8 Metros
5 Chapter 5
Notas iniciais
O dia ainda estava adormecido, o céu estava escuro e o sol nem sequer apareceu. Eu acordo em um susto, havia tido um pesadelo.
Eu estava com o Adam e ele vai comprar alguma coisa que se afasta de mim, e eu de repente estou sozinha, as pessoas em minha volta começam a correr e a sumir e eu não consigo me mexer e nem gritar, e de repente vejo o Joe chegando e me abraçando, mas ele some e o Adam aparece novamente, mas eu ouço um barulho estranho e todos somem novamente e eu apareço em um labirinto e algo vem em minha direção.
E eu acordei. Não conseguir dormir novamente, fui no banheiro fiz minhas higienes e voltei para cama, em uma tentativa frustada de voltar a dormir, levantei novamente e fui a minha bancada pegar meu celular e desci as escadas, pego o bolo que estava em cima do balcão. Após finalizar, pego meu celular e abro naquele aplicativo de mensagens instantâneas na conversa com o Joe e vejo se o mesmo está online: olha a hora — digo vendo o horário que eram de três e vinte ( 3:25 ) — ele não deve está acordado
Mas, me enganei.
– rapaz, vá dormir — e depois de alguns segundos fui respondida
– não tô me sentindo muito bem — ele responde com um emoji doente ao lado
– o que sente? — estou preocupada. LÓGICO
– uma azia muito forte, nada demais
– aí meu Deus! Você está grávido? Parabéns MãPai — digo, mas não sou vizualizada — Quem é a Pãe?
– Você?
– hahaha — mando com emoji de riso — ambos sabemos que você tem sua perfeita e linda e perfeita namorada
– sobre ela...
– vocês terminaram?
– não
– Ufa!
– ainda não.
– mas, porquêeee???
– eu não sou daqueles que fica iludindo os outros e alimentando sentimentos falsos
– o que quer dizer?
– eu não sinto mais a mesma atração por ela como antes.
– você acha que...
– sim, eu tô gostando de um outro alguém.
– Que pena... quando pretende contar isso pra ela?
– Que tal quando ela acordar?
– olha, eu sou uma mulher e eu acho que sei como ela vai se sentir, então não termine ligando-a e nem mandando uma mensagem. vá a casa dela ou se encontre e você explica tudo em um contexto culto.
– certo. / — e você? por que está acordada a essa hora?
Expliquei a ele toda a história do meu pesadelo e ele ficou bem surpreso, ficamos conversando até umas cinco da manhã, onde ele disse que a dor já havia passado e eu o recomendei a ir tentar deitar mais um pouco antes de pegar uma carga horária integral no trabalho de tarde á noite, ele é dirigente da empresa do pai e tem apenas dezenove anos, mas como é o filho mais velho, o pai já quer ensinar-lhe como direcionar uma empresa e que será um dia dele. Ele faz faculdade pela manhã, mas está de férias ou algo do tipo e a tarde trabalha na empresa, mas todas as quartas, ou seja, hoje, ele pega plantão no trabalho, porque sempre há reunião.
Eu também já estava com sono, mas não queria. Não mais. Voltar a dormir e "terminar" aquele horripilante sonho, melhor dizendo: PESADELO. O meu irmão já voltou da lua de mel e minha cunhada está grávida de três meses, hoje ele vai procurar um apartamento aqui perto para eles morarem, pois não vão viver debaixo das asas dos pais por tanto tempo e ainda mais com esposa e filho. O meu irmão é advogado e conheceu a esposa dele em uma audiência, ela era a promotora, eles se apaixonaram e acreditem ou não, mas foi a primeira vista, na verdade foi eles se esbarrando e ela derramando café nele e rolou aquelas ceninhas de filmes e blá-blá-blá. Pela tarde, eles vão descobrir o sexo do neném, ou ver se já dar para ver e eu vou com o Adam. Meu pai voltou de Berlim e passou aqui duas semanas, para ficar com meu irmão, mas logo depois viajou de novo para Santiago, no Chile.
O Channing arrumou um emprego de professor de Street Dance em uma escola de artes culturais aqui perto e a irmã dele é assistente dele, ela é mais nova que ele, porém também é dançarina e está terminando o terceiro. O Adam tá estudando ciência de computadores e tecnologia, eu não pensei que ele fosse se dar tão bem, achava que a área dele fosse mais na dança, ou atuando, ou cantando, enfim, em algum holofote ou palco, mas daí ele veio como papo de " temos que experimentar coisas novas, senão a vida não tem graça " e eu apenas o apoiei. E eu? decidi fazer apenas alguns cursos de administração e segurança no trabalho, pequeno de apenas três meses e estou fazendo um curso de primeiro socorros e eu estão amando, acho que vou seguir os passos da minha mãe, mas envés de cuidar de pessoas, eu vou cuidar de animais — veterinária. " eu acho ". E, falando sobre animais, a Lara ( a cadelinha do Theodore ) está super enorme e linda. Nesses seis meses evoluímos bastante, menos no amor. " Ô coisinha difícil viu? "
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Em uma tentativa fracassada de voltar a dormir, eu ligo a televisão e como estava passando aqueles programinhas chatos da madrugada, decido ligar a Netflix e vou assistir Flash. Passada algumas horas e eu ainda assistindo Flash, ouço um barulho vindo do banheiro e suponho ser minha mãe ou meu irmão. Depois de alguns minutos a tal pessoa saí, revelando ser meu irmão.
– E aí caçula? — ele passa passando a mão nos meus cabelos, bagunçando mais ainda.
– Não perde o costume nunca? — Repreendo-o por me chamar de caçulinha, apelido dado por ele mesmo e por bagunçar meu cabelo, o que particularmente odeio. Mas, solto uma risada, pois sentia falta dele.
– Não — diz ele parando e depois rindo convencido.
Ele vai a direção a geladeira, abrindo-a.
– Não pega o iogurte de ameixa, que é meu. — aviso
– Pois é esse que eu vou pegar — ele já gosta de me tirar do sério.
– Problema seu — dou de ombros.
Ele bebe o iogurte e em seguida vem para o sofá do meu lado, esticando a mão para eu me aconchegar em seu abraço.
– Sabia que senti sua falta? — diz ele beijando minha cabeça
– Bem difícil, mas não impossível — digo convencida — também senti a sua.
– sério que passamos seis meses para dizer isso? — rimos da situação — tá em que episódio? — ele diz se referindo a série de Flash.
– Catorze da primeira temporada. — Ele me olha com cara de que ia aprontar, que mesmo adulto ainda fazia. — Nem pense em me dar spoiler. — logo aviso.
– Senão... — ele vai me dar spoiler e disto eu tenho certeza.
– Eu lhe dou um tabefe que tu nunca mais vai esquecer.
– Uí mãezinha. — ele faz uma cara de medo, só que não — Tá legal então. — ele se levanta do sofá e fica um pouco mais distante de mim. — O Doutor Wells não é o Wells verdadeiro e ele é o flash reverso e o Eddie morre. ( desculpa os spoilers, a quem está assistindo ) — eu me levanto na fúria com uma almofada e saiu em disparada atrás dele.
– Quem diria um adulto de vinte e tantos anos, casado e prestes a ter um filho, dando spoilers e correndo da irmãzinha — faço uma cara temporária de dó, mas mudo meu semblante rapidamente para uma face mais raivosa, digamos assim. — Coitado dos seus filhos — murmuro.
– Eu escutei isso — ele diz rindo e eu jogo a almofada nele, conseguindo alcançá-lo.
– BANG — digo com um tom vitorioso.
– Mais tarde vou pedir revanche. — ele diz derrotado.
– Esperarei ansiosamente para vencer mais uma vez. — digo com um tom de voz maléfico.
Somos interrompidos pela esposa dele que havia acordado e estava se aproximando mais da sala e consequentemente de nós.
– Bom dia Kayla. Amor, levantou tão cedo — ela diz dando um beijinho nele.
– Bom dia — respondo-a me ajeitando e pondo a almofada no sofá e voltando a minha posição no sofá.
– Eu levantei para me arrumar, eu fiquei de olhar o apartamento, se lembra? — ele corresponde o selinho e se abaixa até chegar na barriga — Oi filhão.
– Acha que é menino, velhote? — digo ainda vitoriosa.
– Isso daqui é rotina — a mulher dele me responde. — Mas, eu acho que é uma menina.
– Por que diz isso com tanta certeza? — meu irmão a confronta — Ele pode ser um belo de um Juiz.
– Ou uma bela juíza — ela abre a geladeira pegando uma maçã — é tão quieta que quase não mexe, e sempre que falo como se fosse com uma menina, eu ganho uma resposta. E já com o menino... — ela não chega a completar, mas entendemos. — E você, acha que é o quê?
– Gêmeos, casal. — resumir, apenas. — É uma barriga grande para apenas três meses, e quando você fala como se fosse menina, ela responde, mas quando o Nick pergunta como se fosse um menino, também responde. — Eles se entreolham como se eu tivesse descoberto algo. — São gêmeos? — indago empolgada.
– Xiu menina — meu irmão me interrompe — Era para ser surpresa.
– Mas, vocês sabem que uma hora ou outra iriam descobrir né? Ela tá bem grandinha — estrago a graça deles. — Feliz por vocês. — eles sorriem. O Nick foi se arrumar e a Jenny voltou para o quarto.
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O Nick já foi ver o apartamento e a Jenny foi ver algumas coisas de bebê com a minha mãe, eu fiquei arrumando a casa, que não tava muito bagunçada e logo depois fui pra casa do Theo e vi a Lara e fiquei conversando com o Adam. Quando voltei pra casa, fui para o meu quarto, tendo o mesmo bem geladinho, me joguei na cama e fui ver se o Joe tinha mandado alguma mensagem.
– Oii — mando para ele, chamando — o para conversar.
– oi
– vixe, que seco. / — e ai? falou com ela?
– não foi preciso.
– como?
– ela terminou comigo antes, pelo mesmo motivo, mas o bom é que somos amigos ainda.
– feliz. / — mas, por que está tão cabisbaixo?
– porque a pessoa que amo, não mora perto e eu nem sei se me ama.
– você é um cara legal, certeza que qualquer 'mina' ficaria contigo.
– até você?
– como?
– nada. / olha agora tenho que ir, vou ter uma reunião aqui.
Que coisa mais seca, mas o que será que ele quis dizer com até você?
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