7 Maldições
5 Segunda maldição: A maldição do medo... PARTE 2
Notas iniciais
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– Perfeito verme. — A bruxa examinava aquele corpo, outrora esquelético e franzino daquele ser que era seu servo.
Aquele corpo viril, amorenado, cabelos grandes e bagunçados, lábios vermelhos e finos, tronco longo, peitoral largo e coxas firmes. Sentiu um desejo por ele naquele momento, por aquela figura deliciosa desacordada em seus pés. Lentamente o servo foi acordando do sono ao qual foi posto. Grifin sentiu-se diferente, como se fosse outra pessoa. Pôde ver sua senhora lhe olhar boquiaberta. Ele viu suas vestes estraçalhadas, só as calças continuavam lhe servindo, os trapos que chamava de camisa estavam rasgadas. Estava maior que antes, seu corpo era grande e forte. Olhou para todos os lados levantando-se do chão, a procura de um espelho. Quando viu que estava mais alto que a loira sentiu que algo estava errado. Viu um espelho próximo de uma porta secundária de saída. Aproximou-se dele e admirou sua nova imagem com seus olhos azuis, colocou a mão no rosto, sentindo sua pele macia, depois descendo a mão pelo peitoral e abdômen.
– O que aconteceu comigo? — Perguntou para si próprio.
– Você foi "redefinido" Grifin. — A bruxa se aproximou dele.
O servo estranhou o tratamento, geralmente a rainha quando o chamava pelo nome era acompanhado por "verme" ou "verme inútil". Olhou para a mulher e se curvou perante ela. O sorriso diabólico da rainha não pôde ser visto pelo servo.
– Agora vamos!
– Para onde minha senhora?
– Apenas me siga! — Disse alto para que ele entendesse que não a contrariasse.
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Ruby pôde ver o desespero nos olhos da rainha, fez algo que surpreendeu ela própria. Nesse tempo em que Emma e Regina namoram, a loba e a rainha fizeram alguns avanços em sua amizade, mas nunca chegaram a se abraçar de verdade.
– Regina, você não precisa fazer nada oras. — Ruby abraçou forte a mulher, que estava mais do que surpresa. Estava corada. — Você e Emma são minhas amigas.
– Er... Ruby. — A prefeita a cutucou. — Você... Está...
– Ah! — A garçonete a soltou do abraço amigo, também corou. — Desculpe... Eu...
Foi interrompida pelo abraço da prefeita, riu com aquilo e a abraçou de novo. A prefeita só era abraçada pelo filho, Emma e Snow, foi bom saber que poderia ter mais alguém com quem compartilhar aquilo. A prefeita riu também da situação e logo se separou dos braços da loba.
– A Granny está meio que ocupada agora e precisa de mim, mais tarde a trarei aqui. — Estava se virando para ir, quando lembrou-se... — Regina, Emma está enfeitiçada, não?
– Sim.
– Er... O beijo do amor verd...
– Funcionou com a primeira maldição... Este livro irá me guiar.
– Como assim primeira maldição? — Indagou virando-se para a prefeita.
– As sete maldições... É um dos feitiços malignos.
Ruby deixou que seu olhar desfocasse e fitasse o lugar sem nada a procurar em mente, apenas imaginando coisas. Sem se despedir foi saindo do local, com um lugar em mente com aquela nova informação.
– Será que?... Não. — Regina pegou o livro e voltou ao escritório sem porta.
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Caí no chão novamente com o baque que tive foi preferível ficar no chão caída do que continuar a me levantar. Neal não estava comigo mais, eu estava novamente no chão pedregoso e frio, com medo e sem ninguém. Sozinha fiquei a olhar continuamente aquele teto... Estrelado? Oras, minutos atrás não tinha este aspecto belo. Em poucos segundos aquele espaço em que eu estava deu lugar á um lugar muito bonito. Uma campina verdejante, com algumas flores brancas. Olhei em volta e vi pássaros voando, me senti como uma criança.
– E então, já se divertiu Emma? — Aquela voz de novo. Meu ódio começou a queimar na veia. E não gostava dela mesmo.
Parei de rodopiar e foquei minha atenção nela, vi um casal, uma mulher e uma criança com ela. E um cara com o qual também não me simpatizei. Ele era um pouco mais alto, não tinha tanto cabelo, era branco e tinha um sorriso sinistro e apontava a arma para a mulher de cabelos curtos, amordaçada e que me dirigia um olhar aflito, assim como o pequeno que estava com ela. O casal parecia estar rezando, estavam amarrados juntos. Eu não poderia deixar aquilo continuar, mas quando tentei me mover algo não deixou, tentei olhar para trás e vi... Uma arvore? Não tinha árvore nenhuma alguns segundos atrás, ainda por cima suas raízes me seguravam fortemente. Tentei puxar o mais forte que pude.
– Você é fraca Emma. Você não consegue se salvar, por que conseguiria salvar sua própria família? — Tamara foi quem falou, meu ódio queimava. — Vamos acabar logo com isso Greg. — Se dirigiu ao cara quase careca.
– Ela é minha. — O idiota apontou para ela. A morena de cabelos curtos que olhava pra mim.
– Primeiro os dois aqui. Os pais dela. — Ela ficou de frente para o homem.
– Ok!
Greg de frente para a mulher, fiz muita força para eu poder me soltar das raízes, mas eram muito fortes. Tanta foi a força que fiz que meus pulsos começaram a se arroxear.
– Vou matar seu pai e o Greg a sua mãe. — Pai? Mãe? Não era possível.
O casal olhou para mim com aparentes sorrisos cobertos por panos que refletiam em seus olhos. Greg cortou as mordaças dos dois e voltou a apontar a arma para a mulher... Minha mãe.
– Greg! Tamara! Não façam isso. Não os machuque. — Gritei para que eles escutassem.
– Machucar? Já passamos dessa fase. — Greg destravou a arma assim como Tamara.
– Nós te amamos querida. — Disse o homem para mim. — Diga á ela Snow.
– Você não tem culpa de nada meu amor, nós te amamos, eu e James, seu pai, te amamos. Nos perdoe por não termos dado a infância que você merecia, mas nós te amamos. — A mulher sorriu para mim em meio ao pranto que se iniciou.
Eu sorri de volta para os dois, eu tentei impedir o que estava para acontecer. Puxei com mais e mais força as raízes, elas estavam cedendo, mas o barulho do tiro me tirou as forças. Foram tiros na cabeça, os dois caíram no gramado. Meu coração começou a doer no peito.
– NÃO! NÃO! NÃO! Por que vocês fizeram isso?! — Eles iriam me pagar caro.
– O melhor está por vir agora Xerife. — Greg se aproximou da mulher que estava na frente do garoto protegendo-o do que viria a seguir. — Vamos matar o seu filho e a sua... — Greg a examinou enojado. — Prostituta.
Meus olhos se arregalaram, meu coração se acelerou em desespero. Eu puxei fortemente as raízes. Algo dentro de mim, estava me dando forças. Eu precisava salvá-los, meu coração me dizia que aquela mulher era a pessoa mais importante da minha vida depois do meu suposto filho. Vi aquele verme puxar a mulher para longe da criança, meu filho. Ela esperneava tentando se soltar dele. Tamara segurou o menino que se remexia para tentar escapar dela também. Ela foi impiedosa e atirou na cabeça do meu filho que caiu imóvel no chão. As raízes estavam quase cedendo, senti algumas lágrimas correrem por meu rosto. Era a vez dela.
– Essa eu mesmo mato. Ela vai pagar por tudo o que me fez. — Greg segurou-a pelo cabelo. — Vou matá-la, mas você morrerá aos poucos.
– NÃO! — As raízes cederam, corri em direção dela.
O que se sucedeu a seguir foi que eu consegui acertar uma pedra na cabeça de Tamara e uma na mão de Greg. Corri mais rápido e pulei em cima dele, derrubei-o no chão, subi em seu tronco e comecei a socá-lo com todo o meu ódio.
– Você vai pagar pelo que fez com meus pais e o meu filho, seu desgraçado. — Soquei-o tantas vezes que o fiz desmaiar.
Peguei o mesmo canivete que cortou as mordaças do meu pai e da minha mãe do bolso do casaco dele e cortei a mordaça da morena que tinha lágrimas vertendo por seu rosto. Cortei também as cordas que lhe prendiam.
– Tudo bem com você? — Perguntei á ela. Ela continuava a chorar.
Ela me abraçou e continuou a chorar em meu ombro, me abraçando a cintura com força. Me senti uma aproveitadora pelo que senti com aquele simples toque. Tentei confortá-la lhe abraçando de volta. Meu coração batia rápido, um alívio tomou conta do meu coração.
– Eu te amo tanto Emma. Tanto, tanto. Você me ama também? — Vi aqueles olhos castanhos me observarem, tinha uma espécie de brilho de esperança neles que me prendiam.
– Eu... — Não tive tempo de responder.
Ela me beijou. Deus! Ela me beijou. Aquilo foi tão bom, ela moveu os lábios dela contra os meus. Eu correspondi alguns segundos depois, puxando a cintura dela contra o meu corpo. Me lembrei da sensação que tive no quarto, parecia ser o mesmo beijo. Será que era a mesma pessoa? Mas aquilo era impossível. Toda aquela situação era impossível. Era tão real dor que sentia, mas tudo aquilo acontecendo aleatoriamente. Tudo era real, mas nada era real. Como explicar aquilo de maneira racional... As pessoas, os seres que apareciam. Eles são reais. Já as situações em que estavam postos ou o que diziam não condiziam com uma verdade aceitável, talvez sim, mas talvez não... Como memórias passadas sem uma fundação de que elas existiram, mas já esquecidas. Eu não quis saber disso naquele momento, eu só quis saber do eu queria... Beijá-la. Tentei me separar dela. Afinal meu "filho" e meus "pais" estavam mortos.
– Preciso... Te perguntar. — Tomei fôlego. — Uma coisa.
Ela me olhou com um sorriso no rosto e acariciou minha bochecha do lado direito. Foi bom sentir aquele toque suave. Peguei nas mãos dela e olhei no fundo dos olhos dela, eram tão castanhos, tão brilhantes, tão... Chamativos. Me faziam olhar para ela boba mantendo um sorriso idiota no rosto, coisa de gente... Ah! Não lembro.
- Qual é o seu nome?
– Meu nome é... — Meu coração acelerava a cada palavra dita por ela, até que ele parou com aquele barulho seco no ar.
– Não! Por favor! Não, não faz isso comigo. — Eu disse com aquilo que se sucedeu. Desesperei-me, Greg maldito! Atirou na morena, na minha namorada.
– É o seu fim Emma. — Ele apontou a arma para mim. Antes que eu pudesse ver o que aconteceria comigo, novamente fechei os olhos e estava na caverna de outrora. Sem minha namorada.
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– Foi por pouco. — A bruxa estava sentada sobre o trono de rocha. Relaxou depois que tudo aconteceu.
– Minha senhora está bem?
– Sim Grifin, mas foi por pouco.
"- Vamos servo. — A mulher já abria a porta. Quando a coloração de sua bola de cristal começa a mudar, passando por diversas cores.
Correu rapidamente para ela e sentou-se no trono. Viu a morte dos pais de Emma, se contentou com o sofrimento dela, logo após o menino, mas a morte que mais queria ver, foi evitada por duas pedradas e socos vindos por parte da loira. Escutou todo o diálogo e não estava gostando do caminho pelo qual ele rumava. O servo se aproximou da bola de cristal também. Viu o mesmo que sua senhora. A bola de cristal começara a brilhar mais forte.
– O amor delas é realmente intenso. — Comentou o servo.
"- Qual é o seu nome?"
Ela não poderia deixar que Emma soubesse o nome da Rainha, pois aquilo poderia desencadear pelo menos três maldições. Enquanto Emma estivesse sob aquela maldição poderia controlar seus medos, usando-os contra a loira.
– Mate-a seu verme. — Disse para a bola de cristal. Logo viu aquele homem que fora derrubado pela salvadora, se levantou e atirou na morena.
Sua risada ás custas da desgraça da xerife poderia ser ouvida de longe."
– É preferível que apenas uma se quebre do que três. — A mulher levantou do trono. — Vamos, pois a bússola vai depender da sua capacidade.
Antes de seguir para o outro cômodo pôde ver as lágrimas caírem pelo rosto da loira inimiga.
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Regina estava examinando o primeiro capítulo do livro, quando de repente sentiu uma pontada forte em seu coração. Parou a leitura para massagear o peito, um abatimento lhe sobreveio do nada, e com a mesma velocidade que surgiu, sumiu.
– O que foi isso? — Olhou para o corredor, mas não viu nada. — Henry? — Disse alto o que pensou, mas saberia se fosse algo com ele. Automaticamente pensou em Emma.
Pareceu que o telefone estava imaginando os pensamentos de Regina. Atendeu velozmente.
– Alô. — Foi algo muito inseguro de sua parte.
– Regina? É a Snow.
– O que aconteceu Snow?
– Liguei para avisar que a Emma teve uma "taquicardia".
Seu coração acelerou com aquilo, talvez o que havia sentido alguns minutos atrás fosse um aviso que algo havia acontecido á sua loura.
– Como ela está Snow?
– Ela já está estabilizada.
– Ótimo. — O coração da morena sentiu alívio.
– Regina, precisamos conversar sobre o ocorrido mais cedo... Eu...
– Esqueça aquilo Snow. Eu te entendo. Se fosse com meu filho, com certeza agiria da mesma forma. — A morena apertou a ponte entre os olhos, fechando os olhos.
– David está melhorando, mas ainda não acordou.
Regina lembrou-se de uma coisa... Ou melhor, alguém. Archie.
– Snow, onde está Archie? — Regina levantou da cadeira.
– Archie disse que tinha de voltar para o escritório.
Mais um alívio. Poderia ler o livro em paz, despediu-se de Snow educadamente e desligou o telefone. Voltando sua atenção para a leitura.
"[...] A primeira maldição é a maldição de morte. Aquele que está sob encantamento aparenta estar morto. Quase enterraram o meu amor, mas descobri que o beijo do amor verdadeiro é o antídoto para isso [...]
Regina se lembrou de como Emma estava ali na maca, sem vida. Ajeitou seus cabelos novamente, os olhos estavam ficando cansados, há quase meia hora que a prefeita lia alguns manuscritos sem se mover. Aconchegou o corpo no encosto da cadeira e seus pensamentos foram para o estopim para o sumiço da Xerife e a tragédia a qual não sabe nada do que se sucedeu na floresta.
Emma fizera de novo, Regina odiava o quanto a loira se atrasava para o almoço, que sempre fora meio dia em ponto. Henry já estava comendo, enquanto a morena estava a dar passos para lá e para cá na sala se estar.
– Mamãe, a senhora vai furar o chão. — Henry comentou divertido da cozinha ainda mastigando.
– Henry, querido... Não fale de boca cheia.
Nesse mesmo instante Emma abre a porta, adentrando a casa com o sorriso mais do lindo mundo, aquele que faria Regina se derreter toda. Ao invés de se derreter, sentiu uma raiva fora do comum lhe invadir a cabeça. Sempre era assim, a loira estava sempre atrasada, há alguns dias estava tendo suspeitas de que ela estava tendo um caso, mas com quem? Emma viu a expressão séria de sua namorada e pressentiu que não seria muito boa a conversa.
– Tudo bem com você meu amor? — Emma se aproximou da rainha, mas a mesma deu um passo para trás. — O que aconteceu?
– Nada Srta. Swan. — A xerife sabia que era algo sério. Regina só lhe chamava assim quando estava brava, ou melhor, furiosa. — No escritório, agora. — Observou sua namorada virar-se indo em direção de seu escritório.
Regina só virou-se novamente quando chegou em seu escritório, entrou deixando a porta aberta, sentando-se em sua cadeira logo após. Passou as duas mãos no cabelo, suspirou cansada. Sentiu-se mais enojada quando imaginou sua loira nos braços de outro. Ou outra. Estava á beira de um ataque de nervos, sua xerife chegava tarde com a desculpa de que o dia estava cheio por causa de problemas na cidade. Sempre atrasada para a hora do almoço. Três dias antes ela chegou tarde com uma desculpa de que esteve com Leroy depois do expediente. Só fizeram amor uma vez naquela semana, na noite passada até de madrugada. Ela devia estar mesmo se esfregando com outro alguém. Ah! Isso Regina não podia aceitar.
– É sério meu amor. O que aconteceu? — Emma já foi perguntando enquanto fechava a porta.
– Emma. Você está me traindo? — Regina perguntou alto para que ela não pudesse dizer que não ouviu.
Viu Emma a olhar com os olhos arregalados, ela abriu e fechou a boca diversas vezes, como se quisesse dizer algo.
– Meu amor... P-por que você... A-acha...
– Pára com isso Emma. Você está me traindo, não? Você gaguejou. Sai da minha casa agora! — Gritou a última parte. — Sua traidora.
O sorriso que sempre via no final de alguma briga que tinham não aparecera, no lugar duas lágrimas grossas desceram pelo rosto da loira, mas esta não deixou que as mesmas fizessem seu percurso naturalmente, interrompeu limpando as duas. Retirou do bolso uma caixinha vermelha e vagarosamente a pôs na mesa da rainha. A loira segurou na maçaneta hesitante, girou com força e antes de sair, olhou de rabo-de-olho para a rainha, seus olhos que sempre são risonhos, estavam tristes.
– Nunca te trairia. Duvidar do meu amor nesta altura do campeonato, Regina. — Apontou para a caixinha e saiu da sala.
A morena revirou os olhos. Pegou a caixinha sem nenhum carinho e a abriu. O susto que levou, fora inimaginável. Uma aliança com pequenos diamantes azuis cravejados nos pequenos orifícios e palavras gravadas. Regina abrira a boca algumas vezes, uma aliança tão linda.
– "Que o nosso amor seja eterno." Oh! Emma... Eu... — Deixou a aliança em cima da mesa e saiu porta do escritório a fora.
Chegando na sala viu seu menino estático, no meio da sala, olhando para a porta. O pequeno lhe fitou com um semblante de confusão.
– A mãe Emma não te pediu em casamento? — O menino piscava confuso.
– Casamento... Como assim?
– Ai! Que droga! Era surpresa, achei que ela fosse te pedir hoje. — O menino bateu a mão na testa como se tivesse se repreendendo da maior burrice que fizera na vida.
– Ela ia?
– Sim mamãe. — Henry se aproximou de sua mãe. — Emma me disse há algumas semanas que iria lhe pedir em casamento e me pediu segredo. Ela foi atrás das alianças, mas ela disse que nenhuma a agradou. Foi a Boston há duas semanas. — Observou o rosto da mãe chocado, mas continuou o relato. — Ela trouxe a aliança e me mostrou, ela me disse que era uma peça única. Ruby disse que conhecia alguém nos limites da cidade que poderia gravar o nome na forma que ela quisesse. Três dias atrás ela foi em busca de alguma pedra que pudesse colocar na aliança, mas não havia mais diamantes na mina. Leroy disse que tinha um diamante escondido e poderia dar a Emma, a mãe Emma comprou o diamante, pois não achou justo fazer aquilo com Leroy e pediu para alguém, nem sei quem é mãe, mas pediu pra colocar o diamante por todo a aliança.
– Ela fez isso... Por mim? — Lágrimas saíam sem ela se dar conta, a voz embargada soou como se aquilo fosse uma coisa impossível de acontecer.
– Sim mamãe. — Henry achou estranho, mas abraçou sua mãe que lhe apertou forte.
– Querido, preciso ir atrás de sua mãe. — Regina soltou o menino do abraço.
A prefeita entristecera-se mais pelo que tinha feito. Amava Emma com todas as suas forças e duvidara do amor da loira por ela. Foi até sua adega particular no escritório se apossou de um copo e uma garrafa de cidra de maçã. Serviu-se de um copo e caminhou para a mesa. Mesmo libertando sua amada da primeira maldição, precisava saber mais sobre a maldição de morte, seus efeitos, suas formas entre outras coisas mais. Já chegava ao segundo capítulo, quando terminou de beber sua cidra. Sentou na cadeira novamente e voltou a ler o livro meio diário de Wilma.
"[...] Bem vindo ao segundo capítulo: A maldição do medo. De acordo com os relatos de meu amor, aqui reside a maldição mais cruel de todas, em que o amaldiçoado sofre seus medos e nem sabe que estes são seus medos. É chamada também de a maldição perfeita. Enquanto o amaldiçoado estiver sob ele o manipulador (aquele que jogou o feitiço no amaldiçoado) poderá controlar os medos ao seu bel prazer. É importante saber que é chamada de maldição perfeita, pois não só pode ser manipulada como aquele que está sob este encanto não tem memória alguma a não ser as vividas no período em que acordou no "sonho" das maldições. Encarar os medos, sem saber como derrotá-los é mais que perfeito. A única coisa que pode ser feita é esperar que seu amor entenda que ele está batendo de frente com seus medos e seja corajoso para vencê-los. Pois a única coisa que pode vencer o medo, é a coragem [...]"
– Eu tenho que esperar... Que ela. Vou morrer esperando! Emma é cabeça dura demais. — Regina pôs as duas mãos no cabelo os bagunçando-os. — Tem que ter outra forma. — Pôs-se a ler um pouco mais do capítulo.
"[...]Fiquei preocupada quando descobri por um sábio aqui do vilarejo me falou sobre esta maldição. Meu amor é uma pessoa um tanto... Lenta para entender algumas coisas. Passei alguns dias pensando no que eu poderia fazer para acelerar o processo... Até que eu me lembrei de uma coisa. Sempre que eu dormia e tinha pesadelos, meu amor dizia coisas em meu ouvido e me abraçava, e eu sempre consegui dormir com isto. Minha dica é essa: Converse com seu/sua amado(a), fique vigiando seu sono, dê forças á ele para enfrentar seus medos. Comigo demorou mais alguns dias, mas valeu a pena[...]"
A morena abriu um sorriso, pegou seu livro e o guardou nas gavetas que ficavam documentos importantes. Olhou mais uma vez para caixinha da aliança, pegou-a retirou a linda aliança de dentro e colocou em seu dedo. Beijou-a com todo carinho, trancou a gaveta e saiu do escritório com um rumo em mente, mas antes subiu as escadas e foi em direção do quarto do filho. Ele estava sentado na cama, de costas para a porta.
– Meu filho. — Chamou com a voz delicada.
– Sim mãe. — Ele se virou para ela com um semblante tão triste que fez seu coração se apertar.
– Eu preciso ir ao hospital, mas não quero te deixar sozinho. Vou levar você para seu avô Gold. — Regina não tinha outra opção, poderia deixá-lo com Ruby, mas a garçonete não tinha poderes, só força, mas ainda não era período de lua cheia.
– Está bem. — O menino se levantou da cama, ajeitou camisa que usava e seguiu até a porta.
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– Rumple, você é uma das únicas pessoas em que confio a vida do meu filho. Preciso que cuide dele para mim esta noite. — Falou ao seu ex-professor de magia. — Afinal você é o avô dele.
– Eu entendo, espero que o livro esteja sendo útil. — Observou sua aluna que olhava para as primeiras estrelas daquele início de noite.
– Está sim.
– Belle vai gostar dele aqui conosco. — Disse com entusiasmo apontando discretamente para o carro onde se encontrava o garoto.
Regina sorriu levemente com aquela ideia. Belle realmente gostava do garoto e provavelmente estava fazendo a cabeça de Gold, mudando ele. Rumplestiltskin nem mesmo esperou Regina dizer coisa alguma. Caminhou com sua bengala em direção do carro, abriu a porta olhando para o garoto.
– Henry, gosta de chocolate quente? — O mais velho perguntou ao garoto, que lhe olhou com curiosidade, mas balançou a cabeça positivamente. — Vamos entrar então, eu e Belle vamos fazer um pouco. — Dirigiu um simples e sincero sorriso ao garoto.
O garoto sorriu para ele, saiu do carro e entrou na loja seguindo para a casa, antes despedindo-se da mãe. Rumple voltou para perto de Regina e esta lhe olhou surpresa e irônica.
– Que foi? Eu estou mudando. — Gold disse falando como antigamente.
– Obrigada, eu preciso ir ao hospital. Agora. Venho buscá-lo amanhã cedo.
– Não se preocupe... Regina. — Sinceridade, foi a única coisa que Regina detectou naquela frase.
Correu para o carro e dirigiu rapidamente para o hospital.
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– Preciso vê-la Whale! — Ela quase implorava ao doutor. A prefeita queria ver a sua xerife.
Snow estava voltando do corredor quando viu a prefeita conversando com Victor.
– O que esta acontecendo aqui? — Perguntou Snow ao se deparar com as expressões de sua nora.
– Ela quer ver Emma, mas eu não posso permitir Mary. — Se explicou o doutor. — Eu seria demitido se permitisse.
– É sério, eu preciso mesmo vê-la... Eu. — Regina pausou, recuperando o fôlego. — Eu. Sei. O que aconteceu á Emma. — Regina disse pausadamente e baixo.
No mesmo instante Snow olhou para ela com uma expressão confusa, mas queria saber um pouco mais sobre o que sua nora falava. Regina explicou á ela e ao doutor Whale sobre o feitiço, a parte que sabia pelo menos. O doutor ficou um pouco pensativo, ficou um pouco hesitante com tudo o que ouviu. Pôs uma mão no queixo pensativo, olhou para os lados. Estavam vazios os corredores.
– Regina, você vai ficar me devendo essa. — Whale se decidiu. — Emma foi transferida de quarto. Terceiro corredor á direita. Quarto vinte e dois. Vai rápido antes que eu me arrependa, não ligue a luz.
– Eu vou com você Regina. — Snow disse já indo em direção que a nora ia.
– Não, não, não. Você fica aqui Snow, já estou fazendo muito por Regina, me arriscar deixando as duas entrar é mais do que demissão por justa causa. — Whale disse segurando os ombros de Snow levando-a á sala de Espera.
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Regina conseguiu entrar na sala sem ser pega. Não ascendeu a luz, pois não foi necessário, era noite de lua crescente e por causa das instruções do doutor. O rosto de sua amada ficava tão lindo á luz da lua. A mesma expressão serena de antes. Chegou próximo de seu corpo deitado na mesa, tocou sua mão e logo depois seu rosto, fazendo um carinho terno em sua bochecha. Sentou-se em uma cadeira ao lado dela, segurou sua mão, olhando para seus olhos fechados.
– Eu te amo Emma Swan. Me desculpe por tudo que te disse de ruim mais cedo. — Regina pausou naquele instante pensando no que iria dizer, porém deu continuidade quando mentalizou tudo que deveria dizer á sua namorada. — Seja corajosa, eu sempre estarei ao seu lado para cuidar de você. Seus medos, são meus medos também. Eu estou aqui para você meu amor.
Regina caiu no sono.
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– Regina... Você tem de ir agora. — Whale entrou no quarto devagar, quando viu Regina debruçada na barriga de Emma que estava imóvel. — Regina... Regina... Regina você tem sono de pedra é?! Acorda.
A prefeita acordou, o cabelo meio bagunçado e com o rosto um pouco amassado. Olhou para o lado e viu Whale com uma cara estranha. Um sorriso quase que... De deboche.
– Senhora prefeita... É...
– É eu sei Whale, acha o que? Acha que eu vou acordar estonteante mesmo é?
– Desculpe. — Ele engoliu o riso. — Regina você tem de sair daqui. A enfermeira começou a inspeção matinal.
Vendo que não tinha jeito, deu uma última olhada na loira examinando-a dos pés a cabeça.
– Eu te amo minha xerife. Voltarei para você mais tarde, estou com você aqui. — Apontou para o coração da loira. — Até logo meu amor. — Beijou os lábios da moça tão ternamente, passou todo seu amor naquele beijo. — Vamos Whale.
Uma rajada forte lançou a prefeita e o doutor no chão com força. Regina foi a primeira a conseguir levantar do chão. O doutor se apoiou na parede do hospital, logo se segurando na porta. Regina se aproximou de Emma. Um sorriso surgiu no rosto de Regina.
– Conseguimos meu amor! Nós conseguimos. — Regina beijou novamente sua mulher, enquanto Whale se recuperava do choque. — Uma maldição a menos. — E comemorou mais uma vez, antes de uma Snow aparecer com os cabelos bagunçados, em estado de aparente choque e muitas perguntas para fazer.
Notas finais
"O melhor não é aquele que recebe todos os louros e sim aquele que recebe críticas e faz seu melhor para mudar." - By: Detetive H
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