A Única Exceção.
10 Insistência.
Notas iniciais
Gente sei que fui cruel parando nessa parte, maaaas dessa vez eu nem demorei vaai *--*
Aiii to feliz, nem imaginava que eu fosse chegar ao capítulo 10, pq como eu disse no perfil, eu sempre paro de escrever as historias que eu começo... mas graças aos reviews e apoio de vcs eu estou aqui ainda hein *OO*
Queria dar as boas vindas a QuiMeirelles, espero que continue acompanhando flor ^^
Obrigada a todas as minhas lindas que mandaram review e vamos lá!
Boa leitura e erros, desculpem-me (:
Sentei-me no sofá calado. Aquilo sim iria ser constrangedor. Continuei evitando o seu olhar imaginando que talvez um certo descontrole fosse tomar conta de mim caso eu o fizesse.
Peguei o controle e liguei a televisão colocando em um canal qualquer, onde passava uma programação qualquer que não me interessa nem um pouco. Eu até mirava a TV, mas não prestava atenção em nada. A situação era desagradável e eu estava torcendo para que ele não inventasse dizer nenhuma palavra até a hora que aquilo finalmente acabasse.
Tom repetiu o mesmo ato que eu e sentou-se no sofá ao lado, de dois lugares, ajeitando a calça larga ao corpo em seguida. Somente o mirei enquanto ele se ocupava com suas roupas. Voltei rapidamente a fitar a televisão assim que o olhar dele também chegou a mim. Ouvi uma suave risada depois disso. Revirei os olhos impaciente.
- Você está com fome? Ahn... Quer jantar? – perguntei após sei lá quanto tempo mudo.
- Não, valeu, eu já jantei em casa – respondeu Tom voltando o olhar pra mim que acabei retribuindo.
- Hum, então tá.
- Mas fica a vontade se você quiser...
- Ah não, eu to sem fome – e realmente estava. Por mais que até agora nada tivesse sido colocado no meu estômago. Que droga! Desde quando ele me faz perder a fome?!
Comecei a mexer em algumas mexas de cabelo ainda molhadas e percebi que seus orbes castanhos estavam pousados em mim. Senti meu rosto esquentar e logo parei o que estava fazendo.
- Bill olha só, com relação ao que aconteceu hoje mais cedo eu...
- Nada aconteceu mais cedo. – o interrompi antes que ele concluísse o que pretendia dizer.
Continuei olhando fixamente para frente, mas pude notar que sua expressão mudou para uma meio indignada.
- Como não? Nós... – ele começou protestando, mas eu novamente o cortei.
- Já falei pra você esquecer.
Voltei meu olhar para ele encarando-o firmemente.
- Impossível. Aquele beijo não sai mais da minha cabeça – emudeci me sentindo corar um pouco. Tom se ergueu do sofá e veio até o que eu me encontrava.
- O que você pensa que está fazendo?! – indaguei rápido ao vê-lo posicionar o joelho no acento ao lado do meu inclinando levemente o corpo na minha direção. Eu fiz o mesmo, mas para o lado oposto, em busca de distância.
- Você não sai mais da minha cabeça... – ele começou a percorrer a mão esquerda pelos meus cabelos enquanto a outra ficava no encosto do sofá apoiando-o.
- Tom para com isso, sai daqui... – postei minhas duas mãos em seus ombros procurando controlar sua aproximação.
- O que você acha que eu vim fazer aqui? – ele me olhou ainda acariciando meus cabelos. Fiz uma cara incrédula assim que entendi o que ele quis dizer.
- O que? Você contou...?
- Por que não? Você fez a mesma coisa.
- Quem disse? Eu não falei nada – comecei a ficar nervoso com a insistente proximidade dele – Por que você contou pro Gordon, com que cara eu vou olhar pra ele agora? – perguntei meio desesperado imaginando a vergonha que seria a próxima vez que eu precisasse encará-lo.
Ele deu risada jogando o corpo um pouco para trás.
- Com a mesma que eu olhei pra Simone – respondeu simples sorrindo pra mim.
- Acontece que você é um cara de pau! E a minha mãe não faria você ficar constrangido depois! – ele se inclinou ainda mais chegando perto do meu rosto.
- Então você admite que falou?
- Que? Não! – arregalei os olhos e tentei sair debaixo do corpo dele. Minha tentativa foi absolutamente frustrada quando ele rapidamente me deixou sem saída, colocando a mão que acariciava meus cabelos a pouco, no braço do sofá.
- Se você fazia questão de fingir que nada aconteceu então porque falou com a Simone?
“Mas é a puta que pariu mesmo viu!” Mordi o lábio inferior olhando-o de baixo.
- Eu... não falei. – e lá estava eu gaguejando de novo.
- Por que será que todas as suas defesas acabam quando eu chego perto? – tentei me afastar novamente, mas parece que ele estava amarrado á mim e cada movimento contrário que eu fazia o trazia mais para perto – Por que será que a sua resistência falha quando eu tento te beijar? Você quer tanto quanto eu.
Senti minha respiração faltar por alguns instantes e meu coração bater mais rápido bombeando de forma acelerada o sangue pelas minhas veias.
- Tom para com isso, é sério...
- Me dá um bom motivo que eu paro.
Engoli em seco sem conseguir desviar o olhar. Ele continuava me olhando fixamente, os olhos com um brilho tentador e aquele maldito piercing movimentando-se em seu lábio inferior.
- Sai de cima, você está pesando... – eu não pretendia que aquilo fosse um “bom motivo”, mas foi a primeira coisa que me veio a mente quando senti seu corpo pressionando o meu.
- Não é um bom motivo.
Tom acabou de vez com o espaço que nos separava e deu inicio, pela segunda vez no dia, a um beijo, calmo e sem língua. Seus lábios somente buscavam os meus.
Eu continuei inerte, sem esboçar nenhuma reação. Ele estava certo. Eu queria tanto quanto ele parecia querer, mas mesmo com isso minha mente ainda buscava fazer a coisa certa, e, com certeza, beijá-lo não era.
Tom se afastou um pouco me olhando nos olhos.
- Sabia que você também é lindo sem maquiagem?
- Tom, não faz isso... – tentei pela última vez impedi-lo.
- Não dá, eu já não consigo mais ficar longe.
A tentativa não funcionou, e mais uma vez me rendi a ele, não conseguindo evitar mais um beijo. Dessa vez posicionei uma mão em sua nuca, puxando-o para perto. Tom, notando a minha desistência em resistir, desapoiou o braço do sofá ficando sobre meu corpo em um contato direto. Senti uma rápida corrente elétrica percorrer cada milímetro do meu corpo me fazendo apertar sua cintura de modo a nos aproximar mais.
Ele continuava acariciando meus cabelos engrenhando os dedos nos fios levemente úmidos. Com sua mão esquerda livre aproveitava para conhecer a lateral do meu corpo por dentro e por fora da camisa que eu vestia, causando-me suaves arrepios por toda a pele.
Nosso beijo continuava calmo e carinhoso, do mesmo jeito que iniciou. Ele ia devagar, quase que com medo de me fazer desistir.
Tudo que me impedia, que passava na minha mente antes daquilo acontecer, eu já não lembrava mais. Seu simples toque me fazia esquecer e ter certeza de que não havia nenhum mal. De que eu não estava fazendo errado e que estar com ele era o que importava. Quanto mais perto dele eu ficava, mais perto eu precisava continuar.
Sem que esperássemos o telefone tocou, alto para nossa distração, desviando rapidamente nossas atenções e me fazendo praticamente saltar com o susto. Afastei Tom, erguendo o tronco do sofá, e empurrando-o para o lado oposto.
- Sai, eu vou atender...
Fiz menção de me virar para pegar o telefone, que soou novamente, mas ele se aproximou rapidamente depositando um beijo estalado em meus lábios.
- Tom! – mesmo repreendendo-o não pude evitar sorrir ao vê-lo fazer o mesmo erguendo as mãos como se pedisse desculpas silenciosamente.
Atendi ao telefone.
- Alô?
- Bill onde tá o seu celular que você não atende? – Daniel falou do outro lado da linha fazendo uma enorme carga de culpa cair em cima de mim ao voltar à realidade.
- Ah Oi, desculpa eu to longe do celular...
- Você nem me ligou. E ai como foi na casa do Tom? – ele perguntava animado.
Olhei para o de tranças que continuava sentado na minha frente. Estava com o cotovelo apoiado no encosto do sofá, fazendo sua mão dar suporte a sua cabeça meio inclinada, observando-me.
Não queria dar detalhes de nada, menos ainda na frente do Tom. Demorei um pouco para responder o que fez Daniel chamar por mim.
- Bill?
-Ahn desculpa é que eu... – não podia falar que estava ocupado, Tom acharia que o motivo era ele, não que necessariamente não fosse, e nem começar a dar detalhes de como foi aquela “aulinha” com o mesmo. Eu estava realmente ferrado – estava ocupado.
Tom sorriu para mim na mesma hora, me fazendo semicerrar os olhos para ele.
- Tá... mas me conta como foi?
Por que ele sempre tem que persistir viu?
- Foi bem. Normal né, sem novidade.
- Ai por que você nunca me dá detalhes? – ele questionou com uma voz falsamente irritada.
- Porque dessa vez não há detalhes!
Não tinha mesmo muito que dizer. Nada que lhe fosse interessante pelo menos. Cogitei dizer que foi simplesmente uma aula, mas claramente Tom perceberia que eu me referia a ele.
- Olha só a gente conversa amanhã na escola – voltei minha atenção para qualquer parte da sala que não fosse Tom – Eu quero mesmo falar com você.
Lembrei-me do que havia conversado com minha mãe e tive certeza de que não devia continuar com aquilo. Contaria ao Daniel, ao menos uma parte, e me afastaria definitivamente do Tom.
- Ah tá bom então. Mas quer me falar o que? – já notei certa euforia nas suas palavras. Provavelmente ele imaginava ser algo bom. Lamentei por dentro esse seu pensamento.
- Não se preocupa que eu te falo amanhã.
- Ain tá bom. Então a gente se vê na escola.
- Certo.
-Tchau, beijo.
- Outro... Tchau – falei meio baixo já colocando o telefone outra vez no gancho.
Tom direcionou o olhar, que estava até o momento na televisão, para mim. Senti que ele pretendia se aproximar outra vez e mais que depressa me levantei. Fitou-me indignado.
- Com licença – já pretendia me retirar, mas ele me chamou antes.
- Aonde você vai? – ergueu-se do seu acento também.
- Eu vou... tomar banho.
Tom chegou perto aspirando o perfume do meu pescoço e cabelos fazendo-me soltar um leve suspiro.
- Mas você já tomou banho. Tá tão cheiroso.
Dei alguns passos para trás me afastando rapidamente.
- Mas eu quero tomar banho, será que eu não posso mais tomar banho?!
Ele deu risada se jogando no sofá.
- Você que sabe.
Revirei os olhos e subi as escadas indo direto para o meu quarto.
Mesmo já tendo tomado banho pretendia sim repetir o mesmo ato. Sentia meu corpo meio quente e estranho, e o perfume gostoso de suas roupas ficara grudado em mim. Precisava me livrar disso. Não era uma boa idéia de resistência continuar com o cheiro do Tom em minhas roupas.
Tranquei a porta do meu quarto e banheiro, para não correr o risco de ser surpreendido de nenhuma forma, e prendi meus cabelos pra cima, logo após me despi, entrando embaixo da água morna do chuveiro.
Demorei mais do que costumava no banho na tentativa de me manter ocupado e longe do ser que habitava minha sala.
Seu beijo era estranhamente perturbador e mexia tanto comigo como nenhum outro fez ou faria em muito tempo, eu tinha certeza. Ele estava certo quando disse que todas as minhas defesas acabavam perto dele. Era como se nossos corpos gritassem por aproximação quando ficávamos minimamente perto um do outro.
Não sei especificar, mas depois de longos minutos sai do chuveiro pegando a toalha pendurada ao lado do Box e me enxuguei antes de retornar ao quarto com a mesma enrolada à cintura.
Peguei outra roupa no guarda-roupa, para me livrar de vez do perfume do Tom, e vesti sem pressa. Coloquei um moletom azul marinho e uma blusa branca um tanto quanto larga, usando por cima um casaco preto porque, por algum motivo, no momento eu me encontrava com frio.
Soltei novamente os cabelos e me olhei no espelho. Estava mesmo sem maquiagem alguma no rosto. Pensando bem até que não estava mal, mas mesmo assim não cogitei a possibilidade de sair por ai desse jeito.
Destranquei a porta do quarto e sai rumo às escadas, descendo-as e avistando Tom olhando distraidamente para a televisão. Ele parecia incrivelmente adorável naquele momento. Sorri involuntariamente, depois retornei ao sofá que anteriormente me encontrava sentado.
Ele voltou sua atenção para mim.
- Demorou hein. Pensei que ia me abandonar aqui – começou ele irônico.
Fingi não dar atenção ao que ele disse e somente falei:
- Mas que horas são? Será possível que a hora não passa! – cruzei as pernas em cima do sofá apoiando os cotovelos nas mesmas.
- Nossa a minha companhia está tão ruim assim? – ele repetiu o mesmo tom irônico de antes sorrindo abertamente em seguida para mim.
- Tá. – arqueei a sobrancelha direita olhando-o diretamente.
Soltou uma risada alta ao me ouvir responder.
- Você me faz rir sabia?
- Acredite, não é a intenção.
Precisava me manter firme e decidido. De preferência longe dele, pra conseguir depois fazer o que eu devia. Me afastar de vez.
Continuamos olhando para a televisão e a programação prosseguiu variando. Permanecemos calados e eu notava que hora ou outra Tom direcionava o olhar pra mim. Sempre que isso acontecia, eu procurava me focar no aparelho a minha frente. Eu nunca conseguia resistir aos seus olhares.
Começou a passar um filme, totalmente desinteressante pra mim, mas aparentemente interessante pro Tom. Não imagino como ele conseguia sempre ter algum comentário a fazer sobre qualquer cena que fosse. Mesmo eu não prestando a mínima atenção seria impossível fazê-lo com as reclamações dele.
- Meu, qual o problema desse cara?! – pela qüinquagésima vez ele se intrometia no filme.
- Meu Deus, já vi que é impossível assistir televisão com você!
- A gente pode fazer outra coisa se você quiser... – ele me sorriu malicioso recebendo um olhar cortante e indignado em reposta.
- Divirta-se com seu filme!
No mesmo momento em que Tom começou a dar risada ouvimos a chave ser colocada na porta pela parte de fora. Finalmente eles tinham chegado!
Gordon e Simone adentraram a casa rindo e de mãos dadas. Visivelmente estava tudo ótimo entre eles. Não pude evitar sorrir vendo a felicidade dos dois.
- Olá meninos! Pelo visto estavam se divertindo... – começou Gordon. Olhei pro Tom que no momento segurava uma risada provavelmente alta que queria soltar.
- E como pai...
Lembrei-me instantaneamente que Tom havia contado tudo pro seu pai. Senti meu rosto corar e rapidamente olhei para baixo.
- Oi meninos! – repetiu minha mãe com a mesma empolgação do seu acompanhante.
Fitei-a ainda meio vermelho, mas sorridente.
- Oi – falei notando que ainda não tinha dado sequer uma palavra.
- Bom meu filho vamos, já está tarde e amanhã você tem aula – falou Gordon depositando um selinho rápido em Simone, sim, um selinho rápido, fazendo-a no mesmo instante corar – Nós já vamos indo – abraçou-a voltando-se depois para nós.
Tom se ergueu do sofá em seguida. Caminhou até onde eu me encontrava e se inclinou em minha direção. O desespero tomou conta de mim. Ele não ia fazer isso na frente dos nossos pais certo? Deu um prolongado beijo em minha bochecha direta para logo em seguida no meu ouvido sussurrar:
- Eu não desisto fácil...
Depois se ergueu outra vez como se nada tivesse sido feito e caminhou até Simone e Gordon que nos olhavam sem reação.
- Vamos? – mais cara de pau do que o Tom provavelmente não deve existir.
Seu pai concordou acenando para mim, que ainda estava praticamente roxo de tão vermelho, se despedindo me fazendo erguer fracamente a mão acenando de volta. Tom deu um beijo no rosto da minha mãe e, me olhando maliciosamente pela última vez, saiu com o pai rumo à casa ao lado.
Simone fechou a porta virando-se em seguida para mim meio pasma.
- O que foi aquilo?
- Eu não sei...
Notas finais
Ainda nao foi dessa vez que rolou um lemon, que algumas possivelmente podem ter imaginado, maaaas... eu prometo caprichar ;) AUSHAUSAHSAUSH'
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AHH e leitores fantasmas, eu sei que vcs estão ai u.u espero uma opinião de vcs tbm! kkk
Beeijos ♥
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