A Última Chance - J e of

8 Capítulo 8 - Isso dói bem mais...


Notas iniciais
desculpa a demora...........mas ta ai um novo capitulo.......um pouco de drama não faz mal a ninguém.....kkkk........eu sou mto má..........espero que vcs fiquem com mta raiva do Nicolas, mais ainda..............boa leitura.........

POV Julie

Acordei sobressaltada. Tive um pesadelo, mas eu não me lembro. Só sei que era um pesadelo e um pesadelo horrível. Fiquei com uma sensação ruim, com a impressão de que algo estivesse para acontecer. Mesmo com essa sensação, eu me vesti para ir a escola, fiz minha higiene pessoal e desci para tomar café. Quando eu desço, encontro meu pai na cozinha tomando seu café extra forte.

— Oi filha. Bom dia.

— Oi pai. Bom dia. Cadê o Pedrinho? Ele não vai para a escola?

— Não. Desde ontem que ele não estava se sentido bem. Hoje ele acordou com febre e com tosse. Eu disse que ele podia ficar em casa hoje. Eu pedi alguns remédios na farmácia. Não saia de casa, que eu disse para o farmacêutico mandar o entregador trazer os remédios depois do almoço.

— Ta certo, pai. Você vai viajar hoje, né?

— É. Daqui a pouco eu vou sair. Vou pegar o vôo das nove. Provavelmente eu volto em duas semanas. – ele disse tomando o resto do café logo em seguida.

Ele volta em duas semanas. Isso me lembra que eu tenho que contar para o meu pai sobre a minha gravidez. Talvez, se ele ficar do meu lado, ele consiga convencer o Nicolas. Eu tentei contar, mas ver o meu pai me olhando com ternura e sorrindo me fez perder a coragem. Talvez eu devesse contar quando ele voltar.

Tomei meu café da manhã e peguei minha mochila. Estava saindo de casa e meu pai me chama.

— Julie, espera! – ele gritou do quarto do Pedrinho. Desceu a escada – Estava me despedindo do Pedrinho. Não queria ir sem me despedir de você também minha filha. – ele beijou o alto da minha testa e me abraçou. – Tchau, minha filha. Boa aula e até daqui duas semanas.

— Tchau. Boa viagem. – e sai.

Caminhei rumo a escola. Coloquei meus fones de ouvido e coloco uma música bem alta, só para me distrair. Chegou a escola e encontro com a Bia.

— Oi. Você está melhor? Não te vejo desde que você saiu do hospital. O que você fez no sábado e no domingo?

— Sábado a tarde eu saí com o Daniel e domingo eu não fiz nada.

— Espera? Eu ouvi certo? Você saiu com o Daniel?

— Ah, Bia. Foi só um passeio. A gente foi na praça, no parque... Nada de mais.

— Sei. Nada de mais sou eu que não fiz nada. Só fiquei em casa com o Valtinho me enchendo a paciência mandando mensagem no celular toda a hora.

— O Valtinho é um chato mesmo.

— É. Bastante. – Bia disse rindo.

O sinal toca e vamos para a sala. Os primeiros horários como sempre foram um tédio infinito. O sinal do intervalo tocou e fomos todos para o pátio. Estava conversando distraidamente com a Bia até que o Nicolas aparece e interrompe nosso papo.

— Beatriz. Você podia me dar licença. Eu queria conversar serio com a Juliana. – Nicolas disse, fazendo com que eu e Bia nós olhássemos com um olhar surpreso, pelo fato do Nicolas nos tratar com formalidade, falando nossos nomes ao invés do apelido.

— Não. Acho melhor não. Você já machucou demais o coração da minha amiga e eu não quero que isso continue. – Bia disse.

— Beatriz. É o seguinte. Na primeira vez eu pedi com educação. Na segunda vez, eu não garanto que vou ser tão gentil quanto antes. Se não sair daqui por bem, sai por mal. Então, é melhor você dá o fora antes que eu... – Bia o interrompi.

— Antes que o que? É uma ameaça. Está pensando em me bater ou o que? Anda. Você é machão o suficiente para me bater. Hein? Anda, bate aqui ó. – Bia disse a ultima frase batendo a mão na face. Como se uma presa atiçasse a cobra, antes de ser atacada por ela.

— Não me provoca, garota. Hoje eu não estou no meu juízo perfeito. É melhor você parar de fazer isso ou... – Bia o interrompi novamente.

— Ou o que? Fala. Eu não...

— Bia. Pára com isso. – eu disse a interrompendo dessa vez. – É melhor você ir. Vai ficar tudo bem.

— Tem certeza Julie? – Bia pergunta, olhando para o Nicolas meio atravessado.

— Tenho. – e ela saiu. – Pronto. Você já pode falar.

Nicolas continuava me encarando com seus lindos olhos azuis. Confesso que no fundo eu sentia uma pontada de esperança que ele pudesse voltar atrás com a sua palavra e finalmente assumir nosso filho. Era o que eu esperava profundamente. Esperava ouvir de seus lábios que ele estava errado e que me ajudaria a criar nosso filho independente do que acontecesse. Mas não foi o que eu esperava.

— Eu queria te perguntar se você já se decidiu em relação a essa criança?

Depois do que ele me perguntou o olhei com desdém. Sem pensar duas vezes, respondi.

— É. Eu já me decidi.

— E então. Vai tirar ou não?

— NÃO... – praticamente gritei. – Não vou tirar nada. Eu vou ter esse filho e vou criar sozinha. E, quer saber? Não preciso de você pra nada. Você é um traste. Isso sim.

Nicolas deu um sorriso debochado. – É uma pena... Sabe Julie. Eu tinha muitos planos para nós dois. Só que esses planos não incluem esse filho. Sinto muito te decepcionar. Não nasci para agradar ninguém. Sinto muito também se eu não era o que você pensou. Não sou perfeito. – a essa altura, lágrimas já caiam dos meus olhos. – Ah, não chora, neném. – ele passou a mão no meu rosto e a tirei imediatamente. – O que passou, passou. Já era. A sua chance... “Vvvu” – ele fez gestos com a mão. – saiu voando pela janela. Quer saber? Eu é que não preciso de você. Tem um monte de garotas se arrastando aos pés. E umas bem melhores que você. Não se preocupe. Não pense que vou sentir sua falta porque eu não vou. – ele deu de novo o sorriso debochado e saiu do mesmo jeito que chegou. Sem que eu nem percebesse.

Bia surgiu do meu lado. Colocou o cabelo atrás da minha orelha, chamando minha atenção.

— E ai? O que ele falou para você?

— Eu não ouso repetir as palavras ditas por aquele cretino. – disse com lágrimas nos olhos.

— Foi tão ruim assim? – assenti. Ela continuou. – Ta vendo. Eu sabia. Sabia que eu não devia ter te deixando sozinha com aquele lá.

— Não. Deixa pra lá. Já passou. Olha, Bia. Eu acho que eu vou lá na sala pegar as minhas coisas e vou pra casa. Quero deitar na minha cama e dormi. Descansar a cabeça de tanto problema.

— Tudo bem. Eu pego a matéria para você então.

E assim fiz. Peguei minha mochila e saí. Continuei andando por um tempo, nem sei quanto. Até que sinto o meu celular tocando.

— Alô. Quem fala? – uma voz é ouvida do outro lado da linha.

— Juliana. – eu respondi.

— Nós estamos com alguns documentos e pertences pessoais de um senhor. O que você é do Senhor Raul?

— Ele é o meu pai. Por quê? Aconteceu alguma coisa? – meu peito se apertou.

— Sim, aconteceu. Bom, sinto-lhe informar que aconteceu um acidente com o avião que o seu pai estava. O avião caiu e infelizmente seu pai estava entre as vitimas. Não há sobreviventes. Sinto muito.

Quando ouvi isso sinto como se todo o peso do mundo caísse sobre mim. Já não basta ter perdido a minha mãe, agora eu perdi meu pai também. Isso é horrível. Fiquei parada por segundos sem saber o que falar, até ouvir a voz que me ligou.

— Senhorita. Senhorita. Está ai?

— Sim, estou. – Respondi com a voz chorosa.

— Perdoe-me por dar uma noticia assim para a senhorita, mas sinto que é necessário. A senhorita poderia passar no aeroporto amanhã? Para fazer o reconhecimento e o encaminhamento do corpo.

— Sim. Se eu quiser, eu posso ligar depois?

— Claro. Ligue desse numero mesmo. Qualquer coisa é só ligar. Qualquer mesmo. Estamos aqui para ajudar.

— Obrigada. Tchau.

Desliguei o telefone e chorei. Chorei mais do que eu podia. Senti minha visão embaçar.

POV Daniel

Eu estava na sala da casa da Julie vendo um filme da TV e a Bia abre a porta.

— Oi, Daniel. A Julie não está ai?

— A Julie? Não. Eu achei que você estivesse na escola uma hora dessas.

— Pois é. Mas ela discutiu com o Nicolas e veio embora mais cedo.

— Nicolas. Como sempre. – Desliguei a TV. – Já tentou ligar no celular dela.

— Já. Mas só caí na caixa postal. Já estou ficando preocupada. Será que aconteceu alguma coisa?

— Não sei. Tomara que não. O que você acha de nós procurarmos ela?

— Boa ideia. Vamos. – íamos sair e o Félix nos chama.

— Ei. Aonde vocês vão?

— Vamos procurar a Julie. Ela sumiu. – Bia responde.

— Nós vamos juntos. Né Martim?

— Vamos lá, vamos ajudar. Vamos achar a Julie, esteja lá onde estiver.

— Então vamos logo. — eu disse.

Saímos. Andamos por um tempo até a Bia gritar por mim, Martim e Félix.

— Gente. Vem cá eu a achei. Eu achei a Julie.

Corremos até onde Bia estava e vimos a Julie desmaiada na calçada. Bia verificava seus sinais vitais. Ele olhou pra nós com algumas lagrimas nos olhos.

— É melhor levarmos ela no hospital. Ela está sangrando.

— Sangrando? – perguntei confuso. Não pode ser o que eu estou pensando. – Liga pra ambulância logo.

Ela ligou. A ambulância chegou e os enfermeiros levaram a Julie nela.

Notas finais
espero que tenham gostado.............se gostaram e se não gostaram,reviews, por gentileza kkkkkk ta parey..............Até o próximo capitulo............