7 Maldições
4 Segunda maldição: A maldição do medo... PARTE 1
Notas iniciais
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"Estou aqui!" — Emma dizia já em frente a porta. Mal tocara sua maçaneta e um fogo ardente subiu pelo chão que nem mesmo percebera que sumira. Apenas um estreito corredor de ladrilhos, a porta a sua frente e o caminho de volta sem tochas, mas ainda iluminado sabe-se lá pelo quê. Ficara com muito medo, o fogo continuava a subir e espalhar pelo mesmo. Chicotes de fogo surgiam quando encostavam no chão ladrilhado. Tamanho era o calor que a Salvadora já tinha gotas de suor por todo seu rosto e cansaço por tanto pular para não ser pega pelo chicote, que fez com que o chão partisse no meio. Claro que o que veio a seguir era óbvio. A queda. Um grito estridente e um medo veio a tona. Bateu contra o chão violentamente. Teve de ficar alguns minutos de olhos fechados para se recuperar do susto e do baque causado pela queda. Sentiu uma lufada de calor entrar em contato com o seu corpo. Era de um odor repugnante. Sentiu que se abrisse os olhos estaria em apuros, mas ousou fazê-lo.
O corpo endureceu com o que viu. Um dragão, sentiu um medo forte apoderar-se de seu corpo. Por um instante jurou que já tinha vivido aquilo, mas logo se dissipou de sua mente. Ficou de pé o mais rápido possível.
– Emma Swan! — O dragão disse alto. Se beliscara e reclamou com si própria, jurou que aquilo só podia ser um pesadelo. — Me enfrente de igual para igual. — Mal disse deu uma patada no solo, fazendo uma espada sair do solo, somente uma parte da lâmina e a empunhadura para fora. Teria de tirar dali.
O dragão lhe conhecia. "- Que ótimo! Vou morrer pelas garras de um dragão que me conhece e eu mal sei quem ele é, e o porquê de tanta raiva."
– "Da última vez você venceu, mas agora... Eu estou em vantagem." — Bradou alto e ironicamente.
A loira sentiu suas pernas bambearem, estava morrendo de medo, suas únicas opções eram: Acordar daquele pesadelo, ou... Encarar logo aquele dragão, com a espada que havia surgido. Aquilo parecia ser tão real, que chegara a conclusão de que aquilo realmente era sua realidade. Correu para pegar a espada, o dragão pôs-se a cuspir fogo. Não teve tempo também de correr para algum lugar seguro. Mas a única coisa que lhe atingiu foi um esguicho de água. Todo aquele cenário sumira, era algo surreal, mas ainda segurava a espada. Um cais, alguns navios em volta. Olhou melhor e viu o mar ao longe se separar e voltar pelo redor. Era como estar dentro de uma redoma de vidro. Foi instantânea sua reação á aquilo. Voltou alguns passos.
– Onde está indo?
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– Irina? Quem é? — A loba insistiu, enquanto seguia a rainha pela casa.
– Uma velha conhecida. — Afirmou ironicamente.
– Você sabe onde ela está?
– Tudo indica que aqui loba. Em Storybrooke. Sabe me dizer se isso é recente.
– Horas. No máximo um dia. — Mexeu nos cabelos.
Regina de repente ficou estática no lugar. Juntou as informações passadas com as novas da loba. Tinha ideia do que havia ocorrido á sua mulher.
– Foi ela Ruby. — Regina se virou rapidamente assustando a garçonete pela segunda vez no dia. — Ela machucou Emma. Em que parte da floresta encontrou isso?
– Estranhamente, vinte metros de onde Emma foi encontrada.
– Estranhamente? — Regina franziu o cenho.
– É que o tecido parece ter sido colocado, e não cortado ou rasgado por briga. — Ruby olhava a prefeita nos olhos. — Como se a pessoa quisesse ser encontrada.
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– Olha só! A lobinha é esperta. — A mulher se levantou de seu trono e bradou alto. — Grifin! Seu verme inútil, apareça.
– Sim, minha senhora. — Amedrontado se pôs perante o pedestal de sua senhora.
– Prepare-se! Pois serás o homem mais elegante da face da terra. — Sua mão direita se ergueu, e a última coisa que o esquelético homem viu foi o sorriso diabólico sorriso da loira.
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– Quem é você? — Assustei-me, mesmo sendo uma pessoa normal.
– Sou um alguém que você esqueceu.
– Qual é o seu nome? — Lhe perguntei, mas a resposta que recebi foi um soco. Caí no chão. — Está louca, por que me socou?
– É divertido. — Ela tirou uma arma de algo na perna e apontou pra mim. — Será mais divertido ver você morrer. Assim como eu fiz com... Ele. — Disse e apontou para trás de mim.
Eu olhei pra trás me levantando do chão. Um cara atrás de mim. Ele era bonito até. Tinha uma barba rala, alto, parecia forte, cabelos escuros, usava uma jaqueta preta e calças jeans.
– Olá Emma. — Ele se dirigiu a mim como se realmente me conhecesse. Eu não lembrava de seu rosto. — Não se lembra de mim? Sou eu, o Neal.
Ele veio em minha direção, não pude me mover. Eu estava surpresa com tudo aquilo, quando ele tocou meu rosto ouvi o tiro. Ele cambaleou e caiu do cais. Gritei alto: "- NÃO!". Ele se agarra em uma estacas. Peguei rapidamente sua mão tentando segurá-lo.
– Emma, você não vai conseguir me segurar. — Eu nem sequer me lembro dele, mas senti algo forte me dizer que ele era muito importante para mim. — Eu te amo.
Surpresa? Foi pouco para o meu estado. Aquela declaração, daquela forma.
– Adeus Emma! Junte-se á ele. — Ouvi a voz daquela mulher.
– Não a machuque Tamara. — Neal disse a ela.
Mal tive tempo de virar e ela me empurrou. Eu e Neal caímos do cais.
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– Ruby preciso acordar minha namorada. — A rainha voltou ao seu escritório correndo. Enquanto a garçonete parou na porta... Ou melhor, onde ficava sua porta.
– Como?
– Esse livro. — Disse e pegou o livro na mão, mostrando a Ruby. — Gold me emprestou para que eu pudesse arranjar um jeito de acordá-la.
– Você ao menos sabe qual é o feitiço que a Emma está sob efeito?
– Sei. Nunca havia visto tal coisa. Gold me disse que seja o que for, o que fizeram com a minha Emma, era magia maligna da fundação.
– Eu já ouvi esse nome. A Granny já me contou uma história com isso. Não me lembro que história é, mas sei que ela conhece isso.
Regina se levantou da cadeira que havia acabado de sentar. Pegou o livro e parou bem a frente da garçonete. Colocou a mão em seu ombro.
– Me ajude então, por favor peça á sua avó para me explicar isso. — Disse erguendo o livro. — Eu faço o que você quiser.
Notas finais
D.H
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