A Última Chance - J e of

11 Capítulo 11 - Não resistindo à tentação


Notas iniciais
um pouquinho de drama............a julie não tem jeito msm kkkk....espero que gostem..........boa leitura

POV Julie

Eu estava feliz. Eu já estava namorando com o Daniel há duas semanas. Ele sempre era fofo comigo. Me fazia companhia sempre quando eu ficava triste por lembrar dos meus pais. Ultimamente tenho sonhado muito com eles. Tenho passado noites em claro. O Nicolas voltou a me perturbar. O Daniel ameaçou acabar com o Nicolas. Eu disse para ele não fazer nada. Não quero criar confusão com ele. As minhas desavenças com o Nicolas não interessam a ninguém. Sinto que eu mesma tenho que resolver. O Daniel, claro, não gostou nenhum pouco de me ouvir dizer que eu é que resolvo isso. Ele teme que minha história com o Nicolas ainda não tenha chegado ao fim. Eu já lhe disse que eu o amava e não ao Nicolas. Que o Nicolas era o meu passado e que o Daniel era meu presente, meu futuro e a minha eternidade.

Eu estava indo para escola, acompanhada pela Bia e pelo Daniel. Como sempre, desde que começamos a namorar, ele não desgruda de mim por um segundo. Todo dia ele me leva pra escola. Ele fica me vigiando por causa do Nicolas. O Nicolas simplesmente enlouqueceu. Vive me perseguindo agora. Não tiro a razão do Daniel. Preciso ser mesma protegida daquele louco do Nicolas. Agora seus olhos parecessem me fuzilar.

Cheguei à escola. Bia foi à frente. Fiquei conversando com o Daniel. Ele me deu um abraço e um beijo. Se soltou de mim e ficou me olhando.

- Já está na hora de você ir para a sala.

- Ok. Já estou indo.

- Eu vou ficar por aqui. Ok? Se você precisar de mim, qualquer coisa é só gritar que eu venho correndo até você.

- Ta. – o beijei e fui para a sala.

Os primeiros horários foram mais leves. Teve matemática e um exercícios super bobo e fácil. Teve um horário vago e nós só ficamos conversando, rindo e nos divertindo. No terceiro horário foi Educação Física. Fomos todos para a quadra. Fui jogar vôlei. Dividimos os times. Quando eu pedi a bola para sacar, a Thalita pegou a bola e a jogou na minha cara. Pelo menos as meninas viram que foi de propósito e vieram me ajudar.

- Oh. Foi mal Julie. Acho que a bola não gosta muito de você. – Thalita disse rindo de mim.

- Sua vadia. Além de vadia, é fingida e mentirosa. Você jogou a bola de propósito em mim. Eu sei que você não gosta de mim. Mas agora, você está querendo partir pra briga.

- Ah, não. Não quero quebrar as minhas unhas com você. Sua sonsa. – ele disse, lançando um olhar maléfico.

Não me segurei e joguei a bola de volta na cara dela. Assim que a bola acertou seu rosto, o sorriso debochado saiu dele. Sua expressão agora era de fúria. Ela veio em minha direção. Fui na sua direção também. Era agora que eu ia esmagar a cara dela no chão. Mas as meninas nos seguraram antes que nos atacássemos.

- Você vai ser ver comigo Julie.

- Ah Thalita. Me erra garota. Pára de me encher.

- Não vou mesmo. Eu não quero saber de você com o Nicolas. Eu e ele estamos nos entendendo e logo, logo nós vamos voltar a namorar.

- Pois faça bom proveito. Vocês dois se merecem mesmo. Duas cobras que não valem nada. Pode engolir o Nicolas, se você quiser. Não quero mais nada com ele. Quero mais é distância dele. Vocês formam um par perfeito. Seus desprezíveis.

Thalita me olhava cada vez mais irritada. Acho que se pudesse ela teria me furado com os olhos se tivesse raio lazer neles. Nem me importo mais. Ela se soltou e saiu da quadra. Eu fiz o mesmo. Era melhor mesmo não arranjar briga no colégio. Ia ser muito ruim pra mim.

Fui para os fundos da quadra. Não estava a fim de conversar com ninguém. Mas parece que ninguém lê pensamentos e não sabem o que eu quero. Eu estava com a cabeça abaixada e ouvi passos vindo em minha direção. Seja lá quem for, eu vou dar um jeito de mandá-lo embora, mesmo ser for de uma forma mal-educada. Levantei o rosto para fitar a pessoa que vinha. Meu coração foi na garganta quando eu vi quem era.

- Oi Julie. Por que você está sozinha? – Nicolas disse.

- O que você está fazendo aqui? – eu disse me levantando do lugar que eu estava sentada.

- Shh... Fica quietinha. Não vou te fazer nada. – ele disse se aproximando.

- O que você... Fica longe de mim.

- Calma. Se você ficar quentinha, não fazer barulho, eu não faço nada. – ele continuou andando. A cada passo que ele dava, eu dava outro pra trás.

- Não chega perto de mim. – deu um muro em seu peito e ele quase caiu pra trás.

- Eu te disse pra você não fazer nada. – ele se aproximou rapidamente e me agarrou pelo pulso.

- Me solta. Não toca em mim, seu nojento.

- Cala a boca, sua vadia. Eu disse pra você que essa história de terminar comigo não ia ficar por isso mesmo. – ele me sacudia e apertava meu pulso e braço.

- Me solta. Você está me machucando.

- É pra machucar mesmo. Toma. – ele disse me dando um tapa, me fazendo gemer de dor. – Você não sabe o prazer que isso está me dando. – e me deu outro tapa, mais forte que o primeiro. E continuou distribuindo outros tapas. Felizmente conseguir gritar.

- Socorro. Alguém me ajuda. Me larga, Nicolas.

- Cala a boca. Cala a boca. – ele passou dos limites e me deu um soco na barriga e outro na boca. Senti um gosto amargo em minha boca. Levei a mão livre nela. Estava sagrando. A essa altura eu não tinha mais forças pra gritar. Ouvi uma voz chamando meu nome.


POV Daniel

Eu estava andando pela escola da Julie. Até que ouço a voz dela gritando. Eu estava perto da quadra e percebi que o som da voz dela vinha dos fundos. Corri até lá e vejo o Nicolas agredindo a minha Julie.

- Julie! – eu gritei.

Os dois viraram os rostos na minha direção. Nicolas continuou segurando a Julie, que escondia o rosto. Acho que estava machucada.

- Larga ela, seu cretino. – eu disse.

- Não. – ele deu uma pausa. – Ei, você não é o Daniel?

- O próprio. Agora, solta a Julie.

- Não. Eu ainda não terminei de conversar com ela. Não é, meu amor?

- Ela não é o seu amor. É minha. Estamos namorando. Então larga a minha namorada e vem brigar com um homem.

- O que? – ele se virou pra ela – Você já está namorando de novo. A gente mal terminou e já está com outro. Aposto que até já me traiu com esse ai. Não é? – ele terminou apontando pra mim. Isso era verdade. Ele era um chifrudo.

- Isso não interessa pra você. – ele a soltou e me empurrou. – Bom garoto. Me obedeceu direitinho. Agora vamos resolver essa historia. Vem aqui brigar. Vou te ensinar a não bater em mulher, seu covarde. — eu disse, cerrando os pulsos para brigar.

Ele avançou e começamos a brigar. Esse cara é um cretino até pra isso. Não sabe brigar. Deu vários socos nele até que ele caiu no chão.

- Isso é pra você aprender a não mexer com a minha Julie de novo. Está me ouvindo? Vem Julie. – disse entendendo a mão para ela.

Saímos dali. Olhei pra Julie.

- Você está bem? Ele te machucou. – Julie se escondeu. – Me deixa ver. – ela parou. Reparei que tinham marcas roxas em seu braço e sua boca sangrava um pouco. – Eu vou matar aquele desgraçado. Viu só o que fez em você?

- Pára. Não precisa fazer mais nada. Não quero brigas. Por favor, amor.

- Não. Eu não vou sossegar enquanto esse cretino ter o que ele merece por isso que ele fez com você.

Julie foi ao banheiro limpar a boca. Depois foi buscar a mochila na sala e foi embora. Eu também fui logo depois dela.


POV Julie

Cheguei a minha casa. Larguei minha mochila de qualquer jeito no sofá e saí de novo. Fui dar uma volta na praça. Me sentei no banco e fiquei distraída pensando em um monte de coisas. Ouvi chamar meu nome.

- Oi Julie. Há quanto tempo eu não te vejo? Não é?

- Cabeça... O que você quer? Não estou de bom humor hoje. Nem hoje nem nesses últimos dias. Perdi meus pais e hoje eu apanhei do meu ex-namorado. Então não me enche.

- Ah... Mas então você está precisando dar uma relaxada, “mina”. Tem um tempo que você não compra algumas “paradinhas” de mim. Né?

- Eu... eu parei com isso. Você sabe.

- Ah. Mas já... Tão rápido. Você ainda nem aproveitou o que tem de melhor. Anda compra. Tem um prontinho aqui pra você. – ele disse me mostrando.

Fiquei olhando aquela droga. Algo dentro de mim me fazia querer aceitar. O vicio ainda não estava consumado. As células do meu corpo pediam por aquilo. Resolvi aceitar.

- Eu vou querer. – eu disse, fazendo o Cabeça sorrir.

- Muito bem, garota. Mas sabe como é, né? Eu só vendo com pagamento antecipado. Então...

- Ta. – tirei um dinheiro que eu tinha no bolso da calça e paguei a ele. – Agora me dar.

- Ta aqui. – ele me entregou. – Quer um isqueiro. – ele disse mexendo com um isqueiro entre os dedos. Tomei dele. – Se precisar de mais, dá uma ligada. Você já sabe como é o esquema. – ele saiu.

Olhei para as minhas mãos. Eu estava indo longe demais. Aquilo não era só mais um copo de vodka. Era maconha e era bem pior. Levei aquele cigarro à boca e o acendi com o isqueiro. Dei a primeira tragada. Tossi um pouco. Era a primeira vez que eu usava. Dei outra tragada, sugando toda a fumaça e a soltando vagarosamente. Eu já tinha “pegado o jeito”. Dei outra e mais outra e mais outra. Sempre soltando a fumaça de forma lenta. Senti o efeito da droga alcançar meu cérebro. Minha visão estava fraca, totalmente embaçada. Eu estava, como se diz, “viajando”. Me senti bem mais leve. Mais aliviada. Ouvi uma voz nada contente chamar meu nome.

- Julie! O que você fez? – era o Daniel.

- Não é da sua conta. – eu disse sendo grosseira.

- É muito da minha conta. Você é minha namorada. Me dá isso.

Ele tentava tirar o cigarro da minha mão, mas não conseguia.

- Solta. – eu disse. Olhei pro lado e vi o Nicolas vindo em minha direção.

- Esse otário de novo. – Daniel disse.

- Merda. – me soltei de Daniel e corri. Corri na direção da minha casa. Enquanto eu corria, acabei perdendo o que restava da maconha. – Saco. Essa porra custou cara. – me irritei.

Cheguei na porta de casa e olhei pra trás. Vi Nicolas discutindo com o Daniel. Nicolas foi embora e Daniel veio pra casa. Entrei, subi correndo pro meu quarto, peguei a garrafa de vodka escondida e dei uma golada generosa. Escondi rapidamente e me deitei na cama. Daniel entrou.

- Eu achei que você tivesse parado com isso.

Comecei a chorar. – Foi mal. O vicio falou mais alto. Não resisti.

- Ah, Julie. O que vou ter que fazer pra te impedir de fazer isso? Te amarrar na cama pra você não sair de casa? Eu já te disse. Eu disse que te ajudaria até o final. – ele me abraçou.

Alguns dias passaram e mesmo depois de receber uma bronca, usei a mesma droga outras vezes. Eu me sentia a pior pessoa do mundo por isso.


Notas finais
se gostaram e se não gostaram deixem reviews
talvez eu demore pra postar de novo, to mto sem inspiração, então.......bom, até o proximo capitulo......