A Última Chance - J e of
20 Capítulo 20 - No orfanato – Parte 2
Notas iniciais
(PS.:ATENÇÃO: quem está lendo esse capitulo a partir do dia 06/10/2012, eu já terminei a fic e estou fazendo modificações por causa das novas regras do Nyah! sobre não poder mais postar sobre bandas e outras celebridades reais. Só vou deixar as músicas. Não sei se essa fic se encaixa nessas novas regras, mas enfim, não quero arriscar.)
POV Julie
Valentina ainda fazia um suspense chato. Ela estava me deixando muito curiosa. Se essa mulher não falar logo o que é eu vou ter um treco. Incrível o jeito que essa mulher me deixou.
- Hoje é um dia muito especial para o nosso orfanato. Estamos completando 15 anos de existência, de muito trabalho e esforço para trazer para vocês os melhores cuidados. Acolhemos todos vocês como nossos filhos. E hoje, no aniversário do Orfanato Estrela Dourada, quem ganha o presente são vocês, meus amores. – Valentina disse. Será que fui só eu que odiei o “meus amores” proferido por ela?
- Eu estou muito curiosa. – Monique disse se virando para mim.
- Temos um convidado muito especial para o dia de hoje. – Valentina continuou falando. – Ou melhor, convidados. Quero que vocês recebam com muito carinho essa banda que fez questão de comparecer nesse evento de todo o coração. Com vocês, a banda WYZ.
Meus olhos se arregalaram. Não estava acreditando que trouxeram essa banda no orfanato. Fiquei muito surpresa e contente também. Olhei ao redor e muitas pessoas estavam tão surpresas quanto eu, ou até mais.
- Bom dia para todos vocês. Espero que vocês curtam e se divirtam muito. – o vocalista disse.
Eu já estava surtando. Sempre tive vontade de ir num show deles e agora eu finalmente estava realizando essa vontade. Eles começaram a tocar.
“Se o medo e a cobrança
Tiram minha esperança
Tento me lembrar de tudo que vivi
E o que tem por dentro, ninguém pode roubar
Descanso agora, pois os dias ruins todo mundo tem
Já jurei pra mim não desanimar
E não ter mais pressa, pois sei que o mundo vai girar
O mundo vai girar
E eu espero a minha vez”
Há essa hora eu já estava com lágrimas nos olhos. Além de ser uma música bonita, ela me descrevia perfeitamente.
“O suor e o cansaço fazem parte dos meus passos
O que nunca esqueci é de onde vim
E o que tem por dentro ninguém pode roubar
Descanso agora, pois os dias ruins todo mundo tem
Já jurei pra mim não desanimar
E não ter mais pressa
Eu sei que o mundo vai girar
O mundo vai girar e eu espero a minha vez”
O que mais emocionava era ouvir as crianças cantando a música junto. Devia descrever a história de cada um ali também, não só eu. Eu precisava aprender a deixar de ser egoísta e de pensar só em mim. Aquelas pessoas estavam em situações bem piores que a minha.
“E eu não to aqui pra dizer o que é certo e errado
Ninguém tá aqui pra viver em vão
Então é bom valer à pena
Então é pra valer à pena, ou melhor não.
Os dias ruins todo mundo tem,
Já jurei pra mim não desanimar
E não ter mais pressa, pois sei que o mundo vai girar
O mundo vai girar e eu espero a minha vez.”
Logo no fim da música todos aplaudiam. Foi quase unânime o pedido de uma música que muitos gostavam ali e eu também gostavam.
“O começo e o fim podem ser iguais
Depende de quem vai achar uma resposta
A inveja que mata não me afeta mais
Pois o que conquistei tem o direito de ser meu.
Entre o bem e o mal, e a escolha certa
Pouco tempo pode ser demais pra quem sabe o que quer
Pra quem respeita a vida e assim mesmo
O tempo muda sempre cada vez mais
E dentro de você existe o bem e o mal
e a escolha certa
A vida é curta demais pra sempre reclamar
e não correr atrás dos sonhos que almeja
o que você me diz, não me afeta mais
pois o que conquistei tem o direito de ser meu
Entre o bem e o mal, e a escolha certa
Pouco tempo pode ser demais pra quem sabe o que quer
Pra quem respeita a vida e assim mesmo
O tempo muda sempre cada vez mais
E dentro de você existe o bem e o mal
e a escolha certa
Então faça a sua escolha logo e se decida
Vai querer o mal ou o bem pra sua vida?
O tempo é muito curto, não pode demorar
Escolha qual caminho você vai querer trilhar
Tudo nessa vida é merecimento
O que a brisa leva, volta com o vento
Se não se decidiu, então corra atrás
Entre o bem e o mal, eu fico com a paz!
E pouco tempo pode ser demais pra quem sabe o que quer
Pra quem respeita a vida e assim mesmo
O tempo muda sempre cada vez mais
E dentro de você existe o bem e o mal
e a escolha certa”
Eles cantaram mais algumas músicas. Era uma euforia geral pelo orfanato. Eles deram lugar para a Valentina falar o microfone outra vez.
- Bom. Pelo visto vocês adoram a surpresa. Não é? – todos gritaram inclusive eu. Eu já estava estranhando a mim mesma por isso. – Ainda não acabou. Temos outra convidada. Luna Rodrigues.
Agora sim, algumas pessoas, principalmente as meninas ficaram histéricas. Luna subiu no palco e cumprimentou a todos com um sorriso no rosto. Começou a tocar.
“Alguém pode me explicar o que eu faço
Pra não me sentir assim
Eu já comecei a perceber
O efeito que você tem sobre mim
Meu coração começa a disparar
Será que eu tô pirando ou você quer me provocar?
Você me olha e eu começo a rir
Quando o melhor que eu faço é fugir
Então me diz o que eu faço
Pra tentar te esquecer
Eu nem sei o que eu gosto
Tanto, tanto em você
Seu sorriso ou seu jeitinho
De tentar me irritar
Se tiver uma maneira vou tentar evitar
Eu juro eu faço tudo para eu não me apaixonar
Será que são mesmo reais
Os sinais que eu percebi?
Talvez eu esteja me iludindo
E você não esteja nem ai
Mesmo assim eu continuo a imaginar
Eu e você pra mim parece combinar
Eu sou a letra e você a melodia
Com você cantaria todo dia
Então me diz o que eu faço
Pra tentar te esquecer
Eu nem sei o que eu gosto
Tanto, tanto em você
Seu sorriso ou seu jeitinho
De tentar me irritar
Se tiver uma maneira vou tentar evitar
Eu juro eu faço tudo para eu não me apaixonar
Eu já notei que tenho que tomar cuidado
Porque você é o tipo certo de garoto errado
É só você aparecer
Pra eu perder a fala e a confusão acontecer
Então me diz o que eu faço
Pra tentar te esquecer
E me diz porque eu gosto
Tanto, tanto de você
Foi seu sorriso ou seu jeitinho
De tentar me irritar
Se tiver uma maneira vou tentar evitar
Eu juro eu faço tudo
Eu juro eu faço tudo
Eu juro eu faço tudo
Para eu não me apaixonar”
- Obrigada! – Luna sorriu e agradeceu. – Bom, eu vim aqui por um outro motivo especial. Estávamos aproveitando esse dia festivo para lançar um concurso de música. E o vencedor ganha um prêmio, mas ainda é um segredo.
Algumas pessoas adoram a ideia. Principalmente eu. Fui me inscrever. Depois de um tempo, já tinha acabado as inscrições. Havia poucas pessoas inscritas no concurso, apenas 18, o que seria muito bom. Fizeram um sorteio de números para saber a ordem que cada um cantaria. O meu foi o número 7. Seria no modo eliminação. Eliminaria dois por vez, dois que não forem tão bem.
A cada fase das apresentações, eu via um por um sendo eliminados e eu ficando. Eu tinha cada vez mais certeza de que podia ganhar. Na fase final sobramos eu e um garoto, que pelo o que percebi, cantava muito bem. Talvez eu não tenha chance contra ele, pois ele era muito bom. Meu oponente cantou sua música e se saiu bem, recebendo muitos aplausos. Finalmente chega a minha vez de cantar. Subi ao palco carregando meu violão, sentei num banquinho que havia ali. A minha frente, todas aquelas pessoas esperavam minha apresentação começar. Respirei fundo.
“Eu sei que o tempo não para
Mas não, me esqueço de nada.
Está em mim
Espero que esteja em você
Tudo o que posso dizer
É que aprendi a sentir cada dia
Ganhar, perder o que importa é estar viva
E desistir
Não é opção pra ninguém
A hora certa sempre vem
Fecho os meus olhos e ouço a sua voz
E de repente não estou sozinha
Vamos nós
Não sei se é normal
Mas sei que essa é minha vida e ponto final
No meu coração
Eu ouço toques invisíveis me dizendo a direção
Fingir pra que? Fugir da verdade
Dizer que não sinto saudade
O que passou deixou uma historia em mim
Mas que está longe do fim
Fecho os meus olhos e ouço a sua voz
E de repente não estou sozinha
Vamos nós
Não sei se é normal
Mas sei que essa é minha vida e ponto final
No meu coração
Eu ouço toques invisíveis me dizendo a direção
Agora eu vejo as luzes no horizonte
E sei onde posso chegar
Tudo valeu sim
Tudo o que senti
Nada pode apagar
Não sei se é normal
Mas sei que essa é minha vida e ponto final
No meu coração
Eu ouço toques invisíveis me dizendo a direção”
Assim que terminei as pessoas me aplaudiram. Sorri e agradeci. Desci do palco e Brenda veio me cumprimentar.
- Parabéns. Você canta muito bem, Julie. – ela disse me abraçando. Monique e Laura também me cumprimentaram.
Iriam finalmente anunciar o vencedor. Eu estava nervosa e ansiosa. Luna subiu ao palco novamente.
- E o vencedor é... – ela fez uma pausa tensa. – Juliana.
Não acreditei. Achei até que iria desmaiar a qualquer momento. Mas mesmo com as pernas bambas, fui rumo ao palco para buscar meu prêmio, seja lá qual for. Já no palco fui até a Luna e ela me abraçou.
- Parabéns! – ele me cumprimentou, só para mim. Voltou ao microfone. – Bom, o concurso chegou a fim. E eu disse que o prêmio era segredo, e vai continuar sendo. Só ela vai saber. – ela disse apontando pra mim. Só o que se ouvia era um “Aaa” de frustração. Tive que rir com isso. – Mas, espero que continuem aproveitando a festa. Ela ainda não acabou. Divirtam-se e boa festa para todos. – ela anunciou.
Ela desceu do palco, me pedindo para segui-la. Caminhamos até a sala da Valentina. Já estou virando figurinha carimbada ali, de tanto que eu já entrei naquela sala.
- Então, qual é o meu prêmio? – eu quis saber.
- Você vai passar um dia comigo. E ainda ganha um presente que você escolhe. – Luna me respondeu. – Se tiver tudo bem para a Valentina... – ela parou e olhou para a “dita cuja”.
Do jeito que eu conheço ela, é bem capaz dela dizer não. Valentina não gosta de mim, assim como eu não gosto dela. Pelo menos eu acho que ela não gosta.
- Tudo bem. Ela ganhou o concurso. Não tem porque não deixá-la ir. – ela me olhou e comemorei por dentro.
Saí, finalmente, daquele lugar. Pelo menos por um dia eu ir ficar livre do orfanato. Foi em vários lugares na companhia da cantora Luna Rodrigues. Foi muito divertido. Ela me levou em Shoppings, em lojas de todos os tipos de coisas, num estúdio de gravação. Ela me perguntou o que eu queria e eu disse que queria um vestido de formatura, já que ganhei a permissão da Valentina para ir à festa de formatura da minha antiga escola. Eu escolhi e ela me deu de presente.
(Vestido da Julie) http://4.bp.blogspot.com/_11x4EVKNK7I/TQMUUudV-nI/AAAAAAAAAD0/sL69oabXdns/s1600/Vestidos-Formatura-03.jpg
No final do dia voltei pro orfanato.
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Os dias foram se passando imparcialmente. Os meus dias no orfanato foram se tornando os melhores do que eu jamais pensei que seria. Fiz milhares de amigas e amigos. Nunca pensei que fosse me divertir tanto. Mesmo não assumindo, eu adorei cada canto daquele lugar. Daniel me visitava quase sempre. Sempre quando dava. Assim, eu não me sentia sozinha e não sentia saudade dele.
MAIS OU MENOS UM ANO DEPOIS...
- Parabéns pra você, nesta data querida. Muitas felicidades, muitos anos de vida! Julie! Julie! Julie! – eu ouvia cantando para mim muitos dos meus amigos dali.
- Faz um pedido Julie. – Brenda disse. Ouvi vários “Isso aí” me incentivando.
Eu não sabia o que pedir. Eu já tinha tudo e não precisaria de mais nada para ser feliz. Mas não querendo contrariar aquelas caras risonhas e felizes a minha frente fiz o que eles queriam. Fechei meus olhos e fiz meu pedido. Pedi para poder ficar com o Daniel por toda a eternidade. Abri os olhos e assoprei a vela. Meus amigos bateram palmas.
- O que você pediu? – ouvi uma voz no meio daquela turminha.
- Seu bobão, se ela contar, não vai se realizar. Dãã. – ouviu uma outra voz respondendo a da anterior, seguida de risadas.
Como era bom estar ali. Aquelas pessoas me faziam bem como nunca me fizeram antes. Foi bom demais viver ali.
Eu ficaria mais um mês ali, até eu poder ir embora. O Pedrinho ia embora comigo. É. A Valentina me deixou levar meu irmão comigo. Eu não queria que a estadia dele ali continuasse. O coitadinho ficaria por muito mais tempo que eu fiquei. E também não fazia sentido ele ficar ali, já que eu era irmã, de maior e a atual responsável dele. Mas assim que eu chegasse em casa eu iria ligar para uma tia minha. Ela prometeu me ajudar no que eu precisasse. Disse isso na época da morte dos meus pais. Ela é a mais próxima de parentes que temos e ela é a melhor opção para nós agora. Para cuidar da gente. Eu devia ter pensado nisso na época, mas eu só conseguia agir por impulso. Espero que ela nos ajude. Mas isso é certeza.
Notas finais
(PS.:LEMBREM-SE: Quem leu esse capitulo a partir do dia 06/10/2012, eu fiz algumas mudanças por conta das novas regras do Nyah!)
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