A Única Exceção.
8 Aula Particular.
Notas iniciais
Mesmo mesmo mesmo, eu já estava meio atrasada pq nao consegui postar até sabado, ia postar no domingo á noite, que foi qndo eu consegui terminar o capitulo, mas o Nyah tava em manutenção e ai né... ontem nao tive tempo mesmo entao por isso estou aqui hoje ^^
Bom... Alguns recaditos:
Primeiro queria agradecer a megafofa da yomara que recomendou minha humilde fic *OOOOOO* Thanks flor, adoorei msm!! *momento emoção primeira indicação*
Cap. tá suuper dedicado a você viu *-*
As minhas fofas leitoras que comentaram tbm, e que espero que não me abandonem pela minha demora, ee tbm queria dar as boas vindas a Júh KPL, leitora nova, espero que continue acompanhando flor ^^
Bom acho que chega eu sempre falo demais nas notinhas --' kkk
AHHH espero que esse cap compense a demora e que vcs gostem pq eu gostei de escrever hehe kkk
Boa Leitura, e claro qlqr erro me perdoem (:
- Bill, Bill!
Olhei pra trás já sabendo que aquela voz era do Daniel. Ele vinha correndo na minha direção.
- Siiiim... – comecei parando para que ele me alcançasse.
- Planos pra mais tarde? – indagou meio ofegante e com as bochechas meio rosadas devido à corrida.
Meio que congelei com a pergunta e torci mesmo para que ele não tivesse percebido. Continuou notando a demora na minha resposta.
- Me acompanha no shopping? Estava querendo fazer umas comprinhas. – ele sorriu se mexendo infantilmente na minha frente.
- Huum... Qual a ocasião? – perguntei interessado.
- A festa do Tom — piscou pra mim em seguida.
Todo o meu interesse sumiu e eu falei sarcástico:
- A festa que nós NÃO fomos convidados?
Daniel bufou impaciente.
- Como eu já falei, ainda não fomos...
Balancei a cabeça negativamente não entendendo de onde ele tirava toda aquela positividade.
- O caso é que eu preciso de uma roupa nova. – me puxou pelo casaco nos guiando pelos corredores – Andei dando uma olhada no meu guarda roupa e não tenho nada interessante.
- Como não tem nada interessante Daniel?! Você tem um monte de roupa! – questionei incrédulo. Se tinha uma coisa que ele tinha de sobra eram roupas.
- Eu disse que eu não tinha nada de interessante, não que eu não tenho roupas...
Revirei os olhos achando tudo à mesma coisa.
- Mas fala! Você tem planos pra depois da escola?
- Ahn... – comecei meio sem graça – Tenho – sorri amarelo em seguida.
Ele murchou consideravelmente.
- Ai Bill credo! Quais são os seus planos que não me envolvem?
- Claro que envolvem! – mudei a situação dando a entender que a situação “poderia” ser proveitosa pra ele.
- Então...
- Você não pediu pra eu me aproximar do Tom? Então, eu vou ajudá-lo a estudar hoje. – falei aquilo meio que repetindo pra mim mesmo. Era importante que aquilo ficasse bem explícito na minha mente.
“Daniel gostava do Tom, e eu era apenas o amigo que o ajudaria a conquistá-lo. Sem envolvimentos, sem emocional. Hoje eu estava indo em sua casa exclusivamente para ajudá-lo a entender a matéria!”
Isso foi o que eu repeti em mente durante muito tempo. Não que tenha funcionado.
Tudo que o Daniel havia murchado retornou em forma de um sorriso imensamente feliz.
- Ééé? – ele parou no meio do caminho ficando na minha frente postando as mãos nos meus ombros me impedindo de andar também – Quando?
- Depois da aula né! – falei tirando-o da minha frente e voltando a andar.
- Huum sim... Então eu te perdôo. – disse sorrindo me fazendo imitá-lo com ligeiro toque de pesar perceptível só para mim. – Já vi que você vai ter mais coisas pra me contar – deu uma risada meio maléfica me fazendo erguer as sobrancelhas e desmanchar o sorriso no rosto.
- Ai lá vem você viu...
- O que adianta você falar com ele se eu sequer souber o que aconteceu?
É. Não pude evitar ficar calado. Não era que eu não quisesse contar o que acontecia, era antiético contar mesmo. Limitei-me a fazer cara de quem concordava e nada mais. Daniel sorriu vitorioso pra mim.
- AHH, vamos logo pra sala e larga de ser sarcástico!
Rindo continuamos nosso caminho para o resto de nossas aulas.
~~
- Então a gente se fala mais tarde Bill...? – começou Daniel quando estávamos no portão depois de mais um dia cansativo de escola encerrado.
- Ahan... Mas e o shopping você ainda vai?
- Ah não sei, seria muito melhor se você fosse comigo né maas... – sorriu manhoso pra mim recebendo um leve aperto de bochecha em troca – Acho que eu vou dar uma passadinha só pra olhar. Se não for vantajoso você vai comigo amanhã – terminou piscando.
- Com todo prazer, você sabe que eu não sou de recusar ida ao shopping – e não era mesmo, mas aquela situação era especial. Especial não! Um caso a parte. Se eu não tivesse me oferecido pra essa “aulinha” agora poderia ir tranquilamente até o shopping com meu melhor amigo e espairecer, o que eu estava necessitando urgentemente naquele momento. Ao invés disso eu consegui piorar ainda mais as coisas, dedicando mais uma parte do meu precioso tempo com o Tom!
- Maaas a ocasião pede uma mudança de hábitos, eu entendo. Bom, agora eu tenho que ir porque ainda pretendo passar em casa...
- É, eu também. Tchau Dan.
- Tchau Bill.
Me deu um abraço de despedida e seguiu para o caminho oposto rumo a sua casa, antes sorrindo abertamente pra mim.
Virei-me outra vez para o portão e vi Tom saindo conversando animadamente com uns amigos. Tratei logo de sair dali pra evitar “enfrentamentos” e fui a passos rápidos para casa. Infelizmente ainda lembrei-me do bilhete da minha mãe e torci pra que ela ainda não estivesse em casa quando eu chegasse. Pouparia-me de explicações chatas.
~~
Chegando em casa, graças a Deus, dona Simone não se encontrava.
Tirei a toca que eu usava e joguei no sofá de qualquer jeito junto com a mochila e subi para tomar um banho e seguir para casa do Tom. Não era exatamente que eu estivesse ansioso, era só pressa mesmo, afinal disse que iria depois da escola, certo?
Tomei rapidamente meu banho e procurei uma roupa básica para vestir. Só coloquei uma calça jeans preta, uma blusa qualquer que vi no armário e troquei de tênis.
Desci novamente e como estava sem fome resolvi nem comer nada. Peguei um caderno e uns livros da mochila, coloquei meu celular no bolso e sai.
Toquei a campanhia da casa ao lado e a porta logo foi aberta por ele.
- Oi – falei sorrindo fraco.
- Oi. Você veio rápido... – ah! Que legal, o desesperado veio rápido! Devia ter esperado mais um pouco em casa mesmo, eu sabia. Mas ele tinha dito depois da escola, que horas esperava que eu aparecesse aqui afinal? Somente sorri e não disse nada. – Entra.
Deu passagem para que eu entrasse e assim o fiz. Fechou a porta as costas e depois virou-se ficando na frente da mesma olhando para mim, que rapidamente mirei-o o vendo através do espelho que, no momento, eu estava dando uma rápida olhada.
- Então... Onde a gente vai estudar? – perguntei breve enquanto ele somente me observava calado.
- Ah pode ser no meu quarto, daqui a pouco o Gordon chega e lá a gente fica mais a vontade. – ele sorriu e mesmo eu achando que era para soar normal me pareceu meio perversinho na real.
- Tá, pode ser... – somente concordei.
- Vem. — ele fez sinal para que eu subisse junto com ele e eu fui já conhecendo o caminho do quarto.
Antes de chegar até a porta eu dei uma rápida paradinha em frente a um grande, e tentador, diga-se de passagem, espelho na parede do corredor, para dar uma olhada e arrumar meu cabelo. É, eu gosto mesmo de espelhos!
Mas afinal, qual era a minha preocupação com isso? Não era eu quem devia agradar o Tom era o Daniel!
- Por que você tá se olhando no espelho de novo? Você já tá ótimo. – ouvi a voz do Tom perguntando encostado ao batente da porta sorrindo de um modo extremamente cativante. O que ele ainda estava fazendo ali, eu não sei.
Senti-me ruborizar violentamente.
- Ah... – não sabia muito bem o que dizer pra quebrar aquele clima desconfortável que se instalou e me decidi por apenas agradecer e entrar de uma vez no quarto para estudar e o quanto antes sair dali. – Obrigado, mas vamos estudar...?
Ele conseguiu abrir um sorriso ainda mais lindo e concordando afastou-se da porta dando espaço para que eu pudesse entrar no quarto.
Entrei e ele fez o mesmo fechando a porta e sentando na cama, me fazendo repetir o ato em seguida.
Ainda estava sentindo tudo muito desagradável, mas eu resolvi ser prático pra acabar com aquilo de uma vez, sem estresses.
- Bom por onde começamos...? – perguntei colocando os livros no colo e abrindo o caderno em qualquer pagina aleatória.
- Você que manda aqui, você é o professor – brincou ele sorrindo.
Não sei por que, mas qualquer coisa que esse menino fale me parece mais malicioso do que deveria.
- Ahn certo... – comecei meio desconcertado depois do que ele disse – Vou te explicando a matéria e passando alguns exercícios pra você treinar tá?
- Ok.
Abri os livros que trouxera, que depois lembrei que Tom obviamente também tinha, como era de se esperar já que ele estudava na mesma sala que eu, e comecei a explicar tudo o que eu sabia contando com a ajuda de todas as anotações que eu mantinha no caderno. Ele parecia concentrado e entendido do que eu estava falando e a maior parte do tempo estava absorto no exercício que eu ensinava.
- Tá entendendo? – eu perguntava pacientemente a cada explicação que dava. Tom era um ótimo aluno, pegava as informações rápido e, se mostrava interessado em aprender. O único problema era eu mesmo que estava com algumas dificuldades de concentração diante da proximidade dele enquanto escutava atentamente cada palavra que eu dizia.
- Uhun. – ele concordou desviando o olhar para mim.
Não quis sustentá-lo por muito tempo para não acarretar problemas e continuei.
- Ah... Então... Faz esses exercícios aqui e depois eu... Corrijo. – terminei sorrindo meio nervoso e lhe passando o caderno deixando ele entretido com alguma coisa enquanto eu colocava minhas idéias no lugar.
Mirei a janela que dava pra qualquer lugar que eu nem estava vendo onde era muito bem e assim fiquei aguardando ele terminar. Nem notei que ele não estava fazendo exercício nenhum e sim me observando com a mesma intensidade que eu olhava para a janela. Assustei-me ao me virar e dar de cara com ele.
- Ai que susto – falei com a mão no peito. Ele me pegou de surpresa realmente. No momento ele somente sorria pra mim. – Que foi? Não tá conseguindo...? – perguntei olhando pro caderno em suas mãos.
- Não...
- Por quê? – pronto, ainda por cima sou um péssimo professor!
- Você tá tirando a minha concentração – ele falou olhando fixando pra mim ainda. Mas eu não estava fazendo meu Deus!
- Por que, que eu to fazendo? – já comecei a ficar revoltado.
- Você tá aqui.
Emudeci e corei ao mesmo tempo. Minha presença estava desconcentrando ele?
- Ahn... mas eu to aqui... justamente pra te ensinar. – incrível como ele tinha o poder de me fazer gaguejar tantas vezes em um só dia.
- Fica meio difícil olhar pros cadernos quando eu posso olhar pra você. – Tom falou simples e objetivo.
Senti minhas bochechas esquentarem incrivelmente. Mirei o chão sem saber o que dizer depois dessa. Não tinha o que dizer mesmo. Como o Tom era prático... Fiquei impressionado com a cara de pau dele.
Ele colocou os cadernos de lado e eu senti-o aproximar o corpo. Ergui a cabeça naquele momento na intenção de impedi-lo de fazer seja lá o que ele estivesse pretendendo.
- Tom – comecei a falar postando minha mão direita em frente a seu corpo — Acho melhor a gente continuar... – fui impedido por ele de prosseguir minha fala.
- O que a gente ia fazer ontem? – dessa vez olhou-me meio malicioso se aproximando mais deixando poucos centímetros de distancia entre nós. Arregalei os olhos ao ouvir o que ele disse.
- Não! A estudar! – afastei-me mais um pouco.
- Prefiro a minha opção.
Eu não pude sequer dizer mais nada. Somente vi-o eliminar a distância que nos separava e me puxar pela nuca selando nossos lábios demoradamente.
Ainda me restava um pingo de sanidade para tentar afastá-lo, mas essa que foi totalmente esgotada quando senti seu corpo ainda mais próximo, grudado ao meu. Tencionei o corpo um pouco para trás inicialmente na intenção de me afastar, mas depois cedendo colocando a mão em sua cintura e lhe puxando com certa força a camisa. Ele foi mais rápido a pedir passagem com a língua para aprofundar o beijo e eu sem demora concedi anestesiado com aquela sensação.
Seus lábios eram tão doces e macios, como talvez eu até um dia tivesse imaginado, mas com certeza muito melhores.
Nos beijávamos calma e lentamente. Era como se estivéssemos somente conhecendo ainda o gosto um do outro. O que não deixava de ser. Sem que eu pudesse saber ele já havia me deixado viciado.
Nossas línguas brincavam e literalmente brigavam por espaço em ambas as bocas explorando cada lugar possível.
Tom postou sua mão livre em minha cintura me puxando para mais perto que conseguisse e eu me enrosquei ainda mais em seu corpo colocando uma das mãos em suas tranças, puxando-as suavemente de vez em quando.
Senti-o forçar levemente ambos os corpos para trás, quase nos deitando na cama e algum resto de realidade passou pela minha mente me fazendo, com muito esforço, me afastar dele depressa.
- O que... – comecei meio desnorteado me endireitando na cama e empurrando-o para longe – O que foi que você fez?
- O que nós fizemos...? Nos beijamos. – ele disse começando a se aproximar outra vez mexendo tentadoramente em seu piercing. Empurrei-o novamente.
- Eu percebi e... — me levantei rápido procurando meus livros e caderno.
- O que foi? – agora nem ele estava entendendo mais nada.
- Eu to indo embora. – falei recolhendo minhas coisas e me dirigindo a porta.
- Por quê? – ele me puxou pelo braço me fazendo encará-lo.
- Por que isso não devia ter acontecido, você vai esquecer que isso aconteceu... e... isso não vai se repetir nunca mais! – disse rápido e no fundo com certo pesar. Desvencilhei-me e abri a porta saindo do quarto a passos largos.
- Bill! — ainda ouvi-o chamar alto, mas procurei nem dar atenção.
Desci as escadas correndo e dei de cara com Gordon na sala lendo jornal sentado no sofá.
- Bill! Não sabia que você estava por aqui... – ele começou a se erguer para me cumprimentar suponho.
Não sabia onde enfiar a minha cara e simplesmente como um furacão passei por ele apenas dizendo:
- Tenho que ir!
Bati a porta a minhas costas e fui correndo para casa.
Notas finais
Voces devem estar pensando "até que enfim né, 7 caps e nada meeeu" UASHUASH'
Mas sabe como eh, eu não podia apressar esse momento importante né!
ESPERO que alguns leitores ai inexistentes nas reviews resolvam aparecer depois desse primeiro beijo u.u kkkk
Posso dizer que a partir daqui começa a parte interessante meeesmo que eu queria escrever =X AUSHAUSHASUH'
Até o próximo cap.
Beeijos ♥
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