Notas iniciais
Oi morangolinas, aqui é a morangochan. Primeiramente eu vim desejar feliz ano novo. Apesar de que isso aconteceu comigo de novo, continuem lendo que eu vou continuar postando. De ontem para hoje eu estava meio ocupada arrumando minha mala, já que irei viajar. Peço desculpas por não ter postado ontem. De qualquer forma, quando eu estiver na casa do meu pai, talvez eu termine de atualizar a fanfic e poste mais capítulos. Enfim. Feliz ano novo. Sou muito grata à todas e a esse pedacinho de morangolina que existem em todas vocês que acompanham a fanfic

“Eu sinto que o perigo vem de longe
Com toda certeza ele vem acompanhado pelo terror
Pelo medo de perder algo que muitos têm e poucos dão valor.

Mas ao passar do tempo, entre suspiros
e desesperos, nada eu temo, nem eu nem ninguém
Porque, meu bem.
Eu tenho você meu bem” – li mentalmente a poesia.

Em quesito de atitudes fofas, Lysandre estava em primeiro lugar na minha lista depois dessa poesia. Eu notei que ele é uma pessoa meio fechada, por isso fiquei surpresa, não imaginava que ele fosse escrever algo do gênero. Para falar a verdade, eu não achava que alguém do F4 escreveria algo no gênero. Talvez nem todos fossem como Castiel... Lysandre era mais uma incógnita para mim, e olhando por outro lado, eu só o via assim porque não tive muitas conversas com o mesmo.

Voltei a mim, observei o envelope do qual eu tinha tirado o papel de dentro. O envelope era vermelho e era fechado por um adesivo de carinha feliz.

– Isso é coisa do Alexy. – revirei os olhos, sorrindo. As vezes eu noto que Alexy meio que me “shippa” com o Lysandre. – Tudo valeu a pena. – coloquei o papel sobre o peito e suspirei corada.

HORAS MAIS TARDE...

– GENTE, O QUÊ QUE É ISSO?! – Lana gritou me dando um sorriso pervertido. – Ele parece gostar de você!

– Eu acho que foi só uma poesia para me agradecer, ele nem demonstra nada. – fiz bico indo contra o que pensei mais cedo.

– Há muitos meninos assim por aí, que não demonstram nada. – Lana questionou. – Você já teve um namorado, Lynn?

– Não, nunca tive oportunidade e nem disposição para ter um relacionamento. – expliquei. Cocei a cabeça e desviei o olhar.

– Sempre quis ter um namorado. – ela sorriu. – Será que é como os romances que a gente lê?

– Duvido que seja. – dei uma risada descontraída. – As pessoas normalmente fantasiam muito em romances.

– Você acha? – ela fez uma carinha de decepção. – Mas... Será que tem meninos que fazem coisas bonitas assim como o Lysandre?

NA ESCOLA.

– Preciso de você. – Lysandre me puxou pelo braço.

– Eh?! O que? Como? – interroguei confusa apenas o seguindo.

– É que... – ele desviou o olhar corado. – Eu tenho que tirar uma foto para a capa do CD.

– CD? Que CD? – perguntei arqueando uma das sobrancelhas.

– Oh! Claro. Você não sabe. – ele deu um suspiro, parecia meio nervoso. – Eu tinha uma banda no exterior, eles vieram para cá e eu preciso tirar uma foto para a capa do CD... Deram uma sugestão meio...

– Ah! É por isso que você escreveu a poesia para mim? Achei estranho uma pessoa escrever aquilo normalmente, você deve praticar bastante fazendo as letras. – sorri.

– Lynn, foco! – ele exclamou me chamando a atenção. – Pode me ajudar com a foto e posar comigo?

– Hein?! – Corei totalmente, posar? Posar como? E vestindo o que? Essa conversa estava me deixando nervosa.

– É... Eles têm uma foto como base. – ele tirou a foto do bolso e me mostrou.

Quase caí para trás. A foto era bem provocativa. Era uma menina com orelhinhas de gato com uma gargantilha que era presa por uma corrente, que estava na mão de um rapaz. O rapaz tinha uma expressão bem sexy, ele segurava a corrente meio que puxando a menina para frente, os rostos estavam meio próximos.

Coloquei a mão na boca, apenas olhei chocada, corei feito um pimentão. Olhei para Lysandre, o rosto dele estava MUITO corado, ele estava nervoso e parecia esperar a minha resposta.

– Então...? – ele interrogou me encarando, já que eu não tinha falado nada.

– Eu não sei se... – pausei um pouco voltando o olhar para a foto.

– Poxa, Lynn! – ele exclamou. – Eu não quero posar com outra menina, é constrangedor. – ele encarou o chão.

– E não é constrangedor comigo? – bradei colocando a mão na cintura.

– Eu não disse isso. – ele balançou as mãos, meio apavorado. – É que... É complicado explicar. – ele colocou a mão na testa e desviou o olhar. – Bem... É que é mais fácil posar com você... Não tenho a quem recorrer e não quero posar com nenhuma menina escandalosa.

– Mas... – suspirei. – CERTO. – bradei ao aceitar o pedido dele.

– Certo?! Você aceitou?! – Lysandre me olhou sem acreditar. – Obrigado, Lynn! – ele sorriu para mim. – Os meninos da banda vão vir aqui hoje. O tecladista fez três cursos de fotografia, ele vai fazer a capa do CD. Então... Encontre-me na sala do F4. Se não estiver lá, eu te procuro na cantina depois do almoço.

HORAS DEPOIS...

Fui para a sala do F4, coloquei a mão na maçaneta. Travei, nervosa, meu estômago embrulhava.
A maçaneta girou bem devagar, tirei a mão dela rapidamente.

– Oh! Você está aí. – Alexy me puxou para dentro. – Tive a impressão de que você já tinha chegado. Vamos! Você tem que vestir o figurino.

O pessoal da banda havia chegado como Lysandre havia falado. Eram meninos que tinham cara de quem tocavam rock ou pop rock, algo assim.

– Então você é a menina? – um dos rapazes me olhou e sorriu. – Eu sou Leigh, irmão do Lysandre. É um prazer conhecer a namorada dele.

– O QUE?! – arregalei meus olhos.

– De onde você tirou isso? – Alexy perguntou arqueando a sobrancelha, mas ainda notei um sorriso que ele estava tentando esconder junto com uma risada que ele reprimia.

– A Rosa falou que... – Leigh tentou se explicar, estava confuso e um pouco corado.

– Você conhece a Rosalya? – o cortei com uma pergunta.

– Oh! Claro. – ele sorriu me encarando e me mostrando a mão onde tinha uma aliança no dedo anelar. – Ela é minha noiva.

“A Rosalya é noiva de alguém...” – o pensamento ecoou na minha cabeça. – “Mas... Ela é tão jovem”.

– Deixem de papo furado! – Alexy exclamou e me puxou para o banheiro da sala do F4.

O banheiro era tão grande que cabiam sete pessoas numa boa. Alexy abriu uma bolsa ENORME e tirou uma roupa de dentro.

– Veste isso. – ele falou pegando a roupa e jogando para mim.

– Certo... – falei esperando que ele se retirasse.

– O que foi? – ele sorriu safado.

– Você não espera que eu me troque na sua frente, não é? – interroguei, e como resposta ele me deu um sorriso mais safado ainda. – SAI! – gritei o empurrando até a porta, Alexy morria de rir, parecia que para ele era divertido me provocar.

“Mas que merda”. – pensei ao vestir a roupa.

Era curta, muito curta. Para falar a verdade, com aquela saia eu sentia que todo mundo estava olhando para a minha calcinha. Mandei Alexy entrar no banheiro para me ajudar a finalizar com aquilo.

– Nossa. – ele deu uma risada quando me viu.

– Não ria! – bradei fazendo bico. – Não tem graça.

– Você tem um corpo bonito, porque fica com essa frescura? – Alexy fez bico.

A roupa era curta, mas pode crer que era até bonita. Alexy colocou as orelhinhas de gato para que eu ficasse parecida com a menina da foto que Lysandre tinha mostrado.

– A roupa até que é bonita... – silenciei após o meu elogio a mesma.

– Sabe... – Alexy sorriu para mim. – Eu tive uma namorada que era estilista. – logo ele fez bico. – Não pense que eu me visto bem porque sou gay, a maioria das pessoas pensam isso. Para falar a verdade eu comecei a me vestir bem desde que a conheci.

– Oh! E porque vocês... – pausei um pouco pensando se a pergunta era adequada. — ...Terminaram?

– Ela se mudou para a França. – ele suspirou. – Isso me fez ver que você não acha a felicidade só com pessoas do sexo oposto e que você se apaixona por pessoas, não por genitálias. – ele sorriu para mim enquanto me maquiava. – Sabe... Leigh largou a escola para seguir o sonho dele que era ter uma loja de roupas e trabalhar com moda.

– Ele... Largou os estudos? Ele não foi expulso de casa por isso? – interroguei.

– Não. – ele negou. – Os pais deles dois são meio indiferentes, não dão muita atenção para o que eles fazem. Dá para perceber, já que nem Lysandre e nem Leigh praticam atividades normais de meninos da idade deles.

– E o que você considera normal? – perguntei.

– Normalmente, um menino bonito, rico, da idade deles sai pegando qualquer uma que vier pela frente. – Alexy riu. – Mas não é muito o caso do F4... Apesar de que já aconteceu algumas coisas do tipo com o Armin.

– Como?! O Armin?! – exclamei no final, surpresa.

– O Armin era muito pegador. – Alexy deu um suspiro, depois riu. – Era chato na época, ele marcava com mais de uma menina e depois esquecia. Ele normalmente me ligava pedindo reforço, eu ia lá e pegava a menina. Elas nunca suspeitavam de nada. – Alexy encerrou a maquiagem e começou a arrumar meu cabelo. – Até que um dia ele começou a sair com uma menina, ele gostava mesmo dela, ia até pedir ela em namoro... Daí ele soube que ela estava saindo com outros caras.

– Ele se traumatizou com o sexo feminino como você? – brinquei.

– Foi. – ele respondeu.

– É sério? – interroguei surpresa. Não, era apenas uma brincadeira, ele negou com a cabeça rindo. Poxa Lynn, você acredita em tudo mesmo.

– Enfim. Ele passou um ano chorando por causa dela. Por isso ele passa o dia inteiro jogando, ele diz a típica frase “namorar não dá XP”. – ele suspirou.

Dei uma risada por causa da ultima frase. Ele já tinha concluído com o meu figurino e maquiagem. Saí do banheiro e dei de cara com Lysandre. As roupas não combinavam com ele, para falar a verdade as roupas dele pareciam mais com as de Castiel.

– Eu tenho que usar isso? – Lysandre perguntou corado olhando para Leigh. – Essa calça é apertada.

– Vamos logo! Não quero conversa. – Leigh bradou ignorando as reclamações de Lysandre. – Oh! Lynn. Como está bonita. – Leigh sorriu a me ver. – Já arrumaram o cenário.

O cenário nada mais nada menos era um sofá vinho bem estilo vitoriano, para falar a verdade, meio que lembrava o estilo de roupa normal que Lysandre usava.

– Ok. – Leigh deu um sorriso posicionando a câmera do tripé. – Deita aí, Lynn.

– Deitar? – perguntei nervosa, já estava querendo desistir por conta da vergonha.

– Não me falaram nada sobre deitar.

– Claro que falaram, sua palhaça. – Alexy fez bico. – Mostraram a foto de como seria, você de safada que aceitou. – logo Alexy piscou, o que me deixou mais corada.

– Vamos, Lynn! – Alexy insistiu, me arrastou e me empurrou no sofá.

Havia umas espécies de algemas que eram presas por uma fina corrente presa ao sofá. Alexy colocou as algemas em mim e sorriu se afastando, fazendo um sinal positivo com a mão.

– Lysandre, sua vez. – Leigh falou rindo como se aquilo tudo fosse um espetáculo e ele estivesse assistindo tudo de camarote.

– O que eu tenho que fazer? – Lysandre perguntou, corado, estava fazendo o mesmo que eu fiz. Talvez quisesse desistir, assim como eu.

– Ora! Vamos! – Alexy o empurrou até perto do sofá.

– Se estiver nervoso Lysandre, cante um pouco. Isso sempre ajuda a te acalmar. – Leigh sugeriu.

Lysandre cerrou os olhos por uns segundos, começou a cantarolar uma melodia, logo começou a cantar não muito alto, mas o suficiente para que eu ouvisse em claro e em bom tom.

“Ele está cantando... O que ele escreveu para mim”. – pensei enquanto corava mais do que já estava.

A corrente que estava presa na minha gargantilha estava presa a uma algema na mão de Lysandre. Ele agarrou a corrente e me puxou um pouco para perto de si, como na foto daquele casal. Eu sentia que eu ia explodir e morrer bem ali na frente de todo mundo. Só de ter ouvido a voz de Lysandre cantando, eu já me derretia toda. Aquilo havia me seduzido mais rápido do que os beijos que Alexy tinha me dado enquanto realizava a sua “brincadeira”.

– Pronto. – Leigh falou dando uma risada. – Já está tudo pronto, eu só preciso editar.

– Ótimo. – Lysandre falou se afastando de mim e tirando as algemas, tanto de mim quanto dele. – Obrigado, estou te devendo essa. – ele sorriu meio sem jeito.

Assim que saí da sala do F4, em chamas, fui até o jardim para tentar me acalmar. Lembrava-me do que tinha acontecido lá. O estranho era que não ouvia a melodia melancólica de Kentin, tudo que eu ouvia era o vento que fazia barulho nas árvores. Vi uma pessoa com um capuz sentada no banco que de costume, era Kentin que se sentava por lá após terminar a melodia do violino.

Notas finais
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