A Última Chance - J e of
10 Capítulo 10 - Só espero estar com você
Notas iniciais
POV Julie
Os últimos dias foram tristes. É difícil superar, mesmo as pessoas dizendo que o dia que vamos superar vai chagar. Isso não é verdade. Talvez isso varie de pessoa pra pessoa. Eu não sou assim. Nunca fui. É difícil lidar com a dor, com a perda. As coisas poderiam ser mais fáceis.
Eu estava livre do Nicolas e eu passava meu tempo livre com o Daniel. Ele me fazia bem. Estava a cada dia mais me entendendo com ele. Hoje ele me chamou para sair. Fiquei na dúvida se eu deveria ir ou não. A Bia quase me bateu quando eu disse que eu não sabia se queria ir ou não. Ela está me apoiando muito. Ela até me ajudou a escolhei uma roupa bem bonita. Eu disse que era besteira. O Daniel já estava acostumado comigo. Eu podia ir com as roupas rasgadas e sujas e de chinelo que ele não ia se importar. Ia me dizer que eu estava linda, como ele disse anteontem.
FLASHBACK ON~
Eu estava em casa. Tinha acabado de acordar. Eu estava indo para a sala. Eu vestia uma blusa mais larga, um shortinho jeans curto, estava descalça e com o cabelo todo bagunçado. Provavelmente, a minha cara estaria péssima, já que tinha acabado de sair da cama pra ir direto pra a sala. Nem lavei meu rosto. Minha intenção era ir para a cozinha beber uma água, mas assim que encontro Daniel sentado no sofá da sala, decido ficar por lá mesmo. Me sentei a seu lado e ele me sorriu. Colocou meu cabelo atrás da orelha me fazendo arrepiar com o toque.
— Acordou cedo. Achei que fosse acordar tarde. Você só conseguiu dormir 2:00 da madrugada.
— Pois é. Mas agora eu estou bem descansada. Foi uma boa noite de sono, apesar disso.
— Que bom. – ele sorriu. – Não dorme mais com o pijama de esquilinho?
— Durmo. – me olhei. – Ah, não. Deixa eu me trocar. Eu estou horrível com essa roupa e com essa aparência. – ia me levantar, mas Daniel me segura.
— Não precisa. E, além disso, você não está horrível nada. Você é linda de qualquer jeito, mesmo com roupas mais comuns.
— Comum, sem graça e brega. Né? Estou parecendo uma Maria-mixona.(*tah, agora a autora endoidou de vez*)
— Haha... – ele riu. – Deixa de ser boba. Você é linda Julie. É perfeita. Não precisa de mais nada para ficar perfeita, porque você já é.
Ele disse isso e me deixou muito envergonhada. Mas, foram as palavras mais fofas que ele já me disse. Mais palavras fofas e lindas para a coleção.
FLASHBACK OFF~
Sorri lembrando daquelas palavras. O meu coração até se aquecia com isso. A Bia reparou meu sorriso e não conteve a vontade de falar.
— Está sorrindo assim por quê? Hein? – ela gargalhou. – Nem preciso perguntar. Já até sei o motivo.
— Deixa de ser chata, Bia. Estava lembrando do que o Daniel me falou uns dias atrás. – eu disse sorrindo mais ainda.
— O que ele te disse?
— Ta bom que eu vou te contar, sua curiosa. – ri e ela fez uma careta. – Você não tinha, ou melhor, não tem algo melhor para fazer por ai.
— Está me expulsando. – ela riu. – Tudo bem, eu te perdôo. Já que você vai está bem ocupada. Vai querer ficar sozinha com certo fantasma.
— Boba. – ela riu e saiu.
Saí do meu quarto, já vestida. Fui direito para a edícula e encontro somente quem eu queria. O Daniel. Ele estava com a guitarra e ele a tocava. Eu sempre adorei ouvi-lo tocar e cantar, porque ele faz ambas as habilidades muito bem. Eu fiquei que nem uma boba parada o vendo tocar. Ele parou e sorriu. Não sei se por te achado que eu estava bonita ou pela minha cara de boba ao olhar para ele.
— O que foi? Por que você está olhando assim pra mim? – Dani disse. Não falei que era por causa do meu olhar nele. – Você está linda. – ele continuou. É. Por causa disso também. – Quer dizer... Você não está linda... Você é linda. – Dani finalizou. Eu só conseguia sorrir bobamente.
— Obrigada! – agradeci. Me sentei ao seu lado. – Eu estava olhando você tocar. Já te disse que adoro quando você toca e canta?
— Não. – ele respondeu. – Mas se quiser dizer sempre, eu deixo. Ok? – ele disse sorrindo convencido.
— Ta bom, seu metido. Vamos logo. Nós não tínhamos combinado de sair? Hein?
— Tínhamos não. Não vamos. Agora. – ele se levantou e estendeu a mão para que eu a pegasse. Saímos.
Sentamos no banco da pracinha. Daniel está visível para todos. Ficamos conversando por horas. Eu ri muito, como eu não ria há anos. O Daniel conseguia ser engraçado quando queria. Ele estava a cada dia mais fofo comigo. Eu adorava isso.
— Adoro ouvir você rir. – ele disse.
— E eu gosto que você me faça rir.
Um sorriso se desenhou em seus lábios. Ele passou os dedos por meu rosto, contornando as curvas e expressões dele. Até que seus dedos chegaram a meus lábios. Ele olhava para meus lábios e mordia os dele, provavelmente segurando a vontade que ele tinha de me beijar. Eu também estava com vontade de beijá-lo e essa resistência dele já estava me deixando ansiosa. Resolvi tomar uma atitude. Levei minha mão a sua e a tirei da frente do meu rosto. Ele me olhou sem entender minha atitude. Ele só pareceu entender quando eu já estava bem próximo dele. Nossos narizes se tocaram gentilmente. Rocei meus lábios nos deles. Nem precisei que eu abrisse seus lábios pra beijá-lo. Ele mesmo os abriu e nossas línguas já se encontraram.
Começamos um beijo bem calmo. E assim permaneceu depois de um tempo. Esse beijo era diferente dos outros. Ele era romântico, fofo, cheio de paixão. Transmitia através dele todo o sentimento que nós sentíamos. Sentimento? Eu ainda não sabia dizer o que eu sentia. Ainda não me sentia totalmente segura em dizer um “Eu te amo” sincero. Será que com o Daniel eu podia dizer que eu o amava assim como ele também me ama? A cada segundo desse beijo, desse toque tão íntimo eu tinha ainda mais certeza que sim. Eu podia dizer que sim, eu o amava. Amava mais que a mim mesmo. Nunca me senti tão amada assim antes.
Depois de não sei quanto tempo me soltei pela falta do maldito ar que já nem me lembrava que precisava. Meus olhos ainda estavam fechados. Eu não queria me acordar desse sonho lindo que eu estava tendo. Ainda de olhos fechados eu sorri. Ouvi o Daniel soltar uma risada baixa. Talvez ele já estivesse de olhos abertos e achou graça da minha cara. Devia estar mesmo muito engraçada. Fazer o quê? Assim são todos os apaixonados. Acabam ficando bobos. Finalmente abri os olhos e vi a expressão de seu rosto. Ele sorria e seus olhos brilhavam. Ele é lindo. Eu não podia negar. Nos afastamos.
— Você é linda. – ele disse.
— Obrigada. Você também é lindo. – eu disse e ele sorriu mais ainda.
— Só você consegue me deixar sem graça assim. – ele diz e abaixa a cabeça. Eu adoraria ver ele corado, se ele não fosse fantasma...
— Que bom. Me lembre de fazer isso sempre então. – gargalhei divertida.
— É incrível o jeito que você consegue me afetar. Se eu pudesse ficava o dia inteiro com você. Te olhando, te carinhando, te abraçando... – ele deu uma pausa. – Te beijando... – ele disse me fazendo corar.
— Eu também queria pode ficar o dia inteiro, o tempo inteiro assim com você.
Ficamos nos encarando e sorrindo um para o outro por um tempo. Até perdemos a noção do tempo. Quando vimos, já estava tarde. As primeiras estrelas já “davam o ar de sua graça”, como se diz. Voltamos pra casa. Encontramos o Martim e o Félix na sala vendo TV. Assim que nos viram eles não se seguraram e vieram com piadinhas e zoação. Típico desses meus amigos. Como se eu não os conhecesse. Pedrinho descia as escadas com uma mochila nas costas.
— Ei. Onde você pensa que vai?
— Vou estudar na casa do Patrick e vou dormi lá. Amanhã depois da escola eu volto pra casa. Ok?
— Ta certo. Juízo então. – e ele saiu.
Fui pra cozinha e jantei. Depois subi pro meu quarto, arrumei meu material, tomei um banho e vesti um shortinho e uma camiseta qualquer para dormir. Ainda era cedo pra dormir, mas meu cansaço era maior. Deitei em minha cama e caí no sonho.
Acordei um tempo depois que dormi. Olhei no relógio e nele marcava 11:30 da noite. Fiquei rolando na cama. “Insônia! Que ótimo.” Eu pensei. Olhei novamente no relógio. Já era 12: 05. Me levantei e fui pra cozinha pegar um pouco de água. Bebi a água e voltei pro meu quarto. Me sentei na cama. O sono que eu parecia ter mais cedo simplesmente sumiu. De repente, Daniel apareceu no meu quarto.
— Que foi? Vi você na cozinha. Achei que estivesse dormindo.
— Estava. Fiquei sem sono.
Ele se sentou ao meu lado. – Está preocupada com alguma coisa. Normalmente, quando não se consegue dormir, significa que está preocupada.
Na verdade, eu não estava nada preocupada. Eu só estava pensando em nós dois. Nele e em mim. Fiquei pensando e eu estava na duvida se nós teríamos alguma coisa.
— Não. Só não consigo dormi. Eu... – parei de falar quando vi seu rosto se aproximando do meu.
O beijei. Mas o beijo começou a ficar mais quente. Nossas línguas batalhavam por espaço. Daniel começou a tirar a minha camiseta. Algo dentro de mim me dizia pra ceder ao desejo. Deixei que ele tirasse a minha camiseta. Levei minha mão ao seu peito e comecei a tirar seu terno. Depois desabotoei sua camisa. Nós dois já estávamos sem a parte de cima, com exceção do meu sutiã, que ele não conseguia tirar. Tive que ajudá-lo. O desabotoei e ele se soltou dos meus ombros e caiu no chão. Daniel separou o beijo e me deitou na cama, se deitando sobre mim.
Arranhei seu tronco até chegar à barra da calça. Ele me ajudou a tirá-la. Ele subiu sobre mim outra vez e tirou o shortinho e a calcinha de uma vez só. Ele fazia isso, enquanto me beijava. Ele ficou beijando meu pescoço, deixando leves mordidas. Levei minha mão em seus cabelos e com a outra mão, arranhando suas costas. Ele beijava minha barriga, me deixando cada vez mais excitada. Ele subiu e me beijou ardentemente. Ele me penetrou e começou um vai-e-vem delicioso e irresistível. Ele me levou a loucura. Ele é muito “bom de cama”. Eu já não era virgem, mas sentia como se essa fosse a minha primeira vez. Ele foi gentil, amável, fofo e muito carinhoso comigo.
Meus gemidos altos denunciavam meu orgasmo. Ele não estava muito diferente de mim. Ele gemia meu nome. Ouvir um “Julie!” entre gemidos era a sensação mais gostosa do mundo. Aquele homem em cima de mim conseguia tirar a minha sanidade. Eu ia ao céu e voltava. Quando finalmente chegamos ao nosso limite, ele saiu de mim e se deitou a meu lado. Me virei de lado.
— Eu... Te amo. – ele disse num sussuro, com a voz fraca.
Meu coração bateu enlouquecidamente. Não hesitei e disse o mesmo.
— Eu também te amo. – eu disse e ele sorriu. Depois disso, dormimos.
Acordei pela manhã. Olhei o relógio e estava na hora de ir pra escola. Quando ia me levantar, reparei que estava completamente nua. Olho pra o lado e vejo Daniel dormindo como um anjo. Sorri me lembrando da noite que tivemos. Me vesti, fiz minha higiene e fui me pentear. Olho pra minha cama e vejo Daniel de olhos abertos, me sorrindo lindamente. Me derreti todinha por ele. Agora sim, me convenci de que estou perdidamente apaixonada por ele. Ele se sentou na cama e o lençol deslizou por seu corpo. E como estava sem camisa, não pude evitar olhar para seu tórax definido e perfeito. Fiquei vermelha e virei o rosto na mesma hora, antes que o Daniel percebesse.
— Está indo pra escola? – ele perguntou, enquanto eu me arrumava.
— Sim. Estou faltando muito. Vou acabar me atrapalhando com o estudo e eu preciso terminar.
— Sei. – ficamos em silêncio. Ele o quebrou. – Senta aqui. Quero te falar uma coisa, antes que eu perca a coragem.
— Fala. – disse me sentando do lado dele.
— Essa noite foi a melhor de toda a minha existência. Tanto vivo, quanto fantasma. Por isso, eu queria te pedir uma coisa que já quero há 2 anos. – ele parou e segurou minha mão. – Julie, você aceita namorar comigo?
Fiquei sem palavras diante de tal pedido. Me aproximei dele e beijei seus lábios com volúpia. Isso servia de resposta a seu pedido, mas eu queria responder em palavras.
— Nada me faria mais feliz que isso, meu amor. – ele sorriu ao chamá-lo de amor. – Eu aceito sim, ser sua namorada.
— Eu te amo, meu amor. Eu te amo muito. – ele disse me beijando com vários selinhos.
— Eu também te amo, meu lindo.
Ele se vestiu e aproveitou pra me levar pra escola. Sua primeira ação fofa como meu namorado.
Fale com o autor