explosão propagou-se por todo o Jardim das Hespérides assustando as púberes ninfas que ali habitavam. (Se pensas que é Loki novamente, apresso-me em dizer-lhe que está certo. Agora, o que pretende com todas essas viagens... Já nem eu sei. Queria eu descobrir, mas neste momento estou impossibilitado de fazê-lo, a despeito de não ser um simples narrador-observador, se é o que discorre em tua mente).
—Deuses, o que foi isso? –Álvaro antecipou-se em pegar sua espada, enquanto Victória se levantou da grama verde para averiguar a origem do estrondo.
Repentinamente, um grito estrídulo foi ouvido por todos os seres em uma milha, algo verdadeiramente perturbador para ouvidos mundanos. Álvaro seguiu aquele berro até o seu epicentro: uma espantosa cratera formada em um vale que se situava entre duas colossais montanhas a norte dali. Em instantes, Victória alcançou seu cônjuge e juntos exploraram aquela erosão, espantando-se com o que encontraram ali.
—Veja Álvaro, um corpo de um homem! Espere... Eu reconheço aquele que jaz ali! Sim, só pode ser o poderoso deus Loki!
—Se você não for ajudá-lo eu cortarei a cabeça desse maldito! –Álvaro fora um grande guerreiro e experiente navegador viking de seu tempo, que descobriu terras que nenhum outro homem jamais havia alcançado ou pensado em existir. Entretanto, ao perecer e alcançar os gloriosos salões de Valhala, o guerreiro ruivo não recebera o merecido respeito do deus estrategista, que escarnecia do mesmo alegando que ele não merecia estar ali. E sabe por quê? Por que ele nunca se curvou a ninguém, apenas a Odin, seu patrono.
—Acalme-se. Tenho conhecimento de teu desgosto, mas Loki ainda é um deus, e não temos autoridade alguma para puni-lo, não importa o ensejo. Vamos, ajude-me a descer para examiná-lo mais de perto!
Ao se aproximarem do indivíduo, surpreenderam-se com um corpo isento de marcas ou arranhões — algo bizarro se levarmos em conta a presumível queda do sujeito. Usando o punho da espada, Álvaro cutucou Loki — como quem examina um animal morto – e fez com que o mesmo vagarosamente despertasse e rapidamente distinguisse o par de guerreiros.
—Tu que me estende a mão, bela guerreira, poderia dizer-me onde estamos?
—Caíste próximo ao Jardim das Hespérides, Soberano. Perdoe-me, mas qual fora o motivo de tua queda? (penso eu que fora uma queda).
—A coexistência entre nós deuses é algo instável, donzela. Aqui e acolá tu vês conflitos e intrigas, juntamente com a cólera e a inveja corrompendo o lar dos Ases. E sabe por quê? Por que todos desejam o domínio total da fé humana, a única e provável salvadora de todos nós do grande arremate, o Ragnarok. Vendo as velhas alianças se desestabilizarem, tomei por mim a iniciativa de banir-me de Ásgarðr e me assegurar nos braços mortais de Midgard.
—E o que pretendes fazer? –Victória perguntou.
—Impedir que todos aqueles que habitam o lar dos deuses saiam para tentar confrontar outros panteões divinos. Saiba que, este grande fim temido por todos, é algo esperado em toda crença e religião cultuada até hoje. Comunicando-me secretamente com divindades celtas e egípcias, percebi que a guerra não nos ajudará em ponto algum, apenas uma boa e bem pensada estratégia.
—E já a tens em sua mente? Ou ainda discorre uma revolução?
—Todos os pormenores já estão bem organizados, Reginleif. Com os portões de Ásgarðr selados, apenas a lança de meu pai poderá violá-los efetivamente. Entretanto, caso algum deus consiga escapar, o grande plano irá sucumbir, trazendo desgraça para todos nós.
—Então quer que a lança de seu pai suma? Quem seria louco o bastante para afaná-la? –Álvaro gritou.
—Tu, bravo guerreiro. Sei que tens uma antipatia por mim, e que nenhum tesouro do mundo faria com que executasse essa missão para mim. Por isso, antecipei-me em seqüestrar tua amada para que pudéssemos fazer uma “troca”. Ah, já ia me esquecendo! –Com um estalar de dedos, Loki fez com que um feixe de luz envolvesse o corpo de Victória Reginleif, revelando sua verdadeira forma: Arkran, o comandante das tropas de Loki. O semblante de Álvaro transpôs de apatia para dúvida, seguindo para ódio e fúria.
—Funesto! Para onde a mandou? –O viking tartamudeou.
—Ela está ali, aqui, acolá, além... Nem sei! Apenas faça o que eu lhe disse e tudo ficará bem! Ah, e por segurança, deli a memória dela temporariamente, para que cumpra seu dever sem se rebelar!
Fincando sua espada no chão arenoso, Álvaro observou Loki desaparecer de sua presença, enquanto o mesmo acenava cinicamente para ele. Não se sabe para onde ele foi, e nem os detalhes de seu plano, apenas que já recrutou três grandes guerreiros para efetuar seus planos por livre e espontânea extorsão.
Agora que já estás cônscio acerca dos precedentes de Anahi e Victória, demos continuidade à história no terceiro capítulo.
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