7 Maldições

8 O Despertar de Encantado


Notas iniciais
Desculpem a demora. De novo! u.u Espero que gostem deste cap. galerinha.

Regina parou ao lado de Emma que estava estabilizada de acordo com os novos monitores instalados no quarto. Whale deu uma desculpa esfarrapada para que tanta gente estivesse ali no quarto para a Fada Azul . Regina segurou a mão da namorada, segurando levemente deu um beijo na mão dela.


– Swan não ouse desistir, ouviu? — Regina disse séria. — Farei de tudo para ajudá-la.
– Preciso que todos vocês saiam agora, vamos deixá-la repousar. — A Fada Azul explicou.
– Claro, Branca e Regina nós temos que ir mesmo. — Victor explicou ás duas.
– Whale posso ver meu marido? — Branca perguntou se despedindo da filha como olhar.



Viu a futura nora se afastar da filha que moveu-se por instante, num movimento involuntário. Regina soltou a mão da namorada de vez e se foi com Branca, Whale e a Fada Azul para o corredor. Os olhos da rainha a traíram e por um instante tudo ficou escuro, sentiu o corpo fraquejar. Várias mãos a socorreram rapidamente, já que nem sentiu o corpo tocar o chão. Sua consciência estava também indo embora.



– Regina! Whale me ajuda colocá-la na cadeira. — Branca se anunciou sendo ajudada pelos três ali. — Meu Deus! O que aconteceu?
– Creio que seja queda de pressão. — Whale afirmou.
– Ah! É mesmo Victor? E desde quando você dá o diagnóstico antes de examinar? — Azul disse sarcástica, o que não era de sua natureza.
– Calma azul, vou examiná-la. — Quando colocaram-na em uma das cadeiras do corredor o doutor correu a mão no jaleco em busca de seu estetoscópio. — Já vamos descobrir.



Passaram-se uns dois minutos e o diagnóstico veio: Hipoglicemia, resultando na queda da pressão. Azul virou o rosto com raiva enquanto Whale a olhava com raiva. Regina ainda um pouco desnorteada, despertou.



– Acho que não como desde ontem. — Regina concluiu.
– Eu acho que você e eu vamos a lanchonete da vovó. — Branca disse.
– É, preciso de um chá. — Regina concordou em ir.
– Vamos, como assim chá Regina? Você vai comer algo... — Bronqueava Branca levando sua nora.
– E pensar que elas se odiavam, agora que Regina come a filha dela, estão amiguinhas.
– WHALE! Isso não é da nossa conta. — Azul deu um tapa no ombro do médico que reclamou.



[...]

– Parece que estou perto. — Comentou Grifin passando por alguns troncos de árvore, ainda um pouco perdido. A sua bússola indicava que Storybrooke estava próxima. Caminhou mais alguns minutos parando na beira da estrada, virou a direita de acordo com a direção que lhe era dada. Sentiu um cheiro estranho, era como de cachorro molhado, talvez fossem cachorros, ou... Lobos. Para seu olfato mais ou menos apurado, era um cheiro bem desagradável. Nada pior do que isso. Logo avistou a placa familiar: Bem Vindo a Storybrooke! – Parece que já vou colocar meu plano em ação.



[...]



Os olhos ainda semi-cerrados por conta da luminosidade alta do quarto que se encontrava, incomodava-a. Afinal sua amiga era a noite. Não se lembrava muito do que acontecera na noite passada. Sabia de uma única coisa, estava com fome. Levantou num salto da cama e esfregou os olhos.



– Que lugar estranho é esse? Ai! — Reclamara quando seu dedinho do pé direito chutara a quina da cama, enquanto procurava seu tênis.



Olhou em volta não reconhecendo mesmo o local, não era a casa do doutor, não que reconhecia as formas do ambiente, mas o cheiro não era o mesmo. Era peculiar, forte como amadeirado, mas suave por conta das flores brancas em uma árvore próxima de sua janela.



– Ah! Vejo que acordou. Bom Dia Kalevra! — A moça das mechas avermelhadas se anunciou com uma bandeja com um belo café da manhã em minha opinião.
– Você. Como eu?... Ai! Minha cabeça.
– Você se lembra de ontem a noite?
– Não muito, mas lembro da surra que você deu na Kia e na Emily. — Logo começou a gargalhar e Ruby a acompanhou com um riso mais contido.
– Precisamos conversar, mas tome seu café primeiro.
– Ruby.
– Sim?
– Obrigada.
– Só faz um favor da próxima vez?
– O que?
– Não desmaia tão longe de casa.



Ruby riu junto da moça que pegara a bandeja e sentara novamente na cama. A garçonete observara a moça comer muito contidamente. Era incrível como a moça ainda não tivesse comido muito, pois não comeu nada desde o dia anterior. Quando a moça terminou um cupcake e tomou o copo de laranja, afastou-se da bandeja que ainda continha muita coisa deliciosa e observara Ruby que fez uma cara interrogação muito estranha.



– Está ruim?
– Não! Não! É que...
– O que? — Ruby estava ainda com aquela cara interrogação muito estranha.
– É que de onde venho não temos muito, não estou acostumada a tanto.
– Oh! Não se preocupe, fiz isto especialmente para você. — Ruby acenou para a bandeja como se dissesse: Coma, coma!
– Obrigada.

Observou a menina atacar aquela bandeja com tanto gosto, pois era a primeira vez que via alguém comer de sua comida.



– Guerra. — Disse a moça antes de limpar a boca com o dorso da mão, fazendo Ruby observá-la curiosa. — Irina quer iniciar uma guerra contra meu próprio povo.
–... — A garçonete não sabia o que dizer.
– Peço que ouça isso em silêncio, senão creio que não conseguirei contar... — A morena balançou a cabeça em concordância. — Ótimo, tudo começou...



Kalevra's Flashback On



– Kalevra minha filha, não vá muito longe. — A moça de cabelos igualmente claros, mas bem mais velha dissera a pequena. — O jantar está quase pronto.

– Tá mamãe. — A pequena e travessa garotinha saíra correndo em direção ao campo imenso em frente sua casa.



Era aniversário do pai e sabia que ele estava para chegar, fazia quase um mês que não via seu pai. "O grande lobo branco" ou "pai", tanto faz, somente queria ver seu querido pai, pois hoje o homem fazia 43 anos. Pegou em meio ao campo florido as flores favoritas do pai. Petúnias.



– Acho que o papai vai gostar da flor. — Comentou perdida.

Ao longe viu dois homens vestidos com o brasão do clã carregando uma bolsa de couro. Aqueles eram um dos amigos de seu pai, estranho pois não via seu pai com eles. Voltou correndo para casa, quando deu de cara com os dois. Os dois fizeram uma expressão surpresa no rosto, mas agora desfizeram e ficaram com as feições tristes.



– Olá pequena. — Disse um deles forçando um sorriso. — Onde está sua mãe?

– Tá lá dentro fazendo comida do papai. — Disse toda alegre sem notar nada nas feições dos rapazes que se entreolharam.
– Podemos falar com ela?
– Vem. — Kalevra disse infantil, guiava os moços agora. Quando chegaram a porta, adentraram. Fazendo a mulher a qual carregava uma caçarola em direção ao fogo nos instantes seguintes ficar aliviada.
– Rômulo. Remo. Que surpresa vê-los aqui, suponho que queiram tomar algo, não é? Mas dessa vez vão ter que esperar Yera chegar, ainda não aprontei as bebidas...
– Ava. — Cortou Rômulo. O rapaz de cabelo ruivo e de pele sardenta.
– Ainda estou terminando o guisado de cordeiro...
– AVA! — Remo que era o irmão gêmeo de Rômulo cortou, recebendo a atenção. — Precisamos te comunicar que Yera... Foi morto.



A mulher tomou um choque deixando a caçarola ruir no chão, era feita de cerâmica, um choro convulsivo tomou conta de si. Olhou para a pequena e pegou-a no colo a abraçando. A pequena ainda não entendia o que havia acontecido. Não entendia nada que eles diziam. A verdade era que a menina não sabia o que significava a palavra "morto". Sempre quis proteger a menina desse momento, a menina tinha cinco anos.



– Mamãe não chora... Cadê o papai? — Perguntou a Remo.

– Ele não vai voltar mais pequena.
– Ele foi embora?
– Sim. Virou uma estrelinha no céu pequena.
– E por que?
– Por quê ele foi obrigado a isso pequena, mas agora haverá mais estrela para iluminar o céu. — Explicou o mais infantil que pôde.



A mãe a apertava, chorando mais e mais. Rômulo pegou a menina do colo da mãe e a levou para fora enquanto Remo tentava explicar a Ava o que havia acontecido.

– Tá vendo o céu? — Rômulo.
– Sim. Tio Romu. — Não conseguia dizer "Rômulo", sua língua se enrolava com isso.
– O papai foi escolhido para ser uma estrela no céu. Ele não poderá mais voltar.
– Como um trabalho?
– Isso! Só que esse é bem longo.
– E se ele sentir fome?
– Não sentirá.
– E sede?
– Também não sentirá. — A menina foi colocada para sentar no ombro do ruivo. — Sabe pequena, eu vou sentir falta do seu pai.
– Ele nem disse 'tchau'... — Começou a chorar comovendo o outro.
– Hey! Não fica assim, ele só não deu 'tchau' porque precisavam dele. Mas ele disse pra mim... — Pegou a menina e a pôs no chão e ficou na altura dela. — Que ama muito a garotinha dele e a mamãe dessa garotinha. Além de que... — Pegou de seu pescoço um colar que a menina reconhecera. — Mandou isso pra menininha dele. Pra quando sentir saudade pra olhar pra ele. — Colocou na menina e abriu o pingente vendo os escritos dele. — "Para minha garotinha".



Kalevra's Flashback off



–... Poucos anos mais tarde finalmente entendi que meu pai havia morrido. Pelas mãos de humanos que de alguma conseguiram invadir minhas terras. Na verdade descobri que quem havia mandado os humanos era Irina. Mas aquela bruxa infeliz me tirou de minha mãe, não somente eu, mas minhas colegas: Kia, Emilly, Camille, dentre todas as outras. De acordo com o que eu sei é que ela odeia os homens, então só levou as meninas de meu povo. E nos usa desde então para encontrar uma pessoa. Ontem descobrimos quem... Era Regina, mas uma loira intrometida, mas incrivelmente corajosa desafiou Irina pra um combate, mas ela se deu mal pois foi posta em uma maldição muito forte. Ela nos disse que iríamos atrás de Regina, foi quando outro intrometido alegando ser o pai da loira se aproximou com uma espada em direção de Irina, Irina nem fez muito esforço, usou alguns de seus feitiços malignos e feriu ele sem nenhum esforço, mas antes de desmaiar ele abraçou a filha e ficou inconsciente. Preciso agradecê-lo, pois foi ele que me fez acordar para a realidade, foi então que virei contra todas as minhas companheiras e contra a minha "mestra", mordi-lhe a arranquei um pouco do tecido de sua roupa, antes que pudesse me atingir com qualquer coisa, escapei dali e procurei algum lugar o qual pudesse me alimentar e esconder. Foi quando senti seu cheiro, era tão familiar e tão parecido com o meu que precisei seguí-la, por um tempo, depois invadi a casa do doutor e do resto você já sabe.



Viu a expressão chocada no rosto da outra e riu um pouco dela.



– A 'loira intrometida' é Emma Swan, minha amiga e namorada de Regina.
– Oh! — Soltou um riso baixo. — Então ela tem sorte, pois a loira é linda e também porque agora tem chance de escapar da maldição.



Os olhos se encararam por um momento. Kalevra por um momento pensou em dizer algo como: "A loira pode ser linda, mas você é mais.", mas pareceria muito descarada e descrente disto.



– Obrigada por isto. — Disse agradecendo o café da manhã.



Antes que Ruby pudesse dizer um de nada, a moça se aproximou dela e deu um beijo em sua bochecha. A morena enrubesceu, mas mesmo assim sorriu. Claro, sem graça.



[...]



– Emma, minha filha. — Acordou com os olhos sendo agredidos pela luz forte e a claridade do cômodo incomodando sua visão. — Espero que esteja bem.

Notas finais
Gostaram??? Deixem Reviews até mesmo se for para xingar. ^^