7 Maldições

16 Surpreendentemente Animal


Notas iniciais
Desculpe a demora meninas ^^

[...]

– Alguém viu a Kia?! — Uma garota indagou livremente na mesa.

– Ouvi falar que depois que ela foi na sala da mestra, voltou para o quarto e não saiu mais. — Uma das linguarudas respondeu.

Emily que passou ao lado da mesa ouviu a fofoca e ficou preocupada. Kia nunca deixou de comer. Foi para a fila com duas bandejas, o que não passou despercebido pelo olhar das garotas, mas afinal, no que aquelas garotas não reparavam mesmo?

– Ô gulosa, dá para andar mais rápido aí? — Uma engraçadinha provocou a moça.

– Claro, se quiser me ajuda aqui. Quem sabe a fila anda mais rápido, não é? — Emily impaciente devolvera a provocação.

Terminou o mais rápido que pôde sua refeição e saiu do refeitório com a outra bandeja, em direção do quarto de Kia, pois de acordo com as línguas-de-trapo a ruiva não viera mesmo a jantar.

– Kia! — Bateu na porta.

Nenhuma resposta. O que era estranho, a não ser que a outra realmente decidira ignorá-la. Era algo totalmente provável. Quando viu que não ia ser atendida, adentrou o quarto e presenciou a cena mais dolorosa de toda sua vida. A ruiva beijando Zira em cima de sua mesa, e Zira já estava sem sua camiseta.

– Será que se eu não atendi a porta, não deve ser porque eu não quero atender? — Até mesmo o tom de voz dela estava diferente. — Você está atrapalhando, saia Emily. — Pediu educadamente.

–... — Abriu a boca, mas nada saiu.

Antes de sair colocou sobre a cama da outra de qualquer forma a bandeja. Não sabia se ficava chocada ou com raiva. Na dúvida saiu pisando duro, mal deu um fora na garota e ela já ia se esfregando numa qualquer. Qualquer não. Na Zira. Duas cadelas. Riu por um instante, por fazer uma piadinha como aquela.

– Duas filhas da puta! Isso sim. — Entrou em seu quarto e bateu a porta com força.

[...]

– Cinco ingredientes. — Colocou sobre o balcão de Gold. — Vai me ajudar? Você deve isso ao meu povo.

Queridinha... Porque levei seu precioso livro não significa que devo algo a você. — Estava apoiado em sua usual bengala. — Wilma me deu o livro.

– Meu pai morreu protegendo uma cópia desse livro, me deve muito já. — Rosnou se aproximando pelo balcão mesmo.

Gold sorriu também avançando perigosamente sobre o balcão.

– Vou ajudar, mas gostaria de fazer um acordo. — Deu seu sorrisinho a la Rumplestiltskin.

– Já estava demorando para colocar as garras para fora. Diga seu preço. — A moça não se intimidou.

– Quero uma amostra do seu sangue em troca da ajuda. — Esfregou as mãos em sinal de entusiasmo. — Preciso dele para uma coisa.

– Quero adicionar mais uma coisa, quero o diário original de volta. — A garota era dura na queda. — Quero poder levá-lo para Fahrir, para a biblioteca, de onde nunca deveria ter saído. O que acha?

Gold sorriu de lado, mas mesmo assim aceitou a proposta. Apertou a mão da garota em sinal de boa fé. Afinal era um negócio.

– Deixe-me ver. — O homem analisou a folha, não só os ingredientes, mas o conteúdo. — Onde encontrou isto? — Apenas seus olhos tornaram a moça.

– De um livro. Um livro da bruxa.

– Eu só tenho um ingrediente desta lista, os outros quatro são quase impossíveis de se encontrar.

– Ok! Você disse "quase". Então onde eu devo começar a caçar? — Estava tão disposta que nem pensou nas consequências.

– Não é só pelo fato ser perigoso que disse isto, mas por ser muito difícil chegar aos reinos em que estes ingredientes se encontram. — Rumple tentou desencorajá-la, mas quem disse que isso aconteceu?

– Me diz como eu posso chegar lá, eu vou. Preciso achar isso o mais rápido possível.

[...]

A mais nova das canis estava deitada em sua cama, olhando para sua prateleira. Deixara visível o vidro com o conteúdo de sabe lá o quê sua amiga lhe entregara. Já estava para completar dois dias que a outra tinha escapado. Passou a mão nos cabelos escuros tapando em seguida seus olhos com o antebraço esquerdo. Estava bolando algo em sua cabeça que nem mesmo ela sabia o que era. Um plano sem planejamento, queria se fortalecer para ajudar na batalha contra a bruxa. Sim, ela podia ser apenas uma garota, mas já sabia onde tudo aquilo ia acabar parando. Uma briga. E das feias. Com certeza muitos feridos. Talvez até mesmo, mortos.

Engoliu em seco, decidiu que ia se dedicar totalmente ao treino de Ayla. Ah! A veterana! Depois de seus pensamentos nobres relacionados a batalhas foram pousando no assunto: Ayla. Decidiu lutar contra a natureza de seu corpo cansado, que era o de dormir. Somente para focar seus pensamentos na garota linda com uma mãe tenebrosa. Uma verdadeira bruxa.

– Atrapalho?

Como de costume quando se leva um susto inesperado. Caiu no chão.

– O que cê tá fazendo aqui? — A mais nova se recompôs pondo a mão esquerda sobre seu coração palpitante.

– Sem sono. Vim ver a "minha garota". — Fez aspas se divertindo com aquilo. — Sem sono também? — Estendeu o longo braço de mão magra e dedos finos e ossudos para a mais nova que parecia praguejar.

– Tô! Mas não precisava me dar esses baitas sustos.

– Você é um tanto dramática filhote. — Entrou finalmente no quarto.

– E você é estranha, não custa nada ser normal e vir pela porta do quarto. — Reclamou o fato da dona dos olhos azuis ter adentrado pela janela.

– Você fala demais filhotinho. — Se aproximou perigosamente da canis menor. — Cadê a gatinha descolada?

Prendeu a menor contra a parede. Camille sentiu aquele incômodo, mas gostoso formigamento lá embaixo. Seus olhos fixaram no azul perfeito dos olhos da mais velha. Aquele sorriso. Nem notou quando suas mãos foram parar no abdômen atlético de Ayla.

– Gostou? — Com seu melhor sorriso sacana, provocou a mais nova. — Se quiser, ele é só seu. — Pôs a própria mão contra a mão pequena pousada em seus músculos abdominais. — Claro que eu vou de brinde.

– Você fala tanto assim? — Camille parecia estar provocando.

Seu corpo todo reagiu ao mesmo tempo em um completo arrepio quando uma mão enlaçou sua cintura e a outra segurou com certa força os fios curtos e escuros de Camille. E aquela boca em seu pescoço, nem se fale.

– Você é um pouco nova para sentir... Meu calor. — Provocante pronunciou cada palavra no ouvido da mais nova.

A cada ação uma nova onde de arrepios tomava o corpo de Camille.

– Sou tão nova... Mas você não... Desiste. — Palavra por palavra dita com uma certa dificuldade.

– Garotinha esperta. — Ayla não sentia remorso algum de estar fazendo aquilo. — Saiba que se eu começar algo, eu não vou parar... Até sentir. — Arrepios muito fortes. — Que você já tenha me dado tudo que você pode me dar.

O mesmo chupão da tarde, só que no lado contrário. Estava marcada mesmo e o formigamento só aumentou.

– Eu aviso que não sinto remorsos, se você não tiver certeza, fala agora e eu vou embora.

Não conseguia falar coisa alguma. Sentia-se pronta pra fazer aquilo.

– Tranca a janela. — Pediu Camille, enquanto via o sorriso vitorioso da mais velha.

[...]

– DESGRAÇADO! Que pensa que está fazendo, vindo assim pelos fundos?! — Regina se acalmou e olhou melhor pro homem que estava todo sujo de terra do seu jardim. — Entra logo Jefferson, antes que eu perca a paciência, mas antes, se livre dessa terra toda.

– Me perdoe Regina, queria incomodar pouco. — Batia em sua roupa para tirar a sujeira. — Quando vi somente a luz da cozinha acesa, imaginei que estivesse somente você acordada. — Olhou para Henry que estava sentado na sala e deu um aceno à ele.

Regina lembrou-se da lasanha e correu para apagar o forno. Jefferson esperou que a morena retirasse a travessa do forno.

– Regina precisamos conversar. Sobre os VISITANTES inóspitos.- Olhou novamente para sala, notou que o rapazinho estava bisbilhotando "secretamente" a cena.

– Primeiro, vamos jantar. Depois conversamos. Está servido?! — A prefeita mostrando a lasanha que tinha um cheiro maravilhoso, seduziu o estômago vazio e faminto do visitante. — Parece que seu estômago disse sim.

Henry viu sua mãe colocando a travessa na mesa, levantou para lhe dar assistência no preparo da mesa.

[...]

Camille sentou-se na cama como a mais velha havia mandado. Colocou as mãos para trás do corpo, se apoiando nelas. Mesmo de costas pôde constatar que a lua que iluminava parcialmente o quarto estava linda, pois a criatura que se despia lentamente em sua luz era linda. A mais velha hipnotizou Camille com seus belos olhos azuis.

Com a mão sobre o abdômen lentamente subia sua regata preta, nunca deixando os olhos da mais nova. Quando seu belo corpo, pelo menos na parte superior estava semi-despido, jogou no colo da moça sua camisa.

Estava de boca aberta, aquele corpo, tão surpreendentemente... Feminino. De novo, o sorriso. Aquelas lindas pérolas brancas dentro da boca dela. Sabia que seu corpo estava quente, sentia algo animalesco desperto dizendo que queria mais pressa naquilo.

Observou o modo como o corpo de Ayla semi-curvou para mover o moletom cinza que usava. Não conseguia desviar seus olhos dos da moça, mesmo seus olhos focados nos dela puderam captar a sensualidade que a outra exalava. Foi quando o ar que nem imaginava segurar, saiu de seus pulmões, um corpo tão feminino, apesar de aparentemente não parecer, com todas as roupas que usava. Na verdade, nenhuma garota ali parecia ser muito feminina, com aquelas roupas que usavam.

Sentiu que se não se aproximasse ficaria louca. Foi então o que fez.

– Seus olhos... — Escapou dos lábios de Ayla.

– Eu sei. — Sabia que seu sentido de canis estava falando.

– Você quer contin... — A garota em um impulso ficou na ponta dos pés para beijar a mais velha.

Não sabia o porquê, mas queria comandar a ação. Como fazer? Sem experiência alguma. Seus instintos comandavam não só seus sentidos como toda a ação. Os lábios se movendo desajeitadamente querendo mostrar eficiência. As pequenas mãos sobre os ombros de sua chefe. Os dedos longos e ossudos de Ayla correram respectivamente o lado esquerdo do rosto de Camille e pouco acima da cintura da menor.

– Não precisa de pressa. — Ayla disse ao separaram os lábios.

– Eu sei, mas eu sinto que. — Não continuou antes de fitar novamente os lábios a sua frente agora um pouco avermelhados. — Vou enlouquecer.

Tocou com o indicador da mão sobre o rosto da moça, seus lábios. Viu quando Camille fechou os olhos para apreciar o suave toque. Beijou o indicador dela.

– Eu quero você menina. — Declarou, sorrindo de novo.

– Eu quero que você queira isto. — Os olhos outrora humanos da mais nova tinham a cor âmbar.

Seu instinto de novo guiava. Ele dizia para que seus beijos fossem direcionados ao pescoço de sua chefe, que seus lábios fossem atrevidos juntamente com sua língua sugando cada pedacinho daquele lugar.

Que suas mãos fossem cúmplices do momento e segurassem firmemente a cintura da mais alta. Que seus corpos ficassem próximos, somente para sentirem o calor um do outro. Que levasse a mais velha a se sentar na cama e fosse receptiva a ponto de lhe abraçar a cintura quando seus joelhos se apoiassem no colchão, enquanto o corpo ficasse a mercê dos carinhos dela em sua cintura e costas.

Que suas mãos suaves acariciassem o rosto dela para que seus lábios fossem recebidos de forma não mais tão gentil, mas surpreendentemente confortáveis. Que suas línguas finalmente se encontrassem para consumar a sensação de realidade daquilo.

Que o corpo menor sobrepujasse suas vontades sobre o corpo maior o "forçando" a se deitar na cama, surpreendendo a mais velha pelo rumo que aquilo estava tomando. Que deixasse as mãos frias de Ayla retirassem sua regata. Que tivesse no mínimo mais audácia para fazer o que ansiava desde aquele momento fazer. Que seus dedos explorassem as possibilidades de tocar os seios da dona dos olhos hipnotizantes e azuis. Que suas mãos deixassem a timidez de lado e fizessem o que estavam ansiando fazer. Que os fartos seios dela preenchessem suas mãos, depois de ter tirado o sutiã. Que seus ouvidos captassem atentamente todo e qualquer sinal de excitação da garota.

Que seus lábios substituísse uma das mãos, provando os sabores que aquela pele levemente amorenada poderia lhe prover, enquanto duas mãos extremamente gentis acariciavam seus cabelos. Que a mão livre percorresse o caminho até seu baixo ventre.

– Ah... — Um gemido ainda baixo e contido escapou da boca da mais velha quando seus dedos passaram por cima da parte úmida do tecido.

O instinto não só guiava e dizia, ele gritava... Pelo corpo abaixo do seu já entregue. Ele dizia que ela deveria ser má.

Foi o que fez, tirou sua mão do úmido tecido, ao mesmo tempo que as carícias de sua mão e boca nos seios da maior cessaram, fazendo um insatisfeito grunhido escapar. Olhou para o corpo abaixo do seu e notou o quão bela era. Se curvou sobre a mais velha e sussurrou algo que por algum motivo suas bochechas tingiram-se de rubro.

– Está envergonhada?

–...

Quando não houve nenhuma fala da chefe forçou sua perna direita entre as dela. Antes de continuar as carícias retirou o próprio sutiã. Seus seios não eram tão grandes quanto os de Ayla, mas isto não impediu da mais velha os tocar. Tocou-os e com vontade, fazendo a mais nova gemer com o contato repentino dela.

– Eu queria ter comido você primeiro, mas não ligo se você fizer primeiro.

Deixando que ela a tocasse seus seios, repentinamente colocou sua mão novamente na umidade de Ayla, mas agora por baixo da calcinha. Isso foi o suficiente para que a mais velha ficasse arrepiada, seu corpo também estava sentindo os efeitos da excitação, somente com aqueles toques em seus seios. Seu lobo interior lhe mandou que o fizesse rapidamente, fazer sua parceira ter um orgasmo.

Explorou superficialmente aquela área molhada de sua chefe, as mãos dela não conseguiram continuar a carícia. Era tão bom, as carícias da mais nova ali em seus grandes lábios, logo mais intimamente nos pequenos lábios. Sabia que se fosse direto pro clitóris dela, ela gozaria rápido. Resolveu praticar com ela, o que ela fazia em si mesma quando estava sozinha no quarto.

Provocava arrepios violentos em Ayla com seus toques não invasivos, seus dedos pareciam estar experimentando cada parte que parecia nova para si.

– Está com medo de me tocar? — Disse tudo de uma vez, antes de ter sua boca coberta pela menor.

[...]

– O jantar estava delicioso Regina. — Elogiou o rapaz de cabelos castanhos.

– Eu sei. Cozinho bem mesmo. — Disse sem modéstia alguma.

"- E é humilde também." — Pensou com puro sarcasmo.

[...]

Quando lhe invadiu, sentiu o corpo maior abaixo de si arquear, além de poder ouvir um gemido bem contido, sair aos poucos da boca de sua chefe.

– Droga... Nem... Parece que nunca... Fez isso. — Deixou que as palavras saíssem aos poucos de forma que falasse de forma que a menor lhe compreendesse.

A outra não respondia por sua boca estar trabalhando em conjunto com sua livre, nos fartos seios de Ayla. Enquanto sua boca fazia aquele trabalho, sugava um mamilo, com força, logo lhe circundando com a língua, usando os dentes para prender aquele pedacinho, para a língua logo fazer o trabalho anterior, sua mãos fazia movimentos com pouco mais de firmeza, mas sem nenhuma afobação. Sua mão que agora dava prazer a mais velha, estava toda melada com a lubrificação de sua chefe e isso estava a excitando mais. Seu lobo dizia, não, gritava que a moça deveria ser apenas sua, e a forma a qual deveria fazê-la sua, seria...

– Espera... — Não pôde conter o gemido que veio do fundo de sua garganta.

Correu seus dedos ossudos pelos curtos fios negros da garota que lhe vinha possuindo com sua língua quente, e até pouco mais longa do que achava. Acariciava com certa brutalidade. Gemeu longamente. De forma nada contida, afinal a menina estava acertando todos os pontos certos.

– Eu... — De uma vez disse, mas nada mais do que isso. -... E-eu.

Sentiu que seu corpo estava tão a vontade com as carícias que nem notou quando as pequenas mãos de Camille entraram em ação, explorando algumas partes de sua coxa torneada. Sentiu-se completa. Completa por estar sendo tocada nos pontos certos continuamente.

– Você... É doce. — Os olhos da garota carregavam a cor âmbar, a cor dos olhos do lobo. — Eu, gosto. — Camille não parecia mais a garota tímida. — Quente e doce. — Voltou a provar a outra.

– E sua língu... Ahn!... — Gemeu de forma particularmente sensual para a mais nova. Involuntariamente agarrou a nuca da menina e empurrou contra seu sexo. — Perfeita! — Exclamou sentindo todo o êxtase.

Sentia que estava bem próxima de uma orgasmo fantástico. Maravilhoso para ser mais exato, mas é isso que torna o orgasmo algo universal, aplicado a pessoas e fenômenos. A mais velha via o orgasmo como a criação do universo. Seu sexo era a massa atraente, e a jovem que a possuía era os milhões de grãos de poeira cósmica atraídos com o magnetismo da massa atraente. Quando os corpos entram em contato, geram atrito, que acabam gerando calor. E quando há energia o suficiente para se expandir, aquele conjunto explode dando início a um novo espaço, um pequeno universo, dentro de outro.

Era assim que se sentia, ela sabia que já tinha energia o suficiente para "expandir", e parecia já estar bem perto. Seus dedos acariciavam a nuca da garota menor. Se sentia completa. Era a única palavra que parecia descrever perfeitamente como se sentia. Se lhe perguntassem algum dia sobre sua melhor experiência sexual, mesmo não querendo admitir, teria que dizer que aquela, era a melhor experiência de sua vida.

Nunca permitiu que ninguém lhe tomasse daquela forma, dominando-lhe, muito menos uma garota que era mais nova que ela. Seus pulmões queriam mais ar. Tentava lhes ajudar, mas estava difícil, pois seu corpo anunciava que estava muito perto de liberar sua tensão sexual, prestes a ter um orgasmo. Sentia pequenos espasmos na região lombar o que a fazia involuntariamente erguer o quadril.

– Parece que já está sentindo... — Separou brevemente para voltar a provar o sabor de sua chefe.

– Ah... Ghh... E-u... N-nã... — Não conseguiu dizer nada, se agarrou aos fios negros da mais nova e pressionou contra a seu sexo.

Pronto! Estava feito. "O universo havia se expandido". Mas ainda sofria os efeitos deste avanço. Não passou muito tempo para que pudesse se sentar na cama e ver o rosto satisfeito da moça lhe olhando diretamente nos olhos.

– Como sabia o que fazer? Já fez antes? Você é normal garota?

– Não sabia. Nunca. Sim, eu sou normal. — Respondeu com um sorriso idiota no rosto.

– Nunca?

– Nunca.

Deitou sobre a garota sorrindo. Lhe beijou, provando seu próprio gosto.

– Você está vestida. — Disse quando se afastou.

– Oras, então resolva isso.

Notas finais
Obrigada por lerem! Se possível deixem reviews.