7 Maldições
9 Terceira Maldição - A Maldição do Esquecimento
Notas iniciais
[...]
Lugar estranho, até parece um... bosque? Mas as árvores eram baixas. E todas continham frutos. Todas estavam carregadas de frutos e bem maduros. E mais longe, acho que no meio da sala tinha um lago. Não muito grande. Que estranho! Eu caminhei até a água e de repente senti um frio me envolver. Um calafrio subiu minha espinha. Me afastei um pouco, pois vi algo que me interessava. A porta de cristal! Cristal? Como assim cristal? Olhei incrédula, as outras duas eram de madeira e ferro. Quando me aproximei da porta, não entendi nada. Por que eu estava próxima daquele objeto? Por que eu estava pisando naquele... solo? Foi quando ouvi algo
"Toque a porta." — Não era mais aquela voz que eu havia ouvido.
Eu estranhei de início, na outra sala ouvi a mesma voz, mas ela não estava me ajudando. Resolvi não tocar na porta.
[...]
– Por que esta idiota não toca a porta, DROGA!!! — Moveu a mão. — É só tocar Emma. É só... Tocar.
– Senhora, as garotas já estão prontas para o treinamento. Devo esperá-la?
– Não. Confio em você Ayla. Pode treiná-las.
– Sim, senhora.
A loira olhou a sua volta e lembrou-se de algo, ou melhor, alguém. Moveu as mãos sobre a bola de cristal e de repente a imagem de Griffin apareceu, ele estava adentrando o centro da cidadezinha que ela repugnava.
– Griffin! Seu maldito! Ainda não achou os Lucas?
– De quem é esta voz? — O homem perguntara olhando para os lados, até mesmo para cima.
– Sou eu seu idiota. Sua dona. Irina. Seu imprestável, já encontrou a herdeira dos Lucas?
– Não minha senhora, acabo de adentrar este local estranho.
A loira bufou de raiva.
– ACHE ELA SEU IDIOTA!!!
[...]
Olhou bem em volta, estava novamente cercada por suas companheiras e agora não tinha mais sua amiga Kalevra para ficar com ela.
– Ora, ora meninas. Se não é Camille, o filhotinho. — Uma garota se aproximou dela, era a primeira vez naquele dia, e nem mesmo tinha alguém para defendê-la. — Quando será que vai evoluir garota? Será que nunca? HAHAHAHAHA. — Ria junto com as garotas que a acompanhava, eram as recém-veteranas. — Agora que não tem mais Kalevra pra te defender, quem vai te proteger? — Fazia agora chacota com a garota.
Camille já estava acostumada com as outras garotas implicando com ela, ela era a única no bando que não estava evoluindo. Há meses não evoluía, até mesmo as garotas mais novas estavam evoluindo e ela não. Sentiu uma mão agarrar o colarinho da sua camiseta. Já sabia, iria apanhar, sem Kalevra para lhe defender.
– Já chega de implicância com Camille. — Uma voz forte se fez presente, fazendo a garota que a pegou pelo colarinho a soltar imediatamente. — Todas vocês, formação. A mestra mandou que eu as treinasse hoje. Vocês quatro, por estarem perturbando a ordem vigente, comecem pagando vinte flexões. As demais quero cinqüenta voltas em 5 minutos. Vamos, vamos, vamos. E você Camille venha cá.
A mais nova se aproximara dela, estava com medo do que poderia acontecer.
– Elas estão te incomodando a quanto tempo?
– Acho que sempre fizeram isso.
– Por que não revida?
– Já olhou pra elas?! Elas são enormes, são o triplo de mim.
– Elas são pequenas.
– E eu menor ainda chefe Ayla.
Não gostou de ouvir o 'chefe' sair da boca da menor, tão estranho.
– Enquanto estiver a sós comigo me chame apenas de Ayla. É tão estranho ser chamada de 'chefe' por alguém.
– O... Ok. — Gaguejou a menor.
– Já te disse que fica linda quando gagueja? — Ayla tocou a bochecha da outra. Realmente a achava fofa.
– Não. — Disse rapidamente, sentindo suas bochechas corarem levemente.
– E quando está vermelha desse jeito?! Fica linda. — Olhou carinhosa por um instante para a outra.
– O... O-briga... Gada. — Gaguejou mais do que tudo, totalmente corada. Sentiu o olhar de algumas garotas sobre si. — Vou correr, se a senhorita me permite.
– Está liberada. — Ayla sorriu para ela. Antes de deixar a menina cruzar o fim da fila de corredoras segurou-a pelo braço. — Se você quiser, depois das seis. Bom, eu treino só, se você quiser treinar comigo, seria ótima ter sua companhia, quem sabe eu possa lhe ensinar... Coisas novas. — Essas duas últimas palavras foram ditas com uma entonação diferente.
Infelizmente Camille era muito inocente para captar as malícias de sua monitora. O que fez com que ela dissesse...
– Tudo bem. — Continuou vermelha.
– Ótimo, te busco no seu dormitório. Hoje. Seis horas. — Antes deu um beijo estalado na bochecha da outra.
Estava tão envergonhada e distraída que mal viu quando a fila de corredoras chegava ao final para adentrar.
[...]
– Mary, eu já disse que estou bem, não preciso que me acompanhe até em casa, eu ainda tenho que buscar meu filho na casa de Gold.
– Gold?! Por que o deixou lá?
– Olha, estou cansada. Preciso dormir e não preciso responder isso para você.
– Que mal humor Regina!
– Isso é o que acontece quando não durmo com sua filha, começo a ficar estressada. Branquinha querida, tenho certeza que você não quer ficar perto de mim quando estou estressada.
– Mas...
– Branca! Branca! Ainda bem que ainda está no hospital... — Azul cruzara as portas rapidamente, isso a deixou sem fôlego, claro que a causa disso foi a corrida que fez pelo céu. — Encantado acordou!
– Graças á Deus! — Nem mesmo se despediu de Regina.
– Ainda bem que o idiota acordou. — Suspirou e entrou o mais rápido possível dentro do Mercedes.
[...]
– Henry, tem certeza que você quer ir a biblioteca comigo? — Perguntou Belle mais uma vez, enquanto ajeitava sua bolsa.
– Quero sim. — Fez uma carinha sapeca. O que fez Belle rir um pouco.
– Se sua mãe descobre que você foi sem autorização dela, me mata rapazinho. — Belle brincou. — Mas será bom ter sua companhia.
– Vamos então! — Ele disse animado.
Pegou sua bolsa e Henry a acompanhou até a saída.
– Rumple, Henry irá comigo para a biblioteca.
– Direi a Regina minha querida. — Disse se pondo atrás do balcão.
– Até mais tarde. — Sorriu e lhe beijou a bochecha, sua resposta foi um beijo em sua testa.
Ele soltou a moça com dificuldade, pois queria prolongar momentos de carinho como aquele.
– Cuide dela para mim garoto.
– Pode deixar vô. Quer dizer... Senhor Gold! — Se corrigiu o mais rápido possível.
Isso fez com que Gold risse, afinal a atitude do garoto de se corrigir foi engraçado, era seu neto e ainda o chamava de Sr. Gold.
[...]
Regina dirigia em direção da casa de Gold, quando viu um homem estranho ali na cidade, nunca havia visto-o, ele conversava sozinho. Louco! Talvez não se lembrasse dele, apenas isso. Resolveu parar para observá-lo, ele de repente arrancou um papel de dentro da bolsa dele, não entendeu o que ele disse, mas parecia estar contando passos, além de estar dando passos lentamente. Até que ele frustrado por não ter conseguido sabe-se lá o que, jogou o papel no chão e o pisoteou. Parecia que a voz de Emma se tornara sua consciência, e a voz tão chata quanto Emma mandou que ela ajudasse o rapaz. Desceu do carro se amaldiçoando desde já ser boazinha, afinal de tudo, ela ainda era a Rainha Má. Revirou os olhos, antes de atravessar a rua. O rapaz assustado se virou em direção dela e logo foi dizendo...
– Ai ai! Olha eu não fiz nada!!! — O moço se encolheu todo.
– Calma garoto! Para onde vai? Parece estar perdido.
– Eu... Er... Bom, estou procurando a Sra. Lucas.
– Ah! Era só isso? No fim desta rua.
– Obrigado Regina. — E seguiu em frente.
– De nad... Espera, como sabe meu nome garoto? Ei garoto! Ah! Deixa pra lá. — Voltou para o carro encucada, bom ela era a prefeita, era normal que todos soubessem seu nome. — Garoto estranho.
– Mãe! — Virou em direção da voz, e avistou Henry de mão dada com Belle.
– Henry meu querido. — Abriu os braços e o menino veio lhe abraçar.
– Mãe e como Emma está?
– Está melhorando, fizemos um grande progresso noite passada.
Notou Belle lhe lançar um sorriso satisfeito. Devolveu o sorriso.
– Mãe, eu vou com Belle para a biblioteca. Posso?
– Pode, contanto que tome cuidado. — Regina recomendou e viu o garoto revirar os olhos, fazendo Belle rir.
– Não se preocupe Regina, tomarei conta deste rapazinho.
Regina beijou a testa do garoto e assentiu a cabeça para a bibliotecária e entrou novamente em seu carro.
– Vou ler aquele diário.
[...]
– Vocês tem cinco minutos para descansarem, iremos iniciar os treinos ao final do descanso. Escolham suas duplas. — Ayla anunciou. — Quero você Camille.
As garotas ao redor riram. A menina ficou vermelha.
– Você será minha oponente.
– Sim senhora.
[...]
Minhas mãos estão miseravelmente frias, na verdade, parecem ter o sangue congelado. O ar está frio. Merda! Olho em minha volta e continuo vendo apenas as frutas nos pés e o lago. Me aproximei dele me abraçando. Estava com frio. Não sei porque, mas quis saber a temperatura da água. Toquei e tive uma surpresa incrível, era quente. Não pensei muito sobre em como iria me aquecer, caí dentro do lago, mas algo me dizia pra não fazer isso, mas estava frio. Dane-se! Estou com muito frio.
[...]
Mal sentei na minha cadeira e meu telefone toca, revirei os olhos e olhei pro teto com uma careta raivosa. Retirei o telefone do gancho e usei minha voz mais simpática.
– Regina Mills.
– Regina, sou eu. Ruby, tenho algumas coisas para contar para você, venha o mais rápido possível para a lanchonete.
– Estou ocupada, sugiro que venha a minha casa.
– Tudo bem. Vou pedir a vovó para que me libere.
– Ok Ruby. Espero-a ansiosamente. — Usei a cântaros meu sarcasmo.
Bati o telefone no gancho e cocei meus olhos, estava ficando com sono. Precisava dormir. Mas antes...
– Vou levar você comigo. — Peguei o livro de capa preta e levei comigo para o quarto.
[...]
– Merda! Errei o clima. Era para ser calor. — Irina deu um tapa na própria fronte.
"- Magnânima!" — Era Griffin na bola de cristal.
– Fale imprestável! — Gritou com a bola de cristal.
– Encontrei a senhora Lucas, mas não creio que seja a mulher a qual está procurando, é muito velha.
– Verifique se não há mais ninguém da família dela.
– Sim minha senhora. — Sumiu sua imagem da bola de cristal.
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