8 Metros
4 Chapter 4
Notas iniciais
Após eu ter escutado aquilo, me veio um baque, dando-me uma leve tontura, fazendo eu dar uma pequena queda atraindo os olhares de Adam e no Channing atrás da árvore — onde eu estava localizada.
— k-kayla? — diz o Adam com um tom de preocupação e ficando corado, devendo estar nervoso — você está bem?
— sim eu estou — digo tornando a minha posição e entregando os sorvetes a ambos Channing apenas olhava atencioso e com sua face paralisada como se estivesse levado um susto
— Q-quanto tempo está aí? — diz o Adam pondo a mão atrás da nuca, ficando ainda mais vermelho, o que deixava-o mais fofo.
— Eu cheguei agorinha mesmo, eu queria dar-lhes um susto, mas repentinamente eu tive uma tontura — respirei fundo, como se buscasse ar ou fingir que estava buscando — deve ter sido o calor — digo abrindo um pequeno sorriso, mostrando sinal de "estar tudo bem".
— Que bom — ele resmunga bem baixo, mas ainda dava para ouvir.
— Como? — digo franzindo a testa e erguendo minha sobrancelha
— N-nada — diz ele dando uma rápida olhada para o Channing — que bom que está bem — ele fala dando um "falso" sorriso para mim, deixando a amostra seus dentes.
O Channing olhava aquilo tudo, tentando associar os fatos ou entender o que acabara de ocorrer.
— por que tá gaguejando tanto? — dou uma risada demorada, enquanto o Adam entra nela também é o Channing não pode escapar o incomodo, mas quebra aquele olhar de medo em que estava.
—preocupação — diz o Adam bem rápido após toda aquela risada.
Puxa, nunca pudesse imaginar o Adam gostando de mim. Ele é o meu melhor amigo, não posso dizer mais único porque acabara de conhecer o Channing Tatum e o quão legal era conhecer as pessoas melhor, e fazer novas amizades, pois sempre tive apenas o Adam que quando ele foi embora eu não tive mais nenhum amigo é sempre fui mais fechada, porque achava em nunca conhecer alguém tão legal quanto ele e quando ele foi embora prometi a mim mesma: nunca mais vou me apegar a,guiem, para não sofrer mais ainda. Mas claro que nunca e uma palavra bem forte para ser usada naquele contexto ou em tudo.
— bem, acho que depois de todas essas emoções vou indo. — digo me despedindo de todos, mas claro que não ia ficar só naquelas palavras.
Cheguei perto dos dois e parei em frente ao Channing, dando lhe um abraço apertado e demorado. Ele era muito enorme e forte e era confortante o abraço dele.
—adorei te conhecer — sussurro em seu ouvido.
—também pirralha — ele sussurra de volta. E acho que acabei de ganhar um apelido.
— ei! O meu vai ser mais demorado em? — diz o Adam interrompendo o nosso momento.
Me dirijo até o Adam que não era tão alto, mas ainda era maior que eu. Dou um abraço nele ainda mais demorado que eu dei no Channing.
— obrigada, por ainda se lembrar de mim e ainda estar comigo — deixo uma lágrima escorrer enquanto digo isso e ele me percebe fungando.
—ei, não chora. Nunca me esquecerei de você e nem dos nossos momentos e lembranças. — ele diz.
— eu te amo Adam. — me separo de seu corpo e dou um beijo na sua bochecha, bem próximo a sua boca.
— eu te amo Kayla — não sei por que mas eu sinto uma impressão que aquilo foi mais que amizade. Mas sou retribuída com um beijo na testa.
Me solto de seus braços e dou alguns passos para trás visualizando os dois.
— eu não vou deixar você ir só — disse o Adam se voltando para frente se aproximando cada vez mais.
— nem eu — diz o Channing também vindo em minha direção.
— eu também não iria só — digo, deixando um sorriso ser liberado em minha face.
XXX
Chegamos na frente da minha casa e no caminho brincamos muito e eles me explicaram sobre a batalha de dança que tiveram e da ultima batalha e inesquecível:eu sempre quis dançar street dance. Quando éramos pequenos o Adam sempre ficava dançando e quando fazia aquelas piruetas eu ficava encantada.
— Bom, é aqui em que eu fico. — digo subindo alguns degraus, me posicionando em frente a porta, mas virada para os dois.
— estão afim de um starbucks depois das seis? — o Adam nos convida — chama sua irmã, Tyler
— Tyler? — indago, pois estava apenas eu e o Channing na hora e não havia nenhum Tyler conosco
vejo os olhos do Channing brilharem e enfim ele fala:
— no Street Dance temos um nome especial — ele da uma pausa como se tivesse estar tendo dificuldades em me explicar — é um apelido. — ele da outra pausa respirando bem fundo — e o meu é Tyler.
— e o meu Moose — diz o Adam se pronunciando sobre seu apelido.
— vocês ainda têm que me ensinar muito sobre isso. — digo ficando corada, pois estava me fazendo um convite de entrar no grupo inexistente deles.
— como assim? — diz o Adam me vendo rir e ficando cada vez mais rosinha, mas ele estava com um semblante como se estivesse estranhando a situação.
— n-nada — respondo com um sorriso.
— enfim vocês topam? — ele para ao ver a gente com a expressão sem entender nada. — o StarBucks.?
— ah é — eu e o Tyler dizemos ao mesmo tempo
— então cara — o Tyler pôs a mão na cabeça e suspirou — eu não vou poder ir, porque a minha irmã precisa de ajuda em um trabalho de dança.
— poderíamos ajudar — sugiro, pois vi a maldade dele nos o,nós e vi que ele estava querendo me deixar a sós com o Adam. — quer dizer, antes passamos no StarBucks e você e o Moose podem ajudar ela é eu vejo é olho e... Aprendo? — sorrio apenas
— eu acho melhor esse primeiro ensaio, eu ensinar a ela depois vocês entram tá bom? — ele sorrir da mesma maneira — então é isso, falou — ele se despede deixando apenas eu e o Adam.
— você vai? — ele se direciona a mim com cara de pidão
— por que não? — digo soltando um leve sorriso
— Yes! — ele comemora sem disfarçar nada.
— me pegue umas sete e meia — digo — assim minha mãe já haverá chegado em casa e eu amostro a ela que você chegou aqui.
— certo. — agora ele que me deu um beijo perto da boca.
Será que ele tá pensando que eu to querendo algo a mais que a amizade só por causa daquele acidental beijo perto da sua boca? Acho que não sou capaz de provocar um homem. Não sei como se faz e nem se beijo bem, não sei a sensação ou como deve ser, e ele... Pelo que fiquei sabendo tinha uma namorada lá em Nova York então não duvido nada que ele já não saiba beijar.
— tchau — digo me virando e entrando dentro de casa rapidamente sem ouvir a resposta dele.
Ponho minhas coisas no sofá — minha mãe sempre reclama comigo isso. vou em direção a geladeira pegando um refrigerante, eu abro-o e pego minha bolsa e abro-a pegando meu celular e me direciono para o meu quarto, boto minha bolsa num "troço" que há atrás da porta para pôr casacos, bolsas ou chapéus -o que eu particularmente amava. Deito na minha cama e dou um gole no meu refrigerante, mas em seguida ponho o mesmo no meu criado-mudo e desbloqueio meu celular e abrindo as notificações — que não eram tão importantes. eu olho no horário e já havia se passado aproximadamente um hora e já eram seis e dois (18:02).
— acho que já vou começar a me arrumar. — digo me levantando da cama e pegando meu refrigerante dando mais umas goladas, mas já havia posto novamente no criado.
Abro no meu instagram. — já faz um tempinho que eu não mando um foto, o que não importa até porque não tenho amigos e minhas curtidas são de pessoas que acham minhas fotos legais e/ou me acham bonita e gostam de algumas looks que faço quando tô sem fazer nada e posto, bem raramente recebo pedidos. E abro no rolo da câmera e escolho uma foto que já havia editado e ponho na legenda : " minha popularidade não é questão de status, minha idade não define minha maturidade e meu rosto não define meu caráter "
Em seguida vou para o banheiro, tomo banho e dou uma lisada no cabelo — mais do que já é. Saio e visto uma blusa longa com um short jeans e um tênis prateado, nada muito arrumado, afinal era só um café, então botei apenas minha máscara de cílios é um batom mate nude e me perfumei. Vou para a sala e antes de sair do quarto pego minha bolsa com franjinhas marrom e ponho meu celular e minha carteira nela, pois vai que né? Nunca se sabe, e desço as escadas, me sentando no sofá e pondo os pés na mesa de centro, pego meu celular e abro naquele aplicativo já mencionado de fotos virais com legendinhas e que eu havia postado uma foto antes, e abro no feed de pesquisas onde tem algumas sugestões de pessoas para seguir e etc. e avisto um rapaz que estava em um elevador espelhado e vazio e abro a foto só por curiosidade e me interesso — o que é raro, porque não sou de ficar me apaixonando por aí. E na foto está com o iPhone tapando o rosto, mas deixando a mostra seus músculos que quase saltavam de sua blusa social com algumas listras em azul de diferentes tons e seu cabelo preto, clico no perfil que obviamente estava público e aperto em seguir, quando arrasto a página para baixo tendo acesso às outras fotos bonitas deste rapaz bonito a companhia toca.
— tinha que ser agora? — bufo
Vou abri-lá e me deparo com o Adam todo arrumadinho, parece que iria para um shopping ou até mesmo um baile.
— ui! Ui! Ui! Gato à vista meninas — grito para umas meninas que estavam passando no outro lado da rua e após ouvir isso estavam sendo consumidas por risadas instantâneas.
— pshiuu — diz o Adam quase imperceptível e muito corado
— minha mãe não chegou ainda, mas entre — digo saindo da frente da porta dando passagem à ele.
Ele senta no sofá e eu vou atrás dele
— ponha os pés esticados, por favor — peço a ele, me obedecendo sem questionar, provavelmente já sabia o que eu iria fazer.
Após ele por os pés esticados, já tocando na mesa central então deito no colo dele, ele passa suas mãos em meus cabelos e eu pego meu celular continuando a ver o perfil do tal rapaz com o nome de Joe Walker, clico em uma foto que amostrava o rosto e ouço o Adam me perguntar:
— Namorado? — a expressão dele muda quando me dá uma crise de riso, pois ele não sabia o que se passava. — Não entendi.
—De que parte de eu só tinha você como amigo, você não entendeu? Nunca tive outro amigo além de você, e nem namorei ninguém — ele fica calada, mas com um semblante de satisfação e talvez alivio.
— Ainda bem — escuto ele resmungando. eu apenas ignoro.
Continuo vendo o perfil do tal Joe e a foto que havia falado antes mostrava um garoto de aparentemente dezenove anos, cabelos meio castanho puxado para o amarelo e olhos claros, curto a foto e o Adam pega meu celular, eu não reclamo e nem nada, eu deixo, pois ele tem total liberdade, não tenho nada a esconder dele.
— Bora ver os nudez da Senhorita Kayla Hathaway — ele fala cantarolando com voz de locutor o " Kayla Hathaway "
— Procure a vontade — dou um leve riso.
Meus olhos começam a pesar, levando-me a fecha-los, porém não estava adormecida. Fiquei assim por uns cinco minutos aguardando a reação do Moose que só passava a mão em meus cabelos e provavelmente olhando a minha galeria, quando ouço a porta se abrir, mas permaneço intacta.
— Q-q-querida? — diz uma voz feminina que provavelmente seja da minha mãe. — O-oi — devia ter falado com o Moose.
— Olá senhora Hathaway — diz o adam cumprimentando-a
— Quem é v... — ela para no inicio do "você" e que se aproximava mais do sofá para ter uma visão melhor do menino que estava comigo — Adam — ela diz empolgada, o reconhecendo. — Quanto tempo. — ela esta quase gritando.
— Shhh — a sala fica quieta — ela está dormindo — ele sussurra.
— Não tô não — falo saindo do colo do Adam, onde o mesmo leva um baque — Oi mamãe — falo indo em direção ao banheiro para ajeitar meu cabelo e deixando os dois conversando.
Depois de um tempinho eu volto para irmos ao StarBucks.
— Vamos Adam? — digo chamando-o e pegando a minha bolsa com o meu celular, ele vem até mim sem mencionar uma palavra — Mãe, tamo indo na lanchonete. — Se eu falar que vamos ao StarBucks ela vai ficar me perguntando onde é que e blá-blá-blá.
— Certo filha, beijos. — ela fica em silêncio, mas depois menciona — Kay, seu pai disse que volta amanhã
— Pra dizer 'oi' e voltar a viajar — resmungo e bato a porta
No caminho ao StarBucks, eu fiquei explicando ao Adam sobre as viagens do meu pai e minha desconfiança de uma possível traição. Chegamos lá e ficamos brincando e ele contando mais histórias sobre e de lá em Nova York, pedimos nosso café e enquanto aguardamos ficamos conversando sobre sonho e descobri que o sonho dele era ser veterinário, mas quando conheceu a dança, não quis mais largar e ele descobriu do meu sonho de ir para Nova York na minha impossível lua de mel. E quando nosso café chegou e tomamos, fomos ao parque, tiramos algumas fotos de palhaçadas dele e até rolou um mini-show de dança dele. Quando nos demos conta já era quase meia noite e decidimos ir para casa, pois no dia seguinte ele iria ter uma entrevista de emprego, ele me trouxe até em casa e quando cheguei só desabei na cama.
Acordo com um barulho na cozinha. Desço as escadas e me deparo com meu pai.
— Pai — digo correndo para dar-lhe um abraço
— OI filha, cheguei hoje de madrugada, mas você estava dormindo então decidir não te acordar.
— Mas se você chegou de madrugada, o que faz de pé as... — olho para o relógio na parede — dez da manhã?
— Oh filha, vou ter outra viagem só que em Berlim — ele diz preparando suas coisas de viagem — Mas, e você? o que faz aqui? não deveria estar na escola?
— Se você fosse presente saberia que já estou de férias, quer dizer. Na faculdade — digo indo em direção ao meu quarto com lágrimas nos olhos.
Depois disso deitei em minha cama e comecei a chorar e depois de mais ou menos meia hora, ouço o barulho do Duster prata dele saindo da garagem. Depois daquilo me recuperei, peguei meu celular e vi que o Joe havia me seguido de volta e fui pegar um Direct com ele, passei a manhã toda conversando com ele e ficamos mais íntimos, trocamos números e depois de seis meses o que achei que era amizade, virou... amor? Mas como dizer se nem sentia aquela sensação, mas toda vez que chegava notificação de mensagem dele me dava arrepio. SERÁ?
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