9 Vidas Por Você

1 Capítulo Piloto


Notas iniciais
Hey queridos *-* Uma nova história de iCarly em um contexto diferente, mas espero de todo o coração que gostem desse começo. Bom, a lenda coreana que escolhi vai ser especificada no decorrer desses primeiros capítulos. Boa leitura u_u

" — Está chovendo muito! Não posso ir mais rápido. — Carl falou preocupado e Marissa olhou para o banco detrás com pesar.

Ela checava o filho que estava assustado com o grande temporal que os pegou no caminho do hotel. A super protetora mãe, se preocupava a cada segundo com a gravidade do temporal que somente piorava e seu filho de oito anos parecia mais inquieto internamente. Ela via nos olhos dele. Marissa já pediu para o marido estacionar o carro, e para ficarem parados por um tempo, mas não foi ouvida em nenhum segundo. Carl não conseguia falar direito com a mulher, pois sua mente estava focada em chegar logo em um lugar... Mas o lugar que ele queria chegar não era bem o hotel...

A chuva a cada minuto piorava, pois o céu parecia enfurecido e a lua cheia muito carregada. Mesmo assim, o brilho da lua ainda ajudava a iluminar o caminho. Para o grande azar de Carl, seus faróis estavam falhando e ele passou a não enxergar com nitidez o caminho. Apesar que ele tinha certeza que não estavam mais na estrada, pois o pouco que enxergava dava-lhe somente terra, árvores, lama e muitas folhas. Os trovões foram uma trilha sonora espetacular, pareciam estranhamente ritmados e o tempo parecia querer destruir o único carro que estava rodando por aí.

Esse tempo é estranho para hoje. Muito estranho, pois Marissa conferiu centenas de vezes a previsão do tempo. Ela era assim, sempre foi. Mas, como explicar o que está acontecendo com o tempo na Coréia, especificamente no interior de Seul? A chuva era magicamente intensa... Os raios eram simultâneos e pareciam clarear até a alma daquela família. Fred, um menino de oito anos que dirá quando crescer esse trauma que se iniciara. Ele pensava no carro, o quanto queria que a chuva parasse. Ele desejava ajudar. Ele queria com muito fervor que a chuva parasse, pois ele ansiava ir a um templo dali. Um templo que seu coração queria estar.

Não houve muito tempo para querer isso, pois em um momento estava assustado e em outro estava desesperado. O carro acelerou de uma forma sobrenatural, ou não. Ele se desviou do caminho de trilhas naquela floresta da Coréia, e desceu uma ladeira inclinada, fazendo Carl perder o controle total. E então bateram numa árvore, tamanha foi a força que a árvore se quebrou e o carro se arrastou lentamente para um grande lago.

Os pequenos olhos de Fred enxergaram o aparente último suspiro dos pais. O golpe da árvore os machucou de forma tremenda, e a cabeça de Marissa quebrou violentamente o vidro da frente. Carl tinha uma abertura na testa e Fred somente sentiu grande dor na perna direita. Mas, agora estavam afundando no lago para o desespero do garotinho que não sabia bem o que fazer. Afinal, os pais pareciam inconscientes.

Ele não tinha a quem recorrer, a não ser para o tempo. Para a chuva ou as árvores. Para os raios, ou as folhas. A quem pedir socorro? Não havia ninguém ali. Ninguém humano.

Neste lago foi construído um templo sobre ele, firmada sobre as águas e de espaço magnífico. Fred não sabia, mas era para este templo que o seu coração o mandou ir... "

Tempos atuais, Coréia.

- Vô, ainda faltam uma semana para iniciar os testes e minha faculdade. — Fred tentava argumentar contra o teimoso Jonah Benson.

- Vamos embora agora, precisamos chegar em Seattle logo. A Coréia sempre te faz ficar mais impulsivo do que já é. — Jonah comentou com autoridade e agarrou-se no braço do neto. Ele sabia que o neto fugiria, pois ele sempre dá um jeito de fugir.

- Sem contar, papai, que ele sempre te convence a vim pra cá nas férias. Sempre a Coréia. Nunca Paris ou a Califórnia... Nunca... — Coral Benson reclamou em alto e bom som, como todas as férias de verão nos últimos doze anos.

Eles andaram para dentro do grande aeroporto internacional da Coréia, em Seul. Coral Benson, sempre moderna e atual, apesar da idade, atraía o olhar de todos. Ela sempre fora uma beleza exótica e totalmente ao contrário do falecido irmão, Carl. Ela é loira naturalmente, de pele bronzeada e bem tratada. Carl era muito branco, sempre transparecendo com mais cor as veias de seu corpo, alto e musculoso. Ele possuía olhos castanhos escuros, quase pretos. Não somente a tonalidade da cor dos olhos os diferenciavam, mas também a absurda personalidade que Coral sempre teve. Dona de olhos cor de mel com fundo verde, é solteira e muito cobiçada por homens que nunca querem compromisso sério. No auge dos seus 36 anos, ainda se encontra em boa forma física e tem um grande ego simultaneamente destruído a cada dia por ainda não estar casada. O que a leva cada vez mais ter obsessão em cuidar de si, para parecer mais jovem e talvez, conquistar alguém. Meta que ela decidiu conquistar esse ano.

Coral não anda, mas desfila ao lado do sobrinho e do pai. Ela sorri poucas vezes, portanto olhava seriamente para o sobrinho tentando adivinhar o que ele irá aprontar para poder ficar por mais tempo na Coréia. Fred estava muito pensativo.

- Não pense em fugir! — Jonah fala rigorosamente ao soltar o braço do neto.

- Eu... Eu vou ao banheiro, vó. — Fred falou simplesmente e se fez de quem não queria nada.

- Coral, arrume tudo. Eu vou acompanhar nosso querido Sr. Espertinho. — O mais velho falou como se soubesse o que aconteceria, ou que pelo menos imaginasse o que ele tentaria fazer.

Os dois homens andavam muito perto um do outro, o jovem de vinte anos olhava desconfiada para o avó. A verdade é que Fred sentia mais necessidade de ficar em Seul dessa vez, pois ele precisava. Algo dentro dele se movia, e de hora em hora ele sentia forte dor na perna direita. Também tinha outro motivo, hoje dia do seu aniversário ele somente desejava comer muito rámen e beber soju até o outro dia. Talvez com boa companhia, pois ele adora orientais. O plano dele é ficar de qualquer maneira. Fred sempre ficava, pois sempre arrumava uma forma de ficar mais um pouco na Coréia. Ele amava o país, pois seus pais também amaram este lugar.

- Não demore, menino insolente. — Jonah falou embargado de desconfiança e atento a qualquer tentativa de fuga.

Fred entrou no banheiro masculino com um sorriso confiante nos lábios, mas esse sorriso logo sumiu quando a porta do banheiro se fechou. Ele tinha que sair dali e fugir, mas não fazia ideia de como fazer isso. Ele entrou em um box, e observou a janela um pouco alta. Uma ideia veio a sua mente, mas antes que pudesse tentá-la, uma dor forte começou novamente em sua perna direita. Algo que começara desde das 00:01 hrs da madrugada! Algo que começou na passagem de um dia para o outro. A passagem de um dia normal para o dia em que ele completa vinte anos.

Por conta da dor que estava amenizando, ele conseguiu observar o banheiro. As paredes brancas, e o estilo muito Clean. O espelho grande e largo, para ficar em equilibrio com as seis pias no mesmo mármore abaixo. Então, ele viu algo que o fez sorri. Havia uma lixeira realmente grande, perto da porta e assim ele teve uma ideia de mestre.

Passaram-se mais de dez minutos, e o impaciente velho entrou no banheiro de expressão fechada.

- Fredward Benson — Chamou ele alto suficiente, mas não obteve resposta.

Ele observou duas portas de box fechadas, e resolveu bater nelas. Fred poderia estar em uma delas e ter ficado em silêncio somente para testá-lo, como sempre faz.

- Fredward, pare de brincadeiras. — Jonah Benson falou severamente em coreano ao bater na porta de um box com força.

- Está ocupado, e quem está ocupando não se chama Fredward! — A voz irritante de um coreano respondeu. Jonah bufou e partiu para a outra porta, batendo com mais força.

- Fred, você está aí? — O velho perguntou na língua do país, e escutou um gemido. De que ele não sabia e não queria pensar.

- Não tem Fred aqui... Aaaaah... — Respondeu uma pessoa dentro do box parecendo estar em uma estranha situação.

Jonah bufou mais forte ainda e parou em frente ao primeiro box. A janela no alto estava aberta e era grande suficiente para que seu neto passasse por lá. A raiva começou a fluir pelo corpo dele e no mesmo instante saiu dali, gritando por Coral.

Essa foi a abertura para que Fred fugisse o mais rápido possível e ficasse mais dias na Coréia. Ele saiu da grande lata de lixo e se livrou rapidamente dos papeis de cima de si. Apertou a mochila em suas costas e correu em direção a saída do aeroporto. Do lado de fora, ele observou a tia e o avó rodearem o lugar. Fred imaginou que seria para pegá-lo do lado da janela e riu ao ver isso.

- Desculpe vó. Desculpe tia. Mas eu preciso ficar. — Ele sussurrou quando viu os dois sumirem de seu campo de visão.

Fred sempre fora um bom atleta, e por isso correu o mais rápido possível para sair do estacionamento do aeroporto. Ele sabia que o avó não descansaria até encontrá-lo. Não por agora, quando a raiva deve dominá-lo.

Uma hora de caminhada e ele finalmente encontrou um meio de sair o mais rápido daquela área muito próxima do aeroporto. Um tipo de carroça mais moderna, com uma tenda firme protegia os alimentos da chuva e do sol. Por isso, Fred não pensou duas vezes antes de entrar nela. O dono da carroça demorou cerca de trinta minutos para começar a movimentá-la.

O jovem rapaz caiu no sono, e não viu quanto tempo passou ali dentro. Ele despertou e percebeu a carroça parada novamente. Então rapidamente ele saiu dela e se deparou em uma estrada de trilhas. Ele reconheceu, para o próprio desespero, o lugar onde parou. Fred respirou fundo e se lembrou do cheiro inexplicável do lugar. Observou as árvores, longe uma das outras e distante da estrada aonde ele estava. Então ele percebeu que não mais de trinta metros dele tem uma inclinação de terra perfeita.

Ele olhou para o céu e percebeu que a noite tinha chegado. Como ele não percebeu isso desde que abriu os olhos?! Fred se moveu lentamente em direção a inclinação de terra, e parou na ponta do inicio dele. Pingos de chuva molharam a sua face, e ele se lembrou o porquê daquele lugar ser tão conhecido. Fora ali que a doze anos atrás ele perdeu os pais.

Passaram-se longos minutos e a os respingos d'água se transformaram em uma chuva grossa. Fred percebeu a intensidade da chuva quando estava bastante molhado e sentiu que viveria o passado novamente. Um trovão suou alto fazendo com que ele acordasse de seus pensamentos. Ele desceu, quase rolando, daquele barranco perfeito e correu em terra plana para o único lugar seco visível, o templo.

Fred ignorou o lago e os pensamentos, entrou no templo reclamando baixo. De imediato ele se lembrou que tinha que avisar para o avó que estava bem e voltaria logo. O inocente jovem pegou seu celular de último lançamento e ligou para sua tia Coral. Chamou... Chamou... Chamou... A ligação deu uma terrível interferência... Atenderam, para a infelicidade de Fred. Mas ele não sabe o porquê de ser tão infeliz o sentimento que sentiu.

O templo estava escuro e ele não viu nada dentro do lugar. Permaneceu perto da porta aberta, que no momento foi fechado bruscamente. O som do barulho o fez pular no lugar que estava! Ele gritou e ouviu a respiração de alguém do outro lado da linha. Fred pensou ser de Coral, realmente irritada com ele. Mas uma voz surgiu pelo telefone, uma voz tão ameaçadora quanto doce em seu tom.

- Você voltou pra me ajudar. — A voz soou docemente pela linha e Fred pareceu perder a voz.

- Tia Coral? — Ele perguntou baixinho.

- Não... Mas você sabe quem eu sou... — A voz o informou. Fred tirou o celular do ouvido e observou a tela. Estava tudo normal e mostrava-se que fazia doze segundos de ligação. Por impulso, ele encerrou a ligação e o celular apagou sem ele ter desligado o aparelho.

Um raio clareou o templo. Atrás do jovem a silhueta de uma mulher apareceu e ela observava ele com os olhos faíscando. Outro raio clareou o templo, e ela não estava mais atrás de Fred. Ele ouviu o toque do seu celular, mas ao olhar para o aparelho continuava apagado. Por estupidez ele levou o celular ao ouvido, mesmo com as mãos tremendo.

- Alô?- Ele disse em um fio de voz.

- Você morrera se não me ajudar. — A voz o ameaçou. Seja o que for a dona dessa voz, parecia irritada.

- Aju-ju-Ajudar em que? Quem é você? Como está falando comigo? — Fred perguntou com o mínimo de coragem que possuía no momento.

- Sou eu, Fred. — A voz soou docemente. — Você me prometeu que voltaria para me tirar daqui...

Ele viu alguém se aproximar, mas não escutava passos.

Ele conseguiu enxergar uma mão perto do seu rosto, mas não via nada mais.

Ele sentiu a ponta de uma unha cortar seus lábios como lâmina cortaria, mas não enxergava ninguém.

Ele sentiu o sabor de sangue na boca, mas achou que poderia ser somente uma sensação ruim e não realmente sangue.

Fred chegou a conclusão que estaria louco.

Ou logo, estaria morto.

- O que eu faço? — Ele perguntou com medo da resposta.

Ele sentiu mãos suaves abrir as mãos dele e algo fino foi colocado entre suas mãos.

Em segundos, o templo foi clareando. Mas não com os raios. O templo clareou com a luz da lua que pareceu se esconder por um tempo. A lua cheia clareou o lugar perfeitamente. Fred enxergou vários quadros e móveis típicos da Coréia. Coisas antigas. Mas nada chamava mais a atenção do que uma pintura grande no centro do lugar.

- O que você vê nessa pintura? — A voz lhe perguntou.

- Uma árvore. Uma mulher com hanbok, ajoelhada. E uma raposa sem caudas em sua frente. — Ele descreveu o mais simples da figura, e somente então viu o que tinha nas mãos. Era uma caneta permanente, de tinta preta.

- Desenhe nove rabos nessa raposa. Isso é tudo que deve fazer. — A voz aconselhou ele, e o mesmo se aproximou do documento histórico.

- Não vou ser preso por danificar isso? — Ele questionou sentindo as pernas tremerem.

A chuva parecia piorar a cada instante. Os trovões se tornaram ritmaticos, e os raios apareciam em sintonia.

Aquele momento estava se tornando estranho. Algo ruim iria acontecer, isso ele sabia, pois, aquela sensação era conhecida. Fred sentiu isso quando estavam quase a bater na árvore, doze anos atrás, ele sentiu que a morte se aproximava. Isso ele estava sentindo agora, mas de alguma forma sentia-se confortável com isso. Parecia-lhe normal demais e a morte parecia que não seria ruim. Para ele, a morte não seria uma má ideia. Isso porque o ambiente lhe deu essa ideia.

- Você não saíra vivo daqui se não fizer isso. — A dona da voz apareceu para ele por segundos. Isso foi suficiente para ele temê-la e respeitá-la. Aqueles olhos azuis tão claros e ameaçadores que o encarou por segundos o mandou fazer. Ele iria fazer, pois depois poderia ter tempo para vê-la melhor já que a única coisa que ele assimilou foi seus olhos expressivamente perigosos.

Fred desenhou a primeira cauda lentamente e percebeu que a tinta da caneta brilhava. Coisa de garota, pensou ele. Aquela voz que o aterrorizou começou a gritar, aparentemente de dor quando ele terminou a segunda cauda. Fred pausou.

- Rápido. Desenhe rápido ou eu te mato agora. — Gritou a dona daquela voz com força. Sua voz tão alta fez um calafrio percorrer a espinha de Fred.

Rapidamente ele voltou a desenhar as caudas, mas não estava entendo o porquê dela querer algo assim.

Talvez para metê-lo em encrenca.

Muito provavelmente isso, pois seria o mais normal de se acontecer.

Ele desenhou mais uma cauda.

Depois outra cauda.

E quando chegou na oitava cauda os gritos dela se tornaram mais fortes.

Fred forçou a ponta do pincel e sem querer fez um ponto preto na raposa.

Ele disfarçou e fechou a última cauda.

Os gritos da dona da voz pararam.

Os olhos de Fred fitaram o documento rasurado e para seu completo fim de juízo o desenho da raposa havia sumido.

A raposa sumiu. Os trovões e os raios pararam, a chuva começou a amenizar.

Tudo isso aconteceu ao mesmo tempo, e ele percebeu. Fred se virou e quase morreu ao ver a dona da voz. Ele a observou atentamente, e sentiu a boca se abrir lentamente. Ela estava vestida com uma camisola de seda branca, mas seus pés estavam calçados por um sapatinho branco e em seus cabelos tinha um laço delicado de marfim. Seus cabelos são loiros, seus olhos são azuis e sua boa é bem definida. A pele dela é branca como neve e parecia muito macia. Sua pele, seu corpo e seus lábios eram curiosamente convidativos. Fred pensou que ela parecia uma boneca de filme de terror. Pois na pele branca apareciam os nervos pretos, embaixo dos olhos tem olheiras grandes em um tom de arroxeado e suas unhas são afiadas. No canto dos lábios dela escorria sangue e ela o olhava como se ele fosse a caça.

Aquele espírito, aquela garota ou aquele monstro, deu um passo a frente. Foi o suficiente para que Fred corresse para fora do templo. Ele não olhou para trás, mas ouviu os passos rápidos daquele espírito o seguindo e como se fosse caça-lo. Fred viu que estava distante do templo e corria tanto que não prestou atenção nem no que pisava. Ele Olhou para o lado e viu a garota praticamente no seu lado. Ela não aparentava cansaço, e para o desespero de Fred ele estava para morrer com falta de ar. Ela não é humana, ele concluiu. Isso o assustou tanto que ele caiu em um barranco enorme.

A garota se assustou também, mas fora tarde para salvá-lo. Ela olhou para baixo e voou junto com o vento. Desceu tranquilamente o enorme barranco cheio de pedras como se fosse uma folha ao vento. Ela pousou em terra ilesa e estalou a língua ao ver o estado da pessoa que a salvou. Ela o viu caído de bruços, e um enorme galho de árvore fundo em suas costas. As calças jeans estavam surradas demais e seu pé parecia virado. Sem demora ela tirou o galho da carne de Fred.

Então ela o virou para ver seu estado. Ele estava inconsciente e um grande machucado aberto na testa sangrava. As veias da garota sumiram e ela se sentou ao lado de Fred. A verdade é que ela não achou justo deixá-lo daquela forma, pois ele iria morrer.

- Você voltou por mim. — Ela falou alto e acariciou o rosto dele.

- Fred se tornou tão bonito. — Ela comentou com um sorriso e fitou os lábios entreabertos dele. Percebeu sangue neles e isso a fez salivar mais. Ela desejou seu sangue e por mais que ela não gostasse, desejou sua carne.

Ela se inclinou ao corpo ferido dele e apoiou as mãos do lado de sua cabeça. Lentamente ela passou a ponta língua na entrada da boca dele, limpou seus lábios e seus dentes frontais. Ela se distanciou um pouco do rosto e conseguiu sentir que ele estava morrendo ali.

- Vou te emprestar a gota da raposa, pois você me libertou. — Ela explicou como se ele entendesse algo naquele momento, e ela se sentou sobre a barriga dele, passou uma das mãos por dentro da camisa suja e pausou a mão no coração do rapaz. Sentiu as batidas fracas e sorriu.

Ela abriu a boca dele, e encostou seus lábios nos dele, então abriu a sua boca. Uma luz azul saiu da boca da garota e passou para a boca de Fred. O espaço de quatro centímetros foi fechado, pois ela encostou seus lábios nos dele por trinta segundos. A respiração fraca dele se tornou normal no mesmo instante.

Notas finais
Confuso? Ruim? WTF? Cadê continuação? Que marmota é essa? APSOKAOSKPASOKPOASK' Espero que tenham gostado do Fred, do avô dele, da Coral, da nossa querida amiga misteriosa e loira - obviamente a Sam-, do flashback inicil e claro, de mim *-* Vejo vocês no próximo capítulo!