A Única Exceção.
9 Consequências.
Notas iniciais
Que vergonha da minha demora... sério o.O kkk
Ai desculpa mesmo viu, mas é que a criatividade tava suuper em falta e eu não estava conseguindo colocar nada de bom nesse cap. Na verdade a parte final eu criei de última hora pra deixar as coisa mais empolgantes e enfiiim AUSHAUH'
Também estava escrevendo uma outra fic, uma one na verdade e precisei terminá-la logo pq já estava enlouquecendo aqui kkkk Quem quiser ler: (https://www.fanfiction.com.br/historia/179916/Biorg_Radar.) Pra quem gosta de Biorg, é a minha primeira *--*
Booom...agradeço a todas as minhas fofas que comentaram no cap anterior, fiquei muuuito feliz, dou as boas vindas a Bikaulitz, AzumiChang e a
Duds 2012 (espero que continuem acompanhando flores ^^) e tbm agradeço a yomara que recomendou outra fic minha e eu não tinha visto *OOO* Obrigada sua linda!!
Acho que é só e chega por hoje ;)
Desculpem errinhos e Boa Leitura!
Entrei em casa ainda meio afobado e dei de cara com a minha mãe assim que tranquei a porta atrás de mim.
- Oi meu filho... onde você estava? – ela se encontrava na cozinha preparando antecipadamente o jantar.
Continuei do mesmo modo estático respirando fundo encostado à porta.
- Bill o que você tem? – perguntou ela desviando a atenção do que cortava no balcão e olhando para mim.
Mirei-a calado. Eu ainda estava organizando tudo que se passava na minha mente naquele momento. E não eram poucas coisas com certeza.
- Filho, o que foi? – ela repetiu vendo que eu ainda não tinha dado nenhum sinal de vida. Veio até mim preocupada.
Sorri mecanicamente assim que ela se aproximou o que não a convenceu nem um pouco.
- Nada – respondi depois de um século. Simone franziu o cenho com ar ainda mais inquieto pra mim.
- Vem aqui... – me guiou até o sofá, colocando os livros que estavam em minhas mãos de lado e sentou-se junto comigo. – Primeiramente, onde você estava?
Pensei um pouco antes de dar a resposta. Decidi não mentir, afinal ela mesma já tinha plantado dúvidas na minha cabeça com relação ao Tom.
- Na casa do... Gordon – preferi falar o nome do dono da casa.
- Com o Tom suponho...? – foi mais uma afirmação do que uma pergunta propriamente dita.
- É.
Simone continuou me fitando esperando qual seria o meu próximo passo. Nem eu nem ela dissemos nada, embora eu soubesse que quando isso acontecesse, eu teria que ser o primeiro. Depois de minutos, que para mim pareceram eternos, me pronunciei.
- Mãe... eu não podia – falei pausadamente. Ela somente ergueu a sobrancelha esperando que eu prosseguisse. – O Daniel gosta dele mãe! – falei como se aquilo fosse óbvio para ela. Como se ela soubesse de quem e de quê eu estava falando.
Ainda não tinha me dado conta de que para Simone eu não estava falando coisa com coisa então resolvi ser um pouco mais preciso.
- Você estava certa quanto ao Tom.
Ela abaixou a cabeça meio pensativa. Suponho ligando o que eu tinha dito em busca de alguma informação decente.
- Ok, vamos do começo...
Até eu estava achando aquilo muito estranho, resolver desabafar com a minha mãe que eu beijei o Tom. Mas eu deveria contar a quem? Naturalmente ao Daniel, tirando o simples e insignificante fato de que o garoto em questão era o “seu” Tom!
Ajeitei-me no sofá e contei a ela sobre tudo o que havia acontecido sem meias palavras. Depois que terminei fiquei esperando a sua reação, que demorou um pouquinho para vir.
- Mas qual o problema meu filho? Se a sua preocupação somos eu e o Gordon não precisa disso. Vocês ao seriam irmãos de sangue afinal...
Arregalei os olhos ao mesmo tempo em que fazia uma cara incrédula. Não era necessariamente essa a minha preocupação. Depois, com certeza, me lembraria de tratar desse assunto.
- Não é bem isso... – Simone fez um aceno incentivando-me a continuar – Ahn... O Daniel é o problema, no caso...
- Pensei que você tivesse dito tudo.
- Então – me remexi no sofá incomodado. Até minha mãe me chamaria de fura-olho agora! – É que o Daniel me contou... a um tempinho, que está apaixonado pelo Tom -
Só de repetir aquilo em voz alta já me senti um total falso com ele. Simone abriu a boca formando um “O” que ela pretendia que fosse discreto.
- Eu sou um falso, mãe, eu sei! – coloquei as mãos no rosto de forma a cobri-lo por inteiro.
- Bill, eu não disse nada disso...
- E nem precisa dizer que eu já sei! – continuei na mesma posição, meio que esperando que a solução caísse do céu. Como claramente aquilo não ia acontecer me contentei em ouvir o que minha mãe tinha a dizer.
- Meu filho, nós sabemos é um impossível mandar no coração. Isso é uma coisa que você não pode controlar.
- Mas eu devia ter impedido! – ainda me perguntava como havia deixado aquilo acontecer. Nunca fui de fraquejar, ainda mais se tratando de alguém que pouco eu conhecia. Então por que aquele menino andava me afetando tanto? Um simples beijo nunca mexeu desse jeito comigo.
- Impedido como? O que você podia ter feito?
Ergui-me do sofá, inquieto.
- Qualquer coisa! Trata-se do meu melhor amigo afinal.
- É recíproco? – ela perguntou erguendo a sobrancelha.
- O que? – indaguei do mesmo jeito.
- O Tom. Eles são próximos?
Fiquei mudo. Não. Não, necessariamente. Eles não eram próximos! Eles nunca trocaram mais do que meia dúzia de palavras, imagino, e eu confesso que achava sim meio equivocado essa história toda de estar apaixonado pelo Tom, mas mesmo assim não era minha intenção duvidar disso.
- Ahn... não exatamente. Mas o que eu posso...
- Então como ele pode estar apaixonado pelo Tom? – Simone me interrompeu perguntando de uma vez. Talvez uma pergunta que até eu mesmo me fizesse, mas que era meio complicada para se responder. – De fato é esquisito amar alguém que não se conhece. – Me sentei novamente ainda meio pensativo sobre aquela situação – Isso, se chama amor platônico – terminou ela ciente de que tinha acabado com os meus problemas.
- Eu sei lá se isso se chama amor platônico ou não, só sei que o que eu fiz com ele se chama falsidade! – bufei ainda mais nervoso.
Simone sorriu de lado achando até engraçado aquele meu desespero. Porque não era ela que estava passando por isso!
Levantou-se e, me arrastando junto, retornou até a cozinha enquanto perguntava:
- E você pretende contar pra ele?
- Acho que sim. Quer dizer, seria ainda pior se eu não contasse. Mas eu não sei como – sentei-me em uma das cadeiras postadas próximas a mesa somente observando o que ela fazia.
- Bem, diga a verdade. Que você não teve culpa, que foi pego de surpresa e que aquilo não vai se repetir. Ele vai entender.
“Aquilo não ia mesmo se repetir?”
Ah, mas o que eu estou pensando da vida? Óbvio que não vai se repetir!
- Tá ele poderia até entender o meu lado, mas ele ia ficar chateado por causa do Tom. Por ele ter me beijado.
- Ai já não é com você, certo? Ele não pode cobrar uma coisa que ele nem tem. A “fidelidade” do Tom – encerrou fazendo aspas no ar.
É. Talvez eu devesse contar. Quem sabe ele até não desencava de vez e esquecia aquela história. Ai eu esquecia também e tudo ficava certo. Certo?
- É você tá certa. Eu vou contar. Eu não tive culpa mesmo! – falei a ultima parte mais pra mim mesmo, na intenção de relembrar que eu fui totalmente surpreendido e que assim que retomei a minha sanidade naquele quarto fui embora.
- Não precisa se preocupar, filho. Você vai resolver tudo antes mesmo do que imagina. — Simone veio em minha direção, abandonando o que fazia na pia, e me deu um rápido beijo na testa sorrindo em seguida – Um simples beijo não vai estragar uma amizade de anos.
- Obrigado mãe. — sorri chocho pra ela de volta.
Confesso que essa última frase me inquietou um pouco então decidi ir pro meu quarto pensar sozinho. Em geral isso costuma me ajudar.
- Eu vou pro meu quarto deitar um pouco – anunciei já me erguendo da cadeira. Simone me olhou desconfiada.
- Você almoçou?
- Ainda não, to sem fome.
- Bill você não pode...
A interrompi antes que continuasse o sermão sobre não se alimentar direito.
- Eu não vou ficar sem comer. Só vou deitar um pouco, calma – falei despreocupando-a.
- Hum, tá. Caso você durma eu te chamo mais tarde.
- Uhun.
Dizendo isso me dirigi até as escadas, subindo-as e caminhando rumo ao meu quarto.
Entrei trancando a porta em seguida e deitei na cama de qualquer jeito.
Assim fiquei por algum tempo somente fazendo com que todas as minhas idéias voltassem aos seus devidos lugares em minha cabeça.
Decididamente Tom me fez sentir estranho.
Estranho pelo fato de nunca ter ido com a sua cara e de repente a simples presença dele no mesmo lugar me deixar confuso. Estranho por estar com dúvidas sobre o que aquele beijo representou pra mim e se devia ou não esquecer aquilo definitivamente. Me senti completamente perdido e desejei nunca ter aceitado aquela proposta do Daniel.
Naturalmente com a cabeça cheia de perguntas, adormeci do mesmo modo como estava na cama. Não pretendia dormir, mas a cabeça insistentemente latejando, me fez deixar de resistir.
~~
Fui acordado pela minha mãe depois de um tempo que eu não fazia idéia do quanto era.
- Bill acorda meu filho, eu to de saída – começou Simone passando rapidamente pela minha porta e acendendo a luz do quarto, em seguida se retirando.
- Saída pra onde? – perguntei ainda meio grogue com a repentina iluminação no cômodo incomodando minha vista.
- Vou jantar fora... – a ouvi gritar de algum canto próximo da casa.
Me levantei da cama devagar esfregando o rosto para acordar de vez.
- Dona Simone, jantar fora com quem posso saber?
- Com o Gordon – ela apareceu novamente na porta sorrindo abertamente pra mim.
Dei risada achando uma graça toda essa sua animação.
Repentinamente voltaram-me todos os pensamentos que me importunaram até que eu dormisse e logo o sorriso se esvaiu do meu rosto. Revirei os olhos desejando perder a memória por alguns minutos.
Caminhei até o banheiro e tomei rapidamente um banho para despertar. Depois parei em frente ao espelho para retirar minha maquiagem que dessa vez estava bem mais fraca. Fui até meu quarto vestindo uma roupa confortável para ficar em casa e sai do mesmo procurando pela minha mãe com uma toalha em mãos enxugando meus cabelos ainda molhados.
Encontrei-a parada em frente ao espelho do seu quarto terminando de ajeitar a saia de cintura alta ao corpo. Mais uma vez ela estava radiante.
- Vai ficar sempre linda assim mesmo quando for encontrar o Gordon? – indaguei sorrindo encostado ao batente da porta secando os cabelos.
Ela se virou para mim aparentemente feliz com o meu elogio. Deu um sorriso ainda maior antes de falar.
- Ah eu peguei a primeira roupa que vi no armário – dei uma risada alta depois do que ela disse. Ela acabou por fazer o mesmo – Ele me ligou à tarde, um pouco depois de você subir. Ai me convidou pra jantar, e eu aceitei – finalizou voltando ao espelho colocando os brincos por fim.
- Huum então tá né. Eu fico aqui e janto sozinho mesmo. – dramatizei fazendo-a me olhar meio preocupada.
- Meu filho eu fiz uma lasanha deliciosa, tá no forno é só...
- Mãe calma... Eu to brincando. – falei dando risada da sua súbita preocupação – Eu vou ficar bem, vai tranqüila.
Ela sorriu aliviada saindo da frente do espelho.
- Então como estou?
- Linda! – respondi sincero jogando a toalha que segurava em sua cama – Aliás, que horas vocês marcaram?
- Ás nove.
- Nossa eu dormi tudo isso? – questionei para mim mesmo impressionado mais uma vez com a minha capacidade de apagar na cama. – Bom, acho bom você se apressar por que...
Antes mesmo que eu terminasse de falar ouvimos a campainha tocar.
- Porque está na hora – conclui depois de consultar o meu relógio.
Simone saiu correndo do quarto levando a mim e sua bolsa junto. Parou em frente à porta me olhando antes de abri-la.
- Abre! – acenei me encostando ao sofá esperando que ela o fizesse.
Só posso dizer que no momento em que a porta foi aberta meu coração quase saltou pela boca. Gordon não estava sozinho. Infelizmente não estava sozinho.
- Olá! – sorriu nos cumprimentando. Sorri fraco de volta ainda retomando a aceleração normal dos meus batimentos.
Minha mãe rapidamente retribuiu o cumprimento depois fazendo o mesmo com o outro.
- Tom... – ela também parecia meio confusa com a situação, mas procurou disfarçar assim como eu. Obviamente ela obteve muito mais sucesso com isso.
- Oi – ele respondeu pousando o olhar em mim.
- Simone eu imaginei que não tivesse problema trazê-lo para fazer companhia ao Bill. Eles são amigos...
“Não, não somos!”. Senti necessidade de gritar aquilo como uma bela de uma criança birrenta, mas não o fiz.
- Claro. Acho uma ótima idéia – disse minha mãe me encarando por cima do ombro ainda meio receosa. Olhei rapidamente para baixo evitando revirar os olhos.
- Ótimo. Então vamos? – perguntou Gordon colocando Tom pra dentro e puxando Simone para o seu lado. Passei a mão pelo rosto tentando manter a calma.
- Vamos. Bill, qualquer coisa é só ligar tudo bem? – me sorriu nervosa e acenou para Tom em despedida. Eu somente fiz o mesmo para ela.
- Tchau meninos, se cuidem! – recomendou Gordon antes de fechar a porta sumindo com os dois de vista.
Ainda assim não pronunciei nenhuma palavra como havia feito desde que a porta foi aberta. Meu coração batia forte e eu estava sentindo que aquilo daria merda novamente.
Meus pressentimentos se tornaram ‘certeza absoluta’ assim que vi Tom se virando para mim com um sorriso de canto nos lábios e aquele olhar que, me prenderia ali caso eu não fosse mais rápido.
- Oi.
- Oi – respondi baixo sem olhá-lo nos olhos.
Notas finais
Espero que vcs nao tenham me abandonado pela demora, prometo tentar ser mais rápida nessas férias ^^
Beeeeeijos ♥
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